{"id":528475,"date":"2026-05-11T05:37:10","date_gmt":"2026-05-11T08:37:10","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=528475"},"modified":"2026-05-11T05:50:41","modified_gmt":"2026-05-11T08:50:41","slug":"policia-resgata-37-vitimas-de-trabalho-escravo-e-abuso-em-igreja-no-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/policia-resgata-37-vitimas-de-trabalho-escravo-e-abuso-em-igreja-no-maranhao\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia resgata 37 v\u00edtimas de trabalho escravo e abuso em igreja no Maranh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"jeg_post_title\"><\/h1>\n<div class=\"jeg_meta_container\">\n<div class=\"jeg_post_meta jeg_post_meta_1\">\n<div class=\"meta_left\">\n<div class=\"jeg_meta_date\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"meta_right\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"thumbnail-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-528477 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.37.57-e1778449404653-750x375-1-620x310.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.37.57-e1778449404653-750x375-1-620x310.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.37.57-e1778449404653-750x375-1-300x150.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.37.57-e1778449404653-750x375-1-160x80.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.37.57-e1778449404653-750x375-1-640x320.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.37.57-e1778449404653-750x375-1.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<div class=\"jeg_featured featured_image \">\n<p class=\"wp-caption-text\">David Gon\u00e7alves Silva, l\u00edder da igreja Shekinah House Church<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content no-share\">\n<div class=\"jeg_share_button share-float jeg_sticky_share clearfix share-monocrhome\">\n<div class=\"jegStickyHolder\">\n<div class=\"theiaStickySidebar\">\n<div class=\"jeg_share_float_container\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-inner \">\n<p><strong>Do UOL \u2013\u00a0<\/strong>Uma opera\u00e7\u00e3o resgatou 37 pessoas mantidas em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s de escravid\u00e3o nas depend\u00eancias da igreja Shekinah House Church, localizada em Pa\u00e7o do Lumiar (MA), regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Lu\u00eds. Elas cuidavam de cavalos, realizavam a limpeza do local e preparavam alimentos. Desse total, 17 foram apontados como pessoas com defici\u00eancia e dependentes qu\u00edmicos. Inicialmente, havia sido divulgado o n\u00famero de 40 v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Os 32 cavalos pertencem ao pastor David Gon\u00e7alves da Silva, l\u00edder da igreja, que foi preso no m\u00eas passado durante a opera\u00e7\u00e3o Falso Profeta, da Pol\u00edcia Civil. Ele come\u00e7ou a ser investigado h\u00e1 dois anos, quando fi\u00e9is o denunciaram como o centro de uma estrutura de poder baseada em manipula\u00e7\u00e3o religiosa, viol\u00eancia f\u00edsica e abuso sexual.<\/p>\n<p>David \u00e9 acusado de chicotear membros da igreja, estuprar jovens que moravam no s\u00edtio, al\u00e9m de estelionato e associa\u00e7\u00e3o criminosa. A pris\u00e3o do religioso foi relatada por Carlos Madeiro, no UOL. A a\u00e7\u00e3o contra a escravid\u00e3o foi deflagrada em 27 de abril e segue em andamento. Ela conta com auditores fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), procuradores do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e agentes da Pol\u00edcia Federal, com apoio da Defensoria P\u00fablica, da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Maranh\u00e3o, entre outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Parte dos resgatados que n\u00e3o se v\u00ea como trabalhadores escravizados n\u00e3o quis ficar nos alojamentos e abrigos garantidos pelo governo estadual e est\u00e1 tentando retornar ao s\u00edtio onde era explorada. Em entrevista \u00e0 TV Mirante, alguns atacaram a opera\u00e7\u00e3o, dizendo que foram \u201cexpulsos\u201d de sua casa, e reclamaram que estavam proibidos de voltar.<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-251152\"><\/figure>\n<figure id=\"attachment_251152\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-describedby=\"caption-attachment-251152\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-528476 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-620x465.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-620x465.