{"id":519245,"date":"2026-02-21T10:47:36","date_gmt":"2026-02-21T13:47:36","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=519245"},"modified":"2026-02-21T10:47:36","modified_gmt":"2026-02-21T13:47:36","slug":"dengue-pesquisa-da-ufpe-mostra-que-indices-estao-atrelados-a-desigualdade-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/dengue-pesquisa-da-ufpe-mostra-que-indices-estao-atrelados-a-desigualdade-urbana\/","title":{"rendered":"Dengue: pesquisa da UFPE mostra que \u00edndices est\u00e3o atrelados \u00e0 desigualdade urbana"},"content":{"rendered":"<div class=\"cabecalhoNot mt-5\">\n<h1 class=\"tituloNot font-bold text-[28px] leading-8 md:text-[40px] md:leading-11 tracking-[-4%] text-black mt-1 mb-5\"><\/h1>\n<p class=\"descricaoNot font-normal text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-3%] my-5\">Bairros das zonas Oeste e Norte est\u00e3o com proje\u00e7\u00f5es mais altas, com risco superior a 15 casos por quil\u00f4metro quadrado<\/p>\n<p class=\"assinaturaNot font-bold text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-5%] text-[var(--var-primary--color)]\"><a class=\"hover:underline\" title=\"Mais de Adelmo Lucena\" href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/autor\/adelmo-lucena\/\">Adelmo Lucena<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"socialShare mt-5 flex flex-row justify-start\">\n<div class=\"flex flex-row justify-evenly\">\n<div class=\"h-7\">\n<div class=\"rounded-2xl border-[1px] border-gray-200\">\n<p class=\"flex flex-row justify-center px-3\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"corpoNot w-full py-5 text-[16px] font-normal leading-normal tracking-normal text-black\">\n<div class=\"fotoNot\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-519247 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa-620x371.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa-620x371.webp 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa-300x179.webp 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa-768x459.webp 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa-160x96.webp 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa-640x383.webp 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa.webp 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p class=\"credFotoNot text-[12px] my-2.5 font-medium tracking-[-3%] text-center text-black\">At\u00e9 o dia 17 de fevereiro, foram notificados 422 casos suspeitos de arboviroses na cidade, sendo 291 casos de dengue, 122 de chikungunya e 9 de zika (Foto: Pixabay)<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"denakop-scroll-1\" class=\"scroll_desktop\" data-google-query-id=\"CLW3gfnb6pIDFXWqYQYdDYEEig\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,1085900\/diariodepernambuco.com.br\/post_scroll_1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Uma pesquisa desenvolvida pela\u00a0<strong>Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)<\/strong>\u00a0que analisou dados de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/vida-urbana\/2026\/01\/11705684-recife-entra-em-2026-com-risco-medio-por-conta-de-focos-de-mosquito-da-dengue.html\"><strong>dengue<\/strong><\/a>\u00a0ao longo de uma d\u00e9cada revela que o risco da doen\u00e7a no Recife acompanha padr\u00f5es de desigualdade urbana, sendo maior em \u00e1reas com maior densidade populacional, renda mais baixa e infraestrutura prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>O estudo identificou que regi\u00f5es norte e oeste da cidade concentram os maiores n\u00edveis de risco epidemiol\u00f3gico, com proje\u00e7\u00f5es indicando persist\u00eancia da transmiss\u00e3o at\u00e9 2026. A pesquisa analisou casos confirmados entre 2015 e 2024 e aponta que fatores sociais, ambientais e clim\u00e1ticos, como tamanho das fam\u00edlias, chuva e renda, influenciam diretamente a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A pesquisa parte de uma premissa de que o<strong>\u00a0espa\u00e7o urbano \u00e9 um fator determinante na din\u00e2mica de transmiss\u00e3o da dengue.