{"id":64818,"date":"2015-06-07T01:47:48","date_gmt":"2015-06-07T04:47:48","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=64818"},"modified":"2015-06-07T01:47:48","modified_gmt":"2015-06-07T04:47:48","slug":"os-riscos-do-anticoncepcional-quem-deve-se-preocupar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-riscos-do-anticoncepcional-quem-deve-se-preocupar\/","title":{"rendered":"Os riscos do anticoncepcional: quem deve se preocupar"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"row\">\n<h1 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><em>Um novo estudo realizado por pesquisadores da Inglaterra reacendeu o debate sobre os perigos do uso de contraceptivos hormonais. Especialistas consultados pelo site de VEJA explicam em quais casos eles podem ser contraindicados<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<p class=\"author row\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"prefixo-autor\">Por: <\/span><strong>Giulia Vidale<\/strong><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"content col-xs-13\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Pilula anticoncepcional mulher\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/08\/2237\/pe6Cx\/pilula-anticoncepcional-mulher-original.jpeg?1402459107\" alt=\"Pilula anticoncepcional mulher\" \/><figcaption>Os especialistas ressaltam a import\u00e2ncia da escolha do m\u00e9todo contraceptivo ser individualizada e decidida pela paciente em conjunto com um ginecologista<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A p\u00edlula anticoncepcional chegou ao mercado no in\u00edcio da d\u00e9cada de 60 e foi uma das principais respons\u00e1veis pela emancipa\u00e7\u00e3o feminina. Ao longo dos anos, a ci\u00eancia aprimorou o m\u00e9todo contraceptivo oral, com redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de efeitos colaterais e at\u00e9 resultados est\u00e9ticos extremamente positivos para as mulheres &#8211; como diminui\u00e7\u00e3o de incha\u00e7o, menor impacto na libido e na oleosidade da pele, problemas causados pelas p\u00edlulas antigas. O avan\u00e7o cient\u00edfico, contudo, veio acompanhado de algumas preocupa\u00e7\u00f5es. Um recente estudo brit\u00e2nico, realizado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, mostrou que o uso da p\u00edlula moderna est\u00e1 associado a um risco at\u00e9 quatro vezes maior de forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulo sangu\u00edneo grave, a trombose.&#8221;Todo m\u00e9todo hormonal tem impacto na coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, aumentando o risco de trombose. A comunidade cient\u00edfica sempre soube disso. O que mudou agora \u00e9 que sabemos que a nova gera\u00e7\u00e3o de p\u00edlulas aumenta ainda mais esse risco em fun\u00e7\u00e3o do tipo de horm\u00f4nio utilizado&#8221;, explica Eduardo Zlotinik, ginecologista do hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgidas nos anos 90, os anticoncepcionais mais recentes diferem dos antigos no tipo e na quantidade de horm\u00f4nios utilizados. Em sua formula\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a combina\u00e7\u00e3o de dois compostos: o estrog\u00eanio e a progesterona. Com isso, reduziu-se a dose hormonal e tamb\u00e9m o n\u00famero de efeitos adversos. O que se revelou, no entanto, foi que os horm\u00f4nios utilizados podem causar riscos em algumas mulheres. Segundo o levantamento brit\u00e2nico, o perigo \u00e9 maior nas p\u00edlulas que tenham composi\u00e7\u00e3o com drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e a ciproterona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa atual tra\u00e7ou uma rela\u00e7\u00e3o entre o uso de contraceptivos orais e os casos de trombose observados em mulheres com idades entre 15 e 49 anos. De acordo com os resultados, aquelas que tomaram as p\u00edlulas mais modernas &#8211; da terceira e quarta gera\u00e7\u00e3o &#8211; corriam um risco duplicado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres que utilizavam as p\u00edlulas mais antigas. A compara\u00e7\u00e3o com quem nunca tomou a p\u00edlula mostrou uma probabilidade quatro vezes maior.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\">&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe-se que o horm\u00f4nio da p\u00edlula interfere no sistema circulat\u00f3rio da mulher de diversas formas. O composto aumenta a dilata\u00e7\u00e3o dos vasos, a viscosidade do sangue e, consequentemente, a coagula\u00e7\u00e3o. Com essas altera\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel que sejam formados co\u00e1gulos nas veias profundas, localizadas no interior dos m\u00fasculos. Em geral, os co\u00e1gulos se formam nas pernas, mas podem se alojar nos pulm\u00f5es, formando um bloqueio potencialmente fatal, ou ainda se mover para o c\u00e9rebro, provocando um acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do novo estudo, os especialistas consultados pelo site de VEJA alertam: nem todas as pacientes est\u00e3o em risco. Diz Julio Cesar de Oliveira, cirurgi\u00e3o vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro: &#8220;Assim como qualquer medicamento, seu uso \u00e9 seguro desde que ela seja bem indicada. Antes de prescrever o rem\u00e9dio, o ginecologista precisa analisar o hist\u00f3rico do paciente para ver se n\u00e3o existe alguma e contraindica\u00e7\u00e3o&#8221;. Mulheres que sofrem de enxaqueca, fumam e t\u00eam hist\u00f3rico de trombose na fam\u00edlia, possuem um risco 20 vezes maior de ter um acidente vascular cerebral. Ou seja, no caso delas, nada de p\u00edlula moderna. Outros fatores tamb\u00e9m devem ser considerados: hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama ou no f\u00edgado, presen\u00e7a de muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que aumentam o risco de trombose, hipertens\u00e3o e diabetes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A anticoncep\u00e7\u00e3o tem a finalidade de impedir uma gravidez indesejada durante uma rela\u00e7\u00e3o sexual. Por isso, a escolha do m\u00e9todo contraceptivo deve ser individualizada e decidida pela paciente em conjunto com um ginecologista. Os m\u00e9todos contraceptivos hormonais ainda s\u00e3o os mais utilizados no Brasil e podem ser encontrados em diferentes apresenta\u00e7\u00f5es: oral, injet\u00e1vel, adesivo e implante &#8211; que agem impedindo a ovula\u00e7\u00e3o &#8211; ou o dispositivo intrauterino (DIU), com a\u00e7\u00e3o hormonal local. &#8220;Como a dosagem hormonal \u00e9 baixa, este DIU pode ser utilizado por pacientes com alguma contraindica\u00e7\u00e3o para uso hormonal e at\u00e9 mesmo com trombofilia. Al\u00e9m disso, ao contr\u00e1rio da p\u00edlula e de outros m\u00e9todos hormonais, o DIU de progesterona n\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo antiovulat\u00f3rio e, por isso n\u00e3o interfere, na libido&#8221;, explica Rita Dardes, ginecologista e professora da Universidade de S\u00e3o Paulo. Estima-se que 25% das brasileiras utilizem anticoncepcionais por via oral, enquanto 30% das mulheres em idade reprodutiva optam pela laqueadura.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo realizado por pesquisadores da Inglaterra reacendeu o debate sobre os perigos do uso de contraceptivos hormonais. 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