{"id":66490,"date":"2015-06-15T01:11:05","date_gmt":"2015-06-15T04:11:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=66490"},"modified":"2015-06-15T01:11:05","modified_gmt":"2015-06-15T04:11:05","slug":"como-dois-homens-sobreviveram-a-prisao-onde-12-mil-foram-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-dois-homens-sobreviveram-a-prisao-onde-12-mil-foram-mortos\/","title":{"rendered":"Como dois homens sobreviveram \u00e0 pris\u00e3o onde 12 mil foram mortos"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Kirstie Brewer<\/span><span class=\"byline__title\">da\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption lead\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/660\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612154259__83575535_chum-mey-2-afp.jpg\" alt=\"AFP\" width=\"660\" height=\"439\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Chum Mey \u00e9 um dos poucos sobreviventes da pris\u00e3o de Toul Sleng<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\"><strong>A pris\u00e3o de Tuol Sleng \u00e9 a mais conhecida do Camboja: na d\u00e9cada de 1970, pelo menos 12 mil pessoas foram torturadas e mortas no local.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Poucos prisioneiros sobreviveram. Mas agora, quando se completam 40 anos desde que o l\u00edder linha-dura Pol Pot tomou o poder no pa\u00eds, dois desses prisioneiros t\u00eam voltado \u00e0s celas da pris\u00e3o todos os dias, para recordar a popula\u00e7\u00e3o sobre o passado obscuro do Camboja. Veja a hist\u00f3ria deles a seguir:<\/strong><\/p>\n<p>Chum Mey nunca tinha ouvido falar da CIA, mas, depois de dez dias de tortura, ele estava pronto para confessar que era um agente secreto dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Estamos na pris\u00e3o de Tuol Sleng, em Phnom Penh, na cela onde Mey ficou preso. Quase quatro d\u00e9cadas depois, ele ainda tem pesadelos.<\/p>\n<p>&#8220;Se os guardas (da pris\u00e3o) n\u00e3o tivessem me arrancado um falsa confiss\u00e3o com torturas, eles teriam sido executados &#8211; n\u00e3o posso dizer que, no lugar deles, eu teria me comportado de forma diferente&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Pelo menos 12 mil pessoas presas em Tuol Sleng foram mortas, e apenas 15 prisioneiros sobreviveram.<\/p>\n<p>Chum Mey, hoje com 83 anos, e Bou Meng, 74, s\u00e3o dois deles.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612154619__83575536_pol-pot-hat.jpg\" alt=\"Arquivo\/AP\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">O brutal l\u00edder Pol Pot em uma foto de arquivo<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Um \u00e9 mec\u00e2nico, o outro, um artista. Como suas habilidades eram \u00fateis para o regime do pa\u00eds, suas senten\u00e7as de morte foram adiadas.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, os dois come\u00e7aram a trabalhar na antiga pris\u00e3o, hoje um museu dedicado a contar a hist\u00f3ria do genoc\u00eddio ocorrido no Camboja sob o brutal regime comunista do Khmer Vermelho, que exterminou estimados 2 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;O importante \u00e9 documentar o que aconteceu aqui. Quero que as pessoas no mundo todo contem aos amigos e familiares sobre o genoc\u00eddio&#8221;, disse Bou Meng no p\u00e1tio da pris\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Fotos e livros<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612154839__83563522_bou-meng-shackled-kb.jpg\" alt=\"Foto: Kirstie Brewer\" width=\"624\" height=\"409\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Bou Meng mostra como era mantido preso na cela (Foto: Kirstie Brewer)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612155047__83566305_bm-bars-kb.jpg\" alt=\"Foto: Kirstie Brewer\" width=\"624\" height=\"379\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Bou Meng acompanhou a reportagem da BBC na visita \u00e0 pris\u00e3o\u00a0<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os dois entram e saem das celas, agradecendo aos visitantes e analisando as fotografias dos detentos nas paredes.<\/p>\n<p>&#8220;T\u00e3o jovens&#8221;, afirmou Chum Mey, tocando uma fileira de fotos de meninos e meninas.<\/p>\n<p>Chum Mey trabalhava como mec\u00e2nico para o Khmer Vermelho quando, repentinamente, foi preso em 28 de outubro de 1978 e levado diretamente para a S-21, como era chamada a pris\u00e3o de Tuol Sleng. Ele nunca soube o motivo de sua pris\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612155233__83575537_photos-afp.