{"id":57359,"date":"2015-04-21T09:50:24","date_gmt":"2015-04-21T12:50:24","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=57359"},"modified":"2015-04-21T09:50:24","modified_gmt":"2015-04-21T12:50:24","slug":"dengue-cresce-144-e-chikungunya-avanca-no-interior-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/dengue-cresce-144-e-chikungunya-avanca-no-interior-da-bahia\/","title":{"rendered":"Dengue cresce 144% e chikungunya avan\u00e7a no interior da Bahia"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 itemprop=\"name\"><\/h1>\n<p itemprop=\"description\"><em><strong>Itabuna tem maior n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es de dengue, mas em Salvador casos caem pela metade. J\u00e1 Feira lidera ocorr\u00eancias de chikungunya<\/strong><\/em><\/p>\n<\/header>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div>Thais Borges<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div itemprop=\"text\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p>Primeiro, vieram as dores no corpo. Pouco tempo depois, a febre \u2014 que oscilava entre 38\u00b0C \u00a0e 39\u00b0C, mas chegou a ter picos de 40\u00b0C. Passados cinco dias de cama, o estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal da Bahia Danilo Pereira, 22 anos, j\u00e1 sabia que era dengue.<\/p>\n<p>\u201cOs sintomas evolu\u00edram de uma forma surpreendente, at\u00e9 porque eu nunca tive antes\u201d, contou, referindo-se ao per\u00edodo da \u00faltima semana de fevereiro. Danilo foi um dos 17.973 casos suspeitos de dengue este ano em toda a Bahia (3.837 deles somente em Itabuna, no Sul do estado), at\u00e9 a semana passada, de acordo com a Secretaria da Sa\u00fade do Estado (Sesab).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/x3.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_dengueinterior-z1.jpg.jpg\" width=\"620\" height=\"341\" \/><\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse n\u00famero representa um aumento de 144,6% em rela\u00e7\u00e3o aos 7.346 registros do mesmo per\u00edodo de 2014. Ou seja, o n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es \u00e9 quase um dobro e meio maior do que no ano passado.<\/p>\n<p>Para a coordenadora do Grupo T\u00e9cnico Ampliado da Dengue da Sesab, Elisabeth Fran\u00e7a, o aumento n\u00e3o foi bem uma surpresa \u2014 eles s\u00f3 n\u00e3o sabiam de quanto seria. \u201cA dengue j\u00e1 \u00e9 esperada, por ser uma doen\u00e7a end\u00eamica. O que acontece \u00e9 que a maior parte dos criadouros est\u00e1 nas casas e, por mais que exista o trabalho realizado pelas equipes municipais, onde h\u00e1 \u00e1gua limpa ou suja poder\u00e1 ter o mosquito. Tendo o v\u00edrus no ambiente, \u00e9 poss\u00edvel ter o surto\u201d, explica Elisabeth.<\/p>\n<p>Fatores<\/p>\n<p>Segundo a representante da Sesab, entre os fatores que poderiam ter contribu\u00eddo para o aumento da incid\u00eancia da doen\u00e7a est\u00e3o os h\u00e1bitos da popula\u00e7\u00e3o, a falta de saneamento b\u00e1sico em alguns locais e ao fato de que o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, j\u00e1 est\u00e1 adaptado ao nosso clima.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cN\u00e3o adianta n\u00e3o ter \u00e1gua parada em casa, se meu vizinho pode ter\u201d, pontua \u00a0a turism\u00f3loga Rom\u00e9ria de Oliveira, 37, que mora na Avenida Paralela e apresentou os sintomas da doen\u00e7a at\u00e9 meados da \u00faltima semana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/x1.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_dengueinterior-z2.jpg.jpg\" width=\"570\" height=\"1285\" \/><\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m foi v\u00edtima da dengue pela primeira vez e nem imaginava que pudesse ser isso: no in\u00edcio, Rom\u00e9ria achou que tinha a febre chikungunya, doen\u00e7a que continua a avan\u00e7ar no estado, com incid\u00eancia maior nos munic\u00edpios de Feira de Santana e Riach\u00e3o do Jacu\u00edpe, ambas no Centro-Norte do estado.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o conseguia nem andar, de tanta dor. Fiquei uma semana sem trabalhar e nem conseguia abrir os olhos, por causa das dores. Quando chegou o resultado, vimos que era dengue. Foi a primeira vez e espero que seja a \u00faltima\u201d.<\/p>\n<p>Alerta<\/p>\n<p>Os \u00a0casos de dengue est\u00e3o espalhados em 255 munic\u00edpios. O primeiro lugar do ranking \u00e9 de Itabuna, no Sul do estado, com 3.837 casos at\u00e9 o in\u00edcio do m\u00eas de abril. Em seguida vem Ilh\u00e9us (3.198 casos), Jequi\u00e9 (1.316), Salvador (832) e Jeremoabo (528).<\/p>\n<p>\u201cEstamos pedindo para a popula\u00e7\u00e3o que nos ajude a evitar poss\u00edveis criadouros. Se tiver, que eliminem ou que denunciem \u00e0 secretaria de seu munic\u00edpio onde h\u00e1 poss\u00edveis focos de mosquito\u201d, alerta Elisabeth. Em Salvador, \u00e9 poss\u00edvel contatar a Secretaria Municipal da Sa\u00fade atrav\u00e9s do n\u00famero 160.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Mesmo assim, de acordo com ela, n\u00e3o existe epidemia de dengue no estado. No m\u00eas passado, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou os \u00edndices do Levantamento R\u00e1pido de \u00cdndices para Aedes aegypti (LIRAa), que analisou os meses de janeiro e fevereiro de 2015.