{"id":60704,"date":"2015-05-17T10:57:21","date_gmt":"2015-05-17T13:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=60704"},"modified":"2015-05-17T10:57:21","modified_gmt":"2015-05-17T13:57:21","slug":"estudos-apontam-que-buscadores-da-internet-afetam-funcoes-cerebrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudos-apontam-que-buscadores-da-internet-afetam-funcoes-cerebrais\/","title":{"rendered":"Estudos apontam que buscadores da internet afetam fun\u00e7\u00f5es cerebrais"},"content":{"rendered":"<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\">Na era Google, n\u00e3o existe pergunta sem resposta. Quantas p\u00e1ginas havia na internet no m\u00eas passado? O pr\u00f3prio buscador d\u00e1 o feedback em 0,68 segundo: 1 bilh\u00e3o de sites ativos. Os nomes das 14 luas de Netuno e suas respectivas fotos est\u00e3o a um clique de dist\u00e2ncia, assim como a filmografia completa de Alfred Hitchcock, os fatores de risco do c\u00e2ncer de mama e o n\u00famero de tatuagens de Angelina Jolie (17). De dados importantes \u00e0 cultura in\u00fatil, boa parte do conhecimento produzido no mundo est\u00e1 ali. Tanta informa\u00e7\u00e3o deveria deixar a humanidade bem mais inteligente que no passado. Mas h\u00e1 controv\u00e9rsias.<\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-60705 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/internet.jpg\" alt=\"internet\" width=\"1170\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/internet.jpg 1170w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/internet-300x97.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/internet-620x201.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/internet-1024x333.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/div>\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"abanoticia\" style=\"text-align: justify;\">\nO debate n\u00e3o chega a ser novo. Desde meados da d\u00e9cada de 1990, discute-se o impacto da web no c\u00e9rebro. A novidade \u00e9 que, se at\u00e9 10 anos atr\u00e1s, muito do que se dizia ficava no campo das opini\u00f5es pessoais, agora come\u00e7am a ser publicados resultados de pesquisas robustas que investigam essas quest\u00f5es. Os estudos fornecem evid\u00eancias cient\u00edficas sobre a forma como a internet est\u00e1 remodelando as habilidades cognitivas. Apesar de os gurus da internet defenderem com garras e dentes que os jovens nunca foram t\u00e3o espertos quanto agora, um corpo crescente de artigos evidencia que partes da cogni\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram afetadas de forma negativa \u2014 n\u00e3o pela tecnologia, mas pelo uso que se faz dela.<\/p>\n<p>Se os mecanismos de busca s\u00e3o uma ajuda valiosa e indispens\u00e1vel em um mundo cada vez mais veloz, recorrer ao Google como se ele fosse uma extens\u00e3o natural da mem\u00f3ria est\u00e1 provocando efeitos adversos na organiza\u00e7\u00e3o cerebral. Em 2011, foi publicado o primeiro estudo associando os mecanismos de busca a altera\u00e7\u00f5es no sistema de armazenamento de informa\u00e7\u00f5es. Na pesquisa pioneira, divulgada na revista Science, pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, demonstraram que a \u201ccola\u201d do indexador n\u00e3o \u00e9 armazenada pelo c\u00e9rebro. Na mesma velocidade que surge, a informa\u00e7\u00e3o se esvai da mente. \u201cDesde o advento da internet, sites de busca como o Google mudaram a forma como nosso c\u00e9rebro se lembra das informa\u00e7\u00f5es\u201d, escreveram os autores.<\/p>\n<p>Diferentemente de muitos outros \u00f3rg\u00e3os, o c\u00e9rebro n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tico, mas pl\u00e1stico. Ele se remodela, criando conex\u00f5es e ativando redes de neur\u00f4nios alternativas, ao sabor das situa\u00e7\u00f5es. No caso da pesquisa de Columbia, a equipe da psic\u00f3loga Betsy Sparrow constatou que, certas de que v\u00e3o encontrar o que querem na internet, as pessoas simplesmente se esquecem de informa\u00e7\u00f5es que, de outra maneira, armazenariam na mente. O estudo envolveu estudantes da Universidade de Harvard que tinham de responder a uma bateria de quest\u00f5es de conhecimento geral com n\u00edvel de dificuldade alto. Quando achavam que poderiam acessar esses dados sem dificuldades e sempre que quisessem, os jovens tendiam a esquec\u00ea-los mais rapidamente.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0<a class=\"yellowlight\" href=\"mailto:mailto:\">Correio Braziliense<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na era Google, n\u00e3o existe pergunta sem resposta. Quantas p\u00e1ginas havia na internet no m\u00eas passado? O pr\u00f3prio buscador d\u00e1 o feedback em 0,68 segundo: 1 bilh\u00e3o de sites ativos. 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