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"383\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Prisioneiros eram fotografados ao chegar \u00e0 pris\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Colocaram uma venda em meus olhos e minhas m\u00e3os foram presas nas costas &#8211; pedi para meus captores avisarem minha fam\u00edlia onde eu estava.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O Angkar (o \u00f3rg\u00e3o de governo do Khmer Vermelho) vai esmagar todos voc\u00eas&#8221;, sussurrou uma voz no ouvido de Mey.<\/p>\n<p>Ao chegar, depois de serem medidos e fotografados, os prisioneiros tinham que tirar as roupas e eram acorrentados ao ch\u00e3o de uma c\u00e9lula onde mal havia espa\u00e7o para uma pessoa sentada.<\/p>\n<p>&#8220;Depois disso, eu chorei, pois me senti t\u00e3o confuso e desesperado&#8221;, disse. Nos 12 dias seguintes, ele foi torturado tr\u00eas vezes em uma das salas de interrogat\u00f3rio da pris\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A tortura<\/h2>\n<p>Dois guardas se revezavam no espancamento de Chum Mey, com um bast\u00e3o coberto de fios retorcidos. Com o tempo eles decidiram arrancar a unha do ded\u00e3o do p\u00e9 do prisioneiros.<\/p>\n<p>O pior ainda estava por vir.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612155405__83577433_bed-getty.jpg\" alt=\"Getty\" width=\"624\" height=\"415\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Uma das salas onde prisioneiros eram torturados<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Eu podia aguentar a dor de ser espancado e at\u00e9 ter minha unha do p\u00e9 arrancada, mas ficava aterrorizado com os choques el\u00e9tricos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os choques eram dados com eletrodos colocados dentro das orelhas. Chum Mey \u00e9 surdo de um ouvido como resultado.<\/p>\n<p>&#8220;Era como se meus olhos estivessem pegando fogo. Comecei a falar para eles qualquer coisa que quisessem ouvir. N\u00e3o sabia mais o que era certo ou errado.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612155532__83563518_picture-976.jpg\" alt=\"Foto: Kirstie Brewer\" width=\"624\" height=\"412\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Uma das pinturas de Bou Meng (Foto: Kirstie Brewer)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ele se senta na mesa onde a confiss\u00e3o foi datilografada pelos dois interrogadores. Na frente h\u00e1 uma uma cama sem colch\u00e3o e pesados grilh\u00f5es de ferro. H\u00e1 sangue seco no teto e uma foto na parede mostra um homem na cama, com a garganta cortada.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas que acabou nestas celas era acusada de colaborar com governos de outros pa\u00edses ou de espionar para servi\u00e7os secretos estrangeiros.<\/p>\n<p>&#8220;O regime era terreno f\u00e9rtil para a paranoia&#8221;, explica o guia do museu. &#8220;Soldados que sabiam demais (sobre o regime) podiam ser submetidos \u00e0 tortura e at\u00e9 serem mortos.&#8221;<\/p>\n<p>O outro sobrevivente, Bou Meng, era partid\u00e1rio do Khmer Vermelho e um artista. Ele pintou alguns dos primeiros cartazes de propaganda do regime.<\/p>\n<p>Ele e a mulher foram presos no dia 16 de agosto de 1977.<\/p>\n<p>&#8220;Eles gritavam que o Angkar nunca prendia a pessoa errada&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Bou Meng mostra um desenho que fez da sua mulher. &#8220;Ma Yoeun&#8221;, disse ele com l\u00e1grimas nos olhos. No desenho ela est\u00e1 gritando, e sua garganta foi cortada.<\/p>\n<p>A maioria dos prisioneiros da S-21 eram levados depois para Choeung Ek, um dos locais que ficaram conhecidos como Campos da Morte. Uma equipe de executores adolescentes estaria esperando e uma grande cova j\u00e1 estaria aberta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612155702__83577434_skulls-at-ts-afp.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"383\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Visitantes podem ver os cr\u00e2nios de algumas das v\u00edtimas no museu<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O casal foi separado na chegada \u00e0 pris\u00e3o. Ma Yoeun era parteira. As autoridades decidiram na ocasi\u00e3o que valia a pena manter vivo apenas Bou Meng.<\/p>\n<p>&#8220;Por que eles n\u00e3o a mantiveram viva tamb\u00e9m? Ela s\u00f3 cuidava das pessoas&#8221;, lamentou ele.<\/p>\n<p>Assim como Chum Mey, Bou Meng foi interrogado e espancado &#8211; ele mostra a cicatrizes nas costas e conta que tamb\u00e9m ficou surdo de um ouvido.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Alimenta\u00e7\u00e3o e trabalho<\/h2>\n<p>Os prisioneiros recebiam duas conchas de mingau aguado por dia. Chum Mey sentia tanta fome que comia os ratos que apareciam na cela.