{"id":534874,"date":"2026-07-04T06:49:39","date_gmt":"2026-07-04T09:49:39","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=534874"},"modified":"2026-07-04T06:49:39","modified_gmt":"2026-07-04T09:49:39","slug":"apos-recuo-registrado-em-2022-direita-volta-a-superar-a-esquerda-no-brasil-mostra-datafolha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/apos-recuo-registrado-em-2022-direita-volta-a-superar-a-esquerda-no-brasil-mostra-datafolha\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s recuo registrado em 2022, direita volta a superar a esquerda no Brasil, mostra Datafolha"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col items-start justify-start gap-4 self-stretch\">\n<h1 class=\"self-stretch text-headline-5 tracking-tight text-neutral-20 lg:text-headline-4\"><\/h1>\n<h2 class=\"self-stretch font-sans text-body-1 font-normal tracking-tight text-neutral-50 lg:text-headline-6\">Matriz ideol\u00f3gica classifica 44% dos entrevistados \u00e0 direita e 39% \u00e0 esquerda; em 2022, eram 34% e 49%<\/h2>\n<div class=\"flex items-center justify-start gap-1 font-sans\">\n<p><span class=\"text-body-1 tracking-tight text-neutral-50\">Por\u00a0<\/span><span class=\"text-body-1 tracking-tight text-secondary-50\">Laura Intrieri\/Folhapress<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col items-start gap-2 self-stretch font-sans lg:flex-row lg:items-center lg:gap-4\">\n<div class=\"flex items-center justify-start gap-1\">\n<p class=\"text-body-1 tracking-tight text-neutral-50\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"relative flex flex-col items-start justify-start gap-2 self-stretch\">\n<div class=\"flex items-start gap-6 self-stretch text-right font-sans\">\n<p class=\"w-full text-body-2 tracking-wide text-neutral-50\">Foto:\u00a0Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo<\/p>\n<\/div>\n<div data-radix-aspect-ratio-wrapper=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-534875 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ultradireita.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ultradireita.jpg 600w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ultradireita-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ultradireita-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ultradireita-450x300.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/div>\n<div class=\"flex items-start gap-6 self-stretch font-sans\">\n<p class=\"w-full text-body-2 tracking-wide text-neutral-50\">Bolsonaristas fazem manifesta\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"inner-news-body\" class=\"max-w-full break-words text-body-1 leading-normal tracking-tight text-neutral-20 [&amp;&gt;span]:inline-block [&amp;_*]:mb-6 last:[&amp;_*]:mb-0 [&amp;_h2]:text-[32px] [&amp;_h2]:font-bold [&amp;_h3]:text-[24px] [&amp;_h3]:font-semibold [&amp;_hr]:mb-0 [&amp;_iframe]:!min-w-[unset] [&amp;_iframe]:!max-w-[560px] [&amp;_img]:!h-auto [&amp;_img]:!min-w-[unset] [&amp;_img]:!max-w-full [&amp;_ol]:ml-8 [&amp;_ol]:list-decimal [&amp;_p]:leading-relaxed [&amp;_table]:max-w-full [&amp;_table]:border [&amp;_table]:border-neutral-40 [&amp;_td]:border [&amp;_td]:border-neutral-40 [&amp;_tr]:border [&amp;_tr]:border-neutral-40 [&amp;_ul]:ml-8 [&amp;_ul]:list-disc [&amp;_video]:my-4 [&amp;_video]:!h-auto [&amp;_video]:!w-full [&amp;_video]:!min-w-[unset] [&amp;_video]:!max-w-full\">\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o dos brasileiros com a direita voltou a ficar \u00e0 frente da identifica\u00e7\u00e3o com a esquerda na matriz ideol\u00f3gica calculada pelo Datafolha. Em nova rodada de pesquisa realizada pelo instituto, 44% dos brasileiros com 16 anos ou mais foram classificados \u00e0 direita ou centro-direita, ante 39% \u00e0 esquerda ou centro-esquerda. Outros 17% ficaram no centro.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a de cinco pontos percentuais fica fora da margem de erro geral, de dois pontos para mais ou para menos. O resultado, apurado durante gest\u00e3o do presidente Lula (PT), inverte o quadro de 2022, quando a esquerda somava 49%, e a direita, 34%, sob governo de Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez desde 2014 que a direita aparece \u00e0 frente na s\u00e9rie. Naquele ano, com Dilma Rousseff (PT) na Presid\u00eancia, a direita reunia 45%, contra 35% da esquerda. Houve empate t\u00e9cnico nas edi\u00e7\u00f5es de 2013, com 39% \u00e0 direita e 41% \u00e0 esquerda, e de 2017, com 40% e 41%, respectivamente.<\/p>\n<p>Na divis\u00e3o em cinco grupos, 15% est\u00e3o \u00e0 direita, 29% na centro-direita, 17% no centro, 26% na centro-esquerda e 13% \u00e0 esquerda. Em 2022, os percentuais eram, na mesma ordem, 9%, 24%, 17%, 32% e 17%.