{"id":528443,"date":"2026-05-11T04:56:24","date_gmt":"2026-05-11T07:56:24","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=528443"},"modified":"2026-05-11T04:56:24","modified_gmt":"2026-05-11T07:56:24","slug":"animais-nascidos-de-troncos-e-galhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/animais-nascidos-de-troncos-e-galhos\/","title":{"rendered":"Animais nascidos de troncos e galhos"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/animais-nascidos-de-troncos-e-galhos\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\">\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_twitter\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no twitter\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_email\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no email\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-528447 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-620x412.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-620x412.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-300x199.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-768x510.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-160x106.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-450x300.jpeg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1-640x425.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2878-1024x680-1.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-8d66ba77-ee64-4ada-b45f-6e961dd1eef0\" class=\"wp-block-ub-expand ub-expand\" data-scroll-type=\"false\" data-scroll-amount=\"\" data-scroll-target=\"\">\n<div id=\"ub-expand-partial-8631399b-7146-446b-b46d-70517184295f\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p><strong>Por Danielle Romani<br \/>\nDa Revista Continente [publicado em 01 de fevereiro de 2011]<br \/>\n<em>Fotos de L\u00e9o Caldas<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O artista pl\u00e1stico Jos\u00e9 Bezerra tem um repert\u00f3rio de hist\u00f3rias que deixam o visitante embasbacado, encafifado. Jura j\u00e1 ter avistado \u2013 bem em frente \u00e0 sua casa-ateli\u00ea, na estrada que margeia o Parque Nacional do Catimbau \u2013 o Motoqueiro sem Cabe\u00e7a, figura lend\u00e1ria, temida por v\u00e1rios moradores do lugarejo perdido no meio do sert\u00e3o pernambucano. \u201cQuando ele (o motoqueiro) vem, a gente s\u00f3 v\u00ea o\u00a0farolz\u00e3o\u00a0da moto e aquele rastro de fogo. \u00c9 coisa r\u00e1pida, depois some!\u201d, conta Bezerra, sem nenhuma cerim\u00f4nia, como se estivesse comentando sobre um corriqueiro encontro com algu\u00e9m das redondezas.<\/p>\n<p>O Motoqueiro n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica entidade a fazer parte desse mundo m\u00e1gico, com um qu\u00ea de realismo fant\u00e1stico, impregnado na pessoa e na obra do artista, que habita a zona rural da pequena vila do Vale do Catimbau, distrito de Bu\u00edque, distante 280 km do Recife. Nas suas jornadas pelo mato, garante, ainda, ter se deparado com personagens de um cortejo-fantasma, que aparecem e desaparecem na frente dos passantes num piscar de olhos, e com v\u00e1rias outras entidades lend\u00e1rias do imagin\u00e1rio nordestino, a exemplo do fogo corredor e dos caiporas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ub-expand-full-8631399b-7146-446b-b46d-70517184295f\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-full wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p>Lendo esses relatos, de longe, na cidade, qualquer um vai duvidar da veracidade e lucidez do misto de artista e vision\u00e1rio. Mas frente a frente, olhos nos olhos de Jos\u00e9 Bezerra, instalado no seu ateli\u00ea batizado de Jardim das Esculturas, sob um c\u00e9u de azul deslumbrante e um sol de rachar coquinho, que pontua toda a extens\u00e3o do Catimbau, qualquer cidad\u00e3o, por um segundo, pode se dar ao luxo de pensar que, diante de tanta beleza, de tanta coisa que a vida n\u00e3o explica, h\u00e1 fatos que devem apenas ser aceitos\u2026<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure><\/figure>\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-528446 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17-768x1156-1.