{"id":510541,"date":"2025-12-04T08:04:31","date_gmt":"2025-12-04T11:04:31","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=510541"},"modified":"2025-12-04T08:04:31","modified_gmt":"2025-12-04T11:04:31","slug":"mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012\/","title":{"rendered":"Mais de 8,6 milh\u00f5es deixam pobreza; Brasil tem melhor n\u00edvel desde 2012"},"content":{"rendered":"<div class=\"cabecalhoNot mt-5\">\n<h1 class=\"tituloNot font-bold text-[28px] leading-8 md:text-[40px] md:leading-11 tracking-[-4%] text-black mt-1 mb-5\"><\/h1>\n<p class=\"descricaoNot font-normal text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-3%] my-5\"><strong>IBGE revela que 1,9 milh\u00e3o sa\u00edram da extrema pobreza em 2024<\/strong><\/p>\n<p class=\"assinaturaNot font-bold text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-5%] text-[var(--var-primary--color)]\"><a class=\"hover:underline\" title=\"Mais de Ag\u00eancia Brasil\" href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/autor\/agencia-brasil\/\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"socialShare mt-5 flex flex-row justify-start\">\n<div class=\"flex flex-row justify-evenly\">\n<div class=\"h-7\">\n<div class=\"rounded-2xl border-[1px] border-gray-200\">\n<p class=\"flex flex-row justify-center px-3\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"corpoNot w-full py-5 text-[16px] font-normal leading-normal tracking-normal text-black\">\n<div class=\"fotoNot\"><picture class=\"lazyload-loaded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image w-full h-auto type:primaryImage\" title=\"Mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024 (Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil)\" src=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/_midias\/jpg\/2025\/12\/03\/776672e6_ad4d_4bf3_b68d_e4488b8f35d4-810838.jpg\" alt=\"Mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024\/Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" width=\"680\" height=\"420\" data-src=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/_midias\/jpg\/2025\/12\/03\/776672e6_ad4d_4bf3_b68d_e4488b8f35d4-810838.jpg\" \/><\/picture>\n<p class=\"credFotoNot text-[12px] my-2.5 font-medium tracking-[-3%] text-center text-black\">Mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024 (Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. Esse desempenho socioecon\u00f4mico fez a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na<strong><a href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/economia\/2025\/11\/11701407-ipea-brasil-tem-melhor-renda-menor-pobreza-e-desigualdade-desde-1995.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0pobreza<\/a><\/strong>\u00a0cair de 27,3% em 2023 para 23,1%. \u00c9 o menor n\u00edvel j\u00e1 registrado desde 2012, quando come\u00e7a a s\u00e9rie hist\u00f3rica do\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\n<div class=\"container-gallery\">\n<div id=\"gallery-big-hash-1\">\n<div class=\"mySlides\">\n<div class=\"numbertext\"><\/div>\n<\/div>\n<div>Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milh\u00f5es de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o que equivale a cerca de R$ 694, em valores corrigidos para o ano. Esse \u00e9 o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milh\u00f5es de brasileiros.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Os dados fazem parte do levantamento S\u00edntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3).<\/p>\n<p class=\"texto\">Os indicadores mostram o terceiro ano seguido com redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero e na propor\u00e7\u00e3o de pobres, marcando uma recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia de covid-19, desencadeada em 2020.<\/p>\n<p class=\"texto\">Confira o comportamento da pobreza no pa\u00eds:<\/p>\n<p class=\"texto\">2012: 68,4 milh\u00f5es<\/p>\n<p class=\"texto\">2019: 67,5 milh\u00f5es (\u00faltimo ano antes da pandemia)<\/p>\n<p class=\"texto\">2020: 64,7 milh\u00f5es<\/p>\n<p class=\"texto\">2021: 77 milh\u00f5es<\/p>\n<p class=\"texto\">2022: 66,4 milh\u00f5es<\/p>\n<p class=\"texto\">2023: 57,6 milh\u00f5es<\/p>\n<p class=\"texto\">2024: 48,9 milh\u00f5es<\/p>\n<p class=\"texto\">Em 2012, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 34,7%. Em 2019 chegou a 32,6%. No primeiro ano da pandemia (2020) foi reduzida a 31,1% e chegou ao ponto mais alto da s\u00e9rie em 2021, com 36,8%. Desde ent\u00e3o, apresentou anos de queda, indo de 31,6% em 2022, para 23,1% no ano passado.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Trabalho e transfer\u00eancia de renda<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\nO pesquisador do IBGE Andr\u00e9 Geraldo de Moraes Sim\u00f5es, respons\u00e1vel pelo estudo, explica que em 2020, ano de eclos\u00e3o da pandemia, a pobreza chegou a ser reduzida por causa dos programas assistenciais emergenciais, como o Aux\u00edlio Emergencial, pago pelo governo federal.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cEsses benef\u00edcios voltaram em abril de 2021, mas com valores menores e restri\u00e7\u00e3o de acesso pelo p\u00fablico, e o mercado de trabalho ainda estava fragilizado, ent\u00e3o a pobreza subiu\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Sim\u00f5es acrescenta que, a partir de 2022, o mercado de trabalho voltou a aquecer, acompanhado por programas assist\u00eancias com valores maiores, fatores que permitiram o avan\u00e7o socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cTanto o mercado de trabalho aquecido, quanto os benef\u00edcios de transfer\u00eancia de renda, principalmente o Bolsa Fam\u00edlia e o Aux\u00edlio Brasil, que ganharam maiores valores e ampliaram o grupo da popula\u00e7\u00e3o que recebia\u201d, assinala.