{"id":67423,"date":"2015-06-20T15:29:54","date_gmt":"2015-06-20T18:29:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=67423"},"modified":"2015-06-20T15:29:54","modified_gmt":"2015-06-20T18:29:54","slug":"como-e-que-nos-estamos-vivendo-gente-protesta-mae-de-professora-morta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-e-que-nos-estamos-vivendo-gente-protesta-mae-de-professora-morta\/","title":{"rendered":"&#8220;Como \u00e9 que n\u00f3s estamos vivendo, gente?&#8221;, protesta m\u00e3e de professora morta"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\"><\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\"><em><strong>Ela contou que a filha n\u00e3o temia a viol\u00eancia da cidade e costumava ir \u00e0 casa do namorado depois que sa\u00eda do trabalh<\/strong><\/em>o<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-meta\">\n<div class=\"meta-author\">\n<div class=\"meta-author-name\">Bruno Wendel e Yne Manuela<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-text\">\n<div>\n<table class=\"left\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn3.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_Professora1.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"349\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">(Foto: Arquivo Pessoal)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Jovem, querida e cheia de planos, a professora Anilene Santos Farias, 37 anos, foi assassinada, na noite de quinta-feira (18), com um tiro na testa durante um assalto na Rua do Para\u00edso, na Mouraria. Ani, como era conhecida, foi abordada por um criminoso quando estacionava seu carro, um Chevrolet \u00c1gile preto, na porta do Condom\u00ednio Residencial S\u00e3o Bento, onde mora seu namorado. O corpo de Ani foi\u00a0enterrado \u00e0s 10h deste s\u00e1bado (20), no Cemit\u00e9rio Campo Santo, na Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Um morador da regi\u00e3o, que estava perto do local no momento do crime e pediu para n\u00e3o ser identificado, contou que um homem ficou parado a alguns metros do carro de Ani enquanto outro abordou a professora. \u201cEla come\u00e7ou a gritar \u2018n\u00e3o tenho nada, n\u00e3o tenho nada\u2019, ele falou \u2018sil\u00eancio, sil\u00eancio\u2019. Nessa hora muita gente foi para a janela ver o que estava acontecendo. A\u00ed s\u00f3 ouvimos o barulho do tiro e os dois homens correram em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Barroquinha\u201d, contou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ani foi alvejada ainda sentada no banco do motorista. A dupla de criminosos fugiu levando apenas a carteira de habilita\u00e7\u00e3o da professora.<\/p>\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn1.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_Professora2.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"473\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">(Foto: CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">A m\u00e3e de Ani, a funcion\u00e1ria p\u00fablica Argemira Mendes, 60, contou que o namorado de Ani, o enfermeiro Jorge, foi quem prestou os primeiros socorros e tentou reanimar a professora. Moradores afirmam que o Samu foi acionado, mas s\u00f3 chegou uma hora depois do crime ter ocorrido.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Procurada, a Secretaria Municipal da Sa\u00fade, respons\u00e1vel pelo Samu, informou que o primeiro chamado foi registrado \u00e0s 23h52 e tr\u00eas minutos depois uma unidade b\u00e1sica chegou ao local. Na sequ\u00eancia, 15 minutos depois, outra ambul\u00e2ncia, com mais recursos, tamb\u00e9m foi ao local, mas Ani n\u00e3o resistiu ao ferimento e morreu no local.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Engravidar<br \/>\nA professora estava indo visitar o namorado, com quem estava h\u00e1 quatro meses. Os dois j\u00e1 haviam namorado na adolesc\u00eancia durante sete anos. Segundo Argemira, a filha planejava engravidar. \u201cEla estava planejando\u201d, contou ela, que recebeu um telefonema da Pol\u00edcia Militar por volta de 0h40.<\/p>\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn2.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_Professora3.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"408\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">(Foto: CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">\u201cQue a minha filha fosse at\u00e9 assaltada porque o dia a dia hoje da nossa cidade, do nosso pa\u00eds \u00e9 isso. Mas morta com um tiro na cabe\u00e7a, com 37 anos, uma pedagoga que trabalha de manh\u00e3, de tarde e de noite? Como \u00e9 que n\u00f3s estamos vivendo, gente?\u201d, protestou. Ela contou que a filha n\u00e3o temia a viol\u00eancia da cidade e costumava ir \u00e0 casa do namorado depois que sa\u00eda do trabalho. \u201cA gente que alertava ela, pedia pra ela ter cuidado\u201d, disse.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Ani morava com o pai na Lapinha e trabalhava tr\u00eas turnos por dia. No dia do crime, ela j\u00e1 havia dado aulas no Col\u00e9gio Ant\u00f4nio Vieira, no Garcia, na Escola Municipal Adalgisa Souza Pinto, na Liberdade, e atuado na Ger\u00eancia Regional da Liberdade, onde era coordenadora pedag\u00f3gica.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Em nota, a Secretaria Municipal da Educa\u00e7\u00e3o (Smed) se solidarizou com familiares e amigos da professora. \u201cAni, como todos a conheciam, exerceu por 15 anos um importante trabalho para a Educa\u00e7\u00e3o da nossa cidade e, neste momento de tristeza, presto, em nome da secretaria, minha solidariedade aos seus familiares, amigos e, de uma maneira especial, aos nossos professores que, diariamente, desfrutaram do seu conv\u00edvio\u201d, destacou o secret\u00e1rio Guilherme Bellintani.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Luto<br \/>\nAni era professora do terceiro ano do ensino fundamental do Col\u00e9gio Ant\u00f4nio Vieira. Segundo a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio, ela trabalhava na institui\u00e7\u00e3o desde fevereiro, in\u00edcio do ano letivo de 2015. A escola suspendeu a festa junina prevista para ontem.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">No port\u00e3o da Escola Municipal Adalgisa Souza Pinto, onde Ani ensinava, \u00e0 tarde, o segundo ano, foi fixado um aviso. \u201cFoi muita tristeza para os meninos, principalmente para os alunos dela\u201d, lamentou a diretora Rilzete Soares, 50. Por causa da trag\u00e9dia, as aulas foram suspensas ontem e hoje. Antes de trabalhar na Liberdade, a professora ensinou na Escola Municipal Constan\u00e7a Medeiros, no Bonfim.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Segundo o delegado Adailton Adan, titular da 1\u00aa Delegacia (Barris), a pol\u00edcia j\u00e1 identificou um dos suspeitos, que est\u00e1 sendo procurado. O local n\u00e3o tem c\u00e2meras de seguran\u00e7a e ningu\u00e9m ainda foi interrogado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-publicidade\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela contou que a filha n\u00e3o temia a viol\u00eancia da cidade e costumava ir \u00e0 casa do namorado depois que sa\u00eda do trabalho Bruno Wendel e Yne Manuela (Foto: Arquivo Pessoal) Jovem, querida e cheia de planos, a professora Anilene Santos Farias, 37 anos, foi assassinada, na noite de quinta-feira (18), com um tiro na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":67424,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-67423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noalvo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/professora-morta.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67423\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}