{"id":533530,"date":"2026-06-22T09:19:16","date_gmt":"2026-06-22T12:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=533530"},"modified":"2026-06-22T09:19:16","modified_gmt":"2026-06-22T12:19:16","slug":"o-bruxo-que-decifrou-a-alma-o-legado-de-machado-de-assis-nos-seus-187-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-bruxo-que-decifrou-a-alma-o-legado-de-machado-de-assis-nos-seus-187-anos\/","title":{"rendered":"O bruxo que decifrou a alma: O legado de Machado de Assis nos seus 187 anos"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\"><\/h1>\n<p class=\"lead\"><strong>Nos 187 anos de Machado de Assis, o psiquiatra Daniel Martins de Barros analisa como a obra do autor antecipou dilemas da mente e do sistema jur\u00eddico<\/strong><\/p>\n<div class=\"row align-items-end\">\n<div class=\"col-12 col-md-8\">\n<div class=\"meta-info d-flex align-items-center\">\n<div class=\"author-avatar\"><a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/luiza-kellmann\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"avatar avatar-40 photo rounded-circle\" src=\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a3b202805e49bc38a617297dffb3ca7c9be5bcb2598a61c69100d1fee7db4880?s=40&amp;d=blank&amp;r=g\" srcset=\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a3b202805e49bc38a617297dffb3ca7c9be5bcb2598a61c69100d1fee7db4880?s=80&amp;d=blank&amp;r=g 2x\" alt=\"Luiza Kellmann\" width=\"40\" height=\"40\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"author-details\"><span class=\"post-author d-block\"><span class=\"author-label\">POR<\/span>\u00a0LUIZA KELLMANN<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure><\/figure>\n<figure class=\"post-image-wrapper\">\n<div id=\"standard_1\" class=\"st-placement standard_1 inImage\">\n<div class=\"st-adunit st-adunit-tagged st-reset st-show\">\n<div class=\"st-adunit-ad st-reset\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-533531 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-620x349.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-620x349.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-768x432.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-160x90.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-480x270.jpg 480w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn-640x360.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption class=\"post-image-caption\">Machado de Assis &#8211; Foto: Projeto Machado de Assis Real<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"artigo_texto\">\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Neste domingo, dia 21 de junho de 2026, se estivesse vivo,\u00a0<b>Joaquim Maria Machado de Assis<\/b>\u00a0completaria 187 anos. O neto de escravizados que nasceu no Morro do Livramento, no\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/sobrado-em-que-viveu-machado-de-assis-no-rio-enfrenta-risco-de-colapso.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/sobrado-em-que-viveu-machado-de-assis-no-rio-enfrenta-risco-de-colapso.phtml\">Rio de Janeiro<\/a>, e conviveu com a epilepsia e a gagueira,\u00a0<mark>n\u00e3o apenas se tornou o maior nome das letras brasileiras, como tamb\u00e9m consolidou-se como um observador cl\u00ednico da nossa ess\u00eancia<\/mark>.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Quase dois s\u00e9culos depois, sua escrita impec\u00e1vel e ir\u00f4nica continua a ser um espelho em que enxergamos as fendas da\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/narcisismo-que-machado-de-assis-viu-aos-19-anos-freud-foi-descobrir-aos-56.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/narcisismo-que-machado-de-assis-viu-aos-19-anos-freud-foi-descobrir-aos-56.phtml\">natureza humana<\/a>\u00a0e as contradi\u00e7\u00f5es do poder.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Para marcar este anivers\u00e1rio, o m\u00e9dico psiquiatra\u00a0<b>Daniel Martins de Barros<\/b>, professor da Faculdade de Medicina da USP e bacharel em Filosofia, lan\u00e7a uma vers\u00e3o ampliada de seu livro \u201cMachado de Assis: a loucura e as leis\u201d, pela\u00a0<a href=\"https:\/\/matrixeditora.com.br\/produtos\/machado-de-assis-a-loucura-e-as-leis-p0ge5\/?srsltid=AfmBOopHNn0dqoqicccpnn9HbD9K87EDiLFeoynhsDtTT8xV45GeeIi1\" data-mrf-link=\"https:\/\/matrixeditora.com.br\/produtos\/machado-de-assis-a-loucura-e-as-leis-p0ge5\/?srsltid=AfmBOopHNn0dqoqicccpnn9HbD9K87EDiLFeoynhsDtTT8xV45GeeIi1\">Matrix Editora<\/a>. Na obra,\u00a0<b>Barros<\/b>\u00a0mergulha em 12 textos machadianos para mostrar que\u00a0<mark>o autor antecipou debates que, ainda hoje, ocupam tribunais, consult\u00f3rios e universidades<\/mark>.