{"id":536958,"date":"2026-07-24T00:06:48","date_gmt":"2026-07-24T03:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=536958"},"modified":"2026-07-23T16:09:22","modified_gmt":"2026-07-23T19:09:22","slug":"estudo-explica-como-ratos-sobrevivem-em-vulcoes-congelados-a-quase-7-mil-metros-nos-andes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudo-explica-como-ratos-sobrevivem-em-vulcoes-congelados-a-quase-7-mil-metros-nos-andes\/","title":{"rendered":"Estudo explica como ratos sobrevivem em vulc\u00f5es congelados a quase 7 mil metros nos Andes"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\"><\/h1>\n<h2 class=\"lead\">Nova pesquisa identifica adapta\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas que permitem aos ratos-de-orelhas-folha andinos viverem a 7 mil metros em vulc\u00f5es congelados nos Andes<\/h2>\n<div class=\"row align-items-end\">\n<div class=\"col-12 col-md-8\">\n<div class=\"meta-info d-flex align-items-center\">\n<div class=\"author-avatar\"><\/div>\n<div class=\"author-details\"><span class=\"post-author d-block\"><span class=\"author-label\">Por<\/span>\u00a0\u00c9ric Moreira<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure><\/figure>\n<figure class=\"post-image-wrapper\">\n<div id=\"st-f24cfa51-c354-40b2-b310-e48bbd93b2a7\">\n<div id=\"standard_1\" class=\"st-placement inImage standard_1\">\n<div class=\"st-adunit st-adunit-tagged st-adunit-inimage st-reset st-show goku\" data-testid=\"adunit\">\n<div class=\"st-adunit-ad st-reset\" data-testid=\"adunit-ad\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-536959 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-620x349.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-620x349.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-160x90.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-480x270.jpg 480w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1-640x360.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption class=\"post-image-caption\">Registro de um rato-de-orelhas-folha andino \/ Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcial Quiroga-Carmona<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"truvid-insert\" class=\"ad-truvid\">\n<div>\n<div class=\"trv-player-container\">\n<div class=\"trv-wrapper\">\n<div id=\"br_video_player_a0652c304b553d23fef56a77ca8d92c553858ca5\" class=\"trvd_video_player trvdfloater trv-right\">\n<div class=\"media-player\">\n<div class=\"trv-video\">\n<div id=\"truvid_ima_container11369\" class=\"truvid_ima_container\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"artigo_texto visible-content\">\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Cientistas identificaram\u00a0<mark>como ratos conseguem sobreviver em condi\u00e7\u00f5es extremas nos cumes de vulc\u00f5es adormecidos e cobertos de gelo<\/mark>\u00a0na\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/a-impressionante-estatueta-de-lhama-de-600-anos-encontrada-nos-andes.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/a-impressionante-estatueta-de-lhama-de-600-anos-encontrada-nos-andes.phtml\">Cordilheira dos Andes<\/a>, onde vivem em\u00a0<mark>altitudes superiores \u00e0s consideradas poss\u00edveis para mam\u00edferos<\/mark>. O estudo, publicado em 9 de julho na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.aec8347\" data-mrf-link=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.aec8347\">Science<\/a>, revela uma s\u00e9rie de adapta\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas que permitem aos animais enfrentar baixas temperaturas, escassez de oxig\u00eanio e falta de alimentos em uma das regi\u00f5es mais in\u00f3spitas do planeta.<\/p>\n<div id=\"banner-300x250-1-area\" class=\"ad ad-300x250 banner1\">\n<div id=\"google_ads_iframe_11754098\/aventurasnahistoria\/intext1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Os pesquisadores concentraram as investiga\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o da Puna de Atacama, no Chile, onde vivem exemplares do\u00a0<mark>rato-de-orelhas-folha-andino (Phyllotis vaccarum)<\/mark>. A esp\u00e9cie ocupa uma faixa que se estende por mais de 1,6 quil\u00f4metro acima do assentamento humano mais elevado do mundo, em um ambiente marcado pelo ar rarefeito, temperaturas extremamente baixas e vegeta\u00e7\u00e3o escassa.