{"id":53340,"date":"2014-03-30T06:57:36","date_gmt":"2014-03-30T09:57:36","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=53340"},"modified":"2014-03-30T06:57:36","modified_gmt":"2014-03-30T09:57:36","slug":"empresa-indenizara-por-exigir-carta-de-fianca-de-empregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/empresa-indenizara-por-exigir-carta-de-fianca-de-empregado\/","title":{"rendered":"Empresa indenizar\u00e1 por exigir carta de fian\u00e7a de empregado"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div itemprop=\"articleBody\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Ao exigir carta de fian\u00e7a de empregado que ter\u00e1 acesso \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o financeira da empresa, a companhia coloca em d\u00favida sua honestidade, algo que \u00e9 abusivo e discriminat\u00f3rio, gerando necessidade de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Esse entendimento levou a 7\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho a condenar a Empresa Gontijo de Transportes a pagar R$ 20 mil a profissional bilheteira de quem exigiu carta de fian\u00e7a. Os ministros acolheram o Recurso de Revista e reformaram ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s trabalhar na empresa por mais de sete anos, a bilheteira foi dispensada sem justa causa em setembro de 2009. Ela ajuizou a a\u00e7\u00e3o alegando ter sido submetida a constrangimento, pois teve de pedir aos pr\u00f3prios pais que assinassem a carta de fian\u00e7a, com ambos se responsabilizando por R$ 3 mil, valor referente \u00e0 venda de bilhetes em Curitiba. A mulher juntou \u00e0 a\u00e7\u00e3o um documento assinado em cart\u00f3rio, com logotipo da empresa, identificada como \u201ccarta de fian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>O pedido de indeniza\u00e7\u00e3o foi rejeitado em primeira inst\u00e2ncia e, ao analisar o recurso, o TRT-9 citou a apar\u00eancia formal de validade da c\u00f3pia do documento, que n\u00e3o foi contestado pela Gontijo. No entanto, para os desembargadores, exigir a carta n\u00e3o representa ofensa espec\u00edfica \u00e0 integridade moral, motivando a decis\u00e3o de negar provimento. Ao TST, a mulher citou a ilicitude do pedido e apontou viola\u00e7\u00e3o aos artigos 187 e 927 do C\u00f3digo Civil, justificando o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Relator do caso, o ministro Cl\u00e1udio Mascarenhas Brand\u00e3o se posicionou pela viola\u00e7\u00e3o do direito de personalidade da bilheteira apenas por conta da conduta da empresa. Como o dano independia da comprova\u00e7\u00e3o do abalo psicol\u00f3gico da v\u00edtima, segundo ele, n\u00e3o era necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o de humilha\u00e7\u00e3o, afli\u00e7\u00e3o, abalo \u00e0 honra, \u00e0 psique ou \u00e0 intimidade. Como informou ao exigir a apresenta\u00e7\u00e3o da carta de fian\u00e7a, a empresa abusou de seu poder diretivo, justificando a necessidade de indeniza\u00e7\u00e3o, por ele estipulada em R$ 20 mil.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<p><a style=\"line-height: 1.5em;\" href=\"https:\/\/aplicacao5.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?conscsjt=&amp;numeroTst=480&amp;digitoTst=42&amp;anoTst=2010&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=09&amp;varaTst=0651&amp;consulta=Consultar\" target=\"_blank\"><strong>\u00a0<\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao exigir carta de fian\u00e7a de empregado que ter\u00e1 acesso \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o financeira da empresa, a companhia coloca em d\u00favida sua honestidade, algo que \u00e9 abusivo e discriminat\u00f3rio, ger<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-53340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}