<\/p>\n<h3><strong>O pioneirismo cl\u00ednico de um olhar ir\u00f4nico<\/strong><\/h3>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Um dos exemplos mais contundentes desse pioneirismo est\u00e1 no conto \u201cO anjo Rafael\u201d, publicado em 1869. Nele,\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/personagens\/historia-biografia-machado-de-assis\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/personagens\/historia-biografia-machado-de-assis\">Machado<\/a>\u00a0descreveu com precis\u00e3o o que a medicina s\u00f3 formalizaria oito anos depois: a psicose compartilhada, ou folie \u00e0 deux, em que\u00a0<mark>o del\u00edrio de uma pessoa \u00e9 transmitido a outra<\/mark>.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Indagado se\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/poemas-abandonados-o-livro-perdido-de-machado-de-assis.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/poemas-abandonados-o-livro-perdido-de-machado-de-assis.phtml\">Machado<\/a>\u00a0possu\u00eda um dom de prever doen\u00e7as,\u00a0<b>Daniel Martins de Barros<\/b>\u00a0prefere acreditar na for\u00e7a da arte:<\/p>\n<blockquote><p>Como todo bom artista, o escritor olha para a realidade e a retrata por algum \u00e2ngulo espec\u00edfico. Isso nos ajuda a ver de uma nova forma, com novos enfoques.\u00a0<b>Machado<\/b>\u00a0nem sabia que tinha descrito uma doen\u00e7a, ele s\u00f3 contou uma hist\u00f3ria. Depois que os m\u00e9dicos nomearam aquele quadro \u00e9 que, retrospectivamente, podemos dizer que ele se antecipou \u00e0 ci\u00eancia. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de previs\u00e3o de um ou arrog\u00e2ncia de outro, mas saberes complementares\u201d, disse em entrevista exclusiva ao Aventuras na Hist\u00f3ria.<\/p><\/blockquote>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Essa sensibilidade permitiu ao autor explorar a loucura tanto como uma patologia quanto como uma ferramenta de investiga\u00e7\u00e3o social. Em contos como \u201cO alienista\u201d, onde o personagem\u00a0Sim\u00e3o Bacamarte, um m\u00e9dico convicto de sua ci\u00eancia, decide internar quase toda uma cidade em um asilo,\u00a0<b>Machado<\/b>\u00a0critica o autoritarismo.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Segundo\u00a0<b>Barros<\/b>, os crit\u00e9rios de\u00a0Bacamarte\u00a0j\u00e1 eram absurdos na \u00e9poca e hoje colidiriam frontalmente com avan\u00e7os como o Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia.\u201c<b>Machado<\/b>\u00a0usa uma caricatura de poder para fazer uma cr\u00edtica pol\u00edtica, no fundo\u201d, analisa\u00a0<b>Barros<\/b>. \u201cClaro que avan\u00e7amos ainda mais no direito dos pacientes, e hoje a interna\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica ainda existe e pode ser indicada, mas apenas em momentos muito espec\u00edficos e sempre pelo menor tempo poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<div data-type=\"_mgwidget\" data-widget-id=\"1774903\" data-uid=\"0a136\">\n<div id=\"mgw1774903_0a136\"><\/div>\n<\/div>\n<h3><strong>Sadismo e moralidade<\/strong><\/h3>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">A an\u00e1lise de<b>\u00a0Barros<\/b>\u00a0tamb\u00e9m perpassa o julgamento moral, tema de sua tese de doutorado na USP. Ao observar personagens como\u00a0Fortunato, do conto \u201cA causa secreta\u201d, um homem que sente um prazer silencioso no sofrimento alheio, ou\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/a-investigacao-postuma-jogo-brasileiro-investiga-morte-de-bras-cubas.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/a-investigacao-postuma-jogo-brasileiro-investiga-morte-de-bras-cubas.phtml\">Br\u00e1s Cubas<\/a>, o defunto que narra sua pr\u00f3pria vida com desprezo pelas conven\u00e7\u00f5es, o psiquiatra evita o r\u00f3tulo f\u00e1cil do diagn\u00f3stico m\u00e9dico.