{"id":60779,"date":"2015-05-17T12:56:52","date_gmt":"2015-05-17T15:56:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=60779"},"modified":"2015-05-17T12:56:52","modified_gmt":"2015-05-17T15:56:52","slug":"petrobras-deixa-esqueleto-de-uma-quase-pasadena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/petrobras-deixa-esqueleto-de-uma-quase-pasadena\/","title":{"rendered":"Petrobras deixa esqueleto de uma &#8216;quase&#8217; Pasadena"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"row\">\n<h1 class=\"col-xs-13\"><\/h1>\n<h2 class=\"col-xs-13\"><em>Alvo da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, a Premium I deveria ser maior que Abreu e Lima, mas s\u00f3 trouxe gastos e transtornos sem sequer sair do papel<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<p class=\"author row\"><span class=\"prefixo-autor\">Por: <\/span><strong>Eduardo Gon\u00e7alves<\/strong><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"content col-xs-13\">\n<section id=\"galeria_refinaria-premium-i-no-maranhao-2015\" class=\"galeriaUbbersite\">\n<div class=\"galeria-multimidia galeria-multimidia-embedada galeria-multimidia-focused\" data-per-page=\"6\" data-controls-pos=\"after\" data-publicidade=\"none\">\n<div class=\"galeria-multimidia-inner\">\n<ul>\n<li class=\"galeria-multimidia-item active\" data-tipo=\"imagem\" data-src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/2108\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20110927-011_original.jpeg?1431648463\" data-thumb=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/2108\/pNJcp\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20110927-011_original.jpeg?1431648463\" data-titulo=\"Obras de terraplanagem na regi\u00e3o onde seria constru\u00edda a refinaria Premium I, no Maranh\u00e3o. Foto de setembro 2011\">\n<div class=\"galeria-multimidia-item-link\">\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/2108\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20110927-011_original.jpeg?1431648463\" alt=\"Obras de terraplanagem na regi\u00e3o onde seria constru\u00edda a refinaria Premium I, no Maranh\u00e3o. Foto de setembro 2011\" \/><figcaption><span class=\"galeria-multimidia-index\">111<\/span>Obras de terraplanagem na regi\u00e3o onde seria constru\u00edda a refinaria Premium I, no Maranh\u00e3o. Foto de setembro 2011<span class=\"galeria-multimidia-credito\"> (Foto: Petrobras\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/li>\n<li class=\"galeria-multimidia-item\" data-tipo=\"imagem\" data-src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/15\/1937\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150206-014_original.jpeg?1431729429\" data-thumb=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/15\/1937\/pNJcp\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150206-014_original.jpeg?1431729429\" data-titulo=\"Placa na entrada principal da Refinaria Premium I, da Petrobras em Bacabeira, no Maranh\u00e3o - 06\/02\/2015\">\n<div class=\"galeria-multimidia-item-link\">\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/15\/1937\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150206-014_original.jpeg?1431729429\" alt=\"Placa na entrada principal da Refinaria Premium I, da Petrobras em Bacabeira, no Maranh\u00e3o - 06\/02\/2015\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/li>\n<li class=\"galeria-multimidia-item\" data-tipo=\"imagem\" data-src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/2101\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150514-005_original.jpeg?1431648060\" data-thumb=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/2101\/pNJcp\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150514-005_original.jpeg?1431648060\" data-titulo=\"Lan\u00e7amento da pedra fundamental da Refinaria Premium I no Maranh\u00e3o em 2010\">\n<div class=\"galeria-multimidia-item-link\">\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/2101\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150514-005_original.jpeg?1431648060\" alt=\"Lan\u00e7amento da pedra fundamental da Refinaria Premium I no Maranh\u00e3o em 2010\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/li>\n<li