{"id":67478,"date":"2015-06-20T17:21:03","date_gmt":"2015-06-20T20:21:03","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=67478"},"modified":"2015-06-20T17:21:03","modified_gmt":"2015-06-20T20:21:03","slug":"empreiteiro-preso-tem-perfil-arrojado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/empreiteiro-preso-tem-perfil-arrojado\/","title":{"rendered":"Empreiteiro preso tem perfil arrojado"},"content":{"rendered":"<div class=\"top-meta\">\n<div class=\"title-container\">\n<h2 class=\"post-title\"><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<div id=\"Corpo\">\n<p>\u201cPerplexo\u201d. \u201cPasmo\u201d. \u201cIncr\u00e9dulo\u201d. Esses foram alguns dos adjetivos utilizados por presidentes de empresas para definir a rea\u00e7\u00e3o diante da pris\u00e3o do presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Herdeiro de uma dinastia de empreiteiros, o empres\u00e1rio \u00e9 neto de Norberto Odebrecht, que fundou o grupo em 1944, e filho de Em\u00edlio Odebrecht, que presidiu a companhia at\u00e9 2001.<\/p>\n<p>Marcelo Odebrecht \u00e9 considerado um dos homens de neg\u00f3cios mais bem formados e influentes do Brasil e sob sua gest\u00e3o o grupo atingiu a marca de R$ 100 bilh\u00f5es em faturamento. Arrojado, foi ele o respons\u00e1vel por fazer a empresa avan\u00e7ar na petroqu\u00edmica, com a consolida\u00e7\u00e3o da Braskem, na constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas, e na internacionaliza\u00e7\u00e3o, abrindo novos canteiros de obras em 21 pa\u00edses, incluindo os controversos Cuba e Venezuela, onde o grupo atua com apoio financeiro do BNDES. Sua fortuna pessoal, avaliada em R$ 15 bilh\u00f5es, o coloca na lista dos 10 mais ricos do Pa\u00eds, segundo levantamento do banco UBS em parceria com a Wealth-X.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi \u00e0 toa que a not\u00edcia de sua pris\u00e3o na sexta (19) causou um furor em investidores no Brasil e tamb\u00e9m pelo mundo. As a\u00e7\u00f5es da Braskem ca\u00edram 9%. Os t\u00edtulos externos, que somam R$ 30 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m foram afetados.<\/p>\n<p>Os bancos fizeram as contas e fecharam as torneiras imediatamente. Os concorrentes j\u00e1 come\u00e7am a falar em fim do modelo de concess\u00f5es, proposto h\u00e1 pouco menos de um m\u00eas pela presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>O baque sobre os \u00e2nimos dos executivos do setor leva em considera\u00e7\u00e3o justamente a teia de conex\u00f5es do empres\u00e1rio, bem como o peso e a influ\u00eancia dos neg\u00f3cios do grupo. \u201cSe prenderam o Marcelo, eles devem ter muito mais do que batom na cueca: t\u00eam fotos, filmes, digitais, t\u00eam de tudo\u201d, disse o presidente de uma grande empresa. \u201cSe uma Odebrecht tiver problemas, ela vai levar tudo com ela: bancos, empresas, governo. Vai ser um arrast\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Um ex-executivo da companhia vaticina: \u201cSe ele quiser, derruba todo mundo. Tudo que est\u00e1 a\u00ed\u201d. \u201cMas n\u00e3o acredito que v\u00e1 fazer\u201d, afirma, lembrando a passagem de Ailton Reis, um diretor da Odebrecht que, por volta de 1994, teve uma s\u00e9rie de documentos que poderiam comprometer a construtora apreendida em sua casa, em Bras\u00edlia. Durante a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito dos An\u00f5es do Or\u00e7amento, que investigava propinas pagas a parlamentares para obten\u00e7\u00e3o de emendas, Ailton foi firme, apesar dos documentos, segundo esse executivo.<\/p>\n<p>\u201cA Odebrecht cuida de seus funcion\u00e1rios, d\u00e1 suporte \u00e0 fam\u00edlia, paga os melhores advogados.\u201d A empresa n\u00e3o teve nenhuma acusa\u00e7\u00e3o confirmada.<\/p>\n<p><strong>Bancos<\/strong><\/p>\n<p>Na sexta (19), o temor entre executivos era de que os bancos restrinjam ainda mais a oferta de cr\u00e9dito \u2013 n\u00e3o s\u00f3 para Odebrecht e Andrade Gutierrez, agora alvos da Lava Jato, mas para todo o setor. \u201cVai ficar mais dif\u00edcil para a infraestrutura\u201d, disse o executivo de uma companhia que n\u00e3o \u00e9 investigada, mas atua na \u00e1rea. Executivos de bancos confirmaram o temor: \u201cA redu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tende a ser generalizada\u201d, disse um deles. J\u00e1 um executivo que teve a empresa investigada nas primeiras fases lamentava: \u201cSe tivesse sido todo mundo junto no come\u00e7o, n\u00e3o teria afetado ningu\u00e9m. Mas dividiram\u2026 n\u00f3s j\u00e1 sofremos e agora s\u00e3o eles que v\u00e3o sangrar\u201d. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPerplexo\u201d. \u201cPasmo\u201d. \u201cIncr\u00e9dulo\u201d. Esses foram alguns dos adjetivos utilizados por presidentes de empresas para definir a rea\u00e7\u00e3o diante da pris\u00e3o do presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. 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