{"id":66288,"date":"2015-06-14T11:03:16","date_gmt":"2015-06-14T14:03:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=66288"},"modified":"2015-06-14T11:03:36","modified_gmt":"2015-06-14T14:03:36","slug":"o-novo-clube-do-bilhao-quais-empresas-podem-desbancar-as-enroladas-no-petrolao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-novo-clube-do-bilhao-quais-empresas-podem-desbancar-as-enroladas-no-petrolao\/","title":{"rendered":"O novo clube do bilh\u00e3o: quais empresas podem desbancar as enroladas no petrol\u00e3o"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"row\">\n<h1 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><em>H\u00e1 quem encontre na desgra\u00e7a das empreiteiras da Lava Jato uma janela de oportunidade: empreiteiras m\u00e9dias se armam para abocanhar contratos que antes seriam distribu\u00eddos \u00e0s grandes<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<p class=\"author row\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"prefixo-autor\">Por: <\/span><strong>Eduardo Gon\u00e7alves e Lu\u00eds Lima<\/strong><\/p>\n<p class=\"author row\" style=\"text-align: justify;\">\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"content col-xs-13\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Ferrovia Norte\/Sul, pr\u00f3ximo a cidade de Pena Forte (PE)\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0345\/pe6Cx\/expedicao-veja-ferrovia-norte-sul-20140526-005-original.jpeg?1402461904\" alt=\"Ferrovia Norte\/Sul, pr\u00f3ximo a cidade de Pena Forte (PE)\" \/><figcaption>Infraestrutura: construtoras m\u00e9dias se armam para disputar espa\u00e7o com o clube do bilh\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O petrol\u00e3o atingiu em cheio a opera\u00e7\u00e3o das maiores empreiteiras do pa\u00eds, e algumas delas j\u00e1 entraram, inclusive, com pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial. Mas h\u00e1 quem encontre na desgra\u00e7a do clube do bilh\u00e3o uma oportunidade. Enquanto um bloqueio cautelar impede que 30 empresas envolvidas na Lava Jato prestem servi\u00e7os para a Petrobras, e processos em curso na Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) as amea\u00e7am com a inidoneidade, que as proibiria de de trabalhar para a Uni\u00e3o, construtoras m\u00e9dias se preparam para crescer no v\u00e1cuo das grandes. O conceito de &#8220;construtora m\u00e9dia&#8221; \u00e9 impreciso. A reportagem do site de VEJA, contudo, selecionou seis empresas com faturamento anual entre 300 milh\u00f5es e 2 bilh\u00f5es de reais que, seja pela sa\u00fade financeira, pelo estilo de gest\u00e3o ou por contarem com alguma expertise no atendimento ao governo, est\u00e3o aptas a conquistar territ\u00f3rio rapidamente: M\u00e9todo, Racional, Encalso, Cowan, Aterpa e Hochtief. Elas t\u00eam caminho livre para se tornar gigantes &#8211; em um novo ambiente, no qual impere a legalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dificilmente uma construtora de porte m\u00e9dio ter\u00e1 musculatura para fazer frente \u00e0 Camargo Corr\u00eaa ou \u00e0 Odebrecht no m\u00e9dio prazo. Empresas como as do clube do bilh\u00e3o n\u00e3o se tornaram grandes do dia para a noite. Quase todas em opera\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, elas cresceram tamb\u00e9m gra\u00e7as a uma janela de oportunidade: surfaram como poucas na onda da constru\u00e7\u00e3o civil da ditadura militar. Antes de serem tragadas pelo petrol\u00e3o, passaram d\u00e9cadas ajudando a desenvolver os grot\u00f5es do pa\u00eds. Mas, diante da possibilidade de se tornarem inid\u00f4neas na esteira da Lava Jato, a fila se organiza para substitu\u00ed-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos caminhos para o crescimento \u00e9 fazer parcerias com empresas estrangeiras, que sempre tiveram na presen\u00e7a das gigantes um obst\u00e1culo para entrar no Brasil. Na semana passada, o governo anunciou um <strong><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/economia\/governo-lanca-pacote-de-concessoes-para-tentar-reverter-crise\" rel=\"\">novo pacote<\/a><\/strong> de investimentos em infraestrutura. Embora parte do plano seja pouco fact\u00edvel, nele tamb\u00e9m est\u00e3o previstas obras que j\u00e1 contam com estudos de viabilidade. O mercado se move com cautela, mas empreiteiras estrangeiras fazem as contas e sondam as construtoras m\u00e9dias em busca de parcerias para, talvez, disputar as concess\u00f5es. O advogado Fernando Villela, s\u00f3cio da \u00e1rea de infraestrutura do escrit\u00f3rio Siqueira Castro, conta que j\u00e1 foi procurado por empres\u00e1rios de fora interessados nos aeroportos que ser\u00e3o privatizados. &#8220;Diante da atual conjuntura, as estrangeiras podem, enfim, entrar no Brasil, inclusive adquirindo o capital de construtoras