{"id":53342,"date":"2014-03-30T07:01:17","date_gmt":"2014-03-30T10:01:17","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=53342"},"modified":"2014-03-30T07:01:17","modified_gmt":"2014-03-30T10:01:17","slug":"empresa-deve-pagar-pensa-a-familia-de-trabalhador-morto-em-acidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/empresa-deve-pagar-pensa-a-familia-de-trabalhador-morto-em-acidente\/","title":{"rendered":"Empresa deve pagar pensa a fam\u00edlia de trabalhador morto em acidente"},"content":{"rendered":"<h2 itemprop=\"name\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2014-mar-29\/empresa-indenizar-pagar-pensao-familia-trabalhador-morto-acidente#autores\">Por\u00a0Marcelo Pinto<\/a><\/p>\n<div itemprop=\"articleBody\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A tese da responsabilidade objetiva trazida pela Lei n\u00ba 10.406 (C\u00f3digo Civil) autoriza a condena\u00e7\u00e3o da empresa por danos morais sofridos pelo empregado, incluindo indeniza\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, caso fique constatada a culpa, o dano sofrido e o nexo causal. Com esse entendimento, a 4\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RJ)\u00a0<a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/trt-1a-regiao-condena-empresa-pagar-287.pdf\">condenou<\/a>\u00a0a empresa RC Vieira Engenharia Ltda. a pagar R$ 287 mil \u00e0 vi\u00fava e filhos de oper\u00e1rio morto em acidente de trabalho.<\/p>\n<p>No caso, o acidente ocorreu quando o trabalhador era transportado, em cima de uma escada, por m\u00e1quina motoniveladora. Quando a roda subiu o meio-fio, ele se desequilibrou e caiu do ve\u00edculo. A fam\u00edlia ajuizou a\u00e7\u00e3o trabalhista pleiteando indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e pens\u00e3o.<\/p>\n<p>A empresa, prestadora de servi\u00e7os para a Funda\u00e7\u00e3o Departamento de Estrada de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER), tentou afastar a responsabilidade civil, sob o argumento de n\u00e3o ter ficado comprovada a ocorr\u00eancia de dolo ou culpa.<\/p>\n<p>Como em 1\u00aa inst\u00e2ncia os pedidos foram julgados parcialmente procedentes, a empresa e as partes recorreram. A empregadora sustentou a inexist\u00eancia de culpa objetiva a determinar sua condena\u00e7\u00e3o. Alegou que o acidente ocorreu por culpa exclusiva da v\u00edtima e que a sua responsabilidade est\u00e1 disciplinada no inciso XXVIII, do artigo 7\u00ba, da CRFB, que prev\u00ea a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar, nas hip\u00f3teses de dolo ou culpa.<\/p>\n<p>J\u00e1 a fam\u00edlia pleiteou o reconhecimento da responsabilidade subsidi\u00e1ria do DER, pagamento de pens\u00e3o mensal das parcelas vincendas, al\u00e9m da constitui\u00e7\u00e3o de capital capaz de evitar a incerteza do recebimento de tais parcelas. Requereu, ainda, a majora\u00e7\u00e3o do valor fixado para a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>De acordo com a relatora do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargadora Tania Garcia da Silva, a conduta culposa, o dano sofrido pelo empregado e o nexo causal ficaram comprovados com base na prova testemunhal produzida pelas partes, em raz\u00e3o de sua conduta negligente com a seguran\u00e7a do trabalhador. Assim, entendeu \u201cjusto e razo\u00e1vel\u201d que a indeniza\u00e7\u00e3o seja em valor equivalente ao percentual de 100% da remunera\u00e7\u00e3o que o trabalhador estaria recebendo se estivesse em atividade, trabalhando na fun\u00e7\u00e3o de Operador de Elevat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Quanto ao pedido de pens\u00f5es, a magistrada destacou que o deferimento de indeniza\u00e7\u00e3o pela responsabilidade civil da empregadora independe do recebimento de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio. Segundo ela, trata-se de obriga\u00e7\u00f5es distintas, uma derivada do direito comum, outra de \u00edndole previdenci\u00e1ria. Ou, citando o artigo 121 da Lei n\u00ba 8.213\/91 (Lei de Benef\u00edcios da Previd\u00eancia), \u201co pagamento, pela Previd\u00eancia Social, das presta\u00e7\u00f5es por acidente do trabalho n\u00e3o exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo a relatora, de acordo com orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), \u201co contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro n\u00e3o enseja a responsabilidade solid\u00e1ria ou subsidi\u00e1ria nas obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas contra\u00eddas pelo empreiteiro, salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora\u201d, o que levou ao indeferimento, no caso, do reconhecimento da responsabilidade subsidi\u00e1ria do DER.<\/p>\n<p>Assim, a relatora fixou a condena\u00e7\u00e3o por danos morais, al\u00e9m das pens\u00f5es vencidas e vincendas, no valor total de R$287.730,00, considerando a idade limite de 70 anos, com base em pesquisa do IBGE, que informa que a expectativa de vida do brasileiro \u00e9 de 71,3 anos.<\/p>\n<p>Fonte: Conjur<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tese da responsabilidade objetiva trazida pela Lei n\u00ba 10.406 (C\u00f3digo Civil) autoriza a condena\u00e7\u00e3o da empresa por danos morais sofridos pelo empregado, incluindo indeniza\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, caso fique constatada a culpa, o dano sofrido e o nexo causal. 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