{"id":511501,"date":"2025-12-12T04:23:20","date_gmt":"2025-12-12T07:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=511501"},"modified":"2025-12-12T04:23:20","modified_gmt":"2025-12-12T07:23:20","slug":"bahia-e-o-2o-estado-que-mais-mata-lgbtqia-no-brasil-salvador-lidera-ranking-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bahia-e-o-2o-estado-que-mais-mata-lgbtqia-no-brasil-salvador-lidera-ranking-nacional\/","title":{"rendered":"Bahia \u00e9 o 2\u00ba estado que mais mata LGBTQIA+ no Brasil; Salvador lidera ranking nacional"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<h2>N\u00fameros reacendem o debate sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e prote\u00e7\u00e3o social no estado<\/h2>\n<div class=\"autor\">Ot\u00e1vio Queiroz<\/div>\n<div id=\"div-share\"><\/div>\n<div class=\"materia\">\n<div class=\"conteudo_post\">\n<figure id=\"attachment_512738\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-512738\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-512738\" src=\"https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/11172055\/bandeira-lgbt-com-violencia-e-manchas-de-sangue.png\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/11172055\/bandeira-lgbt-com-violencia-e-manchas-de-sangue.png 600w, https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/11172055\/bandeira-lgbt-com-violencia-e-manchas-de-sangue-300x210.png 300w, https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/11172055\/bandeira-lgbt-com-violencia-e-manchas-de-sangue-269x187.png 269w, https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/11172055\/bandeira-lgbt-com-violencia-e-manchas-de-sangue-110x76.png 110w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"420\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-512738\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Imagem gerada por IA<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Bahia est\u00e1, atualmente, entre os estados mais violentos do pa\u00eds para pessoas LGBTQIA+, segundo o Observat\u00f3rio de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil, levantamento anual produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Apenas em 2024, foram registradas 31 mortes no estado.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros reacendem o debate sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e prote\u00e7\u00e3o social, especialmente ap\u00f3s o assassinato da jovem trans Rhianna Alves, de 18 anos, no \u00faltimo s\u00e1bado (6), em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es. A v\u00edtima foi morta por um motorista de aplicativo, que confessou o crime e alegou leg\u00edtima defesa. Mesmo assim, ele foi liberado ap\u00f3s prestar depoimento.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Os dados mostram que o Brasil registrou 291 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ no ano passado, 34 casos a mais que em 2023, refletindo uma escalada preocupante. A popula\u00e7\u00e3o gay representou a maior parte das v\u00edtimas, com 165 mortes, seguida por travestis e mulheres trans, que somaram 96 casos.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m incluiu pessoas heterossexuais que foram mortas por defender v\u00edtimas ou confundidas com membros da comunidade. Nordeste e Sudeste lideraram as estat\u00edsticas regionais, com 99 mortes cada.<\/p>\n<p>No ranking nacional, S\u00e3o Paulo aparece no topo, com 53 mortes, seguido pela Bahia, com 31, e Mato Grosso, com 24. A participa\u00e7\u00e3o baiana representa pouco mais de 10,6% de todos os casos registrados no pa\u00eds, refor\u00e7ando a gravidade do cen\u00e1rio local.<\/p>\n<p>Os crimes foram cometidos, principalmente, com arma branca, arma de fogo ou por espancamento, o que, segundo o GGB, demonstra a brutalidade das ocorr\u00eancias e a vulnerabilidade das v\u00edtimas.<\/p>\n<p><strong>Salvador lidera cen\u00e1rio da viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A capital baiana tamb\u00e9m se destaca negativamente. Com 14 mortes, Salvador \u00e9 apontada como a cidade mais perigosa do pa\u00eds para pessoas LGBTQIA+, superando S\u00e3o Paulo (13), apesar da diferen\u00e7a populacional. Belo Horizonte e Macei\u00f3 aparecem em seguida, ambas com sete casos.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o de Salvador contrasta com o fato de possuir centros de refer\u00eancia e pol\u00edticas espec\u00edficas para a comunidade, o que, para especialistas, demonstra que a estrutura existente ainda \u00e9 insuficiente para garantir prote\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n<p>Luiz Mott, fundador do GGB e coordenador do Observat\u00f3rio, critica a persist\u00eancia do pa\u00eds em liderar \u00edndices de viol\u00eancia, apesar de marcos legais garantirem diversos direitos.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil continua sendo campe\u00e3o de assassinatos LGBT, com uma morte a cada 36 horas, o que \u00e9 um verdadeiro genoc\u00eddio\u201d, afirmou ao\u00a0<strong>bahia.ba<\/strong>. Ele tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para o caso baiano. \u201c\u00c9 triste ver uma cidade como Salvador, com centros e grupos organizados, ser a capital onde mais se matou LGBTs no ano passado, mais do que S\u00e3o Paulo, que tem tr\u00eas vezes mais popula\u00e7\u00e3o\u201d, completou.<\/p>\n<p>Para Mott, a\u00e7\u00f5es governamentais e fortalecimento da rede de prote\u00e7\u00e3o s\u00e3o indispens\u00e1veis. Ele defende puni\u00e7\u00f5es rigorosas para crimes motivados por discrimina\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 seguran\u00e7a da comunidade LGBTQIA+. O ativista tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do engajamento social. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que gays e l\u00e9sbicas saiam do arm\u00e1rio e exijam seus direitos, direitos iguais, nem menos nem mais\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"author-info\" class=\"ui items\">\n<div class=\"item\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros reacendem o debate sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e prote\u00e7\u00e3o social no estado<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":511502,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27,6],"tags":[],"class_list":["post-511501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bandeira-lgbt-com-violencia-e-manchas-de-sangue.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/511501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=511501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/511501\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/511502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=511501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=511501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=511501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}