{"id":66608,"date":"2015-06-16T04:03:27","date_gmt":"2015-06-16T07:03:27","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=66608"},"modified":"2015-06-16T04:03:27","modified_gmt":"2015-06-16T07:03:27","slug":"bradesco-e-condenado-por-obrigar-empregados-a-transportar-valores-sem-escolta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bradesco-e-condenado-por-obrigar-empregados-a-transportar-valores-sem-escolta\/","title":{"rendered":"Bradesco \u00e9 condenado por obrigar empregados a transportar valores sem escolta"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"titulo\"><\/h3>\n<h5 class=\"subtitulo\"><em>Pr\u00e1tica colocava em risco a vida e seguran\u00e7a dos empregados; pela irregularidade, banco pagar\u00e1 dano moral coletivo de R$ 500 mil<\/em><\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-66609 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Bradesco-Juazeiro.png\" alt=\"Bradesco-Juazeiro\" width=\"362\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Bradesco-Juazeiro.png 362w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Bradesco-Juazeiro-300x186.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou, por unanimidade, recurso do Bradesco contra a decis\u00e3o que o condenou ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 500 mil a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos, por exigir que empregados do setor administrativo transportassem valores sem escolta. O valor ser\u00e1 destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Tamb\u00e9m ser\u00e1 aplicada multa de R$ 100 mil para cada transporte feito de forma ilegal.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a, resultado de uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), confirma a decis\u00e3o do Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o em que se reconhece a pr\u00e1tica do banco de utilizar empregados de fun\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas ou administrativas (caixas, escritur\u00e1rios, chefes de conta) para o transporte de valores.<\/p>\n<p>Em novembro de 2007, o MPT chegou a se reunir com representantes do Bradesco nos munic\u00edpios de Col\u00edder e Peixoto de Azevedo (MT). Eles admitiram a pr\u00e1tica, mas a empresa recusou proposta de assinatura de termo de ajuste de conduta (TAC).<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o MPT observou que a pr\u00e1tica ocorria em diferentes unidades do Estado, e que nem as condena\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00f5es individuais em montantes expressivos (uma delas de mais de R$ 119 mil) foram suficientes para desestimular a conduta da empresa.<\/p>\n<p>Em sua defesa, o Bradesco argumentou que valores at\u00e9 7.000 UFIRs (aproximadamente R$ 10 mil na \u00e9poca) podem ser transportados por empregados n\u00e3o treinados especificamente para essa fun\u00e7\u00e3o, conforme a Lei 7.102\/83. No entanto, segundo o juiz de origem, a lei n\u00e3o dispensa a presen\u00e7a do vigilante no transporte de valores.<\/p>\n<p>O Bradesco ainda questionou a condena\u00e7\u00e3o alegando, entre outros pontos, que possui contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de seguran\u00e7a e que teria sido obrigado a cumprir obriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o prevista na Lei 7.102\/1983. No entanto, o relator do caso, ministro Jos\u00e9 Roberto Freire Pimenta, ressaltou que o TRT esclareceu que a exist\u00eancia do contrato n\u00e3o afastava o dever de indenizar, uma vez que as testemunhas ouvidas comprovaram o transporte sem escolta. &#8220;O fato de haver empresa contratada n\u00e3o leva \u00e0 conclus\u00e3o de que o banco sempre a utilizou e nunca exigiu de seus empregados a realiza\u00e7\u00e3o da atividade&#8221;, afirmou, lembrando que o exame da mat\u00e9ria pelo TST exigiria o revolvimento de fatos e provas, procedimento vedado pela S\u00famula 126.<\/p>\n<p>Segundo o procurador do Trabalho Marcel Bianchini, \u201co transporte de valores por trabalhadores do setor administrativo do banco viola a ordem jur\u00eddica, pois os coloca em riscos de viol\u00eancia e morte, al\u00e9m de se consubstanciar desvio de fun\u00e7\u00e3o\u201d. Ele complementa dizendo que \u201co ato do banco submeteu aqueles trabalhadores a uma constante vig\u00edlia, \u00e0 press\u00e3o psicol\u00f3gica e ao medo decorrente da exposi\u00e7\u00e3o a tais riscos, o que provocava ineg\u00e1vel abalo emocional e, por conseguinte, viola\u00e7\u00e3o a direito pertinente \u00e0 esfera moral\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00e1tica colocava em risco a vida e seguran\u00e7a dos empregados; pela irregularidade, banco pagar\u00e1 dano moral coletivo de R$ 500 mil<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":66609,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-66608","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Bradesco-Juazeiro.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66608\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}