{"id":54039,"date":"2014-04-02T02:35:58","date_gmt":"2014-04-02T05:35:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=54039"},"modified":"2014-04-02T02:35:58","modified_gmt":"2014-04-02T05:35:58","slug":"mae-nao-consegue-invalidar-acordo-entre-pai-e-filho-que-extinguiu-execucao-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mae-nao-consegue-invalidar-acordo-entre-pai-e-filho-que-extinguiu-execucao-de-alimentos\/","title":{"rendered":"M\u00e3e n\u00e3o consegue invalidar acordo entre pai e filho que extinguiu execu\u00e7\u00e3o de alimentos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em decis\u00e3o un\u00e2nime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) negou provimento a recurso especial interposto por uma advogada que, atuando em causa pr\u00f3pria, buscava invalidar acordo entre pai e filho \u2013 firmado no mesmo m\u00eas em que este atingiu a maioridade \u2013 para extinguir execu\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s completar 18 anos, o filho, em troca de um carro usado, avaliado em R$ 31 mil, firmou acordo com o pai, exonerando-o do pagamento de alimentos, bem como dando quita\u00e7\u00e3o das parcelas n\u00e3o pagas.<\/p>\n<p>O acordo foi homologado pelo juiz de primeiro grau, e a execu\u00e7\u00e3o de alimentos foi extinta. A m\u00e3e, advogada, interp\u00f4s agravo de instrumento contra a decis\u00e3o. Para ela, a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos passados n\u00e3o pode ser dada pelo alimentado, j\u00e1 que tais valores n\u00e3o lhe pertencem.<\/p>\n<p><strong>Gestora de neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>A segunda inst\u00e2ncia negou provimento ao agravo, ao fundamento de que, \u201csendo pago o montante devido ao credor, n\u00e3o h\u00e1 como negar a quita\u00e7\u00e3o\u201d. No julgamento dos embargos declarat\u00f3rios, registrou-se que a m\u00e3e figura como \u201cgestora de neg\u00f3cios\u201d e, nessa qualidade, deve buscar outros meios para se ressarcir.<\/p>\n<p>No recurso ao STJ, a m\u00e3e alegou que, na qualidade de recebedora dos alimentos em nome do filho, a figura jur\u00eddica adequada \u00e0 hip\u00f3tese seria a da sub-roga\u00e7\u00e3o e, nessa linha de racioc\u00ednio, o filho n\u00e3o poderia, mesmo tendo completado a maioridade, dar quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos aliment\u00edcios n\u00e3o honrados no per\u00edodo em que era menor.<\/p>\n<p>O relator, ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, n\u00e3o acolheu os argumentos. Para ele, \u201ca tese da sub-roga\u00e7\u00e3o n\u00e3o prevalece no direito p\u00e1trio, porquanto o direito a alimentos \u00e9 pessoal, sua titularidade n\u00e3o \u00e9 transferida a outrem. Assim, o entendimento adotado, consoante normas insculpidas no artigo 871 do C\u00f3digo Civil, \u00e9 o da gest\u00e3o de neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da impossibilidade de a m\u00e3e continuar na execu\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha ressaltou que, equiparada a gestora de neg\u00f3cios, ela pode reaver os valores despendidos a t\u00edtulo de alimentos que supriu em raz\u00e3o do n\u00e3o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o pelo alimentante, mas em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>\u201cRessalto que n\u00e3o se est\u00e1 diante de uma gest\u00e3o de neg\u00f3cios propriamente dita, mas de uma extens\u00e3o de gest\u00e3o por conveni\u00eancia legislativa no tocante ao direito de fam\u00edlia, visando-se o socorro a quem faz jus \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d, esclareceu o relator.<\/p>\n<p><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial.\u00a0<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o un\u00e2nime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) negou provimento a recurso especial interposto por uma advogada que, atuando em causa pr\u00f3pria, buscava <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-54039","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54039\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}