{"id":65405,"date":"2015-06-10T01:22:50","date_gmt":"2015-06-10T04:22:50","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=65405"},"modified":"2015-06-10T01:22:50","modified_gmt":"2015-06-10T04:22:50","slug":"beneficio-e-lucro-funcionario-coagido-a-cumprir-metas-comprando-mercadoria-deve-ser-indenizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/beneficio-e-lucro-funcionario-coagido-a-cumprir-metas-comprando-mercadoria-deve-ser-indenizado\/","title":{"rendered":"Benef\u00edcio e lucro: Funcion\u00e1rio coagido a cumprir metas comprando mercadoria deve ser indenizado"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Obrigar que funcion\u00e1rios comprem mercadorias para\u00a0cumprir\u00a0metas, ainda que de forma velada, gera o dever de indenizar. Com esse entendimento, a 1\u00ba Turma Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa de bebidas a indenizar um vendedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-65406 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/th.jpg\" alt=\"th\" width=\"300\" height=\"212\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profissional relatou que, quando &#8220;produtos cr\u00edticos&#8221; como refrigerantes, ch\u00e1s e cervejas pretas estavam prestes a atingir a data de validade, ou quando a venda dessas mercadorias era baixa, a empresa fixava metas espec\u00edficas para elas. Em casos de descumprimento, as comiss\u00f5es mensais sofreriam &#8220;dr\u00e1sticas redu\u00e7\u00f5es&#8221;, levando os vendedores a adquirir os produtos em nome de clientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseado em depoimentos de testemunhas, o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) condenou a empresa a pagar compensa\u00e7\u00e3o no valor correspondente a 10% da remunera\u00e7\u00e3o do vendedor, que recebia cerca de R$ 1.800 por m\u00eas, pela compra de mercadorias, e R$ 50 mil de indeniza\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de dano moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, &#8220;ainda que se entenda que a reclamada n\u00e3o incentivava os empregados a comprar as mercadorias dif\u00edceis de serem vendidas, \u00e9 incontroverso que somente o atingimento das metas garantia o pagamento integral da remunera\u00e7\u00e3o dos vendedores&#8221;. Para o tribunal, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a reclamada se beneficiava dessa pr\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empresa de bebidas recorreu ao TST apontando viola\u00e7\u00e3o dos artigos 818 da CLT e 333 do C\u00f3digo de Processo Civil, e alegando que as acusa\u00e7\u00f5es feitas pelo trabalhador n\u00e3o ficaram comprovadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso, no entanto, n\u00e3o foi conhecido pelo relator, ministro Walmir Oliveira da Costa. Para ele, os dispositivos legais apontados pela empresa n\u00e3o foram violados, uma vez que o Regional concluiu, com base em fatos e provas, principalmente orais, que a empresa deve responder pelos danos por se beneficiar e obter lucro na compra das mercadorias feitas pelos pr\u00f3prios empregados. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obrigar que funcion\u00e1rios comprem mercadorias para cumprir metas, ainda que de forma velada, gera o dever de indenizar. Com esse entendimento, a 1\u00ba Tur<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":65406,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-65405","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/th.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65405"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65405\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}