{"id":515254,"date":"2026-01-15T07:07:25","date_gmt":"2026-01-15T10:07:25","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=515254"},"modified":"2026-01-15T07:07:25","modified_gmt":"2026-01-15T10:07:25","slug":"pesquisa-inedita-revela-os-numeros-por-tras-da-economia-do-trafico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pesquisa-inedita-revela-os-numeros-por-tras-da-economia-do-trafico\/","title":{"rendered":"Pesquisa in\u00e9dita revela os n\u00fameros por tr\u00e1s da economia do tr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<header class=\"grid_12 prefix_2\">\n<div class=\"tituloNoticia\">\n<h1 class=\"tituloNoticiaDet\"><\/h1>\n<h2 class=\"subTituloDet\">A coleta foi viabilizada por uma metodologia pr\u00f3pria do Instituto Phi, que capacita moradores das favelas para atuarem como pesquisadores<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"descricaoNoticia\">\n<aside class=\"dataAutor\">Por<strong>\u00a0Patricia Raposo<\/strong><\/aside>\n<\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<\/header>\n<div><\/div>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><a id=\"imgPrincipalNoticia\" title=\"A economia do tr\u00e1fico fincou suas bases na aus\u00eancia do estado  - Foto: Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" href=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/450\/450\/dn_arquivo\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20.webp\"><small class=\"legendaFoto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-515255 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-620x465.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-620x465.webp 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-300x225.webp 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-768x576.webp 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-80x60.webp 80w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-118x88.webp 118w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-160x120.webp 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20-640x480.webp 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20.webp 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/small><\/a><\/div>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><a id=\"imgPrincipalNoticia\" title=\"A economia do tr\u00e1fico fincou suas bases na aus\u00eancia do estado  - Foto: Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" href=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/450\/450\/dn_arquivo\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20.webp\"><small class=\"legendaFoto\">A economia do tr\u00e1fico fincou suas bases na aus\u00eancia do estado &#8211;\u00a0<em>Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/small><\/a><\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<article class=\"grid_8 prefix_2 textoArea\" data-fetch=\"true\">Uma das pesquisas mais abrangentes j\u00e1 realizadas no Brasil com pessoas envolvidas no tr\u00e1fico de drogas exp\u00f5e, com dados, o que as periferias brasileiras gritam h\u00e1 d\u00e9cadas: a economia do crime n\u00e3o se alimenta apenas de armas, mas de fome, desemprego e abandono estatal. O recente estudo \u201cRaio X da Vida Real\u201d, realizado pelo Data Favela, em parceria com a CUFA (Central \u00danica das Favelas) e apoio do Instituto Phi, entrevistou 3.954 pessoas diretamente envolvidas com o tr\u00e1fico, em favelas de 23 estados brasileiros.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">A coleta foi viabilizada por uma metodologia pr\u00f3pria do Instituto Phi, que forma e capacita moradores das favelas para atuarem como pesquisadores em suas pr\u00f3prias comunidades. Com margem de erro de 1,56 ponto percentual, a pesquisa oferece uma escuta in\u00e9dita da base do crime, revelando o que leva essas pessoas a entrar, permanecer e o que poderia motiv\u00e1-las a sair.<\/p>\n<div id=\"_ppads_outstream_intext\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_01\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"1\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Os dados mostram que a entrada no crime est\u00e1 menos ligada ao desejo de poder ou prest\u00edgio e mais \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais: 36% dos entrevistados ingressaram no tr\u00e1fico para sustentar a fam\u00edlia, enquanto 21% disseram n\u00e3o enxergar outra alternativa de renda. Apenas 5% citaram o reconhecimento social como motivador.<\/p>\n<p>Apesar do risco constante, 52% recebem at\u00e9 R$ 3 mil por m\u00eas, e apenas 6% ultrapassam R$ 10 mil. Em muitos casos, os valores n\u00e3o cobrem nem os custos familiares b\u00e1sicos.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">Questionados sobre o que os faria deixar o tr\u00e1fico, 61% apontaram um emprego com sal\u00e1rio equivalente ou superior ao atual. Outros 43% disseram que s\u00f3 sairiam com prote\u00e7\u00e3o f\u00edsica para si e seus familiares, dado que revela o alto risco envolvido na tentativa de ruptura. Al\u00e9m disso, 38% indicaram acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ou forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica como caminho para reconstruir a vida.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176847151794775\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_02\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"2\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CPayuOiljZIDFXurlQIdqVIEvg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_02_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m desconstr\u00f3i a tese da \u201cfam\u00edlia desestruturada\u201d como causa central do ingresso no crime. Apenas 13% apontaram epis\u00f3dios de alcoolismo, uso de drogas ou viol\u00eancia dom\u00e9stica como fatores de entrada no crime.<\/p>\n<p>As mulheres representam 18% da amostra. Muitas ingressam por la\u00e7os afetivos ou familiares e acumulam a fun\u00e7\u00e3o de chefia do lar. Nesses casos, a perman\u00eancia no crime est\u00e1 ligada \u00e0 falta de creche, de alternativas de renda e aus\u00eancia de rede de apoio.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">\u00c9 claro que o combate ao consumo tamb\u00e9m precisa ser considerado, mas o estudo mostra que, embora o enfrentamento policial siga necess\u00e1rio, a repress\u00e3o atinge apenas a superf\u00edcie do problema. Por oferecer um retrato objetivo das engrenagens que sustentam o tr\u00e1fico e das condi\u00e7\u00f5es reais para enfrent\u00e1-lo de forma efetiva &#8211; basta observar a falta que uma creche faz -, o\u00a0estudo do Data Favela merece aten\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria de gestores p\u00fablicos e candidatos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2026.\u00a0Sua principal conclus\u00e3o \u00e9 que s\u00f3 pol\u00edticas p\u00fablicas bem estruturadas e sustent\u00e1veis t\u00eam o poder de desarticular a base econ\u00f4mica e social que mant\u00e9m o crime organizado nas periferias.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176847151794768\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_03\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"3\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CP_J-umljZIDFSNSuAQdK3MWZg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_03_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coleta foi viabilizada por uma metodologia pr\u00f3pria do Instituto Phi, que capacita moradores das favelas para atuarem como pesquisadores<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":515255,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27,6],"tags":[],"class_list":["post-515254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/marcha-maconha-sp-20.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/515254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=515254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/515254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/515255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=515254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=515254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=515254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}