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">\u201cA psiquiatria lida com indiv\u00edduos, e n\u00e3o com a sociedade como um todo\u201d, pondera o autor. \u201cOu seja, \u00e9 poss\u00edvel tentarmos compreender as pessoas, uma de cada vez, mas os conjuntos, como elite ou sociedade, transcendem o saber m\u00e9dico. Ao falar de\u00a0Fortunato, sua frieza e crueldade, penso da forma como\u00a0<b>Machado<\/b>\u00a0retrata aquele ser humano, no m\u00e1ximo sendo poss\u00edvel refletir sobre outras pessoas com o mesmo perfil\u201d.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Para\u00a0<b>Barros<\/b>, o risco de transformar a literatura em um prontu\u00e1rio m\u00e9dico deve ser evitado a todo custo. Em tempos de diagn\u00f3sticos apressados em redes sociais, ele refor\u00e7a que\u00a0<mark>a fic\u00e7\u00e3o serve para entendermos a n\u00f3s mesmos<\/mark>. \u201cComo enfatizo na introdu\u00e7\u00e3o do livro, a ideia nunca pode ser reduzir a leitura \u00e0 Psiquiatria. Ao contr\u00e1rio, o olhar m\u00e9dico-legal para a obra do\u00a0<b>Machado<\/b>\u00a0\u00e9 uma forma de ampliar o alcance de suas reflex\u00f5es, abrir, n\u00e3o fechar. A loucura na obra \u00e9 uma estrat\u00e9gia muito menos diagn\u00f3stica e muito mais ferramenta de investiga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h3><strong>O legado de um homem \u00e0 frente do tempo<\/strong><\/h3>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Nesta nova edi\u00e7\u00e3o,\u00a0<b>Barros<\/b>\u00a0incluiu textos in\u00e9ditos que revelam uma face ainda mais sutil do autor. Em uma cr\u00f4nica sobre uma fuga de um hosp\u00edcio,<b>\u00a0Machado<\/b>\u00a0reflete sobre a loucura silenciosa, aquela que se manifesta de formas quase impercept\u00edveis no cotidiano. \u201cEle repercute aqui o conceito de monomania, que foi muito importante na \u00e9poca como uma tentativa de encontrar explica\u00e7\u00f5es para crimes. \u00c9 uma discuss\u00e3o importante at\u00e9 hoje: como diferenciar criminosos com ou sem transtornos mentais\u201d, observa o m\u00e9dico.<\/p>\n<div id=\"banner-300x250-4-area\" class=\"ad ad-300x250 banner4\"><\/div>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\"><b>Machado de Assis<\/b>,\u00a0al\u00e9m de um escritor de elite, foi um homem negro que ascendeu socialmente em uma sociedade escravocrata e profundamente racista. Sua maestria em usar a ironia para contar hist\u00f3rias,\u00a0<mark>dissecar a alma brasileira<\/mark>\u00a0e desmascarar a hipocrisia das elites burguesas do s\u00e9culo 19 \u00e9 o que mant\u00e9m sua obra viva e pulsante.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\">Ao celebrarmos seus 187 anos, o estudo de\u00a0<b>Daniel Martins de Barros<\/b>\u00a0nos lembra que a literatura cl\u00e1ssica n\u00e3o \u00e9 algo est\u00e1tico em uma prateleira, j\u00e1 que\u00a0<mark>\u00e9 um organismo vivo que nos ensina como a mente funciona e como a sociedade se organiza em torno de leis, afetos e preconceitos<\/mark>. Como resume\u00a0<b>Barros<\/b>, \u201co interesse deste livro \u00e9 identificar em seus escritos pontos de converg\u00eancia entre esses dois saberes, literatura e medicina, descobrindo como o talento liter\u00e1rio do autor articulou essa interface\u201d.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\".Corpo do artigo\"><b>Machado de Assis<\/b>\u00a0permanece sendo o nosso maior \u201cmilagre\u201d liter\u00e1rio, um bruxo que, do Cosme Velho,\u00a0<mark>ainda nos ensina o que significa ser humano<\/mark>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos 187 anos de Machado de Assis, o psiquiatra Daniel Martins de Barros analisa como a obra do autor antecipou dilemas da mente e do sistema jur\u00eddico<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":533531,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-533530","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/machadodeassisnandn.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=533530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533530\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/533531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=533530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=533530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=533530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}