{"id":64875,"date":"2015-06-07T03:13:09","date_gmt":"2015-06-07T06:13:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=64875"},"modified":"2015-06-07T03:13:09","modified_gmt":"2015-06-07T06:13:09","slug":"desemprego-ganha-forca-e-e-mais-forte-na-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/desemprego-ganha-forca-e-e-mais-forte-na-construcao-civil\/","title":{"rendered":"Desemprego ganha for\u00e7a e \u00e9 mais forte na constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Segundo pesquisa do IBGE, mais de 841 mil pessoas est\u00e3o desempregadas<\/strong><\/em><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-text\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Com dez anos de experi\u00eancia e mais de dois anos no quadro de funcion\u00e1rios de uma construtora de porte nacional, o t\u00e9cnico em seguran\u00e7a do trabalho Ant\u00f4nio Jorge Ara\u00fajo, 41 anos, ainda lembra do \u00faltimo dia 15 de abril como se fosse ontem.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Foi nesta data que ele passou a integrar a estat\u00edstica do n\u00famero de desempregados na Bahia, que, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, j\u00e1 ultrapassa a marca de 841 mil pessoas nos tr\u00eas primeiro meses do ano &#8211; 10 mil a mais do que o mesmo per\u00edodo de 2014.<\/p>\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ucdn1.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_desemprego_antonio_araujo_01.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"485\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Ant\u00f4nio Ara\u00fajo, 41 anos, foi um dos 61.826 profissionais demitidos na constru\u00e7\u00e3o civil na Bahia, em abril.<br \/>\n(Foto: Marina Silva\/Correio*)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">\u201cN\u00f3s sabemos que podemos ser demitidos a qualquer momento, mas a verdade \u00e9 que nunca achamos que isso vai acontecer com conosco\u201d, revela ele, que, como a maioria dos brasileiros, tem uma s\u00e9rie de compromissos financeiros para honrar no final do m\u00eas.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Ara\u00fajo \u00e9 um dos 61.826 profissionais de carteira assinada que, pelo reflexo da crise econ\u00f4mica, perderam o emprego na Bahia em abril, de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">O \u00faltimo dado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado no dia 22, mostra que a constru\u00e7\u00e3o civil foi o setor mais impactado negativamente no primeiro quadrimestre de 2015, com 41.851 admiss\u00f5es contra 52.249 desligamentos, um saldo negativo 10.398 postos de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">O quadro piora nos \u00faltimos 12 meses, cujo saldo negativo pula para 18.337, colocando o setor no topo do ranking dos que mais demitiram este ano.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Motivos para isso n\u00e3o faltam. O baixo crescimento do pa\u00eds, com queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, a falta de investimentos e o enfraquecimento da confian\u00e7a dos empres\u00e1rios est\u00e3o se refletindo no mercado de trabalho, tend\u00eancia que deve se intensificar ao longo do ano e ainda contaminar o ano que vem, segundo os especialistas.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">\u201cEm uma fase ruim da economia \u00e9 preciso reduzir custos. Primeiro, diminui-se a produ\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o der certo, a\u00ed vem o desemprego. Afinal, um dos custos que pressionam muito as empresas \u00e9 o sal\u00e1rio dos empregados\u201d, afirma o coordenador de pesquisa da Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos e Sociais da Bahia (SEI), Roberto Pereira.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Segundo ele, esse impacto s\u00f3 n\u00e3o acontece na mesma propor\u00e7\u00e3o nos setores que precisam de m\u00e3o de obra especializada, como \u00e9 o caso de boa parte da ind\u00fastria e de algumas \u00e1reas de servi\u00e7os.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">O presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o na Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Henrique Passos, explica que esse cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel no segmento n\u00e3o \u00e9 uma particularidade da Bahia. \u201cEstamos vivendo um momento dif\u00edcil no pa\u00eds inteiro. Desde o in\u00edcio de 2014 o setor vem perdendo emprego. Inicialmente, com o mercado imobili\u00e1rio, que reduziu, e muito, o n\u00famero de lan\u00e7amentos\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Na Le\u00e3o Engenharia, por exemplo, h\u00e1 dois anos n\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ado novos empreendimentos no estado. Por causa desta retra\u00e7\u00e3o, o s\u00f3cio propriet\u00e1rio da construtora, Ivan Le\u00e3o, conta que precisou reduzir o quadro de empregados de cerca de 800 para 180.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">\u201cAl\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da oferta de cr\u00e9dito e aumento de juros, em Salvador ainda h\u00e1 dois agravantes: a indefini\u00e7\u00e3o do PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) e o c\u00e1lculo da outorga onerosa\u201d, explica.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Perspectiva<br \/>\nO atraso nas obras do programa Minha Casa, Minha Vida, que ter\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de 30% nos investimentos em todo o pa\u00eds este ano, tamb\u00e9m reflete negativamente, garante o dirigente do Sinduscon-BA.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">\u00a0\u201cO governo federal n\u00e3o vem pagando regularmente. A empresa que n\u00e3o tiver capital de giro ter\u00e1 que reduzir ou paralisar obras. Isto vai gerar mais demiss\u00f5es\u201d, avisa Passos, informando que, na Bahia, h\u00e1 cerca de 40 mil trabalhadores nas obras do programa federal.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">E, se depender da perspectiva, o cen\u00e1rio do pr\u00f3ximo semestre n\u00e3o ser\u00e1 diferente. Para Ivan Le\u00e3o, o quadro deve se agravar: \u201cTemos que ser otimistas, mas dificilmente essa situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 resolvida este ano. E, sem vendas, n\u00e3o d\u00e1 para segurar os empregos\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">Para Roberto Pereira, da SEI, este ano realmente ser\u00e1 dif\u00edcil para todos os setores do mercado de trabalho, principalmente, para a constru\u00e7\u00e3o civil, com\u00e9rcio e servi\u00e7os. \u201cO aumento da taxa de juros dificulta o cr\u00e9dito produtivo e aumenta o cr\u00e9dito financeiro\u201d, analisa o especialista.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Ele lembra que, na Bahia, o fechamento do Estaleiro Enseada, em Maragojipe, que resultou em quase sete mil trabalhadores demitidos entre novembro e fevereiro, impactou para os n\u00fameros negativos da constru\u00e7\u00e3o civil na Bahia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo pesquisa do IBGE, mais de 841 mil pessoas est\u00e3o desempregadas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":64876,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-64875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/carteira-de-baiano.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64875\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}