nacionais, sobretudo as m\u00e9dias&#8221;, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Racional Engenharia, fundada em 1971 em S\u00e3o Paulo, se movimenta para n\u00e3o perder o bonde. Newton Sim\u00f5es, um dos s\u00f3cios da empresa, disse que o di\u00e1logo est\u00e1 aberto com empreiteiras nacionais e internacionais para a cria\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios. &#8220;Duas cabe\u00e7as pensam melhor. Algumas associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o pontuais, e tudo depender\u00e1 das caracter\u00edsticas de cada projeto&#8221;, diz. A Racional mira empreendimentos nas \u00e1reas portu\u00e1ria e aeroportu\u00e1ria. Sim\u00f5es pondera, no entanto, que para o di\u00e1logo avan\u00e7ar, o governo precisa explicar as taxas de retorno sobre os investimentos e espantar temores de mudan\u00e7a de regras no meio do processo. A empresa n\u00e3o tem experi\u00eancia no ramo de infraestrutura, mas se diz pronta para desbrav\u00e1-lo depois de que executou mais de 500 obras em segmentos que v\u00e3o da ind\u00fastria \u00e0 hotelaria, passando pela constru\u00e7\u00e3o de shopping centers e edif\u00edcios corporativos.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\">\u00a0<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos principais estudiosos de infraestrutura no Brasil, o professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que dirige o instituto Ilos, diz que os novos ares que sopram no setor o deixam otimista. &#8220;Esse movimento \u00e9 extremamente positivo, porque estamos h\u00e1 d\u00e9cadas prisioneiros de meia d\u00fazia de empreiteiros, e vemos o que eles s\u00e3o capazes de fazer, considerando tudo o que ocorreu nos \u00faltimos meses,&#8221; afirma. Ele explica que a chance das m\u00e9dias \u00e9 grande porque, mesmo que n\u00e3o tenham arrematado contratos bilion\u00e1rios no passado, n\u00e3o s\u00e3o completamente alheias a esse tipo de empreitada. &#8220;Na constru\u00e7\u00e3o civil, \u00e9 comum que uma grande empresa subcontrate o trabalho para outras construtoras. A grande leva o contrato e coordena a execu\u00e7\u00e3o das pequenas e m\u00e9dias, que acabam adquirindo <em>know-how<\/em>&#8220;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse tipo de din\u00e2mica aconteceu com a construtora alem\u00e3 Hochtief, que entrou em um cons\u00f3rcio com a Camargo Correa e a Odebrecht para construir a nova sede da Petrobras em Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo, em 2006. A obra idealizada pelo arquiteto capixaba Sid\u00f4nio Porto custou 580 milh\u00f5es de reais e foi entregue em 2011 &#8211; dois anos depois do prazo inicial. Segundo Fernando Marcondes, s\u00f3cio da \u00e1rea de infraestrutura escrit\u00f3rio de advocacia L.O. Baptista-SVMFA, sozinha, a Hochtief n\u00e3o teria conseguido o contrato. &#8220;\u00c9 preciso uma inje\u00e7\u00e3o de musculatura vinda de parcerias no Brasil ou no exterior. Para ganhar grandes licita\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar garantias que uma construtora m\u00e9dia, muitas vezes, n\u00e3o t\u00eam&#8221;, afirma. Apesar de ser uma multinacional presente nos cinco continentes com faturamento global de 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, a empresa sempre ficou \u00e0 sombra do clube do bilh\u00e3o no Brasil. Seu \u00faltimo resultado p\u00fablico data de 2014, ano em que a crise j\u00e1 havia se instalado. O lucro l\u00edquido da empresa foi de 31,15 milh\u00f5es de reais &#8211; menos de um d\u00e9cimo do lucro de 490,7 milh\u00f5es de reais da Odebrecht naquele mesmo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a Racional e a Hochtief n\u00e3o t\u00eam hist\u00f3rico de parcerias com o setor p\u00fablico, h\u00e1 concorrentes experientes no <em>metier<\/em> de lidar com o governo. Uma delas \u00e9 a Encalso, que firmou 170 contratos com a Uni\u00e3o entre 2012 e 2015. A empresa recebeu do governo federal 32 milh\u00f5es de reais entre janeiro e abril deste ano, segundo dados do Portal da Transpar\u00eancia &#8211; oito vezes mais do que o total do ano passado. A transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco \u00e9 uma das principais obras p\u00fablicas de seu portf\u00f3lio. Al\u00e9m disso, a empresa j\u00e1 anunciou que come\u00e7ar\u00e1 a investir no segmento ferrovi\u00e1rio, uma das principais frentes do novo pacote de concess\u00f5es do governo. Entre suas obras mais recentes est\u00e1 a movimenta\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas para a duplica\u00e7\u00e3o da Rodovia dos Tamoios (SP-99), or\u00e7ada pelo governo paulista em 557,4 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mineiras Aterpa e Cowan tamb\u00e9m possuem musculatura para abocanhar licita\u00e7\u00f5es, tendo em