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-300x225.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-768x576.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-80x60.jpeg 80w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-118x88.jpeg 118w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-160x120.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57-640x480.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-10-at-18.40.57.jpeg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-251152\" class=\"wp-caption-text\">A a\u00e7\u00e3o contra a escravid\u00e3o foi deflagrada em 27 de abril e segue em andamento<\/figcaption><\/figure>\n<p>O comportamento, segundo auditores fiscais do trabalho e procuradores do trabalho com os quais a coluna conversou de forma reservada, tem sido comum em casos que envolvem escraviza\u00e7\u00e3o por grupos religiosos. A v\u00edtima, institucionalizada, v\u00ea no abusador o seu protetor, tal qual a s\u00edndrome de Estocolmo. H\u00e1 tamb\u00e9m casos em que parte dos envolvidos exercia fun\u00e7\u00f5es de poder dentro da igreja, estando acima dos demais. E, por isso, n\u00e3o querem se dissociar da estrutura.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que a legisla\u00e7\u00e3o e a jurisprud\u00eancia brasileiras apontam que o consentimento dos trabalhadores \u00e9 irrelevante para a caracteriza\u00e7\u00e3o do trabalho an\u00e1logo ao de escravo e para o resgate dos envolvidos. O que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o foi a vigil\u00e2ncia constante \u00e0 qual os membros estavam submetidos. A coluna tentou contato com a defesa do pastor, mas n\u00e3o teve sucesso at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o deste texto.<\/p>\n<h3>Depoimentos apontam jornadas que ultrapassavam 12 horas\/dia<\/h3>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o, os membros da comunidade religiosa executavam tarefas di\u00e1rias sem receber qualquer remunera\u00e7\u00e3o. Em troca do trabalho, ganhavam alimenta\u00e7\u00e3o, abrigo e vestimenta. As atividades inclu\u00edam a manuten\u00e7\u00e3o dos 32 cavalos (que fi\u00e9is acreditavam ser patrim\u00f4nio da igreja), constru\u00e7\u00e3o civil, limpeza e preparo de refei\u00e7\u00f5es para todos os residentes. Depoimentos apontam que as jornadas ultrapassavam 12 horas di\u00e1rias, sem dias de descanso ou f\u00e9rias. Relatos colhidos d\u00e3o conta de trabalhadores que dormiam apenas uma ou duas horas por noite durante obras no s\u00edtio.<\/p>\n<p>O descumprimento de ordens era punido com castigos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos. Entre as puni\u00e7\u00f5es relatadas est\u00e3o chicotadas, tapas, exposi\u00e7\u00e3o ao sol por horas, pancadas nos test\u00edculos e a obriga\u00e7\u00e3o de copiar frases como \u201ceu preciso obedecer \u00e0 minha lideran\u00e7a\u201d em at\u00e9 30 folhas de caderno, sem permiss\u00e3o para dormir antes de terminar.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o colheu den\u00fancias de que crian\u00e7as a partir de dez anos participavam das atividades laborais, executando limpeza, manejo de enxada e mistura de concreto. O pastor David desencorajaria a frequ\u00eancia escolar, afirmando que a escola era um pecado e que levaria os jovens a se desviar de Deus.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o encontrou uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es \u00e0s normas trabalhistas e de sa\u00fade, desde \u00e1gua n\u00e3o pot\u00e1vel, passando por banheiros sem divis\u00f3rias entre vasos sanit\u00e1rios, at\u00e9 dormit\u00f3rios superlotados e alojamentos sem janelas. Os trabalhadores que cuidavam dos cavalos n\u00e3o recebiam equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, tendo contato direto com o estrume. O s\u00edtio est\u00e1 interditado pela Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.<\/p>\n<h3>Abuso sexual de fi\u00e9is<\/h3>\n<p>Os depoimentos colhidos pelas investiga\u00e7\u00f5es revelam uma sistem\u00e1tica de explora\u00e7\u00e3o sexual de membros da comunidade, com foco especial em adolescentes do sexo masculino. Segundo relatos, o pastor David abusava sexualmente dos jovens em seu quarto, sob a justificativa de ser \u201co anjo da igreja\u201d e de que a rela\u00e7\u00e3o com ele equivalia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com Deus. Essas v\u00edtimas receberiam privil\u00e9gios como acesso a celular, alimenta\u00e7\u00e3o diferenciada e participa\u00e7\u00e3o em competi\u00e7\u00f5es de equita\u00e7\u00e3o. Essas \u201cregalias\u201d seriam usadas como mecanismo de controle, segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o. V\u00edtimas que tentavam fugir seriam rastreadas, buscadas em casas de familiares e coagidas a retornar por meio de press\u00e3o psicol\u00f3gica e manipula\u00e7\u00e3o religiosa. A investiga\u00e7\u00e3o revelou ainda que o pastor controlava finan\u00e7as de membros.