{"id":521856,"date":"2026-03-14T07:19:26","date_gmt":"2026-03-14T10:19:26","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=521856"},"modified":"2026-03-14T07:19:26","modified_gmt":"2026-03-14T10:19:26","slug":"como-medicos-atendem-feridos-em-zonas-de-guerra-e-conflitos-armados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-medicos-atendem-feridos-em-zonas-de-guerra-e-conflitos-armados\/","title":{"rendered":"Como m\u00e9dicos atendem feridos em zonas de guerra e conflitos armados"},"content":{"rendered":"<header class=\"Grid__Col-sc-owmjhw-2 ivaiSK\">\n<div class=\"HeaderNoticiaWrapper-sc-4exe2y-0 bZTBph  colunas-wrapper\">\n<h1 class=\"Text__TextBase-sc-1d75gww-0 TcJvw\"><\/h1>\n<h2 class=\"Text__TextBase-sc-1d75gww-0 eOYeiH noticiaCabecalho__subtitulo\">Em entrevistas exclusivas ao\u00a0<b>Metr\u00f3poles<\/b>, profissionais explicam a rotina m\u00e9dica em \u00e1reas de guerra, onde o recursos s\u00e3o limitados<\/h2>\n<div class=\"logo-div-container\">\n<div>\n<div class=\"HeaderNoticiaWrapper__Autor-sc-4exe2y-2 ghxIAK\"><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/author\/isabella-franca\" target=\"_top\" rel=\"author\">Isabella Fran\u00e7a<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"Grid__Col-sc-owmjhw-2 cgtvGh\">\n<div class=\"NoticiaInternaWrapper__ImagemDestaque-sc-481g5p-5 bBlNwq\">\n<div class=\"ImgDestaqueNoticiaWrapper-sc-1frrxvx-0 btGEwY\">\n<div class=\"ImgDestaqueNoticiaWrapper__CreditoImagem-sc-1frrxvx-1 EObEe\"><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"ImgDestaqueNoticiaWrapper__Imagem-sc-1frrxvx-2 ebzoXV\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-521857 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/capa-cruz-vermelha-620x413.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/capa-cruz-vermelha-620x413.webp 620w, 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v\u00edtimas de guerra significa lidar com explos\u00f5es, ferimentos por bala e dezenas \u2014 \u00e0s vezes centenas \u2014 de pacientes chegando ao mesmo tempo.<\/span>\u00a0Em entrevistas exclusivas ao\u00a0<strong>Metr\u00f3poles<\/strong>, profissionais de sa\u00fade que atuam em miss\u00f5es do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/combustiveis-e-outros-produtos-guerra-no-ira-ja-impacta-precos-no-df\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV)<\/a>\u00a0explicaram\u00a0<strong>como funciona a rotina de atendimento m\u00e9dico em \u00e1reas afetadas por conflitos armados<\/strong>\u00a0<strong>e quais s\u00e3o os principais desafios enfrentados.<\/strong><\/p>\n<div class=\"m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle\">\n<div id=\"div-gpt-ad-saude-quadrado-1\" data-gtm-vis-recent-on-screen104869357_328=\"1699\" data-gtm-vis-first-on-screen104869357_328=\"1699\" data-gtm-vis-total-visible-time104869357_328=\"100\" data-gtm-vis-has-fired104869357_328=\"1\"><\/div>\n<\/div>\n<p data-gtm-vis-recent-on-screen104869357_94=\"2279\" data-gtm-vis-first-on-screen104869357_94=\"2280\" data-gtm-vis-total-visible-time104869357_94=\"100\" data-gtm-vis-has-fired104869357_94=\"1\">O CICV \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria independente que atua em conflitos armados e outras situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, oferecendo assist\u00eancia m\u00e9dica e apoio a sistemas de sa\u00fade em regi\u00f5es\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/ciencia\/guerra-afeta-mudancas-climaticas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">afetadas pela guerra.<\/a><\/p>\n<div class=\"teads-adCall\"><\/div>\n<p>Nesses contextos,<span class=\"highlight highlight-visible\">\u00a0hospitais improvisados ou estruturas montadas em condi\u00e7\u00f5es adversas<\/span> precisam atender rapidamente um grande n\u00famero de pacientes, muitas vezes com recursos limitados e sob press\u00e3o constante.<\/p>\n<p>A fisioterapeuta Martina Cantieni, que trabalha no hospital do CICV em Nair\u00f3bi, no Qu\u00eania, conta que a rotina dentro de unidades m\u00e9dicas ligadas a miss\u00f5es humanit\u00e1rias<strong>\u00a0depende muito do contexto e dos recursos dispon\u00edveis.