{"id":526191,"date":"2026-04-20T15:30:07","date_gmt":"2026-04-20T18:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=526191"},"modified":"2026-04-20T15:30:07","modified_gmt":"2026-04-20T18:30:07","slug":"estradas-fantasmas-turbinadas-por-governos-ameacam-floresta-amazonica-dizem-estudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estradas-fantasmas-turbinadas-por-governos-ameacam-floresta-amazonica-dizem-estudos\/","title":{"rendered":"Estradas fantasmas turbinadas por governos amea\u00e7am floresta amaz\u00f4nica, dizem estudos"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col items-start justify-start gap-4 self-stretch\">\n<h1 class=\"self-stretch text-headline-5 tracking-tight text-neutral-20 lg:text-headline-4\"><\/h1>\n<div class=\"flex items-center justify-start gap-1 font-sans\">\n<p><span class=\"text-body-1 tracking-tight text-neutral-50\">Por\u00a0<\/span><span class=\"text-body-1 tracking-tight text-secondary-50\">Fl\u00e1vio Ferreira, Henrique Santana e Jullia Gouveia<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"relative flex flex-col items-start justify-start gap-2 self-stretch\">\n<div class=\"flex items-start gap-6 self-stretch text-right font-sans\">\n<p class=\"w-full text-body-2 tracking-wide text-neutral-50\">Foto:\u00a0Divulga\u00e7\u00e3o\/Arquivo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-radix-aspect-ratio-wrapper=\"\">\n<figure id=\"attachment_526192\" aria-describedby=\"caption-attachment-526192\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-526192 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620-620x371.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620-620x371.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620-300x179.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620-768x459.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620-160x96.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620-640x383.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-526192\" class=\"wp-caption-text\">fotografia a\u00e9rea Floresta amaz\u00f4nica, planta\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"inner-news-body\" class=\"max-w-full break-words text-body-1 leading-normal tracking-tight text-neutral-20 [&amp;&gt;span]:inline-block [&amp;_*]:mb-6 last:[&amp;_*]:mb-0 [&amp;_h2]:text-[32px] [&amp;_h2]:font-bold [&amp;_h3]:text-[24px] [&amp;_h3]:font-semibold [&amp;_hr]:mb-0 [&amp;_iframe]:!min-w-[unset] [&amp;_iframe]:!max-w-[560px] [&amp;_img]:!h-auto [&amp;_img]:!min-w-[unset] [&amp;_img]:!max-w-full [&amp;_ol]:ml-8 [&amp;_ol]:list-decimal [&amp;_p]:leading-relaxed [&amp;_table]:max-w-full [&amp;_table]:border [&amp;_table]:border-neutral-40 [&amp;_td]:border [&amp;_td]:border-neutral-40 [&amp;_tr]:border [&amp;_tr]:border-neutral-40 [&amp;_ul]:ml-8 [&amp;_ul]:list-disc [&amp;_video]:my-4 [&amp;_video]:!h-auto [&amp;_video]:!w-full [&amp;_video]:!min-w-[unset] [&amp;_video]:!max-w-full\">\n<p>Tudo come\u00e7a com o\u00a0desmatamento\u00a0ilegal de uma \u00e1rea no interior da floresta, perto de um rio, para retirada de madeira, garimpo ou pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em seguida, s\u00e3o abertas trilhas (ou varadouros, como s\u00e3o chamados esses caminhos na\u00a0Amaz\u00f4nia) para o tr\u00e1fego de pessoas e produtos.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a explora\u00e7\u00e3o do local aumenta, moradias s\u00e3o constru\u00eddas no entorno. Uma das trilhas \u00e9 aumentada para o tr\u00e1fego de motos, carros e caminh\u00f5es, e a nova via \u00e9 ligada a uma estrada maior.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, entra o poder p\u00fablico. Turbinados\u00a0por emendas parlamentares,\u00a0a prefeitura local ou o governo estadual colocam suas m\u00e1quinas pesadas para conservar, dar manuten\u00e7\u00e3o e ampliar a via, a pedido daqueles que se beneficiam do neg\u00f3cio ilegal. Os servi\u00e7os s\u00e3o realizados sem licenciamento ambiental e sem obras de drenagem, o que bloqueia riachos e c\u00f3rregos da regi\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<div id=\"banner-300x250-area-materia\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Consolidada, a estrada ent\u00e3o leva a um novo ciclo de focos de desmatamento por onde passa.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o roteiro da cria\u00e7\u00e3o de vias ilegais na Amaz\u00f4nia que podem ser chamadas de &#8220;estradas fantasmas&#8221; ou &#8220;estradas v\u00edrus&#8221;, segundo a professora e pesquisadora da Universidade Federal do Acre (UFAC), Sonaira Souza Silva.<\/p>\n<p>Esses caminhos, em geral, ainda n\u00e3o t\u00eam conex\u00f5es com vias de grande porte e, por isso, fogem da fiscaliza\u00e7\u00e3o das autoridades e ambientalistas, mas v\u00e3o comendo por dentro\u00a0a floresta amaz\u00f4nica, explica a pesquisadora. Essas estradas t\u00eam formatos irregulares e se diferenciam dos trechos em linha reta que partem de rodovias, conhecidos como &#8220;espinhas de peixe&#8221;.