class=\"galeria-multimidia-item\" data-tipo=\"imagem\" data-src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/15\/1939\/pe6Cx\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150204-015_original.jpeg?1431729528\" data-thumb=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/15\/1939\/pNJcp\/alx_brasil-refinaria-maranhao-20150204-015_original.jpeg?1431729528\" data-titulo=\"Vista do local onde seria constru\u00eddo o Hotel Gran Solare, em Bacabeira, no Maranh\u00e3o na regi\u00e3o onde tamb\u00e9m seria erguida a Refinaria Premium I, da Petrobras - 06\/02\/2015\">\n<div class=\"galeria-multimidia-item-link\"><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Dia 15 de janeiro de 2010. Num palanque montado na pequena cidade de Bacabeira, no Maranh\u00e3o, o ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva discursava sobre a possibilidade de equiparar a economia do Nordeste \u00e0 do Sudeste: &#8220;Por tr\u00e1s de um empreendimento desses, vir\u00e3o hot\u00e9is, restaurantes, estradas e uma s\u00e9rie de coisas que n\u00f3s ainda n\u00e3o conseguimos enxergar&#8221;. Lula referia-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o daquela que seria a maior refinaria do pa\u00eds e a quinta maior do mundo, a Premium I: cuja pedra fundamental era lan\u00e7ada naquele instante. Junto a ele estavam petistas e aliados de outrora: a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a governadora do Maranh\u00e3o, Roseana Sarney, o ministro de Minas e Energia Edison Lob\u00e3o e o presidente da Petrobras Sergio Gabrielli.<\/p>\n<section class=\"info-img-articles\">\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Dados sobre refinaria Premium I\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/15\/1940\/pasadena-i-online-2-original.jpeg?1431729636\" alt=\"Dados sobre refinaria Premium I\" \/><figcaption><span class=\"credito\">(VEJA.com\/VEJA)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>No meio da plateia, a agricultora Maria Jos\u00e9 de Sousa, de 53 anos, assistia atenta \u00e0 cerim\u00f4nia. Era a primeira vez que via aquelas ilustres figuras no munic\u00edpio de 16.000 habitantes, a 40 quil\u00f4metros de S\u00e3o Lu\u00eds. De todos os discursos que ouviu, o que mais lhe chamou aten\u00e7\u00e3o foi o da governadora Roseana, que prometeu pagar uma bolsa de 500 reais e dar uma casa nova \u00e0s fam\u00edlias que moravam no terreno onde seria instalada a refinaria.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\">&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n<p>Maria Jos\u00e9 estava feliz com a possibilidade de ser uma das benefici\u00e1rias. Para isso, precisaria abrir m\u00e3o da \u00e1rea onde morava e entreg\u00e1-la \u00e0 Petrobras. Em troca, ganharia uma casa num conjunto habitacional com outras cerca de 200 fam\u00edlias cujas terras seriam desapropriadas. A expectativa mudan\u00e7a ainda lhe causava um frio na barriga. &#8220;Todo mundo da comunidade foi para l\u00e1 ver o Lula. Mas n\u00e3o conseguimos chegar muito perto porque tinha muita gente. A refinaria criou muita expectativa no nosso povo. Ach\u00e1vamos que nossa vida ia melhorar muito, que teria emprego para nossos filhos e netos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Passados cinco anos do evento, Maria Jos\u00e9 e as demais fam\u00edlias da cidade vivem precariamente. N\u00e3o recebem em dia os benef\u00edcios prometidos pela ent\u00e3o governadora, n\u00e3o possuem o emprego garantido por Lula e n\u00e3o podem continuar plantando, j\u00e1 que suas terras pertencem \u00e0 estatal e se tornaram impr\u00f3prias para o plantio, devido \u00e0 terraplanagem da \u00e1rea. O cen\u00e1rio \u00e9 de mis\u00e9ria total.<\/p>\n<p><strong>Quase Pasadena &#8211;<\/strong> A Premium I foi idealizada pelo governo petista dentro da estrat\u00e9gia megaloman\u00edaca de refinar petr\u00f3leo no Brasil para transformar o pa\u00eds em exportador de \u00f3leo diesel. Abreu e Lima existe para provar que o plano deu errado. Prevista para custar 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, a obra est\u00e1 inacabada, j\u00e1 drenou 18 bilh\u00f5es de d\u00f3lares do caixa da Petrobras e foi alvo de investidas corruptas dos ex-diretores da estatal, de acordo com as investiga\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Analistas garantem que dificilmente a refinar\u00e1 dar\u00e1 \u00e0 empresa o retorno do que foi investido.