<\/p>\n<p>O grupo chamado por eles de \u201cespeciais\u201d, formado por pessoas com esquizofrenia, defici\u00eancia visual e depend\u00eancia qu\u00edmica, com idades entre 25 e 70 anos, era alojado no s\u00edtio de forma irregular, pois n\u00e3o h\u00e1 registro de comunidade terap\u00eautica vinculada \u00e0 igreja. O cuidado dessas pessoas era imposto aos demais membros como mais uma tarefa obrigat\u00f3ria, incluindo higiene pessoal e lavagem de roupas.<\/p>\n<p>Parte desse grupo de v\u00edtimas foi acolhida em abrigos; outros foram para casas de familiares. A a\u00e7\u00e3o fiscal ainda est\u00e1 em curso. A opera\u00e7\u00e3o est\u00e1 calculando verbas rescis\u00f3rias devidas aos trabalhadores identificados e oferecendo o seguro-desemprego de tr\u00eas meses concedido a resgatados do trabalho escravo.<\/p>\n<h3>Trabalho escravo no Brasil<\/h3>\n<p>A Lei \u00c1urea aboliu a escravid\u00e3o formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro n\u00e3o mais reconhece que algu\u00e9m seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situa\u00e7\u00f5es que transformam pessoas em instrumentos descart\u00e1veis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade. Desde a d\u00e9cada de 1940, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira prev\u00ea a puni\u00e7\u00e3o a esse crime. A essas formas d\u00e1-se o nome de trabalho escravo contempor\u00e2neo, escravid\u00e3o contempor\u00e2nea, condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s de escravo.<\/p>\n<p>De acordo com o artigo 149 do C\u00f3digo Penal, quatro elementos podem definir escravid\u00e3o contempor\u00e2nea: trabalho for\u00e7ado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servid\u00e3o por d\u00edvida (um cativeiro atrelado a d\u00edvidas, muitas vezes fraudulentas), condi\u00e7\u00f5es degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a sa\u00fade e a vida) ou jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado \u00e0 intensidade da explora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m colocando em risco sua sa\u00fade e vida).<\/p>\n<p>No caso da igreja, a fiscaliza\u00e7\u00e3o apontou a exist\u00eancia de trabalho for\u00e7ado, condi\u00e7\u00f5es degradantes e jornada exaustiva. Quase 70 mil trabalhadores resgatados estavam em fazendas de gado, soja, algod\u00e3o, caf\u00e9, frutas, erva-mate, batatas, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o para a siderurgia, na extra\u00e7\u00e3o de caulim e de min\u00e9rios, na constru\u00e7\u00e3o civil, em oficinas de costura, em bord\u00e9is, entre outras atividades, como o trabalho dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>No total, a pecu\u00e1ria bovina \u00e9 a principal atividade econ\u00f4mica flagrada desde 1995. Den\u00fancias podem ser feitas de forma an\u00f4nima pela Plataforma Ip\u00ea ou pelo Disque 100.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma opera\u00e7\u00e3o resgatou 37 pessoas mantidas em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s de escravid\u00e3o nas depend\u00eancias da igreja Shekinah House Church, localizada em Pa\u00e7o do Lumiar (MA), regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Lu\u00eds. Elas cuidavam de cavalos, realizavam a limpeza do local e preparavam alimentos. Desse total, 17 foram apontados como pessoas com defici\u00eancia e dependentes qu\u00edmicos. Inicialmente, havia sido divulgado o n\u00famero de 40 v\u00edtim<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":528483,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-528475","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/crentes.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/528475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=528475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/528475\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/528483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=528475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=528475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=528475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}