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Um estudo coordenado por Silva, obtido com exclusividade pela\u00a0Folha, dimensionou a expans\u00e3o de vias de todos os tamanhos no\u00a0Acre\u00a0a partir de 1990 e identificou especificamente o surgimento de um grande n\u00famero de &#8220;estradas fantasmas&#8221; no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A quantifica\u00e7\u00e3o exata das vias desse \u00faltimo tipo n\u00e3o foi objeto do estudo, mas a pesquisadora avalia que h\u00e1 grande probabilidade de que elas representem pelo menos 30% dos novos trechos desde 1990.<\/p>\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o imaginava que iriam surgir tantas novas estradas. Porque, quando se fala de estrada, voc\u00ea pensa muito nas rodovias asfaltadas, nas BRs ou nas estradas estaduais. Mas, quando come\u00e7amos a ver realmente o avan\u00e7o dessas estradas menores ou ramais, como a gente chama aqui, foi realmente surpreendente&#8221;, afirma Silva.<\/p>\n<p>Intitulada &#8220;Expans\u00e3o de Estradas e Ramais no Estado do Acre: 1989 a 2025&#8221;, a pesquisa constatou o maior crescimento de trechos em 2019 e 2020, durante a Presid\u00eancia de\u00a0Jair Bolsonaro\u00a0(PL). Em cada um desses anos, foram abertas mais de 1.400 km de vias.<\/p>\n<div>\n<div id=\"banner-bottom-materia\"><\/div>\n<\/div>\n<p>O ano de 2025, j\u00e1 na administra\u00e7\u00e3o de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), ficou com o quarto lugar na s\u00e9rie hist\u00f3rica do estudo, com 1.165 km de estradas abertas.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia anual entre 1990 e 2025 foi de 540 km de novos trechos no Acre.<\/p>\n<p>Cerca de um ter\u00e7o (35%) dessas estradas foi aberto em projetos de assentamento. Os registros em propriedades privadas somaram 28%. Em territ\u00f3rios ind\u00edgenas foram 92 km no per\u00edodo, menos de 1% do total.<\/p>\n<p>A estratifica\u00e7\u00e3o por munic\u00edpios acreanos destacou Sena Madureira e Feij\u00f3, al\u00e9m da capital estadual, Rio Branco.<\/p>\n<p>Do ponto de vista ambiental, o dado que mais causa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o da expans\u00e3o de trechos dentro de unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Quase 3.000 km foram constru\u00eddos nessas reservas desde 1990.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os maiores \u00edndices de constru\u00e7\u00e3o de estradas em unidades de conserva\u00e7\u00e3o foram registrados a partir do\u00a0governo Bolsonaro.\u00a0Mais da metade das vias (52%) foram criadas nos \u00faltimos seis anos, com picos em 2019, 2020 e 2025 (este \u00faltimo ano j\u00e1 no\u00a0governo Lula).<\/p>\n<div>\n<div id=\"banner-bottom-materia-2\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A pesquisa alerta que, no ano passado, foram identificados 186 km de novos ramais na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e 67 km na Resex Cazumb\u00e1-Iracema.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, as estradas nas reservas est\u00e3o &#8220;em regi\u00f5es mais isoladas, representando novas frentes de ocupa\u00e7\u00e3o e desmatamento&#8221;.<\/p>\n<p>Outro dado que merece aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o da expans\u00e3o das estradas em terras p\u00fablicas, principalmente nos \u00faltimos seis anos. No total geral da pesquisa, um quarto (25%) das vias foram abertas nesse tipo de local.<\/p>\n<p>Uma das estradas identificadas no levantamento foi o ramal Barbary, aberto para ligar os munic\u00edpios de Cruzeiro do Sul e Porto Walter.<\/p>\n<p>Conforme a\u00a0Folha\u00a0revelou em outubro, as obras da via promoveram desmatamento ilegal\u00a0e invas\u00e3o de terra ind\u00edgena com o uso de m\u00e1quinas compradas com emendas parlamentares.<\/p>\n<div>\n<div id=\"banner-bottom-materia-3\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Em novembro, o ministro do\u00a0STF\u00a0(Supremo Tribunal Federal)\u00a0Fl\u00e1vio Dino\u00a0acolheu pedido de entidades de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e\u00a0determinou que a Pol\u00edcia Federal investigasse o caso.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os foram iniciados pelo deputado federal Zezinho Barbary (PP-AC) quando ele era o prefeito de Porto Walter em 2015.<\/p>\n<p>Segundo Silva, &#8220;o ramal Barbary \u00e9 um exemplo muito importante dessa abertura de estradas, de conex\u00f5es terrestres sem voc\u00ea pensar realmente no planejamento, sem ter os estudos de impacto ambiental e social da regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Outro estudo sobre estradas na Amaz\u00f4nia \u00e9 coordenado pela pesquisadora Cec\u00edlia Leal, integrante da Rede Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel, vinculada \u00e0 Universidade de Lancaster, na Inglaterra.