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1156\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17-768x1156-1.png 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17-768x1156-1-199x300.png 199w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17-768x1156-1-332x500.png 332w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17-768x1156-1-160x241.png 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17-768x1156-1-640x963.png 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Jos\u00e9 Bezerra utiliza ferramentas simples como fac\u00e3o, grosa,<br \/>\nform\u00e3o e serrote<\/em>\u00a0| Foto: L\u00e9o Caldas<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Saga ficcional<\/strong><\/p>\n<p>Afinal, a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de Z\u00e9 Bezerra, 58 anos, \u00e9 um desses enigmas. Destino, golpe de sorte ou magia divina? Certamente, algo s\u00fabito, pois, caso contr\u00e1rio, como explicar que um cidad\u00e3o analfabeto, desvalido de posses ou amigos influentes, sem profiss\u00e3o, sem forma\u00e7\u00e3o e, ao que tudo indicava, com um futuro an\u00f3dino, tornou-se, de repente, aos 40 anos, um reconhecido artista pl\u00e1stico, dono de uma indiscut\u00edvel originalidade, que o faz, atualmente, ser convidado por importantes galerias de arte do Nordeste e do Sudeste do pa\u00eds, al\u00e9m de ter in\u00fameros trabalhos enviados para o exterior? \u201cEra pobre, virei rico. Era ningu\u00e9m, virei um artista\u201d, gaba-se o pequeno e agitado homem, que cativa com sua fala f\u00e1cil.<\/p>\n<p>A vida de Jos\u00e9 Bezerra Santos Filho, permite muitos elos com a fic\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma par\u00f3dia \u00e0s aventuras armorialistas de Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3, do Auto da Compadecida, ou do lend\u00e1rio Pedro Malazartes. Um destino digno dos mais nobres e valentes her\u00f3is sertanejos, capazes de driblar as agruras e rudeza da dura exist\u00eancia local, e serem felizes. Natural de Bu\u00edque, filho de um barbeiro e de uma costureira pobres, jamais foi para a escola, e seguiria a vida comum de agricultor, se aos 17 anos n\u00e3o cansasse da mesmice do interior e optasse por ser um andarilho na vida. \u201cQueria ganhar o mundo!\u201d, conta.<\/p>\n<p>Andou um bocado pelas cidades sertanejas, ora assentando trilhos de trem, ora distribuindo leite, ora fazendo biscates. Passou fome, comeu ra\u00e7\u00e3o de porcos, lixo, sofreu um acidente que o deixou meses na cama, foi preso, amou e se juntou com muitas mulheres, teve tr\u00eas filhos. \u201cQuando crian\u00e7a nunca tive carinho, apanhava muito, meus pais eram ignorantes, rudes. Adulto, morei na rua, passei muito aperreio, muita fome\u201d, lembra Bezerra, que tamb\u00e9m caiu nos \u201cbra\u00e7os da cacha\u00e7a\u201d, e passava 24 horas bebendo, at\u00e9 \u201cbeijar o ch\u00e3o\u201d. E quando tudo parecia estar perdido, como estivera para centenas de outros sertanejos, teve um sonho, uma grande revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure><\/figure>\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-528445 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-18-768x1156-1.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1156\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-18-768x1156-1.png 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-18-768x1156-1-199x300.png 199w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-18-768x1156-1-332x500.png 332w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-18-768x1156-1-160x241.png 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-18-768x1156-1-640x963.png 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O s\u00edtio do artista funciona como galeria e chama a aten\u00e7\u00e3o de<br \/>\nquem passa pela regi\u00e3o<\/em>\u00a0| Foto: L\u00e9o Caldas<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cNo sonho, um velho dizia que eu tinha que morar no Catimbau, no local onde eu encontraria tr\u00eas pedras amontoadas, (onde hoje habita, ele conta que encontrou essas tr\u00eas marcas) e ser artista, trabalhar com os elementos da terra, com os troncos de madeira da mata\u201d, recorda Jos\u00e9 Bezerra, que, assim que acordou, resolveu cumprir a profecia.\u201cFui procurando os galhos. Na primeira investigada encontrei uma pregui\u00e7a, depois um gamb\u00e1, depois um tamandu\u00e1. A\u00ed foi s\u00f3 completar os detalhes, colocar um olho, uma m\u00e3o, uma boca. A natureza me d\u00e1 e eu aperfei\u00e7oo o que recebo\u201d, ensina Bezerra, que \u00e9 comparado por especialistas ao polon\u00eas Frans Krajcberg, artista cujo trabalho se destaca pelo reaproveitamento de elementos colhidos da natureza, para denunciar agress\u00f5es ao meio-ambiente.