{"id":53415,"date":"2014-03-30T10:21:47","date_gmt":"2014-03-30T13:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=53415"},"modified":"2014-03-30T10:21:47","modified_gmt":"2014-03-30T13:21:47","slug":"pernambuco-na-historia-do-golpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pernambuco-na-historia-do-golpe\/","title":{"rendered":"Pernambuco na hist\u00f3ria do golpe"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">S<a style=\"line-height: 1.5em;\" href=\"mailto:\">uetoni Souto Maior<\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"abanoticia\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Tropas do Ex\u00e9rcito saem as ruas e tomam o Pal\u00e1cio do Campo das Princesas em a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (Reproducao\/Petronio Lins\/Arquivo)\" alt=\"Tropas do Ex\u00e9rcito saem as ruas e tomam o Pal\u00e1cio do Campo das Princesas em a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (Reproducao\/Petronio Lins\/Arquivo)\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/30\/496692\/20140330094935994196e.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Tropas do Ex\u00e9rcito saem as ruas e tomam o Pal\u00e1cio do Campo das Princesas em a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O ingrediente Pernambuco entre os acontecimentos que levaram ao golpe militar de 1964 \u00e9 o tema principal do caderno especial que ser\u00e1 lan\u00e7ado pelo Diario nesta segunda-feira para marcar os 50 anos do primeiro ato de um dos per\u00edodos mais duros da hist\u00f3ria recente do Brasil. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais um passo de um amplo projeto dos Di\u00e1rios Associados no Nordeste, com o objetivo de tra\u00e7ar um retrato n\u00e3o apenas dos anos de chumbo, mas tamb\u00e9m do que ele implicou para as fam\u00edlias dos perseguidos. Para isso, foram produzidos conte\u00fados exclusivos para o jornal, o diariodepernambuco.com.br, a TV Clube e a R\u00e1dio Globo.<\/p>\n<p>O caderno especial do Diario procura preencher uma lacuna deixada pela cobertura jornal\u00edstica nacional, que n\u00e3o d\u00e1 ao Nordeste e a Pernambuco, em particular, a import\u00e2ncia merecida em rela\u00e7\u00e3o aos acontecimentos que levaram ao golpe militar. Na regi\u00e3o existia grande efervesc\u00eancia pol\u00edtica. A for\u00e7a das Ligas Camponesas e dos movimentos sindicais, as elei\u00e7\u00f5es sucessivas de lideran\u00e7as de esquerda da envergadura de Miguel Arraes (que chegou a ser cotado para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica), Pel\u00f3pidas Silveira e Cid Sampaio, e as pol\u00edticas sociais implantadas no estado despertaram a preocupa\u00e7\u00e3o dos norte-americanos e das elites do pa\u00eds. E eles contribu\u00edram para que o golpe fosse para a rua.<\/p>\n<p>O Diario conta tamb\u00e9m como iniciativas de cunho popular e voltadas para a educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos foram relegadas \u00e0 categoria de subversivas, gerando um preju\u00edzo irrepar\u00e1vel para o estado. Iniciativas como o Movimento de Cultura Popular (MCP) e as propostas educacionais de Paulo Freire foram estancadas pela repress\u00e3o. Suas iniciativas, hoje, permeiam apenas os relatos de quem viveu aquela \u00e9poca, a exemplo do artista pl\u00e1stico Abelardo da Hora, preso mais de 70 vezes durante a ditadura, e os arquivos do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops), onde parte do material n\u00e3o destru\u00eddo foi arquivado.<\/p>\n<p>O especial mostra tamb\u00e9m a viol\u00eancia e que as marcas geradas por elas n\u00e3o acabaram naquele 15 de mar\u00e7o de 1985, quando foi empossado o primeiro presidente civil (o hoje senador Jos\u00e9 Sarney &#8211; AP) depois de 24 anos. Elas permanecem vivas at\u00e9 hoje, segundo os relatos dos sobreviventes e dos familiares das v\u00edtimas. Mem\u00f3rias e hist\u00f3rias que est\u00e3o sendo revistas pelas comiss\u00f5es da verdade nacional e local. \u00c9 o que o pernambucano Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti, membro do colegiado nacional, chama de necessidade de ouvir a parte vencida no confronto entre a democracia e a for\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao todo, o caderno ter\u00e1 12 p\u00e1ginas e \u00e9 o resultado de um trabalho que mobilizou rep\u00f3rteres de v\u00e1rias editorias e as editorias de arte e fotografia em um intenso trabalho para resgatar e contar o que mudou no Brasil ao longo desses 50 anos. Para isso, foram ouvidos personagens, consultados arquivos e analisados documentos em busca de fatos in\u00e9ditos para serem apresentados ao leitor do Diario.<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ingrediente Pernambuco entre os acontecimentos que levaram ao golpe militar de 1964 \u00e9 o tema principal do caderno especial que ser\u00e1 lan\u00e7ado pelo Diario nesta segunda-feira para marcar os 50 anos do primeiro ato de um dos per\u00edodos mais duros da hist\u00f3ria recente do Brasil. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais um passo de um amplo projeto dos Di\u00e1rios Associados no Nordeste, com o objetivo de tra\u00e7ar um retrato n\u00e3o apenas dos anos de chumbo, mas tamb\u00e9m do que ele implicou para as fam\u00edlias dos perseguidos. 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