<\/p>\n<p>Calculado a partir da porcentagem de casas visitadas onde h\u00e1 larvas do mosquito transmissor da dengue, o LIRAa indicou que 11 cidades da Bahia tinham risco de epidemia de dengue. Outros 32 munic\u00edpios foram classificados como em estado de alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/x2.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_dengueinterior-z3.jpg.jpg\" width=\"620\" height=\"466\" \/><\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de risco as cidades que t\u00eam mais do que 3,9% dos im\u00f3veis pesquisados com larvas de Aedes aegypti. J\u00e1 os que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de alerta t\u00eam resultados que v\u00e3o de 1% at\u00e9 3,9%. A pior situa\u00e7\u00e3o foi justamente de Itabuna, com \u00edndice de 17,8%.<\/p>\n<p>Para o coordenador de endemias do munic\u00edpio, Renato Freitas, o \u00edndice alto est\u00e1 relacionado ao fato de que o aumento, que sempre acontece em abril, ocorreu em mar\u00e7o. \u201cO surto foi deslocado e tamb\u00e9m tivemos um est\u00edmulo no n\u00famero de casos vindos de outros munic\u00edpios. Mas estamos investigando e fazendo trabalhos nas casas, porque o nosso maior problema s\u00e3o os tanques e ton\u00e9is de \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>Casos na capital reduzem pela metade, mas alerta continua<\/p>\n<p>Apesar do n\u00famero de casos na Bahia ter aumentado substancialmente, em Salvador houve redu\u00e7\u00e3o nas notifica\u00e7\u00f5es de dengue, apesar de a cidade ainda estar em estado de alerta para a doen\u00e7a. Este ano, foram 832, ante 1.679 casos em 2014.<\/p>\n<p>Ainda assim, de acordo com o coordenador da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica da Secretaria Municipal da Sa\u00fade, \u00canio Soares, isso aconteceu porque os \u00edndices do ano passado foram muito altos. \u201cTivemos um cen\u00e1rio diferenciado ano passado, por quest\u00f5es clim\u00e1ticas. Por isso, superamos todos os anos\u201d, explica Soares. As ocorr\u00eancias de casos graves tamb\u00e9m ca\u00edram.<\/p>\n<p>No Hospital Couto Maia, s\u00f3 houve seis \u00a0registros, de acordo com a diretora da unidade, a infectologista Ceuci Nunes. Em compara\u00e7\u00e3o, at\u00e9 abril do ano passado, foram 43 ocorr\u00eancias na institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Em todo o ano de 2014, foram 88. \u201cEst\u00e1 tendo dengue, mas a diminui\u00e7\u00e3o dos casos graves \u00e9 not\u00f3ria\u201d, comemora.<\/p>\n<p>Chikungunya: Feira e Riach\u00e3o lideram casos; 119 cidades t\u00eam registro<\/p>\n<p>Identificada na Bahia, pela primeira vez, em setembro do ano passado, quando houve 200 notifica\u00e7\u00f5es, com cinco confirma\u00e7\u00f5es em Feira de Santana, a febre chikungunya continua a avan\u00e7ar na Bahia. De setembro at\u00e9 a primeira semana de abril, foram 5.005 casos notificados em 119 munic\u00edpios. Desses, 38 notificaram mais de cinco casos suspeitos.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, continua Feira de Santana, com 1.878 notifica\u00e7\u00f5es. Logo em seguida, e com maior incid\u00eancia em 2015, vem Riach\u00e3o do Jacu\u00edpe, Nordeste do estado, com 1.631 casos, e Valente, na mesma regi\u00e3o, com 409 ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Com 180 registros, Salvador aparece em quarto lugar. Segundo a infectologista Ceuci Nunes, diretora do Hospital Couto Maia, a situa\u00e7\u00e3o deve piorar, j\u00e1 que o sorotipo da chikungunya \u00e9 diferente dos quatro da dengue, os quais, normalmente, s\u00f3 causam uma infec\u00e7\u00e3o nas pessoas.<\/p>\n<p>\u201cO brasileiro n\u00e3o tem prote\u00e7\u00e3o contra a chikungunya, por isso, \u00e9 normal esperar que se espalhe. Chikungunya, em geral, n\u00e3o mata. J\u00e1 a dengue pode matar, ainda que seja raro\u201d, alerta. Apesar do aumento dos casos em Salvador, n\u00e3o h\u00e1 epidemia de chikungunya, de acordo com a \u00a0Secretaria Municipal da Sa\u00fade. De janeiro a abril deste ano, foram 54 notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no total, apenas seis casos foram confirmados at\u00e9 aqui: tr\u00eas em 2014 e mais tr\u00eas este ano. \u201cOs tr\u00eas primeiros eram de pessoas que estiveram em Feira de Santana, enquanto os tr\u00eas \u00faltimos eram de pessoas que contra\u00edram em Riach\u00e3o do Jacu\u00edpe\u201d, explica \u00canio Soares, coordenador da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m disso, no total, apenas seis casos foram confirmados at\u00e9 aqui: tr\u00eas em 2014 e mais tr\u00eas este ano. \u201cOs tr\u00eas primeiros eram de pessoas que estiveram em Feira de Sant<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":57360,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-57359","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/dengue-piscina-suja.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57359\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}