<\/p>\n<p>As madeiras naturais s\u00e3o transformadas em figuras de animais, com a ajuda de ferramentas simples como\u00a0fac\u00e3o, grosa, form\u00e3o e serrote, formando uma intrigante galeria, que fica exposta no quintal da casa onde habita, e que pode ser apreciada por todos que passam pelo local. Esse seu ex\u00f3tico arsenal foi admirado pelo diretor, dramaturgo e autor Z\u00e9 Celso Martinez, que, como muitos, durante viagem ao Catimbau, se encantou com o trabalho de Bezerra, e convidou outras pessoas para conferirem o rico universo do artista. No pacote, vieram os jornalistas, entre eles um que entrevistou o sertanejo para uma revista do Cebrap (Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento), que foi vista por Vilma Eid, dona da Galeria Esta\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo \u2013 para quem atualmente Bezerra trabalha com exclusividade. Vilma conta que, logo depois de ver as fotos e ler a reportagem, rumou para o Catimbau, somente para conversar com o artista, de quem se tornou agente.<\/p>\n<p>A rotina de trabalho n\u00e3o obedece a preceitos. Continua intuitiva, alimentada pelas buscas e achados na mata. \u201cDependendo do dia, posso fazer pe\u00e7as de mais de dois metros, ou uma miniatura. A inspira\u00e7\u00e3o vem sem pensar: aparece na hora.\u201dO artista afirma que, depois da fama, conquistada dificilmente consegue manter um grande estoque de pe\u00e7as no seu quintal.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-528444 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/arte-332x500.png\" alt=\"\" width=\"332\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/arte-332x500.png 332w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/arte-199x300.png 199w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/arte-160x241.png 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/arte-640x963.png 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/arte.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Segundo o artista, \u00e9 o formato dos galhos e troncos, encontrados<br \/>\nna mata, que lhe serve de inspira\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0| Foto: L\u00e9o Caldas<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Indument\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Suas \u00fanicas excentricidades, adquiridas ap\u00f3s descobrir que a sua raz\u00e3o de viver era a arte, s\u00e3o os adere\u00e7os e vestimentas que o acompanham nas exposi\u00e7\u00f5es e contatos com o p\u00fablico, que tornam sua apari\u00e7\u00e3o uma verdadeira performance.<\/p>\n<p>\u201cDepois do sonho e da vis\u00e3o, tive tamb\u00e9m umas intui\u00e7\u00f5es de como me apresentar\u201d, conta Bezerra, que, h\u00e1 12 anos, construiu o primeiro item da ex\u00f3tica indument\u00e1ria que veste nas apresenta\u00e7\u00f5es em p\u00fablico: um chap\u00e9u com fibra de palha e caba\u00e7a. O berimbau, com duas panelas de alum\u00ednio, manejado por um cabo de um garfo e por uma tabica de madeira, veio em seguida. O colete, estilizado, \u00e9 mais um complemento. Para justificar tanta impon\u00eancia, criou, tamb\u00e9m, toadas e forr\u00f3s pr\u00f3prios. \u201cSe eu me alegro com elas, todo mundo se anima!\u201d, diz o artista, que imita o som de animais e aves, e que afirma: \u201cEu quero mostrar que tenho talento, que \u00e9 vigoroso meu talento!\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>O reconhecimento j\u00e1 \u00e9 uma realidade. O cr\u00edtico Rodrigo Naves, por exemplo, descreve o trabalho de Bezerra com as seguintes palavras. \u201cConfinar seu trabalho ao gueto do popular significaria apenas pacific\u00e1-lo\u00a0e reduzi-lo. Jos\u00e9 Bezerra n\u00e3o sabe sequer ler, mas h\u00e1 mais arg\u00facia e clarivid\u00eancia em seu trabalho do que no daqueles, e s\u00e3o tantos, que confundem arte com erudi\u00e7\u00e3o.\u201d A profecia ditada no sonho, ao que parece, vem plenamente se cumprindo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artista pl\u00e1stico Jos\u00e9 Bezerra tem um repert\u00f3rio de hist\u00f3rias que deixam o visitante embasbacado, encafifado. 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