<\/p>\n<p>Depois da descoberta do pr\u00e9-sal, o ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica usou a pol\u00edtica de refino para angariar apoio pol\u00edtico em alguns Estados, sob o pretexto de trazer desenvolvimento regional &#8211; e o Maranh\u00e3o se enquadra nesse xadrez. Mas, diante do choque de realidade com o qual a Petrobras se deparou nos \u00faltimos tr\u00eas anos, as empreitadas n\u00e3o s\u00f3 foram canceladas(al\u00e9m da Premium I, a Premium II, no Cear\u00e1, tamb\u00e9m saiu do radar), como a Petrobras recentemente anunciou mudan\u00e7as em toda a sua estrat\u00e9gia: investir\u00e1 prioritariamente em explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, n\u00e3o mais em refino. Levando em conta os altos custos de produ\u00e7\u00e3o no Brasil e a queda do pre\u00e7o do barril do petr\u00f3leo no mundo, a estatal deu-se conta de que o refino \u00e9 um p\u00e9ssimo neg\u00f3cio para pa\u00edses cuja ind\u00fastria n\u00e3o \u00e9 competitiva, como o Brasil.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\">&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n<p>Ao site de Veja, um ex-conselheiro da estatal disse, sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato, que a refinaria maranhense j\u00e1 havia sido descartada em 2012. &#8220;Quando Gra\u00e7a assumiu, ela deixou bem claro que as refinarias s\u00f3 sairiam quando se provassem economicamente vi\u00e1veis. A Premium n\u00e3o era, e ela sabia&#8221;, afirmou o conselheiro. A petroleira chinesa Sinopec se interessou pelo empreendimento, mas n\u00e3o conseguiu concordar com a Petrobras quanto \u00e0 taxa de rentabilidade m\u00ednima. A chinesa pedia 12\u00a8% e a Petrobras queria 8,7%. Em \u00e1udio obtido pelo jornal <em>O Globo<\/em>, Gra\u00e7a Foster comparou a Premium I ao fiasco de Pasadena. Foi justamente a taxa de retorno m\u00ednimo, chamada de Cl\u00e1usula Marlim, que elevou em quase 800 milh\u00f5es de d\u00f3lares o rombo da refinaria americana no caixa da estatal. &#8220;Como a gente pode garantir a eles uma taxa de 12% ao ano? \u00c9 a cl\u00e1usula Marlim vezes dois&#8221;, disse, entre risos.<\/p>\n<p><strong>Lava Jato &#8211;<\/strong> Antes de ser cancelada, a Premium I passou por apenas uma obra: a terraplanagem da \u00e1rea, que custou 583 milh\u00f5es de reais. Mas at\u00e9 uma atividade t\u00e3o corriqueira no setor de infraestrutura foi, tudo indica, alvo de contraven\u00e7\u00e3o. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o apontou superfaturamento no contrato com empresas de tratores, al\u00e9m da falta de estudos de viabilidade t\u00e9cnica. O balan\u00e7o da Petrobras de 2014 relata baixa cont\u00e1bil de 2 bilh\u00f5es de reais com a refinaria.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o de terraplanagem tamb\u00e9m abriu um leque de possibilidades para os envolvidos na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) detectou ind\u00edcios de pagamento de propina a pol\u00edticos para direcionar os contratos da Premium ao cons\u00f3rcio formado pelas empreiteiras Galv\u00e3o Engenharia, Serveng e Fidens. A Premium I tamb\u00e9m aparece nos depoimentos de dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. Eles relataram \u00e0 PF que as construtoras pagaram propina de 1% sobre o valor do contrato para constru\u00e7\u00e3o da refinaria aos deputados do PP ga\u00facho, Luiz Fernando e Jos\u00e9 Ot\u00e1vio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das cita\u00e7\u00f5es referentes \u00e0s obras de terraplanagem, o ex-diretor afirma que tratou de propina para a campanha de Roseana Sarney ao governo do Maranh\u00e3o em 2010 durante reuni\u00f5es cujo tema central era a refinaria. O dinheiro &#8211; cerca de 2 milh\u00f5es de reais &#8211; teria sido pedido pelo ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o. Curiosamente, Alberto Youssef foi preso em S\u00e3o Luis, no Maranh\u00e3o, tratando de neg\u00f3cios suspeitos.