{"id":63644,"date":"2015-05-30T18:13:18","date_gmt":"2015-05-30T21:13:18","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=63644"},"modified":"2015-05-30T18:16:56","modified_gmt":"2015-05-30T21:16:56","slug":"pesquisa-revela-que-criancas-sertanejas-conhecem-pouco-da-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pesquisa-revela-que-criancas-sertanejas-conhecem-pouco-da-caatinga\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela que crian\u00e7as sertanejas conhecem pouco da caatinga"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"t24 mg_titulo\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<h2 class=\"t14 mg_sutia c999\" style=\"text-align: justify;\"><em>Trabalho virou livro. Cactos, por exemplo, n\u00e3o aparecem nas representa\u00e7\u00f5es<\/em><\/h2>\n<div id=\"noticia_dataautor\" style=\"text-align: justify;\">\n<h4 class=\"c999\"><\/h4>\n<h4 class=\"c999\"><\/h4>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"A capa do livro e um dos desenhos da caatinga imaginada \/ Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2015\/05\/30\/normal\/b871c81c6c3eedaab6cb39f6ede394f7.jpg\" alt=\"A capa do livro e um dos desenhos da caatinga imaginada \/ Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"470\" height=\"230\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A capa do livro e um dos desenhos da caatinga imaginada<\/h4>\n<h4 class=\"t11 creditofoto c666\" style=\"text-align: justify;\"><\/h4>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A caatinga \u00e9 o ambiente natural de milhares de crian\u00e7as que vivem no Semin\u00e1rio nordestino. Mas nem todas elas conseguem compreender a geografia da regi\u00e3o, nem aprendem sobre esse bioma na escola. At\u00e9 nos desenhos, muitas crian\u00e7as idealizam um mundo distante da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o objetivo de mapear esse panorama na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, a professora universit\u00e1ria Glaide Pereira Silva mergulhou em v\u00e1rias escolas do Sert\u00e3o da Bahia e de Pernambuco, come\u00e7ando pelo munic\u00edpio de Paulo Afonso (BA), que faz divisa com Petrol\u00e2ndia (PE), para entender a forma como a caatinga tem sido representada e discutida nas propostas pedag\u00f3gicas da regi\u00e3o. Uma realidade que se reproduz por quase todo o Sert\u00e3o nordestino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-63648 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/retirantes.jpg\" alt=\"retirantes\" width=\"373\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/retirantes.jpg 373w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/retirantes-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 373px) 100vw, 373px\" \/><\/p>\n<div id=\"galeriaimagens\" class=\"fiolinha bloco t12\" style=\"text-align: justify;\">\n<h3 class=\"cVermelho caixaalta\">Livro<\/h3>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado se transformou no livro <em>A caatinga do imagin\u00e1rio infantil<\/em>, que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado pela editora Appris. Para elaborar o trabalho que resultou em sua disserta\u00e7\u00e3o para o mestrado de Ecologia Humana e Gest\u00e3o Socioambiental, a pesquisadora tomou por base a teoria das representa\u00e7\u00f5es sociais, tendo como categoria de an\u00e1lise os mapas mentais infantis, simbolizados nos desenhos produzidos em sala de aula por crian\u00e7as das escolas da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final da pesquisa, ela percebeu, analisando os tra\u00e7os desenhados pelos estudantes, a marca do preconceito e dos clich\u00eas, aprendidos na rotina com os adultos que se tornam propagadores de uma realidade divergente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 fundamental entender que se somos adultos comprometidos com a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e, por consequ\u00eancia, com o planeta, que tipo de ecologia estamos disseminando entre estas mentalidades que est\u00e3o nos primeiros tempos de exist\u00eancia. Essa foi uma das preocupa\u00e7\u00f5es que deram origem \u00e0 pesquisa\u201d, explica Glaide. A pesquisadora leciona, atualmente, no curso de pedagogia e na Plataforma Paulo Freire pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o levantamento, a professora fez um apanhado das ilustra\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as para ver se havia uma representa\u00e7\u00e3o de pertencimento e, ao mesmo tempo, simb\u00f3lica de elementos que assinalam princ\u00edpios ecofeministas tais como cuidado, zelo, valoriza\u00e7\u00e3o da natureza. Segundo ela, a representa\u00e7\u00e3o da natureza, tanto na pr\u00e9-escola como no ensino fundamental 1, se ancora somente na representa\u00e7\u00e3o de plantas e bichos, excluindo-se quase que totalmente a figura humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PR\u00c1TICA PEDAG\u00d3GICA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora buscou respostas sobre a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica contextualizada a partir da realidade local, al\u00e9m de refletir sobre como meninos e meninas percebem as quest\u00f5es ambientais em seu cotidiano, tra\u00e7ando um paralelo entre a Lei de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e o Programa Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (ProNEA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro tamb\u00e9m traz abordagens sobre a realidade da caatinga na pedagogia do semi\u00e1rido, a quest\u00e3o dos fen\u00f4menos naturais como a seca, as \u00e1rvores, flores e frutos bem como a fauna com seus mam\u00edferos, ov\u00edparos e insetos, al\u00e9m de temas voltado para a \u00e9tica, psicologismo e fenomenologia. \u201cA problem\u00e1tica tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que as escolas est\u00e3o no espa\u00e7o de caatinga, no mesmo bioma, mas as pessoas n\u00e3o t\u00eam uma percep\u00e7\u00e3o coerente sobre a realidade do meio ambiente em que vivem. Nem as crian\u00e7as nem os adultos que participaram das pesquisas desenharam sequer um cacto\u201d, aponta Glaide.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na concep\u00e7\u00e3o da pesquisadora, as representa\u00e7\u00f5es sociais aparecem distorcidas e alimentadas por outros atores do mesmo grupo. \u201cPara completar, temos o comportamento dos poderes governamentais, que pregam a vida inteira somente a ideia de que a seca deve ser combatida e n\u00e3o buscam sa\u00eddas de conviv\u00eancia no Semi\u00e1rido sem preju\u00edzos. Fen\u00f4menos naturais n\u00e3o se combatem\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: JC<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho virou livro. 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