<\/strong>\u00a0O estudo mostra que caracter\u00edsticas do territ\u00f3rio, como densidade populacional, condi\u00e7\u00f5es ambientais e infraestrutura urbana, influenciam diretamente a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito transmissor e a perman\u00eancia de ciclos epid\u00eamicos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram dados epidemiol\u00f3gicos, socioecon\u00f4micos e ambientais de 94 bairros da capital pernambucana, considerando vari\u00e1veis como renda m\u00e9dia, densidade populacional, tamanho m\u00e9dio das fam\u00edlias, precipita\u00e7\u00e3o, temperatura e presen\u00e7a de canais de drenagem. A modelagem permitiu identificar padr\u00f5es persistentes de risco ao longo do tempo e no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a cidade apresenta contrastes entre \u00e1reas centrais e perif\u00e9ricas em termos de renda, qualidade habitacional e infraestrutura urbana. Bairros com menor renda e cobertura limitada de saneamento apresentam condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de criadouros do mosquito e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o da doen\u00e7a. A pesquisa conclui que a desigualdade territorial gera desigualdade epidemiol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Dez anos de coleta de dados\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para investigar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, os pesquisadores analisaram casos confirmados registrados no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>entre 2015 e 2023, al\u00e9m de proje\u00e7\u00f5es at\u00e9 2024.<\/strong>\u00a0Tamb\u00e9m foram incorporados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) sobre renda e demografia, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ambientais.<\/p>\n<p>A pesquisa recebeu o nome de\u00a0<em>\u201cModelagem Bayesiana Hier\u00e1rquica da Dengue no Recife, Brasil (2015-2024): O Papel da Granularidade Espacial e da Qualidade dos Dados no Mapeamento do Risco Epidemiol\u00f3gico\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O estudo utilizou um modelo estat\u00edstico capaz de integrar simultaneamente fatores sociais, ambientais e temporais. A metodologia permite estimar o risco real de transmiss\u00e3o em cada \u00e1rea, corrigindo distor\u00e7\u00f5es associadas ao tamanho dos bairros e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o populacional.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise mostrou que a densidade populacional e o n\u00famero m\u00e9dio de moradores por resid\u00eancia apresentam forte associa\u00e7\u00e3o positiva com o risco de dengue. Isso indica que ambientes com maior concentra\u00e7\u00e3o de pessoas favorecem a transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a renda m\u00e9dia apresentou rela\u00e7\u00e3o inversa com o risco, sugerindo que melhores condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e infraestrutura urbana reduzem a incid\u00eancia da doen\u00e7a. A presen\u00e7a de canais de drenagem tamb\u00e9m foi associada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do risco, enquanto o aumento das chuvas elevou a incid\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Desigualdade territorial define zonas de risco<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-519246 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20151207160813549825i.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20151207160813549825i.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20151207160813549825i-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20151207160813549825i-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20151207160813549825i-450x300.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption>Al\u00e9m da dengue e da chikungunya, o Aedes transmite o v\u00edrus zika, apontado como o respons\u00e1vel pelo avan\u00e7o da microcefalia no pa\u00eds, principalmente no Nordeste. Foto: AFP Photo (cr\u00e9dito: )<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados apontam uma distribui\u00e7\u00e3o espacial desigual da doen\u00e7a no territ\u00f3rio recifense. As regi\u00f5es norte e oeste da cidade apresentaram os maiores n\u00edveis de risco, coincidindo com \u00e1reas de maior vulnerabilidade social e alta densidade populacional.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta que a<strong>\u00a0regi\u00e3o norte<\/strong>\u00a0combina setores de renda mais alta com extensas \u00e1reas perif\u00e9ricas situadas em encostas e \u00e1reas com infraestrutura limitada, onde a topografia e as condi\u00e7\u00f5es habitacionais favorecem a forma\u00e7\u00e3o de criadouros. J\u00e1 a\u00a0<strong>Zona Oeste,<\/strong>\u00a0predominantemente plana, apresenta maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica e condi\u00e7\u00f5es ambientais prop\u00edcias \u00e0 transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em contraste, as regi\u00f5es sul e leste registraram menor risco, associado a melhores condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura urbana e maior renda domiciliar.