{"id":52636,"date":"2014-03-27T02:17:35","date_gmt":"2014-03-27T05:17:35","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=52636"},"modified":"2014-03-27T02:17:35","modified_gmt":"2014-03-27T05:17:35","slug":"cef-indenizara-a-preco-de-mercado-cliente-que-teve-joias-leiloadas-indevidamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cef-indenizara-a-preco-de-mercado-cliente-que-teve-joias-leiloadas-indevidamente\/","title":{"rendered":"CEF indenizar\u00e1 a pre\u00e7o de mercado cliente que teve joias leiloadas indevidamente"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Uma cliente da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) ser\u00e1 indenizada por ter tido suas joias empenhadas levadas indevidamente a leil\u00e3o, em 2008. A decis\u00e3o da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) determina que a indeniza\u00e7\u00e3o seja paga com base no valor de mercado, real e atual, das joias. Segundo os ministros, essa \u00e9 a \u00fanica forma de cumprir o princ\u00edpio da restitui\u00e7\u00e3o integral do dano.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada em julgamento de recurso especial interposto pela cliente contra ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF5). Reformando a senten\u00e7a, os magistrados de segundo grau entenderam que a indeniza\u00e7\u00e3o por dano material deveria ser paga com base no valor das joias estipulado no contrato de penhor, deduzida a quantia recebida pela cliente no empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>Seguindo o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, a Turma deu provimento ao recurso para restabelecer a senten\u00e7a. Dessa forma, a CEF deve pagar danos materiais equivalentes \u00e0 diferen\u00e7a entre o valor efetivo das joias e o tomado em empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos materiais, a CEF ir\u00e1 arcar com compensa\u00e7\u00e3o por danos morais em valor equivalente ao apurado a t\u00edtulo de danos materiais, em virtude da aliena\u00e7\u00e3o dos bens antes do prazo para renova\u00e7\u00e3o do contratado de penhor. Exatamente como fixado na senten\u00e7a. O TRF5 havia reduzido esse montante para R$ 2 mil.<\/p>\n<p><strong>Restitui\u00e7\u00e3o integral<br \/>\n<\/strong><br \/>\nSegundo a relatora, a impossibilidade de restitui\u00e7\u00e3o das joias empenhadas devido \u00e0 venda em leil\u00e3o decorreu do descumprimento contratual pelo banco. O princ\u00edpio da restitui\u00e7\u00e3o integral do dano, previsto no sistema brasileiro de responsabilidade civil, imp\u00f5e que o dever de repara\u00e7\u00e3o material deve restaurar o patrim\u00f4nio integral de quem sofreu a perda.<\/p>\n<p>Nancy Andrighi destacou no voto que, de acordo com a senten\u00e7a, a pr\u00f3pria CEF admitiu que n\u00e3o avalia os bens empenhados pelo seu valor real. Para a ministra, o valor da garantia nesses empr\u00e9stimos tem pouca relev\u00e2ncia. Em caso de quita\u00e7\u00e3o do financiamento, o bem ser\u00e1 restitu\u00eddo ao devedor. Se houver inadimplemento, os bens ir\u00e3o a leil\u00e3o por seu valor atual e, descontada a d\u00edvida, o contratante receber\u00e1 o saldo.<\/p>\n<p>\u201cAssim, a avalia\u00e7\u00e3o contratual n\u00e3o tem por objetivo fixar eventual indeniza\u00e7\u00e3o no caso de perda do bem \u2013 que, inclusive, se espera que n\u00e3o venha a acontecer\u201d, ponderou a ministra.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cliente da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) ser\u00e1 indenizada por ter tido suas joias empenhadas levadas indevidamente a leil\u00e3o, em 2008. A decis\u00e3o da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) determina que a indeniza\u00e7\u00e3o seja paga com base no valor de mercado, real e atual, das joias. 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