vista que j\u00e1 realizaram obras p\u00fablicas de relev\u00e2ncia dentro e fora de Minas Gerais. A primeira participou de cons\u00f3rcio para a constru\u00e7\u00e3o do lote 1 da ferrovia Norte-Sul, enquanto a segunda implantou a linha 4 do metr\u00f4 do Rio de Janeiro e executou obras de amplia\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o do aeroporto de Confins (MG). Um desastre, contudo, arranhou a imagem da Cowan de forma talvez irremedi\u00e1vel. Estava sob sua responsabilidade a constru\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/brasil\/viaduto-desaba-em-belo-horizonte-uma-pessoa-morreu\/\" rel=\"\"><strong>Viaduto dos Guararapes<\/strong><\/a>, que caiu em julho do ano passado, em Belo Horizonte, matando duas pessoas e deixando mais de 20 feridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos bastidores, as empresas de m\u00e9dio porte t\u00eam se articulado para ganhar for\u00e7a frente \u00e0s grandes para obter licita\u00e7\u00f5es, orientadas por entidades como a C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC) e a Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Empres\u00e1rios de Obras P\u00fablicas (Apeop). &#8220;Estamos tentando induzi-las a se juntar. N\u00e3o s\u00f3 com outras empresas, mas com bancos e fundos de investimento. Al\u00e9m disso, temos indicado escrit\u00f3rios de advocacia e fornecido consultores para esclarecer como as concess\u00f5es funcionam&#8221;, conta Luciano Amadio, presidente da Apeop.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\">\u00a0<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">As entidades da categoria tamb\u00e9m t\u00eam pressionado o governo para ampliar o acesso das pequenas e m\u00e9dias. O principal pleito \u00e9 a flexibiliza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de escolha, como o tamanho m\u00ednimo do patrim\u00f4nio exigido para participar de certames e a diminui\u00e7\u00e3o dos lotes de obras em concess\u00f5es. &#8220;N\u00e3o adianta ter uma concess\u00e3o de uma estrada inteira de 800 quil\u00f4metros ou exigir que todas as empresas tenham um Shield [escavadeira conhecida como &#8216;tatuz\u00e3o&#8217;], que as m\u00e9dias n\u00e3o v\u00e3o ter nada disso&#8221;, diz Amadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da Petrobras, as empresas aptas a substituir as grandes devem se inserir num mercado muito mais restrito, que requer experi\u00eancia al\u00e9m da pavimenta\u00e7\u00e3o ou terraplanagem. Muito antes da Lava Jato, a M\u00e9todo Engenharia resolveu se preparar para brigar com as grandes. Em 2009, fundiu-se com a Potencial Engenharia, especializada no setor de \u00f3leo e g\u00e1s. Hoje, mant\u00e9m 13 contratos com a estatal que somam quase 1 bilh\u00e3o de reais.&#8221;Nos \u00faltimos anos, muitas empresas se tornaram insolventes. E, com a quest\u00e3o da Lava Jato, a concorr\u00eancia forte foi exclu\u00edda do cadastro. Isso abriu uma oportunidade grande n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, mas para todas as empresas que n\u00e3o quebraram e n\u00e3o est\u00e3o na Lava Jato&#8221;, diz o presidente da M\u00e9todo, Hugo Marques da Rosa, que relata animado o cen\u00e1rio de portas abertas que encontra na estatal. Cinco anos atr\u00e1s, a empresa costumava competir com at\u00e9 25 empresas por um contrato, feito por meio de carta-convite. &#8220;Hoje, a rela\u00e7\u00e3o de convidadas caiu pela metade&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O executivo acredita que algumas das envolvidas na Lava Jato n\u00e3o v\u00e3o sobreviver. At\u00e9 o momento, quatro empresas entraram com pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial e trinta permanecem impedidas de prestar servi\u00e7os para a estatal. Quem conseguir sair do turbilh\u00e3o, diz ele, ao voltar ao mercado encontrar\u00e1 uma nova configura\u00e7\u00e3o. &#8220;Dentro de dois ou tr\u00eas anos, as maiores ser\u00e3o outras&#8221;, afirma. No caso da M\u00e9todo, Rosa quer galgar degraus sem ter de recorrer a licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Para a empresa que deve faturar 1,45 bilh\u00e3o de reais este ano, de estatal, por ora, j\u00e1 basta a Petrobras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Veja<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem encontre na desgra\u00e7a das empreiteiras da Lava Jato uma janela de oportunidade: empreiteiras m\u00e9dias se armam para abocanhar contratos que antes seriam distribu\u00eddos \u00e0s grandes<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":66289,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-66288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/rodovia-grande.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66288\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}