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise tamb\u00e9m identificou pequenos focos em bairros centrais, sugerindo influ\u00eancia de fatores ambientais locais, como drenagem deficiente e problemas de saneamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de analisar dados hist\u00f3ricos, o estudo realizou proje\u00e7\u00f5es para os anos de 2025 e 2026. Os resultados indicam um cen\u00e1rio de endemicidade est\u00e1vel, com m\u00e9dia prevista entre cinco e dez casos por quil\u00f4metro quadrado.<\/p>\n<p>Alguns bairros apresentam proje\u00e7\u00f5es mais altas, com risco superior a 15 casos por quil\u00f4metro quadrado, enquanto outros permanecem em n\u00edveis baixos. Entre os bairros com maiores riscos est\u00e3o Campina do Barreto, Alto do Mandu, Tot\u00f3 e Ponto de Parada.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a estabilidade das proje\u00e7\u00f5es significa persist\u00eancia da doen\u00e7a no ambiente urbano. A continuidade da transmiss\u00e3o indica que fatores estruturais da cidade mant\u00eam condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao ciclo epidemiol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>Clima e ambiente afetam a transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou forte influ\u00eancia de fatores clim\u00e1ticos na din\u00e2mica da dengue. O aumento das chuvas mostrou associa\u00e7\u00e3o direta com a incid\u00eancia da doen\u00e7a, especialmente com defasagem de um m\u00eas, o que sugere tempo necess\u00e1rio para o desenvolvimento do mosquito.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, temperaturas m\u00e9dias mais elevadas apresentaram rela\u00e7\u00e3o inversa com a incid\u00eancia, possivelmente devido a limites t\u00e9rmicos que reduzem a sobreviv\u00eancia das larvas.<\/p>\n<p>Esses resultados indicam que a dengue resulta da intera\u00e7\u00e3o entre condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e estrutura urbana, com o ambiente f\u00edsico da cidade atuando como fator determinante da transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos avan\u00e7os metodol\u00f3gicos do estudo foi a inclus\u00e3o do tamanho territorial dos bairros na an\u00e1lise, permitindo calcular a densidade ambiental do risco, ou seja, o n\u00famero de casos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea e \u00e0s caracter\u00edsticas do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Essa abordagem mostrou que o risco depende da quantidade de habitantes e da estrutura f\u00edsica do espa\u00e7o urbano, como topografia, cobertura vegetal e infraestrutura de drenagem. Isso indica que o territ\u00f3rio em si pode funcionar como fator estrutural de risco epidemiol\u00f3gico, independentemente da popula\u00e7\u00e3o residente.<\/p>\n<p><strong>Implica\u00e7\u00f5es para pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p>O estudo destaca que os resultados podem contribuir para o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas mais direcionadas. A identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas cr\u00edticas permite priorizar a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, saneamento e controle do vetor.<\/p>\n<p>A pesquisa sugere que estrat\u00e9gias baseadas apenas em indicadores populacionais podem ser insuficientes, defendendo a necessidade de incorporar fatores territoriais e ambientais no planejamento da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta ainda que modelos estat\u00edsticos desse tipo podem ser usados para sistemas de alerta precoce e planejamento territorial, auxiliando gestores na aloca\u00e7\u00e3o de recursos e na preven\u00e7\u00e3o de surtos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa desenvolvida pela\u00a0Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)\u00a0que analisou dados de\u00a0dengue\u00a0ao longo de uma d\u00e9cada revela que o risco da doen\u00e7a no Recife acompanha padr\u00f5es de desigualdade urbana, sendo maior em \u00e1reas com maior densidade populacional, renda mais baixa e infraestrutura prec\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":519247,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-519245","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mosquito-dengue-boa.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/519245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=519245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/519245\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/519247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=519245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=519245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=519245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}