{"id":56617,"date":"2014-04-13T11:47:51","date_gmt":"2014-04-13T14:47:51","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=56617"},"modified":"2014-04-13T11:47:51","modified_gmt":"2014-04-13T14:47:51","slug":"aumento-de-pena-por-uso-de-arma-nao-depende-de-pericia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/aumento-de-pena-por-uso-de-arma-nao-depende-de-pericia\/","title":{"rendered":"Aumento de pena por uso de arma n\u00e3o depende de per\u00edcia"},"content":{"rendered":"<h2 itemprop=\"name\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div itemprop=\"articleBody\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O aumento da pena de um condenado por roubo por ter usado arma de fogo n\u00e3o depende da apreens\u00e3o nem da per\u00edcia do artefato. Basta que v\u00edtimas ou testemunhas atestem que o agente estava armado no momento do crime. Com este entendimento, o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul\u00a0<a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/3o-grupo-criminal-tj-rs-desacolhe.pdf\">manteve<\/a>\u00a0decis\u00e3o que reconheceu a majorante na condena\u00e7\u00e3o de um homem por roubo.<\/p>\n<p>O relator do recurso, desembargador Francesco Conti, escreveu no ac\u00f3rd\u00e3o que as v\u00edtimas foram seguras em afirmar que o r\u00e9u se utilizou de arma para perpetrar o delito. Como tal circunst\u00e2ncia causou temor \u00e0 v\u00edtima, isso foi suficiente para caracterizar a majorante prevista no inciso I, par\u00e1grafo 2\u00ba, do artigo 157 do C\u00f3digo Penal. O ac\u00f3rd\u00e3o foi lavrado na sess\u00e3o de 21 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Voto divergente<\/strong><br \/>\nO caso suscitou Embargos Infringentes no colegiado em fun\u00e7\u00e3o de a decis\u00e3o ter se dado por maioria na 6\u00aa C\u00e2mara Criminal, que julgou a\u00a0<a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/acordao-apelacao-6a-camara-criminal-tj.pdf\">Apela\u00e7\u00e3o<\/a>. Buscando afastar a aplica\u00e7\u00e3o da majorante, a defesa do autor pediu a preval\u00eancia do voto destoante do entendimento da maioria, da lavra do desembargador \u00cdcaro Carvalho de Bem Os\u00f3rio, o que levaria \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o delituosa para roubo simples.<\/p>\n<p>Para o autor do voto divergente, a mencionada causa que leva ao aumento da pena representa circunst\u00e2ncia objetiva, afer\u00edvel por meio de per\u00edcia, cujo fundamento reside no maior perigo que o emprego da arma envolve. Assim, seria indispens\u00e1vel que o artefato utilizado pelo agente possua idoneidade para ofender a incolumidade dos envolvidos no fato criminoso.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o negue a for\u00e7a intimidat\u00f3ria produzida pela presen\u00e7a e ci\u00eancia da exist\u00eancia de uma arma, o desembargador observou que o fato desta n\u00e3o ter sido apreendida \u2014 tampouco periciada \u2014 afasta qualquer prova contundente acerca da sua real potencialidade lesiva, configurando apenas grave amea\u00e7a. Afinal, a arma poderia ser uma imita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ora, n\u00e3o havendo prova da potencialidade lesiva, n\u00e3o pode o acusado receber a mesma pena daquele que utiliza, comprovadamente, instrumento letal, capaz de efetivamente ferir uma pessoa. E este \u00e9 o racioc\u00ednio utilizado nos feitos sob a \u00e9gide da Lei 10.826\/03, onde a dita arma apreendida deve obrigatoriamente ser submetida \u00e0 per\u00edcia, a fim de atestar sua efetiva capacidade de disparo de proj\u00e9teis que, em caso negativo, levar\u00e1 \u00e0 atipicidade da conduta&#8221;, justificou no ac\u00f3rd\u00e3o de Apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento da pena de um condenado por roubo por ter usado arma de fogo n\u00e3o depende da apreens\u00e3o nem da per\u00edcia do artefato. 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