<\/p>\n<p class=\"texto\">No segundo semestre de 2022, o programa Aux\u00edlio Brasil passou a pagar R$ 600. Em 2023, o programa foi rebatizado de Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Extrema pobreza<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\nNo \u00faltimo ano, o Brasil vivenciou tamb\u00e9m redu\u00e7\u00e3o da extrema pobreza, pessoas que viviam com renda de at\u00e9 US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos para o ano passado.<\/p>\n<p class=\"texto\">De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milh\u00f5es para 7,4 milh\u00f5es, ou seja, 1,9 milh\u00f5es de pessoas deixaram a condi\u00e7\u00e3o. Essa evolu\u00e7\u00e3o fez com que a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor j\u00e1 registrada.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em 2012, quando come\u00e7ou a s\u00e9rie hist\u00f3rica, eram 6,6%. Em 2021, o patamar alcan\u00e7ou 9% (18,9 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Desigualdade regional<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\nOs n\u00fameros do IBGE deixam clara a desigualdade regional. Tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Norte e Nordeste superam a taxa nacional.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Pobreza<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\nNordeste: 39,4%<\/p>\n<p class=\"texto\">Norte: 35,9%<\/p>\n<p class=\"texto\">Brasil: 23,1%<\/p>\n<p class=\"texto\">Sudeste: 15,6%<\/p>\n<p class=\"texto\">Centro-Oeste: 15,4%<\/p>\n<p class=\"texto\">Sul: 11,2%<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Extrema pobreza<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\nNordeste: 6,5%<\/p>\n<p class=\"texto\">Norte: 4,6%<\/p>\n<p class=\"texto\">Brasil: 3,5%<\/p>\n<p class=\"texto\">Sudeste: 2,3%<\/p>\n<p class=\"texto\">Centro-Oeste: 1,6%<\/p>\n<p class=\"texto\">Sul: 1,5%<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cS\u00e3o as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis do pa\u00eds, isso acaba se refletindo tamb\u00e9m no mercado de trabalho\u201d, diz Andr\u00e9 Sim\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"texto\">Outra desigualdade demonstrada \u00e9 a racial. Na popula\u00e7\u00e3o branca, 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.<\/p>\n<p class=\"texto\">Entre os pretos, a pobreza chegava a 25,8%, e a extrema pobreza a 3,9%. Na popula\u00e7\u00e3o parda, as parcelas eram 29,8% e 4,5%, respectivamente.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Menor Gini desde 2012<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\nA S\u00edntese de Indicadores Sociais atualizou o chamado \u00cdndice de Gini, que avalia a desigualdade de renda. O \u00edndice vai de 0 a 1 &#8211; quanto maior, pior a desigualdade.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em 2024, o \u00cdndice de Gini atingiu 0,504, o menor valor da s\u00e9rie iniciada em 2012. Em 2023, era 0,517.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para medir o impacto de programas sociais na redu\u00e7\u00e3o da desigualdade, o IBGE apresentou um c\u00e1lculo do Gini caso n\u00e3o houvesse essa pol\u00edtica assistencial.<\/p>\n<p class=\"texto\">O estudo constatou que o indicador seria 0,542 se n\u00e3o existissem programas de transfer\u00eancia de renda, como Bolsa Fam\u00edlia e Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC &#8211; um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou \u00e0 pessoa com defici\u00eancia de qualquer idade).<\/p>\n<p class=\"texto\">Outro exerc\u00edcio hipot\u00e9tico realizado pelos pesquisadores foi sobre a condi\u00e7\u00e3o de pessoas com 60 anos ou mais se n\u00e3o houvesse benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/p>\n<p class=\"texto\">A extrema pobreza entre os idosos passaria de 1,9% para 35,4%, projeta o instituto. J\u00e1 a pobreza subiria de 8,3% para 52,3%.<\/p>\n<p class=\"texto\">O levantamento mostra tamb\u00e9m que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais. Entre os ocupados sem carteira assinada, era um em cada cinco (20,4%). Entre os empregados com carteira assinada, a propor\u00e7\u00e3o era de 6,7%.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IBGE revela que 1,9 milh\u00e3o sa\u00edram da extrema pobreza em 2024<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":510542,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,11],"tags":[],"class_list":["post-510541","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-regional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1_776672e6_ad4d_4bf3_b68d_e4488b8f35d4-810838.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=510541"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510541\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/510542"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=510541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=510541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=510541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}