{"id":63834,"date":"2015-05-31T12:00:24","date_gmt":"2015-05-31T15:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=63834"},"modified":"2015-05-31T12:00:42","modified_gmt":"2015-05-31T15:00:42","slug":"verba-para-a-revitalizacao-do-sao-francisco-e-insuficiente-e-so-parte-dela-foi-liberada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/verba-para-a-revitalizacao-do-sao-francisco-e-insuficiente-e-so-parte-dela-foi-liberada\/","title":{"rendered":"Verba para a revitaliza\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco \u00e9 insuficiente e s\u00f3 parte dela foi liberada"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"news-tit margin-top-0 margin-bottom-10\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h3 class=\"news-subtit margin-bottom-20\" style=\"text-align: justify;\"><em>Minas, que produz 70% da \u00e1gua da bacia, \u00e9 o estado que mais demanda recupera\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, assoreamento engole trechos inteiros do rio e mancha de algas t\u00f3xicas se estende por 28 quil\u00f4metros do leito<\/em><\/h3>\n<section class=\"docs\">\n<div class=\"row\"><\/div>\n<\/section>\n<div class=\"details margin-bottom-10\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"small margin-bottom-0\"><i class=\"spr __iat margin-right-10\"><\/i> <a href=\"mailto:jornalismo@uai.com.br\">Mateus Parreiras<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"HOTWordsTxt\" class=\"js-body-news body-news clearfix margin-bottom-25\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"news__image center\">\n<figure>\n<p><figure id=\"attachment_63835\" aria-describedby=\"caption-attachment-63835\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-63835 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/barragem-seca.jpg\" alt=\"barragem seca\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/barragem-seca.jpg 750w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/barragem-seca-300x176.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/barragem-seca-620x364.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63835\" class=\"wp-caption-text\">Nas proximidades da hidrel\u00e9trica de Xing\u00f3 (AL), recuo da \u00e1gua deixou um tapete escuro de algas, as mesmas que contaminam o leito<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"content-desc-gallery\"> <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong><br \/>\nCabrob\u00f3 (PE), Salgueiro (PE), Barra (BA), Casa Nova (BA), Abaet\u00e9, Pompeu, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Abaet\u00e9 e Tr\u00eas Marias \u2013<\/strong> A revolta do bispo de Barra, frei dom Luiz Cappio, com a falta de recupera\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco antes da obras de transposi\u00e7\u00e3o se apoia em um quadro sombrio. N\u00e3o apenas a revitaliza\u00e7\u00e3o deixou de ser implantada nas cabeceiras, que concentram 70% da \u00e1gua da bacia, em terras mineiras, como o Velho Chico hoje morre de sede em locais antes inimagin\u00e1veis. A seca que sobe o curso se alastrou pelas maiores represas da bacia \u2013 Tr\u00eas Marias e Sobradinho (BA) \u2013, prejudicando a pesca, a piscicultura e quebrando as safras. O assoreamento soterrou tantos trechos do leito que h\u00e1 pontos em que n\u00e3o se atravessa mais de barco. Entre as represas de Paulo Afonso (BA) e Xing\u00f3 (AL), os baixos n\u00edveis de \u00e1gua associados \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e \u00e0 manobras nas hidrel\u00e9tricas propiciaram o aparecimento de uma mancha de algas t\u00f3xicas com 28 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e sete metros de profundidade, que deixou sem abastecimento as torneiras de oito munic\u00edpios do sert\u00e3o alagoano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"js-body-news body-news clearfix margin-bottom-25\" style=\"text-align: justify;\">A promessa de despolui\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o feita pelo governo federal reservou R$ 2,3 bilh\u00f5es para a\u00e7\u00f5es de reflorestamento, tratamento de esgoto e conten\u00e7\u00e3o de processos erosivos. O montante corresponde a pouco menos de 28% dos R$ 8 bilh\u00f5es necess\u00e1rios, segundo c\u00e1lculos de integrantes das c\u00e2maras consultivas do Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio S\u00e3o Francisco (CBHSF). O sucesso dessa a\u00e7\u00e3o poderia ter amenizado os efeitos da seca dos \u00faltimos tr\u00eas anos ao longo da bacia. Por\u00e9m, desde 2008, apenas 1,7 bilh\u00e3o foi investido em interven\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o ambiental pelo Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o, segundo informa\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria pasta. O valor m\u00e9dio \u00e9 de R$ 243 milh\u00f5es por ano, considerado irris\u00f3rio por ambientalistas, especialistas em hidr\u00e1ulica, bi\u00f3logos e membros do CBHSF.Para Marcus Vin\u00edcius Polignano, coordenador do Projeto Manuelz\u00e3o, de revitaliza\u00e7\u00e3o do Rio das Velhas, um dos principais afluentes do Rio S\u00e3o Francisco, a prioridade claramente foi dada \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o. \u201cOs gastos com revitaliza\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco foram praticamente inexistentes\u201d, afirma. O ambientalista destaca ainda que os recursos, al\u00e9m de insuficientes, v\u00eam sendo mal empregados. \u201cA maioria dessas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o obras puramente sanit\u00e1rias, que n\u00e3o respeitam crit\u00e9rios como os pontos mais cr\u00edticos da bacia, mas sim quest\u00f5es pol\u00edticas, como quais s\u00e3o os aliados pol\u00edticos mais interessantes para se direcionarem os recursos.