{"id":514053,"date":"2026-01-05T07:11:13","date_gmt":"2026-01-05T10:11:13","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=514053"},"modified":"2026-01-05T07:11:13","modified_gmt":"2026-01-05T10:11:13","slug":"1975-visitando-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/1975-visitando-o-futuro\/","title":{"rendered":"1975, visitando o futuro"},"content":{"rendered":"<header class=\"grid_12 prefix_2\">\n<div class=\"tituloNoticia\">\n<h1 class=\"tituloNoticiaDet\"><\/h1>\n<h2 class=\"subTituloDet\">Em 1975, Pernambuco partilhou uma singular experi\u00eancia de substitui\u00e7\u00e3o de camadas de poder<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"descricaoNoticia\">\n<aside class=\"dataAutor\">Por<strong>\u00a0Luiz Ot\u00e1vio Cavalcanti<\/strong><small><\/small><\/aside>\n<\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<\/header>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-514054 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/cavalcanti.jpeg\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/cavalcanti.jpeg 385w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/cavalcanti-257x300.jpeg 257w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/cavalcanti-160x187.jpeg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/div>\n<div class=\"imgPadrao grid_14 prefix_1\"><a id=\"imgPrincipalNoticia\" title=\" \" href=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/upload\/dn_arquivo\/2026\/01\/whatsapp-image-2026-01-02-at-185456.jpeg\" rel=\"gallery\"><small class=\"legendaFoto\">O governador, naquele per\u00edodo, entre 1975-79, era Jos\u00e9 Francisco de Moura Cavalcanti. Ele compreendeu o tempo. Anteviu o porvir &#8211;\u00a0<em>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/small><\/a><\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<article class=\"grid_8 prefix_2 textoArea\" data-fetch=\"true\">\n<blockquote><p><strong>\u201cA cana de a\u00e7\u00facar t\u00e3o pura, se recusa, viva, a estar nua: desde cedo, saias folhudas milvestem-lhe a perna andaluza\u201d<\/strong><\/p>\n<div id=\"portal-whatsapp-cta\">\n<div class=\"cta-button\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, em Cana de a\u00e7\u00facar menina<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Governar \u00e9 um desafio. Porque envolve escolhas. E, uma das principais escolhas do governante, \u00e9 entre presente e futuro. Porque as necessidades s\u00e3o maiores do que os recursos fiscais dispon\u00edveis. Ent\u00e3o, ele h\u00e1 de optar. E a press\u00e3o pol\u00edtica geralmente favorece o presente. Em detrimento do futuro.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">Em 1975, Pernambuco partilhou uma singular experi\u00eancia de substitui\u00e7\u00e3o de camadas de poder. Que atualizou o que, ent\u00e3o, era presente. Com novos quadros gerenciais. E que tamb\u00e9m semeou o futuro. Com uma vis\u00e3o transformadora da economia pernambucana. E estruturadora.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o para olhar o futuro, com projetos estruturadores, abrangeu tr\u00eas \u00e1reas: a primeira \u00e1rea foi de recursos humanos, com a transforma\u00e7\u00e3o da autarquia CONDEPE em funda\u00e7\u00e3o. E a cria\u00e7\u00e3o da FIDEM, em 1976, como funda\u00e7\u00e3o privada e \u00f3rg\u00e3o gestor da regi\u00e3o metropolitana. Desempenho t\u00e9cnico e institucional que virou modelo nacional. Nos anos de 1975-85.<\/p>\n<p>A segunda \u00e1rea, na ind\u00fastria, foi publicar, em 1977, os editais das obras de infraestrutura de Suape. O acesso rodovi\u00e1rio, o acesso ferrovi\u00e1rio, as esta\u00e7\u00f5es de \u00e1gua de Bita e de Utinga, a esta\u00e7\u00e3o de energia de 69 kv. Dando condi\u00e7\u00f5es para concretizar a voca\u00e7\u00e3o atl\u00e2ntica pernambucana. Batizada com o a\u00e7\u00facar exportado para as refinarias de Amsterdam.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">A terceira \u00e1rea, no setor do terci\u00e1rio moderno, foi construir, em Olinda, o Centro de Conven\u00e7\u00f5es, feiras e exposi\u00e7\u00f5es. Em 1977. Para fortalecer a voca\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria do burgo olindense. O projeto resultou de concurso p\u00fablico entre escrit\u00f3rios especializados de arquitetura e engenharia. E o projeto vencedor, com suas linhas contempor\u00e2neas, honra, em beleza e funcionalidade, at\u00e9 hoje, seus autores.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de desenvolvimento, desenhada \u00e0 \u00e9poca, decorreu de dupla contribui\u00e7\u00e3o: do Programa Integrado de Sociologia e Economia &#8211; PIMES, programa de mestrado da UFPE, contratado para apresentar diagn\u00f3stico da economia estadual. E do quadro de servidores da \u00e1rea econ\u00f4mica do estado. Mobilizados, no conjunto, para pensar Pernambuco. O documento, orientador das a\u00e7\u00f5es, da\u00ed em diante, est\u00e1 vivo. Projetado nas a\u00e7\u00f5es que, desde ent\u00e3o vigentes, vem sendo executadas.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">H\u00e1 outro aspecto desse processo de constru\u00e7\u00e3o do futuro. Foi a substitui\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es. O governador, naquele per\u00edodo, entre 1975-79, era Jos\u00e9 Francisco de Moura Cavalcanti. Ele compreendeu o tempo. Anteviu o porvir. Mediu o azul de Pernambuco. Pesou sert\u00f5es e mandacarus. Admirou litorais e praias. E, com r\u00e9gua e compasso de intelig\u00eancia pol\u00edtica, reinventou os fazeres administrativos.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o tra\u00e7ado produziu mudan\u00e7a que era uma carta ao futuro. Porque os velhos caciques do PSD foram substitu\u00eddos por jovens concursados. Compromissados com a responsabilidade de transformar Pernambuco.<\/p>\n<p>No arrebol de 2025, quando o sol armorial da v\u00e1rzea do Capibaribe recebe o v\u00e9u da noite, lembro de Moura Cavalcanti. Vision\u00e1rio. Arquiteto do fazer. E, ao nosso lado, outro peda\u00e7o sens\u00edvel de Pernambuco, poeta, Joaquim Cardozo, que disse:<\/p>\n<p>\u201cO meu canto \u00e9 de sol, \u00e9 de ver\u00e3o florindo, os jardins tropicais: de t\u00fanicas vermelhas, flamboyants cardeais! \u00c9 de manh\u00e3 nascente em profuso ver\u00e3o: &#8211; P\u00farpuras de jambeiros atiradas no ch\u00e3o!\u201d.<\/p>\n<div id=\"ppBoxFinalMateria\">\n<div id=\"pads_intext-17676076992918\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_FINAL_MATERIA_01\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"4\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CPSd3PuT9JEDFfol4AMdi_M7Vw\"><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1975, Pernambuco partilhou uma singular experi\u00eancia de substitui\u00e7\u00e3o de camadas de poder<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":514054,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-514053","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/cavalcanti.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/514053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=514053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/514053\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/514054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=514053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=514053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=514053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}