{"id":56664,"date":"2014-04-14T03:05:39","date_gmt":"2014-04-14T06:05:39","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=56664"},"modified":"2014-04-14T16:29:36","modified_gmt":"2014-04-14T19:29:36","slug":"um-quinto-dos-parlamentares-nao-conseguiu-liberar-um-tostao-para-seu-reduto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/um-quinto-dos-parlamentares-nao-conseguiu-liberar-um-tostao-para-seu-reduto\/","title":{"rendered":"Um quinto dos parlamentares n\u00e3o conseguiu liberar um tost\u00e3o para seu reduto"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Muitos pegam carona em projetos de colegas com for\u00e7a pol\u00edtica e n\u00e3o s\u00e3o autores de mat\u00e9rias relevantes<\/strong><\/em><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"mailto:\">Naira Trindade<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"abanoticia\">Enquanto alguns s\u00e3o tratados como celebridade e sofrem com o ass\u00e9dio do p\u00fablico nos corredores da C\u00e2mara dos Deputados, outros passam despercebidos. N\u00e3o fossem os broches na lapela do palet\u00f3, que os identificam como parlamentares, caminhariam tranquilos em meio \u00e0 multid\u00e3o de an\u00f4nimos. Apesar dos cerca de 200 mil votos, em m\u00e9dia, que conquistaram para assumir uma vaga no Congresso, um quinto dos parlamentares n\u00e3o tem quase nada a apresentar para os 202 milh\u00f5es de habitantes do pa\u00eds. N\u00e3o s\u00e3o autores de projetos relevantes e tampouco conseguem liberar um centavo sequer dos R$ 15 milh\u00f5es a que t\u00eam direito em emendas ao Or\u00e7amento espec\u00edficas para os estados de origem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-56665\" alt=\"DSCF3706\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/DSCF37061-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><br \/>\n<em><strong>A maioria das emendas est\u00e3o voltadas para saneamento e obras estruturantes<\/strong><\/em><\/div>\n<div>Levantamento do Estado de Minas com base nos dados do Sistema Integrado de Administra\u00e7\u00e3o Financeira (Siafi) e da Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (LOA) mostra que 103 congressistas, entre os 500 deputados e senadores que apresentaram emendas individuais ano passado, encerraram 2013 com o saldo zerado. A cada ano, os parlamentares das duas Casas t\u00eam direito de destinar R$ 15 milh\u00f5es para projetos que beneficiem os seus redutos eleitorais, como obras, compra de medicamentos, constru\u00e7\u00e3o de unidades de sa\u00fade, reforma de escolas, entre outros. Os deputados s\u00e3o livres para escolher como querem gastar esse tipo de cheque or\u00e7ament\u00e1rio: pode ser usado em emendas individuais ou em grupo, projetos de outros parlamentares e em emendas da bancada. O levantamento mostra ainda que, em 2013, quase um sexto dos parlamentares das duas Casas sequer apresentou emendas individuais.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A maioria dos parlamentares, no entanto, segue a manada e pega carona em projetos apresentados por colegas, um jeito mais f\u00e1cil de conseguir a libera\u00e7\u00e3o da verba. Essa estrat\u00e9gia \u00e9 muito usada pelo chamado baixo clero. Mesmo sem projetos pr\u00f3prios, esses deputados sinalizaram, apenas em 2013, o envio de R$ 2 bilh\u00f5es em emendas individuais. Mas pouco chegou a ser liberado para que eles pudessem cumprir promessas de campanha. Nem os R$ 990 milh\u00f5es j\u00e1 empenhados chegaram ao destino. A esperan\u00e7a \u00e9 que esse dinheiro seja disponibilizado ainda este ano, na rubrica &#8220;Restos a pagar&#8221;. At\u00e9 agora, foram liberados efetivamente R$ 48 milh\u00f5es, ou seja, 2,3% dos R$ 2,018 bilh\u00f5es em emendas parlamentares.<\/p>\n<p>A lista dos deputados sem for\u00e7a para liberar verbas or\u00e7ament\u00e1rias \u00e9 extensa. O carioca Alfredo Sirkis (PSB) apresentou R$ 11,5 milh\u00f5es em emendas de autoria pr\u00f3pria, mas n\u00e3o conseguiu fazer o dinheiro chegar ao destino apontado. O mesmo aconteceu com Ricardo Tripoli (PSDB -SP), que indicou R$ 11,3 milh\u00f5es; Ant\u00f4nio Reguffe (PDT-DF), com R$ 12 milh\u00f5es; Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ), com R$ 9,3 milh\u00f5es; Pinto Itamaraty (PSDB-MA), R$ 8 milh\u00f5es; e Filipe Pereira (PSC-RJ), R$ 7,15 milh\u00f5es. &#8220;\u00c0s vezes, a emenda \u00e9 t\u00e3o ruim que a Comiss\u00e3o de Or\u00e7amento a rejeita e o deputado n\u00e3o consegue liber\u00e1-la&#8221;, analisa o cientista pol\u00edtico David Fleischer.<\/p>\n<p>O doutor em ci\u00eancia pol\u00edtica Leonardo Barreto explica que nem todos os deputados conseguem entrar no jogo da libera\u00e7\u00e3o de emendas, que envolve elabora\u00e7\u00e3o de projetos e bom relacionamento nos minist\u00e9rios, e acabam apostando em outras \u00e1reas, que n\u00e3o a de enviar dinheiro ao estado.<\/p>\n<p>Apesar de ter apresentado, em 2013, emendas individuais no valor de R$ 12 milh\u00f5es para o Distrito Federal, o deputado federal Ant\u00f4nio Reguffe (PDT-DF) ainda n\u00e3o viu a cor do dinheiro. &#8220;O Congresso \u00e9 um campo de poder onde as pessoas disputam as melhores condi\u00e7\u00f5es e essa disputa \u00e9 dura. Reguffe tem uma proje\u00e7\u00e3o enorme com os eleitores, mas pouqu\u00edssima capacidade de articula\u00e7\u00e3o parlamentar. N\u00e3o s\u00e3o todos os deputados que fazem isso bem&#8221;, analisa Barreto.<\/p>\n<p>Reguffe, no entanto, rebate o argumento e alega falta de interesse do governo em liberar emendas para as \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a na capital do pa\u00eds. &#8220;Eu n\u00e3o destino dinheiro para shows e eventos. Coloquei R$ 5 milh\u00f5es na sa\u00fade, R$ 5 milh\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o, R$ 5 milh\u00f5es na seguran\u00e7a p\u00fablica. Deles, consegui R$ 3 milh\u00f5es para compra de rem\u00e9dios. Eu fiz minha parte, mas o governo n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos pegam carona em projetos de colegas com for\u00e7a pol\u00edtica e n\u00e3o s\u00e3o autores de mat\u00e9rias relevantes<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":56665,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-56664","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/DSCF37061.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56664\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}