<\/p>\n<div class=\"mb-3 veja_mais_inject\"><\/div>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">\u201cComo alpinista no cume desses picos, a ideia de que possa haver animais vivendo nesses ambientes \u00e1ridos e in\u00f3spitos \u00e9 realmente impressionante\u201d, afirmou\u00a0<strong>Jay Storz<\/strong>, professor de ci\u00eancias biol\u00f3gicas da Universidade de Nebraska-Lincoln, ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livescience.com\/animals\/land-mammals\/mice-on-godforsaken-frozen-volcanoes-eat-toxic-plants-to-survive-conditions-not-remotely-compatible-with-long-term-human-survival\" data-mrf-link=\"https:\/\/www.livescience.com\/animals\/land-mammals\/mice-on-godforsaken-frozen-volcanoes-eat-toxic-plants-to-survive-conditions-not-remotely-compatible-with-long-term-human-survival\">Live Science<\/a>.<\/p>\n<h1>Descoberta inesperada<\/h1>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Em 2020, Storz liderou uma equipe de cientistas especializados em montanhismo que registrou a presen\u00e7a desses roedores a 6.739 metros de altitude, no\u00a0<mark>cume do Llullaillaco<\/mark>, considerado o\u00a0<mark>vulc\u00e3o historicamente ativo mais alto do mundo<\/mark>, atualmente adormecido, localizado na fronteira entre Chile e Argentina.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">At\u00e9 ent\u00e3o, a comunidade cient\u00edfica acreditava que mam\u00edferos n\u00e3o conseguiam sobreviver acima de aproximadamente 5.500 metros sobre o n\u00edvel do mar. A descoberta alterou esse entendimento, demonstrando que a esp\u00e9cie n\u00e3o apenas alcan\u00e7a essas altitudes, mas tamb\u00e9m vive em regi\u00f5es mais baixas.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">\u201cUma das caracter\u00edsticas realmente not\u00e1veis dessa esp\u00e9cie em particular \u00e9 a sua ampla distribui\u00e7\u00e3o altitudinal, desde o n\u00edvel do mar ao longo da costa des\u00e9rtica do norte do Chile at\u00e9 os cumes de alguns dos picos mais altos dos Andes\u201d, explicou\u00a0<strong>Storz<\/strong>.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Para compreender os mecanismos que permitem essa sobreviv\u00eancia, a equipe estudou\u00a0<mark>exemplares capturados em diferentes altitudes entre 2020 e 2023<\/mark>. As expedi\u00e7\u00f5es combinaram t\u00e9cnicas de montanhismo e pesquisa de campo, com armadilhas instaladas em diversos pontos das montanhas para registrar e capturar os animais.<\/p>\n<div data-passback-wrapper=\"true\">\n<div data-type=\"_mgwidget\" data-widget-id=\"2049776\" data-google-passback=\"true\" data-static-passback=\"true\" data-uid=\"018ba\" data-ssp-responded=\"true\">\n<div id=\"mgw2049776_018ba\">\n<div>\n<div class=\"mgbox\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Segundo\u00a0<strong>Storz<\/strong>, mesmo alpinistas experientes enfrentam riscos severos durante esse tipo de trabalho. Embora pessoas bem aclimatadas consigam permanecer nessas altitudes por um curto per\u00edodo, ele ressaltou que as condi\u00e7\u00f5es \u201cn\u00e3o s\u00e3o remotamente compat\u00edveis com a sobreviv\u00eancia humana a longo prazo\u201d.<\/p>\n<div id=\"banner-300x250-3-area\" class=\"ad ad-300x250 banner3\">\n<div id=\"google_ads_iframe_11754098\/aventurasnahistoria\/intext3_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<h1>Desafios e detalhes<\/h1>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Os\u00a0<mark>desafios<\/mark>\u00a0tamb\u00e9m atingiram os integrantes da pesquisa. Em uma expedi\u00e7\u00e3o realizada no\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/dna-antigo-revela-migracao-antes-da-expansao-inca-no-litoral-do-peru.