{"id":68334,"date":"2015-06-25T10:56:02","date_gmt":"2015-06-25T13:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=68334"},"modified":"2015-06-25T10:56:02","modified_gmt":"2015-06-25T13:56:02","slug":"escola-pinta-criancas-com-tinta-preta-em-atividade-e-e-acusada-de-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/escola-pinta-criancas-com-tinta-preta-em-atividade-e-e-acusada-de-racismo\/","title":{"rendered":"Escola pinta crian\u00e7as com tinta preta em atividade e \u00e9 acusada de racismo"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/header>\n<figure class=\"horizontal\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/16549777-ca3-50c\/w640h360-PROP\/escola2.jpg\" alt=\"Crian\u00e7as se pintaram com tinta preta, em atividade organizada pela escola\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption><span class=\"credit\">Crian\u00e7as se pintaram com tinta preta, em atividade organizada pela escola Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Facebook<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"story\">\n<div class=\"header\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"credits info\"><span class=\"author\">Breno Boechat<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma atividade organizada pela escola de educa\u00e7\u00e3o infantil do bairro S\u00e3o Bento, em Belo Horizonte, foi alvo de cr\u00edticas e acusa\u00e7\u00f5es de racismo por internautas nas redes sociais. Um grupo de alunos foi pintado com tinta preta, com o objetivo, segundo os professores, de vivenciar a experi\u00eancia de ter a cor negra. A atividade foi registrada em fotos divulgadas pela pr\u00f3pria escola, em sua p\u00e1gina no Facebook, e foi reprovada por pais e outras pessoas que usaram a internet para cobrar explica\u00e7\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem j\u00e1 mudou de cor? Essa semana a crian\u00e7ada experimentou ter uma cor diferente. Com tinta apropriada, pintamos nossos corpinhos e passamos a tarde vivenciando ter a cor negra. Foi um experimento est\u00e9tico muito interessante para a meninada. Eles se olharam no espelho, observaram uns aos outros e apreciaram o resultado\u201d, dizia o post publicado pela Play Centro de Desenvolvimento Infantil, apagado ap\u00f3s a enxurrada de cr\u00edticas.<\/p>\n<p><center class=\"ebz_native_center\"><\/p>\n<div><\/div>\n<div id=\"ebzNative\"><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atividade foi amplamente criticada por usar o recurso da \u201cblackface\u201d (\u201drosto preto\u201d, em ingl\u00eas), muito usado antigamente em produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, principalmente no teatro, como t\u00e9cnica de maquiagem na qual pessoas brancas pintam a pele com tinta preta para imitar negros de forma caricata. \u201cAtividade racista! Blackface! N\u00e3o consigo acreditar que voc\u00eas viram isso como algo positivo. N\u00e3o vou questionar como as crian\u00e7as negras foram pintadas porque visivelmente n\u00e3o tinha nenhuma. Passou dos limites de aceita\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu uma internauta. \u201c\u2018Passamos a tarde vivenciando ter a cor negra\u2019. Quer vivenciar ser negro? Se pintar de preto (que nem corresponde \u00e0 cor das pessoas negras) \u00e9 mole, quero ver ir para o tronco\u201d, refor\u00e7ou a cr\u00edtica outra seguidora da p\u00e1gina.<\/p>\n<figure class=\"vertical_inline\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/16549778-7f6-28f\/w448\/escola3.jpg\" alt=\"Ao anunciar a atividade, escola diz que tinha por objetivo fazer as crian\u00e7as vivenciarem a cor negra\" \/><figcaption>Ao anunciar a atividade, escola diz que tinha por objetivo fazer as crian\u00e7as vivenciarem a cor negra Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Facebook<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a repercuss\u00e3o negativa, a escola decidiu apagar a publica\u00e7\u00e3o e emitiu uma nota de esclarecimento, na mesma rede social. No comunicado, a Play se defendeu das acusa\u00e7\u00f5es de racismo e disse que a atividade n\u00e3o se trata de \u201cblackface\u201d. Ao contr\u00e1rio do que informou quando divulgou a atividade na rede social, quando afirmou prop\u00f4r \u00e0s crian\u00e7as a experi\u00eancia de vivenciar ter a cor negra, a escola desta vez disse que a iniciativa n\u00e3o fez refer\u00eancia \u00e0 ra\u00e7a negra. \u201cEntendemos que a atividade n\u00e3o configura blackface, uma vez que n\u00e3o fez refer\u00eancia \u00e0 ra\u00e7a negra, nem tampouco a representava de maneira pejorativa. Reconhecemos que a publica\u00e7\u00e3o das fotos foi acompanhada de um texto pouco esclarecedor que levou a interpreta\u00e7\u00f5es