{"id":51688,"date":"2014-03-23T09:59:10","date_gmt":"2014-03-23T12:59:10","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=51688"},"modified":"2014-03-23T09:59:10","modified_gmt":"2014-03-23T12:59:10","slug":"a-queda-de-joao-goulart-50-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-queda-de-joao-goulart-50-anos-depois\/","title":{"rendered":"A queda de Jo\u00e3o Goulart, 50 anos depois"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Jo\u00e3o Goulart foi deposto em mar\u00e7o de 1964 pelos militares, que tiveram apoio popular, de intelectuais, artistas e da imprensa\" alt=\"Jo\u00e3o Goulart foi deposto em mar\u00e7o de 1964 pelos militares, que tiveram apoio popular, de intelectuais, artistas e da imprensa\" src=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/3\/211734\/JOAO-BELCHIOR-MARQUES-1962-2-size-598.jpg?1395434743\" width=\"598\" height=\"336\" data-original=\"http:\/\/veja0.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/3\/211734\/JOAO-BELCHIOR-MARQUES-1962-2-size-598.jpg?1395434743\" \/>Jo\u00e3o Goulart\u00a0foi deposto em mar\u00e7o de 1964\u00a0pelos militares, que tiveram apoio popular,\u00a0de intelectuais, artistas e da imprensa\u00a0(Getty Images)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2>Os personagens<\/h2>\n<p>Jo\u00e3o Goulart<br \/>\nCastello Branco<br \/>\nErnesto Geisel<br \/>\nOlympio Mour\u00e3o Filho<br \/>\nAmaury Kruel<br \/>\nLeonel Brizola<br \/>\nMagalh\u00e3es Pinto<br \/>\nLincoln Gordon<br \/>\nAssis Brasil<br \/>\nMaria Thereza Goulart<br \/>\nCabo Anselmo<br \/>\nDarcy Ribeiro<br \/>\nJos\u00e9 Serra<br \/>\nGolbery do Couto e Silva<br \/>\nEm\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici<br \/>\nLuiz Carlos Prestes<br \/>\nClodesmidt Riani<br \/>\nCarlos Lacerda<br \/>\nMiguel Arraes<br \/>\nJuscelino Kubitschek<br \/>\nAdhemar de Barros<br \/>\nIeda Maria Vargas<br \/>\nBrigitte Bardot<br \/>\nTancredo Neves<br \/>\nAbelardo Jurema<br \/>\nRanieri Mazzilli<br \/>\nArthur da Costa e Silva<br \/>\nFrancisco Juli\u00e3o<br \/>\nCarlos Heitor Cony<br \/>\nCelso Furtado<br \/>\nSan Tiago Dantas<\/p>\n<\/div>\n<p>Em uma reportagem especial de\u00a044 p\u00e1ginas, VEJA revisita os choques pol\u00edticos que levaram \u00e0 queda do governo de Jo\u00e3o Goulart, o Jango, em 31 de mar\u00e7o de 1964, dia em que ele foi alijado do poder pelos militares com amplo apoio popular, dos intelectuais e da imprensa. Isso ocorreu h\u00e1 meio s\u00e9culo, mas muitas das contradi\u00e7\u00f5es daquele tempo ainda est\u00e3o vivas no Brasil de hoje \u2014 com exce\u00e7\u00e3o do que diz respeito \u00e0 intocabilidade dos valores democr\u00e1ticos e ao valor intr\u00ednseco da sanidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Por feliz sugest\u00e3o de Vilma Gryzinski, editora executiva e coordenadora do projeto, a reportagem de VEJA gira em torno das pessoas que foram os principais personagens, de um lado e do outro, daqueles eventos. Afinal, n\u00e3o existe hist\u00f3ria sem homens p\u00fablicos, e\u00a0mesmo estes s\u00e3o seres humanos de carne e osso, movidos por ambi\u00e7\u00f5es, desejos e medos.<\/p>\n<p>Homens p\u00fablicos devem ser julgados por seu legado pol\u00edtico, mesmo quando, no plano pessoal, sejam simp\u00e1ticos, amem os animais e as mulheres, tratem bem os subordinados e se condoam das injusti\u00e7as sociais. Jo\u00e3o Goulart, o presidente deposto no golpe de 1964, era assim. Presidente acidental, tamb\u00e9m era hesitante, demag\u00f3gico e aplicado no mau h\u00e1bito populista de dividir os brasileiros entre os bons e os maus, os que mereciam ter seus clamores atendidos e os que demandavam tratamento duro, se n\u00e3o a exclus\u00e3o total. Introduzir a complexidade em assuntos que parecem cristalinamente simples foi um dos intuitos de VEJA na reportagem.<\/p>\n<p>Ambiciosos ou inapetentes para o poder, racionais ou autodestrutivos, generosos ou cru\u00e9is, quando n\u00e3o uma mistura de tudo isso, todos os personagens de 1964\u00a0se viam como defensores da democracia \u2014 e quase todos a afrontaram. No governo Jango, comerciantes eram presos por especula\u00e7\u00e3o, sob aprova\u00e7\u00e3o popular, e o trecho mais aplaudido do discurso que ele fez no com\u00edcio da Central do Brasil, quando pretendeu mudar as regras do jogo em assuntos vitais, tratava do congelamento dos alugu\u00e9is. Desde ent\u00e3o, governantes e governados, entre tantos erros cometidos pelos governos militares e pelos civis que lhes sucederam, aprenderam a respeitar fundamentos b\u00e1sicos que garantem a todos o direito de defender suas opini\u00f5es e at\u00e9 lutar por elas, dentro do estado de direito, sem achar que os oponentes precisem ser esmagados, encarcerados ou exilados. Cinquenta anos depois da derrubada de Jango,\u00a029 anos depois do fim da ditadura que se seguiu, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma reportagem especial de 44 p\u00e1ginas, VEJA revisita os choques pol\u00edticos que levaram \u00e0 queda do governo de Jo\u00e3o Goulart, o Jango, em 31 de mar\u00e7o de 1964, dia em que ele foi alijado do poder pelos militares com amplo apoio popular, dos intelectuais e da imprensa. Isso ocorreu h\u00e1 meio s\u00e9culo, mas muitas das contradi\u00e7\u00f5es daquele tempo ainda est\u00e3o vivas no Brasil de hoje \u2014 com exce\u00e7\u00e3o do que diz respeito \u00e0 intocabilidade dos valores democr\u00e1ticos e ao valor intr\u00ednseco da sanidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Por feliz sugest\u00e3o de Vilma Gry<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":51689,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-51688","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/JOAO-BELCHIOR-MARQUES-1962-2-size-598.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51688"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51688\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}