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/dna-antigo-revela-migracao-antes-da-expansao-inca-no-litoral-do-peru.phtml\">Peru<\/a>, um dos colegas de\u00a0<strong>Storz<\/strong>\u00a0precisou ser evacuado ap\u00f3s desenvolver edema pulmonar de altitude, uma forma grave de mal da altitude caracterizada pelo ac\u00famulo de l\u00edquido nos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Ap\u00f3s a coleta, parte dos\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/camboja-inaugura-estatua-de-rato-que-localizou-100-explosivos.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/camboja-inaugura-estatua-de-rato-que-localizou-100-explosivos.phtml\">ratos<\/a>\u00a0foi encaminhada para laborat\u00f3rios no Chile, onde os pesquisadores avaliaram seu comportamento em c\u00e2maras capazes de simular frio intenso e baixa disponibilidade de oxig\u00eanio. Paralelamente, o genoma da esp\u00e9cie foi sequenciado para identificar diferen\u00e7as entre indiv\u00edduos de baixas, m\u00e9dias e elevadas altitudes.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Os resultados mostraram que os animais que vivem nos pontos mais altos apresentam\u00a0<mark>maior efici\u00eancia para manter a temperatura corporal<\/mark>\u00a0e os n\u00edveis de oxig\u00eanio do organismo em compara\u00e7\u00e3o aos indiv\u00edduos encontrados em regi\u00f5es menos elevadas.<\/p>\n<div id=\"banner-300x250-4-area\" class=\"ad ad-300x250 banner4\">\n<div id=\"google_ads_iframe_11754098\/aventurasnahistoria\/intext4_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">As an\u00e1lises gen\u00e9ticas tamb\u00e9m revelaram outra adapta\u00e7\u00e3o\u00a0<a class=\"keywords-mark-97e46e67-a098-4926-8ae2-79c415f2d937 pb-click stared\" href=\"https:\/\/us.creativecdn.com\/ad\/clicks?tk=xNOeAQ9TQc9e8MKQXFhHlthePaubggvFA0uGgtnKE1Aq2YFjUMUQkYNR479IF8Og8fulcPEnk3RL98hi1M2ZdSV8uofhsQoWUhES3UW2BsxkDiokRKsP3lVTZugPimgJEdDm2pgH0RZao-7nhlWCxlt4zi2vGFj61cBL4oeKqCRCIsO4jwLkaOBxEZWTN8H1_YMs6PrC7LiudjfMGuZQreCJieviwhB6s-EzvFV8biPHl93XUtvgov3MqbMNLLR7hDWJg6imu7BuybNUaM5J4ov-K7EGL9LwUtcGfaQhWT9fMo5h2dMhXLXctUozBmHFXjWl6gGFThIjIs03shVD1OBSngbrQQI0Lp6ANr9a0bOLNXbjidMHlg3pKGy7XCVRQCImwhxgnODfsLAZ5SWQz_paSZt_VergQyX9x9cGbOeBlFNC65lXbz30Q04HlWlzzC6bsEbRime95OeozXLlLIusSfnoYyp-rp37B6jiF7NkywjI7Kn8EEQpPd5QhFTdiep-xXfIwN2Io35DZtbJIgdjHfuS9YInceaTKltyQbuWKqMPVYnDaapUwoBNx5Y089hNkCEhfsv6MiR4KxWkJcnst2hyxlEW6sOPfi7djJit9HjDNFb6kpIOpu3m829PDU8tFrtUQu8LkcXlKlWyqAE\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener sponsored\" data-markjs=\"true\" data-mrf-link=\"https:\/\/us.creativecdn.com\/ad\/clicks?tk=xNOeAQ9TQc9e8MKQXFhHlthePaubggvFA0uGgtnKE1Aq2YFjUMUQkYNR479IF8Og8fulcPEnk3RL98hi1M2ZdSV8uofhsQoWUhES3UW2BsxkDiokRKsP3lVTZugPimgJEdDm2pgH0RZao-7nhlWCxlt4zi2vGFj61cBL4oeKqCRCIsO4jwLkaOBxEZWTN8H1_YMs6PrC7LiudjfMGuZQreCJieviwhB6s-EzvFV8biPHl93XUtvgov3MqbMNLLR7hDWJg6imu7BuybNUaM5J4ov-K7EGL9LwUtcGfaQhWT9fMo5h2dMhXLXctUozBmHFXjWl6gGFThIjIs03shVD1OBSngbrQQI0Lp6ANr9a0bOLNXbjidMHlg3pKGy7XCVRQCImwhxgnODfsLAZ5SWQz_paSZt_VergQyX9x9cGbOeBlFNC65lXbz30Q04HlWlzzC6bsEbRime95OeozXLlLIusSfnoYyp-rp37B6jiF7NkywjI7Kn8EEQpPd5QhFTdiep-xXfIwN2Io35DZtbJIgdjHfuS9YInceaTKltyQbuWKqMPVYnDaapUwoBNx5Y089hNkCEhfsv6MiR4KxWkJcnst2hyxlEW6sOPfi7djJit9HjDNFb6kpIOpu3m829PDU8tFrtUQu8LkcXlKlWyqAE\">importante<\/a>. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-criaram-curta-metragens-a-partir-da-atividade-cerebral-de-ratos.phtml\" data-mrf-link=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-criaram-curta-metragens-a-partir-da-atividade-cerebral-de-ratos.phtml\">ratos<\/a>\u00a0desenvolveram altera\u00e7\u00f5es em genes relacionados \u00e0 digest\u00e3o e \u00e0 desintoxica\u00e7\u00e3o de plantas normalmente t\u00f3xicas, caracter\u00edstica que amplia as op\u00e7\u00f5es alimentares em uma regi\u00e3o onde a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente limitada, segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/news.mcmaster.ca\/mighty-mouse-how-a-tiny-creature-survives-in-one-of-earths-harshest-environments\/\" data-mrf-link=\"https:\/\/news.mcmaster.ca\/mighty-mouse-how-a-tiny-creature-survives-in-one-of-earths-harshest-environments\/\">comunicado<\/a>\u00a0divulgado pela Universidade McMaster, no Canad\u00e1.