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o resulta de uma pergunta direta sobre como o entrevistado se define. Para chegar ao resultado, o instituto consulta os entrevistados sobre uma s\u00e9rie de quest\u00f5es envolvendo valores sociais, pol\u00edticos, culturais e econ\u00f4micos. A partir da\u00ed, posiciona-os em escalas de comportamento e pensamento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>S\u00e3o dez quest\u00f5es de comportamento, sobre temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religi\u00e3o, e seis de economia, que tratam de impostos, leis trabalhistas e atua\u00e7\u00e3o do governo. Embora tenham quantidades diferentes de perguntas, os dois eixos recebem o mesmo peso na composi\u00e7\u00e3o da matriz geral.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a 2022 se concentra no comportamento. Nesse eixo, a direita soma agora 52%, ante 29% da esquerda e 20% do centro. H\u00e1 quatro anos, direita e esquerda estavam em empate t\u00e9cnico, com 39% e 42%, respectivamente.<\/p>\n<p>A maior altera\u00e7\u00e3o entre as perguntas comportamentais ocorreu na vis\u00e3o sobre a pobreza. A parcela que a associa \u00e0 &#8220;pregui\u00e7a de pessoas que n\u00e3o querem trabalhar&#8221; foi de 22% para 40%. J\u00e1 os que atribuem a pobreza \u00e0 falta de oportunidades iguais passaram de 76% para 58%, posi\u00e7\u00e3o que ainda \u00e9 majorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve deslocamentos em temas de seguran\u00e7a e costumes. O apoio ao direito de possuir uma arma legalizada foi de 35% para 41%, enquanto a defesa da proibi\u00e7\u00e3o da posse passou de 63% para 55%.<\/p>\n<p>A fatia que afirma que a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade foi de 79% para 72%. J\u00e1 70% defendem que adolescentes que cometem crimes sejam punidos como adultos, ante 65% em 2022.<\/p>\n<p>Na economia, a concord\u00e2ncia com bandeiras da esquerda continua \u00e0 frente. Ela re\u00fane 46%, contra 28% da direita e 26% do centro. Em 2022, os percentuais eram de 50%, 25% e 25%, respectivamente.<\/p>\n<p>As respostas na \u00e1rea econ\u00f4mica, por\u00e9m, n\u00e3o seguem dire\u00e7\u00e3o \u00fanica. A parcela que diz que depender menos do governo melhora a vida chegou a 65%, maior valor da s\u00e9rie, e 50% preferem pagar menos impostos e contratar servi\u00e7os particulares de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. A alternativa de pagar mais impostos para receber servi\u00e7os p\u00fablicos gratuitos tem 44%.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, 71% afirmam que o governo deve ser o maior respons\u00e1vel por investir no pa\u00eds e fazer a economia crescer. Outros 56% dizem que as leis trabalhistas protegem mais os trabalhadores do que atrapalham as empresas e que parte de seus benef\u00edcios deveria ser ampliada.<\/p>\n<p>O perfil tamb\u00e9m varia entre grupos da popula\u00e7\u00e3o. Entre homens, 50% s\u00e3o classificados \u00e0 direita, e 33%, \u00e0 esquerda. Entre mulheres, a esquerda fica \u00e0 frente, com 44%, ante 37% da direita.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 mais acentuada entre evang\u00e9licos \u201452% ficam \u00e0 direita, 30% \u00e0 esquerda e 18% no centro\u2014 do que entre cat\u00f3licos. Neste \u00faltimo segmento, direita e esquerda est\u00e3o em empate t\u00e9cnico, com 43% e 39%, respectivamente, dada a margem de erro de tr\u00eas pontos para o segmento, e 18% aparecem no centro.<\/p>\n<p>No eixo de comportamento, a direita chega a 61% entre evang\u00e9licos e a 52% entre cat\u00f3licos. Na economia, a esquerda re\u00fane 47% entre cat\u00f3licos. Entre evang\u00e9licos, os 39% da esquerda e os 33% da direita configuram empate t\u00e9cnico, considerada a margem de cinco pontos do estrato.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita presencialmente nos dias 17 e 18 de junho com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 munic\u00edpios. A margem de erro m\u00e1xima para o total da amostra \u00e9 de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com n\u00edvel de confian\u00e7a de 95%. As margens s\u00e3o maiores nos recortes da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O levantamento est\u00e1 registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o n\u00famero BR-09956\/2026.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na divis\u00e3o em cinco grupos, 15% est\u00e3o \u00e0 direita, 29% na centro-direita, 17% no centro, 26% na centro-esquerda e 13% \u00e0 esquerda. 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