<\/p>\n<p>Uma pequena caixa de muni\u00e7\u00e3o servia como banheiro. &#8220;Se alguma coisa espirrasse para fora, t\u00ednhamos que lamber o ch\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612155835__83577435_duch-afp-2008.jpg\" alt=\"AFP\" width=\"624\" height=\"703\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">O camarada Duch durante o tribunal de crimes de guerra<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Bou Meng ainda lembra do cheiro forte no ar. &#8220;No come\u00e7o pensei que era algo como peixe morto ou camundongos, pois nunca tinha sentido cheiro de carne humana apodrecendo antes.&#8221;<\/p>\n<p>Depois de v\u00e1rios meses de interrogat\u00f3rios, Bou Meng tamb\u00e9m fez uma confiss\u00e3o falsa, admitindo ser parte de uma rede da CIA e citando nomes de outros colaboradores.<\/p>\n<p>Sua profiss\u00e3o pode ter salvado sua vida. Quando o diretor da pris\u00e3o, conhecido como Duch, descobriu que Bou Meng era um artista, disse para ele reproduzir uma foto em preto e branco de Pol Pot e disse que, se a pintura n\u00e3o ficasse parecida, ele seria morto.<\/p>\n<p>Bou Meng fez a pintura em tr\u00eas meses, com 1,5 metro de largura e 1,8 metro de comprimento.<\/p>\n<p>Duch gostou do trabalho e depois pediu retratos de Karl Marx, Lenin, Mao Ts\u00e9-tung e outros de Pol Pot.<\/p>\n<p>O diretor manteve Chum Mey vivo pois ele tamb\u00e9m conseguia consertar m\u00e1quinas de escrever, importantes para o registro das confiss\u00f5es, e de costura, usadas para fazer os uniformes pretos do Khmer Vermelho.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Tribunal<\/h2>\n<p>Em 2009, os dois prisioneiros deram seus testemunhos em um tribunal de crimes de guerra apoiado pela ONU. Contaram sobre Duch, um ex-professor de matem\u00e1tica que se transformou no arquiteto da tortura e dos m\u00e9todos de execu\u00e7\u00e3o na pris\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/12\/150612160203__83563524_bou-meng-with-open-book-kb.jpg\" alt=\"Foto: Kirstie Brewer\" width=\"624\" height=\"431\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Bou Meng mostra a foto da esposa, feita quando ela chegou \u00e0 pris\u00e3o (Foto: Kirstie Brewer)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A S-21 era um microcosmo do que aconteceu no Camboja no regime do Khmer Vermelho. Cerca de 90% dos artistas, intelectuais e professores foram mortos em um esfor\u00e7o para que o pa\u00eds voltasse ao &#8220;Ano Zero&#8221; &#8211; a vis\u00e3o de Pol Pot de uma sociedade agr\u00e1ria e sem classes.<\/p>\n<p>Quando Pol Pot deixou o poder, cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas, um quarto do popula\u00e7\u00e3o, tinham sido assassinadas, mortas de fome ou doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Os dois filhos pequenos de Bou Meng adoeceram e morreram durante o governo de Pol Pot. No julgamento de 2009, ele soube que a esposa provavelmente acabou em uma vala comum.<\/p>\n<p>Chum Mey, por sua vez, encontrou uma c\u00f3pia de sua confiss\u00e3o e uma lista de prisioneiros. Ao lado lado do nome dele est\u00e1 escrito: &#8220;Manter (vivo) por um tempo&#8221;.<\/p>\n<p>A esposa dele sobreviveu at\u00e9 7 de janeiro de 1979, quando soldados do Vietn\u00e3 capturaram Phnom Penh, pondo fim ao regime do Khmer Vermelho.<\/p>\n<p>Os eventos causaram p\u00e2nico na ala S-21 e os guardas fugiram com os prisioneiros para bairros afastados, aguardando ordens. Chum Mey se encontrou novamente com a mulher e o filho.<\/p>\n<p>Mas apenas ele sobreviveu aos combates entre o Khmer Vermelho e for\u00e7as opositoras.<\/p>\n<p>O filho de tr\u00eas anos morreu, doente, em 1975. As duas filhas desapareceram enquanto ele esteve preso.<\/p>\n<p>Bou Meng e Chum Mey se casaram novamente e hoje t\u00eam novas fam\u00edlias. Os netos de Chum Mey brincam no p\u00e1tio da pris\u00e3o enquanto ele conversa com a reportagem da BBC.<\/p>\n<p>&#8220;Visitar (a pris\u00e3o) todos os dias me aproxima das v\u00edtimas naquelas fotos. Sinto a presen\u00e7a delas e nossa responsabilidade em contar ao mundo o que aconteceu&#8221;, disse.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O diretor manteve Chum Mey vivo pois ele tamb\u00e9m conseguia consertar m\u00e1quinas de escrever, importantes para o registro das confiss\u00f5es, e de costura, usadas para fazer os uniformes pretos do Khmer Vermel<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":66491,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-66490","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/kimer.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66490\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}