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cSempre que poss\u00edvel, tentamos manter uma rotina. O dia geralmente come\u00e7a com uma reuni\u00e3o interdisciplinar, seguida de rondas e atividades cir\u00fargicas\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<div class=\"m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle\">\n<div id=\"div-gpt-ad-saude-quadrado-2\" data-gtm-vis-first-on-screen104869357_329=\"5386\" data-gtm-vis-total-visible-time104869357_329=\"100\" data-gtm-vis-has-fired104869357_329=\"1\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo ela, os pacientes mais graves recebem\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/guerra-governo-sobe-projecao-de-inflacao-e-arrecadacao-r-100-bilhoes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">prioridade nos atendimentos<\/a>. Em muitos casos, o trabalho da fisioterapia come\u00e7a logo ap\u00f3s a cirurgia: os indiv\u00edduos operados precisam ser acompanhados com aten\u00e7\u00e3o especial, sobretudo para a\u00a0<span class=\"highlight highlight-visible\">realiza\u00e7\u00e3o de fisioterapia respirat\u00f3ria, que ajuda a prevenir complica\u00e7\u00f5es pulmonares.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>\u201cO espa\u00e7o hospitalar \u00e9 muitas vezes limitado, por isso os pacientes precisam se recuperar e seguir em frente o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para abrir espa\u00e7o para os rec\u00e9m-chegados\u201d, diz Martina.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Hospital comum x hospital em \u00e1rea de conflito<\/h2>\n<p><strong>Trabalhar em regi\u00f5es afetadas por conflitos armados envolve desafios que n\u00e3o costumam existir em hospitais convencionais.<\/strong>\u00a0Segundo a fisioterapeuta, a escassez de equipamentos \u00e9 um dos principais obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>\u201cTemos recursos limitados, tanto em termos de equipamento e pessoal, quanto com a possibilidade de situa\u00e7\u00f5es de grande n\u00famero de v\u00edtimas e o n\u00edvel geral de estresse\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso,<span class=\"highlight highlight-visible\"><strong>\u00a0profissionais da sa\u00fade precisam se manter atentos n\u00e3o apenas ao estado cl\u00ednico dos pacientes, mas tamb\u00e9m \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a<\/strong><\/span>\u00a0e ao contexto pol\u00edtico do local onde atuam.<\/p>\n<blockquote><p>Problemas de infraestrutura tamb\u00e9m podem afetar diretamente o atendimento. \u201cEm muitos casos, temos que nos adaptar e encontrar a melhor solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel\u201d, diz a fisioterapeuta.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Triagem de feridos<\/h2>\n<p>Em cen\u00e1rios de guerra,\u00a0<strong>hospitais podem receber dezenas ou at\u00e9 centenas de v\u00edtimas em um curto espa\u00e7o de tempo.<\/strong>\u00a0Nesses casos, o atendimento segue protocolos espec\u00edficos de triagem.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico especialista em emerg\u00eancia Sandy Inglis explica que\u00a0<span class=\"highlight highlight-visible\">os pacientes s\u00e3o classificados de acordo com a gravidade das les\u00f5es.<\/span> A triagem em emerg\u00eancias de guerra funciona da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>\u00c1rea verde:<\/strong>\u00a0pacientes que conseguem caminhar e apresentam ferimentos leves.<\/li>\n<li><strong>\u00c1rea amarela:<\/strong>\u00a0pessoas com les\u00f5es importantes, como fraturas.<\/li>\n<li><strong>\u00c1rea vermelha:<\/strong>\u00a0casos cr\u00edticos que precisam de atendimento imediato.<\/li>\n<li><strong>\u00c1rea azul:<\/strong>\u00a0pacientes sem chance de sobreviv\u00eancia, que recebem cuidados paliativos.<\/li>\n<li><strong>\u00c1rea preta:<\/strong>\u00a0v\u00edtimas que j\u00e1 morreram.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Esse sistema permite que as equipes m\u00e9dicas priorizem quem precisa de atendimento imediato.<\/strong>\u00a0Inglis explica que os ferimentos mais frequentes em regi\u00f5es afetadas por conflitos envolvem\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/mundo\/guerra-oriente-medio-ameaca-brics\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">traumas provocados por armas de fogo ou explos\u00f5es.<\/a>\u00a0Entre os casos mais comuns est\u00e3o ferimentos por bala, lacera\u00e7\u00f5es profundas, queimaduras, perda de tecido \u00f3sseo, fraturas graves e ferimentos causados por estilha\u00e7os.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atender v\u00edtimas de guerra significa lidar com explos\u00f5es, ferimentos por bala e dezenas \u2014 \u00e0s vezes centenas \u2014 de pacientes chegando ao mesmo tempo.\u00a0Em entrevistas exclusivas ao\u00a0Metr\u00f3poles, profissionais de sa\u00fade que atuam em miss\u00f5es do\u00a0Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV)\u00a0explicaram\u00a0como 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