{"id":59282,"date":"2015-05-10T10:06:08","date_gmt":"2015-05-10T13:06:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=59282"},"modified":"2015-05-10T10:06:08","modified_gmt":"2015-05-10T13:06:08","slug":"empresa-nao-pode-demitir-trabalhador-que-questiona-condicoes-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/empresa-nao-pode-demitir-trabalhador-que-questiona-condicoes-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Empresa n\u00e3o pode demitir trabalhador que questiona condi\u00e7\u00f5es de trabalho"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>Empresas n\u00e3o podem demitir funcion\u00e1rios que reivindicam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, pois essa atitude afronta a liberdade de reuni\u00e3o garantida pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>. Com esse entendimento, a 3\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou, por unanimidade, a Transportes Bertolini\u00a0a reintegrar um grupo de trabalhadores dispensado ap\u00f3s se reunir\u00a0com a ger\u00eancia para reivindicar melhorias trabalhistas.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m obrigou\u00a0a empresa a pagar os sal\u00e1rios relativos ao per\u00edodo de afastamento. Ao analisar a a\u00e7\u00e3o, o relator do caso, ministro Alberto Bresciani, afirmou que &#8220;se uma empresa n\u00e3o pode ouvir os empregados no que for contr\u00e1rio aos seus interesses, claro que abusa de seu poder e comete uma ilegalidade escancarada&#8221;.<\/p>\n<p>Os funcion\u00e1rios desligados pediam mudan\u00e7as no sistema de banco de horas e na jornada de trabalho, pagamento de adicional de insalubridade e cesta b\u00e1sica mensal. Esses trabalhadores atuavam com transporte de cargas e eram membros de comiss\u00e3o formada para representar a categoria. &#8220;Solicitamos uma reuni\u00e3o para apresentar algumas propostas de melhoria e no dia seguinte fomos impedidos de entrar na empresa&#8221;, afirmou um dos empregados.<\/p>\n<p>No caso, a empresa alegou que a demiss\u00e3o dos trabalhadores tinha ocorrido por causa de um tumulto generalizado ap\u00f3s a reuni\u00e3o e n\u00e3o pelas reivindica\u00e7\u00f5es. A companhia tamb\u00e9m argumentou que os nomes dos empregados dispensados j\u00e1 constavam em uma lista de demiss\u00e3o elaborada pelos gerentes antes dos ocorridos.<\/p>\n<p><strong>Inst\u00e2ncias anteriores<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a dispensa, o grupo de trabalhadores ingressou com a\u00e7\u00e3o na 12\u00aa Vara do Trabalho de Bel\u00e9m (PA), requerendo a reintegra\u00e7\u00e3o e indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. O ju\u00edzo de primeiro grau deu ganho de causa aos funcion\u00e1rios, condenando a empresa a reintegr\u00e1-los, a pagar os sal\u00e1rios do per\u00edodo e indenizar cada um dos demitidos em R$ 30 mil. Segundo a corte, o dano era evidente, pois &#8220;o maior preju\u00edzo que se pode impingir o trabalhador \u00e9 exclu\u00ed-lo do mercado de trabalho, justamente quando se encontra motivado e engajado na luta por melhores condi\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>Como resultado, a empresa recorreu da decis\u00e3o ao Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o. O TRT-8 considerou as provas &#8220;controversas&#8221; e, ap\u00f3s examinar os depoimentos de testemunhas, optou por reformar a senten\u00e7a, julgando a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista &#8220;totalmente improcedente&#8221;.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a dispensa, o grupo de trabalhadores ingressou com a\u00e7\u00e3o na 12\u00aa Vara do Trabalho de Bel\u00e9m (PA), requerendo a reintegra\u00e7\u00e3o e indeniza\u00e7\u00e3o por danos m<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":59283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-59282","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSCF6203.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59282\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}