{"id":61009,"date":"2015-05-19T01:55:07","date_gmt":"2015-05-19T04:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=61009"},"modified":"2015-05-19T01:55:07","modified_gmt":"2015-05-19T04:55:07","slug":"multinacionais-do-agrotoxico-sao-processadas-em-r-50-mi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/multinacionais-do-agrotoxico-sao-processadas-em-r-50-mi\/","title":{"rendered":"Multinacionais do agrot\u00f3xico s\u00e3o processadas em R$ 50 mi"},"content":{"rendered":"<div class=\"TituloNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"SutiaNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Oito empresas s\u00e3o acusadas de serem negligentes no descarte das embalagens dos produtos em Sapezal<\/strong><\/em><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-61010 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/agrotoxico.jpg\" alt=\"agrotoxico\" width=\"246\" height=\"255\" \/><\/p>\n<div class=\"CorpoNoticia\" style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) processou as multinacionais Basf, Du Pont, Monsanto, Nufarm, Syngenta, Adama, Nortox e FMC por expor trabalhadores a risco de contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xico. As companhias s\u00e3o acusadas de serem coniventes com o manuseio e descarte inadequado das embalagens dos produtos pela Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Agr\u00f4nomos de Sapezal (Aeasa) e pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev). No processo, o MPT pede a condena\u00e7\u00e3o das empresas em R$ 50 milh\u00f5es por danos morais coletivos.<\/p>\n<p>Para o procurador do Trabalho Leomar Daroncho, a Aeasa e a Inpev atuam como \u201cextens\u00e3o\u201d das multinacionais. As duas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m respondem a a\u00e7\u00e3o.\u00a0 A legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira obriga as produtoras de agrot\u00f3xicos a responsabilizarem-se pelo planejamento, operacionaliza\u00e7\u00e3o, controle do fluxo e das informa\u00e7\u00f5es correspondentes ao retorno das embalagens ao ciclo dos neg\u00f3cios ou ao ciclo produtivo, por meio da reciclagem. \u201cBasf, Du Pont, Monsanto, Nufarm e Syngenta integram o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Inpev e s\u00e3o os maiores produtores de agrot\u00f3xicos. Desta forma, nada mais justo e razo\u00e1vel que acion\u00e1-las solidariamente\u201d, explica o procurador Trabalho Renan Bernardi Kalil, que assina a a\u00e7\u00e3o juntamente com Daroncho.<\/p>\n<p>Segundo ele, caso as multinacionais sejam condenadas, o valor da indeniza\u00e7\u00e3o pode ultrapassar a casa dos R$ 50 milh\u00f5es. Isso porque o MPT tamb\u00e9m pede o pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es de R$ 1 milh\u00e3o a cada um dos trabalhadores submetidos, desde o in\u00edcio do funcionamento da Aeasa, na d\u00e9cada de 1990, aos enormes riscos da atividade.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o \u00e9 desdobramento de inspe\u00e7\u00e3o realizada pelo MPT na Aeasa, em fevereiro de 2015, que verificou a falta de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a aos empregados expostos ao veneno e a inexist\u00eancia de local para a higiene dos funcion\u00e1rios. A fiscaliza\u00e7\u00e3o foi feita em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).<\/p>\n<p>No local n\u00e3o havia espa\u00e7o adequado para guardar as vestimentas usadas pelos trabalhadores e as roupas n\u00e3o eram disponibilizadas em n\u00famero suficiente para os casos de troca por contamina\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos, fato muito comum, j\u00e1 que o descarregamento \u00e9 realizado manualmente pelos colaboradores. A unidade foi interditada pouco tempo depois em raz\u00e3o dos problemas.<\/p>\n<p><b>Descarte \u2013 <\/b>A Aeasa \u00e9 respons\u00e1vel por receber as embalagens vazias de agrot\u00f3xicos, fazer a triagem, separa\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e envio para reciclagem. Ela \u00e9 a \u00fanica unidade de recolhimento de Sapezal (MT), prestando servi\u00e7os para as demais produtoras envolvidas numa das \u00e1reas de maior consumo de agrot\u00f3xicos do Brasil. J\u00e1 a Inpev incentiva a instala\u00e7\u00e3o de unidades de recebimento de embalagens vazias. Hoje, possui em seu quadro de associados 99% da ind\u00fastria fabricante de defensivos agr\u00edcolas. Sua obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 dar a destina\u00e7\u00e3o final, ambientalmente adequada, \u00e0s embalagens vazias de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p><b>Riscos \u00e0 sa\u00fade \u2013<\/b> Em pesquisas realizadas em Mato Grosso, nota-se que as incid\u00eancias de agravos correlacionados aos agrot\u00f3xicos, como intoxica\u00e7\u00f5es agudas, c\u00e2nceres, malforma\u00e7\u00f5es e agravos respirat\u00f3rios, aumentaram entre 40% e 102% nos \u00faltimos 10 anos. Nas regi\u00f5es de maior produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, como Sinop, Tangar\u00e1 da Serra e Rondon\u00f3polis, a incid\u00eancia foi 50% superior \u00e0 m\u00e9dia estadual.<\/p>\n<p>No caso de Sapezal, a fim de compreender o risco \u00e0 sa\u00fade dos trabalhadores da unidade de recolhimento de embalagens, o MPT solicitou ao N\u00facleo de Estudos Ambientais e Sa\u00fade do Trabalhador (Neast) da UFMT parecer t\u00e9cnico sobre os danos que podem ser provocados pelos agrot\u00f3xicos presentes no estabelecimento.<\/p>\n<p>Os resultados acerca da toxidade dos 64 produtos manejados pelos trabalhadores da unidade assustam. No levantamento, observou-se que os princ\u00edpios ativos nos quais os colaboradores estavam expostos possuem efeitos agudos e cr\u00f4nicos nocivos \u00e0 sa\u00fade. C\u00e2ncer, malforma\u00e7\u00e3o de fetos, desregula\u00e7\u00e3o end\u00f3crina, disfun\u00e7\u00f5es hep\u00e1ticas e renais e doen\u00e7as neurol\u00f3gicas s\u00e3o alguns itens elencados como consequ\u00eancias do contato com o veneno.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito empresas s\u00e3o acusadas de serem negligentes no descarte das embalagens dos produtos em Sapezal<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":61010,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-61009","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/agrotoxico.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61009\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}