<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Termo de colabora\u00e7\u00e3o de Paulo Roberto Costa\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/1717\/pe6Cx\/alx_termo-de-colaboracao-paulo-roberto-costa-1_original.jpeg?1431634596\" alt=\"Termo de colabora\u00e7\u00e3o de Paulo Roberto Costa\" \/><figcaption><span class=\"credito\">(VEJA.com\/VEJA)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Termo de colabora\u00e7\u00e3o de Paulo Roberto Costa\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/05\/14\/1718\/pe6Cx\/alx_termo-de-colaboracao-paulo-roberto-costa-2_original.jpeg?1431634642\" alt=\"Termo de colabora\u00e7\u00e3o de Paulo Roberto Costa\" \/><figcaption><span class=\"credito\">(VEJA.com\/VEJA)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Perdas incalcul\u00e1veis &#8211;<\/strong> Com o an\u00fancio da refinaria no Maranh\u00e3o, cidades do entorno, como Bacabeira e Ros\u00e1rio, tiveram um <em>boom<\/em> populacional. Milhares de pessoas vieram de todos os cantos do Estado \u00e0 procura de empregos e novos neg\u00f3cios, relatam os moradores locais. Restaurantes, hospedarias e hot\u00e9is foram constru\u00eddos. &#8220;As duas cidades foram invadidas por uma avalanche de pessoas, que vinham na esperan\u00e7a de trabalhar. O mercado imobili\u00e1rio inflacionou de uma hora para outra. Isso destruiu os dois munic\u00edpios. Criou problemas para quem morava na regi\u00e3o e para quem vinha de fora. Muitos desses, no fim, acabaram ficando e aumentou o desemprego, a prostitui\u00e7\u00e3o e a criminalidade&#8221;, afirmou Edilson Badez das Neves, presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Maranh\u00e3o (Fiema).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s firmar um conv\u00eanio com a Petrobras, a entidade chegou a construir uma escola do Senai em Ros\u00e1rio para capacitar moradores. A institui\u00e7\u00e3o de ensino, que custou 14 milh\u00f5es de reais, sendo que 8 milh\u00f5es de reais vieram do BNDES, foi erguida com o objetivo de formar cerca de 3.000 trabalhadores para a \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o civil, mec\u00e2nica e \u00f3leo e g\u00e1s. Sem a refinaria, a Fiema teve de reestruturar o local e passou a oferecer cursos de carpintaria e eletr\u00f4nica para apenas 300 alunos.<\/p>\n<p>O governo do Maranh\u00e3o avaliou que as perdas foram &#8220;incalcul\u00e1veis nos aspectos econ\u00f4mico, ambiental e social&#8221;. Uma comiss\u00e3o externa foi criada na C\u00e2mara dos Deputados para apurar os gastos que o Estado teve com o empreendimento e cobrar da estatal a devolu\u00e7\u00e3o dos recursos. Oficialmente, o governo informa que investiu mais de 50 milh\u00f5es de reais na obra e que deixar\u00e1 de recolher mais 53 milh\u00f5es de reais em incentivos fiscais. &#8220;Vamos cobrar judicialmente o ressarcimento porque a Petrobras anunciou, o governo foi l\u00e1, e nada foi feito. As pessoas se dispuseram a fazer investimentos. Popula\u00e7\u00f5es foram desapropriadas. Isso n\u00f3s n\u00e3o podemos aceitar&#8221;, afirmou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA), presidente da comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>A Petrobras ofereceu a devolu\u00e7\u00e3o do terreno ao governador Flavio Dino (PCdoB), que recha\u00e7ou a possibilidade, afirmando querer &#8220;uma refinaria pronta&#8221; &#8211; mesmo que com capacidade menor. Os moradores tampouco querem as terras de volta porque, devido ao excesso de cal depositado durante a terraplanagem, ela est\u00e1 impr\u00f3pria para o plantio. Dino fez um apelo \u00e0 presidente Dilma Rousseff para que ela intervisse no caso, mas n\u00e3o houve qualquer sinal da presidente de que o projeto prosseguir\u00e1. A Petrobras afirmou que n\u00e3o iria se pronunciar.<\/p>\n<p>Fonte: Veja<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alvo da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, a Premium I deveria ser maior que Abreu e Lima, mas s\u00f3 trouxe gastos e transtornos sem sequer sair do papel<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60780,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-60779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/canteiro-abandonado.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60779\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}