\u201d<\/p>\n<p>Para o coordenador do Laborat\u00f3rio de Gest\u00e3o Ambiental de Reservat\u00f3rios do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFMG, Ricardo Mota Pinto Coelho, a revitaliza\u00e7\u00e3o serviu apenas de chancela para engrenar a transposi\u00e7\u00e3o. \u201cPromessas como essa (de despoluir e revitalizar o Velho Chico) v\u00eam sendo feitas nos \u00faltimos 100 anos, mas n\u00e3o se faz nada. O que temos visto \u00e9 a drenagem das lagoas marginais, que servem de ber\u00e7\u00e1rio aos peixes, a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e projetos difusos, que gastam sem efic\u00e1cia.\u201d<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio presidente da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), Vicente Andreu, concorda que para o Rio S\u00e3o Francisco atravessar as estiagens hist\u00f3ricas \u2013 que, segundo ele, tendem a se repetir devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013, seria necess\u00e1rio investir em a\u00e7\u00f5es de revitaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO Rio S\u00e3o Francisco precisa de mais \u00e1gua. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito grave, sobretudo em Minas Gerais, onde se concentra boa parte da produ\u00e7\u00e3o dessa \u00e1gua\u201d, disse. H\u00e1 tamb\u00e9m, afirma, outras quest\u00f5es que precisam ser trabalhadas, como o combate ao desperd\u00edcio dos usu\u00e1rios. \u201cUma medida importante, por exemplo, seria a substitui\u00e7\u00e3o de processos de irriga\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o ineficientes em quase todo o territ\u00f3rio. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m construir mais reservat\u00f3rios, para guardar \u00e1gua e minimizar chuvas intensas\u201d, pontua.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o considera parte do Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco \u2013 que \u00e9 como a pasta chama a transposi\u00e7\u00e3o \u2013 as obras de pol\u00edtica continuada e at\u00e9 interven\u00e7\u00f5es de responsabilidade legal dos munic\u00edpios que assinam conv\u00eanios, como obras de saneamento. Esse c\u00e1lculo elevaria a cifra gasta nessa \u00e1rea espec\u00edfica em cerca de R$ 34 bilh\u00f5es, investidos desde 2008 em projetos que, segundo a pasta, beneficiaram a bacia do Rio S\u00e3o Francisco, como a constru\u00e7\u00e3o de adutoras, canais, barragens e po\u00e7os, incluindo as obras de revitaliza\u00e7\u00e3o que envolvem fornecimento de \u00e1gua, esgotamento sanit\u00e1rio, liga\u00e7\u00f5es intradomiciliares, controle de processos erosivos, gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos, preserva\u00e7\u00e3o de nascentes e matas ciliares<\/p>\n<div class=\"news__image right\">\n<figure>\n<div class=\"btn-view-full\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-63836 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mapa.jpg\" alt=\"mapa\" width=\"450\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mapa.jpg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mapa-277x300.jpg 277w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mapa-283x307.jpg 283w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cO compromisso assumido desde 2008 pelo governo federal foi de realizar obras de infraestrutura h\u00eddrica em toda a regi\u00e3o do semi\u00e1rido, para garantir seguran\u00e7a na oferta de \u00e1gua para a popula\u00e7\u00e3o.\u201d O investimento total na transposi\u00e7\u00e3o, segundo o minist\u00e9rio, \u00e9 de R$ 8,2 bilh\u00f5es. \u201cDestes, aproximadamente R$ 1 bilh\u00e3o s\u00e3o para a\u00e7\u00f5es socioambientais\u201d, informou a pasta, por meio de nota. Adicionalmente, segundo o texto, \u201cest\u00e3o em curso obras de saneamento em munic\u00edpios que est\u00e3o na \u00e1rea das bacias hidrogr\u00e1ficas que comp\u00f5em o Rio S\u00e3o Francisco, que v\u00e3o contribuir com a preserva\u00e7\u00e3o e a revitaliza\u00e7\u00e3o do rio, por diminuir o lan\u00e7amento de esgoto e res\u00edduos e o assoreamento de seu leito\u201d. Essas obras est\u00e3o sob responsabilidade dos minist\u00e9rios das Cidades e da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>A Proposta<\/strong><br \/>\nA transposi\u00e7\u00e3o tem justificativa de garantir a seguran\u00e7a h\u00eddrica para 12 milh\u00f5es de pessoas em 390 munic\u00edpios no Nordeste Setentrional (Pernambuco, Cear\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Para\u00edba)<\/p>\n<p>O custo estimado \u00e9 de R$ 8,2 bilh\u00f5es e o t\u00e9rmino das obras est\u00e1 programado para 2016<\/p>\n<p>A \u00e1gua retirada do S\u00e3o Francisco ser\u00e1 injetada por meio de bombeamento em 477 quil\u00f4metros de canais e leitos de rios<\/p>\n<p>O empreendimento prev\u00ea a recupera\u00e7\u00e3o de 23 a\u00e7udes e constru\u00e7\u00e3o de 27 reservat\u00f3rios, capazes fornecer 6 mil litros de \u00e1gua por segundo<\/p>\n<p>Segundo o governo federal, as obras est\u00e3o em andamento e ser\u00e3o entregues a partir deste<br \/>\nano, com previs\u00e3o de t\u00e9rmino em 2017<\/p>\n<p>O empreendimento apresenta, sete anos depois de iniciado com pelo menos quatro anos de atraso, 74,5% de execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/p>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12\">\n<section class=\"image__bx margin-top-20 margin-bottom-20\">\n<div class=\"video-container\"><center><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k2LIOYoHdTM\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/center><center>Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/center><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minas, que produz 70% da \u00e1gua da bacia, \u00e9 o estado que mais demanda recupera\u00e7\u00e3o. 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