{"id":64242,"date":"2015-06-03T00:50:01","date_gmt":"2015-06-03T03:50:01","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=64242"},"modified":"2015-06-03T00:50:01","modified_gmt":"2015-06-03T03:50:01","slug":"metade-dos-brasileiros-nao-usa-cinto-de-seguranca-no-banco-de-tras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/metade-dos-brasileiros-nao-usa-cinto-de-seguranca-no-banco-de-tras\/","title":{"rendered":"Metade dos brasileiros n\u00e3o usa cinto de seguran\u00e7a no banco de tr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<div class=\"page-header\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Apenas 50,2% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de colocar o cinto no banco traseiro, embora a utiliza\u00e7\u00e3o deste item de seguran\u00e7a reduza mais o risco de morte no tr\u00e2nsito. Tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o o baixo \u00edndice do uso de capacete na zona rural, 59%<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-64243 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/cinto.jpg\" alt=\"cinto\" width=\"300\" height=\"263\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos brasileiros ainda n\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de usar o cinto de seguran\u00e7a no banco de tr\u00e1s. Pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), aponta que apenas 50,2% da popula\u00e7\u00e3o afirmam sempre usar o cinto quando est\u00e3o no banco traseiro de carro, van ou t\u00e1xi. Os entrevistados mostram mais consci\u00eancia quando est\u00e1 no banco da frente, em que 79,4% das pessoas com 18 anos ou mais dizem sempre usar o item de seguran\u00e7a. Contudo, o cinto na parte traseira do ve\u00edculo reduz mais o risco de morte, pois, em uma colis\u00e3o, impede que o corpo dos passageiros seja projetado para frente, atingindo o motorista e o carona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/portalsaude.saude.gov.br\/images\/pdf\/2015\/junho\/02\/apresentacao-PNS-Vol2.pdf\"><strong>Confira a apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso do cinto de seguran\u00e7a no banco de tr\u00e1s \u00e9 ainda menor na zona rural, onde 44,8% disseram ter o h\u00e1bito de colocar o cinto. Entre as regi\u00f5es, Norte e Nordeste registram os \u00edndices mais preocupantes, 36,7% e 39,5%, respectivamente, enquanto os moradores da regi\u00e3o Sul demonstraram ter mais consci\u00eancia da import\u00e2ncia deste item de seguran\u00e7a. L\u00e1, 65,1% das pessoas com 18 anos ou mais disseram sempre usar cinto no banco de tr\u00e1s. O cen\u00e1rio nas regi\u00f5es se repete quando o assunto \u00e9 utilizar o cinto no banco da frente: Norte e Nordeste apresentaram os menores \u00edndices (67,2% e 66%) e Sudeste e Sul os maiores (86,5% e 86,2%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstudos mostram que o cinto de seguran\u00e7a no banco da frente reduz em 45% o risco de morte, e no banco de tr\u00e1s, em 75%. Isso demonstra que estamos falando de um importante instrumento para as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Temos que investir em a\u00e7\u00f5es educativas para mudar esse quadro\u201d, destacou o ministro da Sa\u00fade, Arthur Chioro. Os dados citados pelo ministro s\u00e3o do Estudo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Tr\u00e1fego (Abramet). Em 2013, um levantamento da Rede Sarah apontou que 80% dos passageiros do banco da frente deixariam de morrer se os cintos do banco de tr\u00e1s fossem usados com regularidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo volume da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) foi feito em 64 mil domic\u00edlios em 1.600 munic\u00edpios de todo o pa\u00eds entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014. O estudo \u00e9 considerado o mais completo inqu\u00e9rito de sa\u00fade do Brasil e traz dados in\u00e9ditos sobre v\u00e1rios aspectos, entre eles, acidente no tr\u00e2nsito, acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade (atendimento e medicamentos) e viol\u00eancia. A pesquisa serve de base para que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade possa tra\u00e7ar suas pol\u00edticas p\u00fablicas para os pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o levantamento, foram coletadas informa\u00e7\u00f5es sobre toda a fam\u00edlia a partir de entrevistas com cerca de 205 mil indiv\u00edduos em domic\u00edlio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da resid\u00eancia para responder ao question\u00e1rio. Uma terceira fase da pesquisa trar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es resultadas dos exames de sangue, urina e aferi\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial dos brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>USO DE CAPACETES \u2013<\/strong>\u00a0Tamb\u00e9m preocupa o percentual de pessoas que vivem na \u00e1rea rural que deixam de usar o capacete quando est\u00e3o como passageiros em motocicletas. Do total de entrevistados, 80,1% afirmaram usar capacete mesmo quando n\u00e3o est\u00e3o dirigindo, mas esse \u00edndice cai para 59% se consideramos somente os moradores da \u00e1rea rural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa revelou ainda que 4,4 milh\u00f5es (3,1%) de brasileiros sofreram acidente de tr\u00e2nsito com les\u00f5es corporais nos \u00faltimos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa. O n\u00famero \u00e9 maior entre os homens 4,5% e 1,8% mulheres. Do total de pessoas que sofreram acidentes, 47,2% deixaram de realizar atividades habituais, 7,7% tiveram que ser internadas 15,2% tiveram sequelas ou incapacidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, 42,2 mil pessoas morreram por conta de acidentes de tr\u00e2nsito em 2013, sendo 12.040 envolvendo motocicletas. Foram registrados no ano passado, mais de 127 mil interna\u00e7\u00f5es por conta desses acidentes, o que representa um gasto de R$ 183,1 milh\u00f5es para o SUS. Os acidentes por moto responderam por 83,4 mil interna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade est\u00e1 propondo uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es intersetoriais para a promo\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica espec\u00edfica de preven\u00e7\u00e3o aos acidentes de tr\u00e2nsito, principalmente moto. Entre as propostas que est\u00e3o em estudo, destaca-se o uso de equipamentos, a melhor capacita\u00e7\u00e3o para habilita\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Essa discuss\u00e3o ser\u00e1 levada para o 2\u00ba Road Safety, Confer\u00eancia Global de Alto N\u00edvel sobre Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito, que ser\u00e1 realizado no Brasil em novembro com o objetivo de repactuar metas e tra\u00e7ar novas estrat\u00e9gias do governo e da sociedade para garantir a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o e salvar milh\u00f5es de vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VIOL\u00caNCIA \u2013<\/strong>\u00a0Ao abordar a quest\u00e3o da viol\u00eancia, 3,1% da popula\u00e7\u00e3o afirmaram terem sofrido alguma viol\u00eancia ou agress\u00e3o de pessoa desconhecida nos \u00faltimos 12 meses anteriores. Homens sofrem mais agress\u00e3o por pessoas desconhecidas (3,7%) e as mulheres s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de agress\u00e3o por pessoas conhecidas (3,1%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do total de pessoas que sofreram viol\u00eancia, 20,9% tiveram alguma les\u00e3o corporal devido \u00e0 viol\u00eancia ou agress\u00e3o por pessoas desconhecidas, sendo mais da metade homens (28,6%) e 11,4%, mulheres. Um grupo um pouco menor (17,9%) diz ter recebido algum tipo de assist\u00eancia de sa\u00fade. As mulheres foram as que mais buscaram assist\u00eancia, 20,8%, enquanto esse \u00edndice entre os homens foi de 12,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma a\u00e7\u00e3o importante voltada \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher foi anunciada este ano pelo governo federal. Portaria assinada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, da Justi\u00e7a e pela Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres estabelece novas diretrizes para a integra\u00e7\u00e3o do atendimento \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual pelos profissionais de seguran\u00e7a p\u00fablicas e de sa\u00fade do SUS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo \u00e9 implementar em \u00e2mbito nacional o registro de informa\u00e7\u00f5es e a coleta de vest\u00edgios durante o atendimento \u00e0s v\u00edtimas nos em hospitais, tornando a assist\u00eancia mais humanizada e reduzindo a exposi\u00e7\u00e3o da pessoa que sofreu viol\u00eancia. O registro de informa\u00e7\u00f5es e coleta de vest\u00edgios no momento do atendimento em sa\u00fade tamb\u00e9m contribui para o combate \u00e0 impunidade, com a realiza\u00e7\u00e3o de exames nas primeiras horas ap\u00f3s a viol\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"assinaNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Por Patr\u00edcia de Paula, da Ag\u00eancia Sa\u00fade<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas 50,2% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de colocar o cinto no banco traseiro, embora a utiliza\u00e7\u00e3o deste item de seguran\u00e7a reduza mais o risco de morte no tr\u00e2nsito. 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