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Outro comportamento observado pelos pesquisadores foi a maior atividade dos ratos de alta altitude durante o dia. Segundo a equipe, isso pode estar relacionado tanto \u00e0s temperaturas mais amenas nesse per\u00edodo quanto \u00e0 reduzida presen\u00e7a de predadores nesses ambientes.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Apesar dessas adapta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, os cientistas verificaram que as popula\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas ao longo da ampla faixa altitudinal\u00a0<mark>permanecem geneticamente muito semelhantes<\/mark>. A constante intera\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos de diferentes altitudes impede que os grupos das regi\u00f5es mais elevadas se tornem isolados ou apresentem diferen\u00e7as gen\u00e9ticas mais marcantes.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Para aprofundar as an\u00e1lises, parte dos animais foi sacrificada de forma humanit\u00e1ria, permitindo o estudo detalhado de seus tecidos. Al\u00e9m disso, a equipe preservou exemplares como registros biol\u00f3gicos permanentes em cole\u00e7\u00f5es de museus, onde poder\u00e3o servir de refer\u00eancia para pesquisas futuras.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\"><strong>Storz<\/strong>\u00a0destacou que esses esp\u00e9cimes representam um importante patrim\u00f4nio cient\u00edfico e afirmou que a coleta n\u00e3o compromete a viabilidade das popula\u00e7\u00f5es naturais da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Para\u00a0<strong>Graham Scott<\/strong>, professor de biologia da Universidade McMaster, no Canad\u00e1, e coautor do estudo, a principal conclus\u00e3o da pesquisa est\u00e1 na capacidade da evolu\u00e7\u00e3o de produzir solu\u00e7\u00f5es para condi\u00e7\u00f5es consideradas extremas.<\/p>\n<blockquote>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Isso apenas demonstra as maneiras complexas pelas quais a evolu\u00e7\u00e3o fez desses animais os reis das montanhas\u201d, afirmou\u00a0<strong>Scott<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">Segundo o pesquisador, viver em altitudes t\u00e3o elevadas tamb\u00e9m pode trazer vantagens. A menor competi\u00e7\u00e3o por recursos e a escassez de predadores tornam esses ambientes potencialmente favor\u00e1veis para os ratos, apesar das condi\u00e7\u00f5es severas.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\"><strong>Scott<\/strong>\u00a0observou ainda que aves podem atingir altitudes superiores durante o voo, mas ressaltou que, entre os animais que efetivamente habitam esses ambientes, o rato-de-orelhas-folha-andino ocupa o maior registro conhecido.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Links artigo\">\u201c\u00c9 sempre um pouco dif\u00edcil precisar a altitude das aves porque, claro, elas podem voar e certamente existem registros de aves voando em altitudes maiores do que essa\u201d, disse\u00a0<strong>Scott<\/strong>. \u201cMas acreditamos que este seja provavelmente o animal que habita a maior altitude j\u00e1 registrado.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova pesquisa identifica adapta\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas que permitem aos ratos-de-orelhas-folha andinos viverem a 7 mil metros em vulc\u00f5es congelados nos Andes<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":536959,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-536958","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/rato-5-800x450-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=536958"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536958\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/536959"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=536958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=536958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=536958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}