d\u00fabias. Lamentamos profundamente por isso\u201d, diz parte do comunicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A explica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi criticada na internet. \u201cSabe, foi blackface. Voc\u00eas sabem que foi, mas, ao inv\u00e9s de serem educados e pedirem desculpas, voc\u00eas ficam com este papinho de aranha. Foi feio no in\u00edcio, e est\u00e1 ficando ainda mais feio. Errar \u00e9 humano, mas assumir o erro \u00e9 bem legal\u201d, escreveu uma internauta. \u201c Racismo sim. Tenham vergonha e eduquem seus professores. Crian\u00e7as n\u00e3o nascem racistas, mas escolas como essa as transforma em humanos preconceituosos. Que dia triste\u201d, comentou outra pessoa, na rede social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve tamb\u00e9m quem defendesse a postura da escola e dissesse que n\u00e3o houve racismo na atividade. \u201cSem d\u00favida n\u00e3o houve qualquer intuito de ofender quem quer que seja. A atividade teve uma consequ\u00eancia de &#8220;brincadeira de crian\u00e7a&#8221; como qualquer outra. Eu reafirmo tamb\u00e9m, como m\u00e3e de aluno, que acredito no prop\u00f3sito do Play e fico bastante chateada por terem sido alvo de uma grande injusti\u00e7a!\u201d, escreveu a m\u00e3e de um estudante da escola. Outras pessoas fizeram coro aos coment\u00e1rios em defesa da institui\u00e7\u00e3o: \u201cProposta pedag\u00f3gica bem fundamentada que trabalha a integra\u00e7\u00e3o de forma l\u00fadica, de forma contr\u00e1ria \u00e0 descrimina\u00e7\u00e3o racial, como chegaram a dizer. Devemos procurar conhecer melhor uma proposta v\u00e1lida e inovadora como a dessa escola, que n\u00e3o conhecia\u201d, comentou um internauta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Confira a nota da Play Centro de Desenvolvimento Infantil, na \u00edntegra:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Diante da pol\u00eamica causada pela interpreta\u00e7\u00e3o equivocada de uma das atividades desenvolvidas pela equipe do PLAY, publicada no Facebook na semana passada, a dire\u00e7\u00e3o da escola vem a p\u00fablico reafirmar que:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1- Uma turma de crian\u00e7as de 2 a 3 anos do PLAY participou de uma atividade na qual nossa psicopedagoga prop\u00f4s a constru\u00e7\u00e3o de bonequinhas de isopor de 4 cores diferentes: preto, rosa, verde e marrom.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2- Como de costume em nossas atividades com tintas, os alunos come\u00e7aram a pintar seus pr\u00f3prios corpos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3- As fotos que geraram pol\u00eamica mostram exatamente o momento em que as pr\u00f3prias crian\u00e7as espalhavam tinta preta pelo corpo, demonstrando ser um ato natural deles, n\u00e3o tendo sido influenciadas pela orientadora.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4- Entendemos que a atividade n\u00e3o configura &#8220;black face&#8221;, uma vez que n\u00e3o fez refer\u00eancia \u00e0 ra\u00e7a negra, nem tampouco a representava de maneira estereotipada ou pejorativa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>5- Reconhecemos que a publica\u00e7\u00e3o das fotos foi acompanhada de um texto pouco esclarecedor que levou a interpreta\u00e7\u00f5es d\u00fabias. Lamentamos profundamente por isso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>6- Ressaltamos que a mencionada publica\u00e7\u00e3o foi apagada n\u00e3o para esconder o fato, mas para preservar nossos alunos que estavam tendo a imagem exposta.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>7- Estamos sempre abertos para discuss\u00e3o do tema e aceitamos sugest\u00f5es sobre como trat\u00e1-lo da melhor maneira com nossos alunos sem ofender a dignidade de ningu\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Agradecemos o apoio e a compreens\u00e3o dos pais, amigos e colaboradores que conhecem de perto a proposta pedag\u00f3gica da institui\u00e7\u00e3o que se dedica \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as justas, criativas e livres de preconceitos de qualquer esp\u00e9cie.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Extra<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atividade foi amplamente criticada por usar o recurso da \u201cblackface\u201d (\u201drosto preto\u201d, em ingl\u00eas), muito usado antigamente em produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, principalmente no teatro, como t\u00e9cnica de maquiagem na qual pessoas brancas pintam a pele com tinta preta para imitar negros de forma caricata. \u201cAtividade racista! Blackface! 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