<\/p>\n<p>A pesquisa tem foco no impacto da abertura das estradas nos pequenos cursos d&#8217;\u00e1gua, conhecidos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica como igarap\u00e9s.<\/p>\n<div>\n<div id=\"banner-bottom-materia-4\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Em fase final de produ\u00e7\u00e3o, os estudos indicam que estradas na Amaz\u00f4nia Legal j\u00e1 afetaram dezenas de milhares de leitos de \u00e1gua na regi\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas, principalmente em raz\u00e3o do bloqueio dos igarap\u00e9s pelas vias.<\/p>\n<p>Leal chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de o tema ainda receber pouca aten\u00e7\u00e3o das autoridades e at\u00e9 mesmo no campo acad\u00eamico.<\/p>\n<p>&#8220;Fica aquela ideia: &#8216;mas \u00e9 s\u00f3 uma estradinha passando em cima de igarap\u00e9s, o que que tem?&#8221; Mas, quando a gente anda na Amaz\u00f4nia, n\u00e3o \u00e9 uma s\u00f3, s\u00e3o dezenas, s\u00e3o centenas, s\u00e3o milhares. E a\u00ed, falando de bacia hidrogr\u00e1fica, os impactos s\u00e3o cumulativos&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 a vida do rio, a vida dos cursos d&#8217;\u00e1gua. A partir do momento em que essa estrada bloqueia, parcial ou completamente, isso forma pequenas represinhas acima da estrada. Aquilo \u00e9 outro ambiente, \u00e9 outro habitat&#8221;, completa.<\/p>\n<p>A\u00a0Folha\u00a0procurou o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade), \u00f3rg\u00e3o federal respons\u00e1vel por fiscalizar as unidades de conserva\u00e7\u00e3o. O instituto afirmou que o crescimento das estradas nas reservas extrativistas Chico Mendes e Cazumb\u00e1-Iracema \u00e9 resultado da &#8220;mudan\u00e7a de atividades econ\u00f4micas com predomin\u00e2ncia da introdu\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>Entre as altera\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, o \u00f3rg\u00e3o destaca a perda de valor de mercado do l\u00e1tex a partir da d\u00e9cada de 1990 e o regime de seca dos rios onde vivem comunidades ribeirinhas.<\/p>\n<div>\n<div id=\"banner-bottom-materia-5\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;As necessidades mais recentes destas popula\u00e7\u00f5es demandaram o poder p\u00fablico a melhorar tais vias, agora feitas com uso de m\u00e1quinas pesadas, ampliando a largura dos carreadores e ramais de acordo com aspectos t\u00e9cnicos, visando \u00e0 melhoria de acesso \u00e0s popula\u00e7\u00f5es, por meio de autoriza\u00e7\u00e3o direta emitida pelo ICMBio&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Resex Chico Mendes, o ICMBio aponta que ela &#8220;mede quase 1 milh\u00e3o de hectares, sendo ocupada por mais de 4.000 fam\u00edlias. Dessa forma, o aumento da malha vi\u00e1ria \u00e9 proporcional \u00e0 sua \u00e1rea e popula\u00e7\u00e3o&#8221;, e que em 2025 realizou a Opera\u00e7\u00e3o Su\u00e7uarana, &#8220;a maior de retirada de gado ilegal da hist\u00f3ria da unidade de conserva\u00e7\u00e3o, que, junto de outras a\u00e7\u00f5es, retirou a Resex Chico Mendes da lista das \u00e1reas protegidas mais amea\u00e7adas pelo desmatamento&#8221;.<\/p>\n<p>O Governo do Acre enviou nota \u00e0\u00a0Folha\u00a0na qual afirma que a abertura de vias &#8220;est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0s necessidades hist\u00f3ricas de integra\u00e7\u00e3o regional, acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais e escoamento da produ\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es rurais, especialmente em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com a gest\u00e3o estadual, seus \u00f3rg\u00e3os atuam sempre observando crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, sociais e legais, e eventuais aberturas irregulares de vias realizadas sem o devido licenciamento ambiental s\u00e3o objeto de apura\u00e7\u00e3o pelo Imac, o \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual do Acre.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir da\u00ed, entra o poder p\u00fablico. Turbinados\u00a0por emendas parlamentares,\u00a0a prefeitura local ou o governo estadual colocam suas m\u00e1quinas pesadas para conservar, dar manuten\u00e7\u00e3o e ampliar a via, a pedido daqueles que se beneficiam d<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":526192,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-526191","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fotografia_aerea_floresta_amazonica_plantacao_0142220620.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=526191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526191\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/526192"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=526191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=526191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=526191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}