{"id":537134,"date":"2026-07-26T06:25:41","date_gmt":"2026-07-26T09:25:41","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=537134"},"modified":"2026-07-26T06:25:41","modified_gmt":"2026-07-26T09:25:41","slug":"projua-na-educacao-entre-historia-memoria-e-cancoes-tenda-das-palavras-transforma-conhecimento-em-encontro-no-festival-jua-literaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/projua-na-educacao-entre-historia-memoria-e-cancoes-tenda-das-palavras-transforma-conhecimento-em-encontro-no-festival-jua-literaria\/","title":{"rendered":"Projua na Educa\u00e7\u00e3o: Entre hist\u00f3ria, mem\u00f3ria e can\u00e7\u00f5es, Tenda das Palavras transforma conhecimento em encontro no Festival Ju\u00e1 Liter\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p>A Tenda das Palavras foi palco, nesta quinta-feira (23), de importantes encontros que promoveram reflex\u00f5es sobre temas fundamentais para a sociedade por meio da literatura, da comunica\u00e7\u00e3o e da arte. Da mem\u00f3ria pol\u00edtica \u00e0 pot\u00eancia da m\u00fasica produzida por mulheres, a programa\u00e7\u00e3o reuniu estudantes, escritores, jornalistas, artistas e o p\u00fablico em geral para conversas marcadas pela troca de experi\u00eancias e pelo fortalecimento da cultura.<\/p><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-537135 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-620x413.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-620x413.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-768x512.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-450x300.jpg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc-640x426.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/42f52071-09d2-4545-bc67-bdebb77e21bc.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>Durante a manh\u00e3, a mesa Pol\u00edtica e Literatura discutiu a rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica, jornalismo, literatura e mem\u00f3ria. Mediado pelo professor de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Emanuel Andrade, o encontro reuniu os jornalistas e escritores Bob Fernandes e Emiliano Jos\u00e9, professor, escritor e membro da Academia de Letras da Bahia.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-537136 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-620x428.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-620x428.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-300x207.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-768x530.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-1536x1060.jpg 1536w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-160x110.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-290x200.jpg 290w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14-640x442.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/37e7f0c6-24f0-4403-a31e-59d8245a7e14.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><br \/>\nAo longo da conversa, os convidados destacaram a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica para a compreens\u00e3o do presente e para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais democr\u00e1tica. A reflex\u00e3o partiu da provoca\u00e7\u00e3o de que \u201co hoje n\u00e3o pode matar o ontem\u201d, refor\u00e7ando que passado e presente caminham juntos e que revisitar a hist\u00f3ria \u00e9 um exerc\u00edcio essencial para compreender os desafios contempor\u00e2neos.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-537137 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-620x475.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-620x475.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-300x230.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-768x588.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-1536x1177.jpg 1536w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-80x60.jpg 80w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-160x123.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459-640x490.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1d31c1b2-d4f7-4ca8-aaa9-4eb95dce1459.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><br \/>\nTamb\u00e9m foram abordados temas como o cen\u00e1rio pol\u00edtico atual, as transforma\u00e7\u00f5es sociais vivenciadas pelo pa\u00eds e quest\u00f5es contempor\u00e2neas analisadas sob a perspectiva da hist\u00f3ria e do jornalismo. Os participantes refletiram sobre como compreender o passado \u00e9 essencial para interpretar os acontecimentos do presente, destacando o papel da informa\u00e7\u00e3o, da mem\u00f3ria e da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria na forma\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais cr\u00edtica, consciente e democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ao defender o papel social do jornalismo na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e na interpreta\u00e7\u00e3o da realidade, o jornalista e escritor Emiliano Jos\u00e9 afirmou: \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, nem recomend\u00e1vel separar o passado do presente, e \u00e9 indispens\u00e1vel ao jornalismo, sobretudo, o conhecimento do passado para voc\u00ea mergulhar no presente e descortinar o futuro, se n\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o ser\u00e1 jornalista, apenas um repetidor, um ventr\u00edloquo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u00c0 tarde, a programa\u00e7\u00e3o ganhou novos acordes com a mesa Mulheres das Palavras em Can\u00e7\u00f5es, reunindo as cantoras Juliana Linhares, Josyara e Flaira Ferro. Em uma conversa permeada por m\u00fasica, sensibilidade e identidade, as artistas compartilharam experi\u00eancias sobre o processo criativo, a constru\u00e7\u00e3o de suas carreiras e o di\u00e1logo entre arte e pertencimento.<\/p>\n<p>Durante o encontro, elas responderam a perguntas do p\u00fablico sobre a influ\u00eancia dos algoritmos na m\u00fasica, os desafios da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea e a forma como suas composi\u00e7\u00f5es traduzem viv\u00eancias pessoais e coletivas. Tamb\u00e9m refletiram sobre o v\u00ednculo constru\u00eddo entre palco e plateia e a capacidade transformadora da arte.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga B\u00e1rbara Caz\u00e9, de Petrolina, compartilhou um relato pessoal sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica. \u201cEu tinha uma professora na gradua\u00e7\u00e3o que ela falava, \u201ctodo ser humano tem uma via de acesso\u201d e eu entendi que a minha via de acesso \u00e9 a m\u00fasica e por isso que essa era uma mesa que eu queria vir porque as m\u00fasicas de voc\u00eas me acessaram e me acessam sempre. A m\u00fasica tem esse lugar de identifica\u00e7\u00e3o, de amor, de desamor, de desgosto, de alegria. A literatura para mim \u00e9 a m\u00fasica, a palavra cantada chega pra mim mais do que a palavra escrita\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ao refletirem sobre os desafios impostos pelas plataformas digitais e pelos algoritmos, as artistas destacaram a import\u00e2ncia da coletividade e da arte como formas de resist\u00eancia. Como ressaltaram durante a conversa: \u201cAprender a andar junto \u00e9 uma forma de desvio desses algoritmos\u201d.<\/p>\n<p>A conversa evidenciou o poder da arte como instrumento de transforma\u00e7\u00e3o, acolhimento e identifica\u00e7\u00e3o. Como foi ressaltado ao longo do encontro, todos, em algum momento da vida, j\u00e1 foram salvos por uma m\u00fasica, uma poesia ou um artista, refor\u00e7ando que esses encontros constroem novas formas de conex\u00e3o entre as pessoas.<\/p>\n<p>Ao reunir pensamento cr\u00edtico, literatura, comunica\u00e7\u00e3o e m\u00fasica em um mesmo espa\u00e7o, a Tenda das Palavras se destacou como um ambiente rico e pulsante no Festival Ju\u00e1 Liter\u00e1ria, promovendo di\u00e1logos que valorizam a mem\u00f3ria, fortalecem a identidade cultural e aproximam diferentes gera\u00e7\u00f5es por meio da palavra e da arte.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a manh\u00e3, a mesa Pol\u00edtica e Literatura discutiu a rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica, jornalismo, literatura e mem\u00f3ria. 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