{"id":68809,"date":"2015-06-28T12:48:15","date_gmt":"2015-06-28T15:48:15","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=68809"},"modified":"2015-06-28T12:48:15","modified_gmt":"2015-06-28T15:48:15","slug":"encontro-as-cegas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/encontro-as-cegas\/","title":{"rendered":"Encontro \u00e0s cegas"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"pad25\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eduardo Bittencourt e\u00a0Pedro Enrique Monteiro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles foram apresentados por uma amiga em agosto do ano passado, no Instituto de Cegos da Bahia (ICB), no Barbalho. Desde o primeiro encontro Evanei Jesus, 29 anos, se interessou por Claudiene Oliveira, 18. Puxou assunto com uma piada sobre ela ser baixinha. A garota sorriu. \u201cEu gostei, mas n\u00e3o falei nada. N\u00e3o foi um sim, mas tamb\u00e9m n\u00e3o foi exatamente um n\u00e3o\u201d, lembra.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/ritos-de-passagem\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Claudiene-e-Evanei.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-270\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/ritos-de-passagem\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Claudiene-e-Evanei-682x1024.jpg\" alt=\"Namorados, Claudiene e Evanei se conheceram no Instituto de Cegos (Foto: Robson Mendes)\" width=\"682\" height=\"1024\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois estudantes t\u00eam baixa vis\u00e3o, defici\u00eancia que impede um campo visual superior a 10 graus (como Claudiene) \u2013 o normal s\u00e3o 180. Em alguns casos, como o de Evanei, s\u00f3 se percebe a luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o os impediu de paquerar, trocar mensagens no Whatsapp e at\u00e9 ir ao cinema. \u201cO namoro dos cegos \u00e9 absolutamente igual ao namoro de pessoas com vis\u00e3o\u201d, afirma Adriana Machado, terapeuta ocupacional do ICB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No segundo encontro, Evanei e Claudiene trocaram telefones. Continuaram a sair e em novembro o rapaz a pediu em namoro. Ela quis duas semanas para pensar no assunto, mas aceitou. Disse \u201csim\u201d e deram o primeiro beijo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, 510.039 pessoas \u2013\u00a0 3,6% dos baianos \u2013 t\u00eam problemas de vis\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o resolvidos por \u00f3culos. Na faixa de 15 a 24 anos, como Claudiene, a incid\u00eancia \u00e9 de 1,4% da popula\u00e7\u00e3o\u00a0 \u2013 37.629 pessoas no estado, o que equivale a 8% do total de 460.328 mil jovens na mesma situa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Os dados s\u00e3o de 2012, do \u00faltimo censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claudiene consegue ver, sem muita defini\u00e7\u00e3o, imagens grandes de longe. Foi ela que levou Evanei ao cinema pela primeira vez, em fevereiro, para assistir \u00e0 Bob Esponja \u2013 j\u00e1 gostavam do desenho. \u201cEu consigo ouvir os filmes e ela me explica quando tenho d\u00favidas\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Adapta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando tinha 17 anos, Margarete Reis, 25, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou cega. Depois de um m\u00eas internada, come\u00e7ou a frequentar o Centro de Apoio Pedag\u00f3gico ao Deficiente Visual (CAP). L\u00e1, com a ajuda da m\u00e3e, reaprendeu a fazer tarefas dom\u00e9sticas, como lavar e passar roupa e arrumar a casa. Ela voltou a\u00a0 ser vaidosa: descobriu como se maquiar, pentear o cabelo e at\u00e9 se vestir como gosta. \u201cCrio a imagem da roupa na minha cabe\u00e7a, decido as cores e pe\u00e7o para a vendedora\u201d, descreve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarete passou a decidir pelo tato se acha uma pessoa bonita ou feia. Algumas vezes, as amigas descrevem como \u00e9 o pretendente. \u201cIsso ajuda bastante porque eu conheci as outras pessoas enxergando, ent\u00e3o eu consigo imaginar\u201d. Mas, mesmo com ajuda, ela confia mais em si mesma. Uma vez, ouviu da prima que um cara era \u201chorr\u00edvel\u201d. Respondeu que \u201cele podia ser at\u00e9 feio por fora, mas que por dentro era lindo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paquerar e namorar para aqueles que perdem a vis\u00e3o na adolesc\u00eancia costuma ser mais f\u00e1cil para a mulher. A sex\u00f3loga Alcione Bastos, especialista em educa\u00e7\u00e3o e terapia sexual, diz que \u201co homem \u00e9 muito visual e tem necessidade de se sentir bonito para se sentir aceito e desejado, o que dificulta o processo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sex\u00f3logo Ricardo Cavalcanti compartilha a opini\u00e3o. \u201cO homem \u00e9 visual em sua sexualidade e a mulher \u00e9 mais t\u00e1til e mais auditiva. Palavras carinhosas ditas ao ouvido e o toque certo no momento certo, pela pessoa certa, ofusca qualquer outro sentido\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi com as palavras certas que Fabiano Gomez, 25, conquistou Margarete. Os dois se conheceram h\u00e1 dois anos em um encontro de amigos no restaurante Jangada (Itapu\u00e3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conversaram, trocaram telefones, mas Fabiano n\u00e3o percebeu que Margarete era cega \u2013 ela consegue encarar as pessoas. \u201cFomos conversando e, uma semana depois, tomei coragem e contei. Ele disse que n\u00e3o se importava, que gostava de mim do jeito que eu sou e que a vis\u00e3o dele ia ser dupla: para mim e para ele\u201d, lembra.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/ritos-de-passagem\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/MARGARETE-e1435428096891.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-272\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/ritos-de-passagem\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/MARGARETE-e1435428096891-682x1024.jpg\" alt=\"Gr\u00e1vida: cega aos 17, Margarete segura presente da filha (Foto: Marina Silva)\" width=\"682\" height=\"1024\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cantada de Fabiano ser\u00e1 atualizada em poucos dias. A vis\u00e3o dele ser\u00e1 tripla: para ele, para ela e para a filha. Margarete est\u00e1 gr\u00e1vida de oito meses de Kelly Vit\u00f3ria. \u201cEspero que ela puxe meus cabelos, cacheado, preto, a minha cor. Eu quero que ela seja parecida com a m\u00e3e\u201d, conta, ansiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela se sente preparada para cuidar da crian\u00e7a: morou dois anos em S\u00e3o Paulo, em 2011, e tomou conta do sobrinho de 2 anos. Kelly j\u00e1 tem o primeiro presente esperando por ela. A boneca que Margarete ganhou da m\u00e3e na inf\u00e2ncia vai atravessar mais uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o sexual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00cdtalo de Arag\u00e3o, 23 anos, estudante de inform\u00e1tica, teve a primeira rela\u00e7\u00e3o sexual aos 13. Com problema de vis\u00e3o desde que nasceu, devido a rub\u00e9ola que a m\u00e3e contraiu durante a gravidez, ficou cego aos 7 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele lembra que, apesar da inexperi\u00eancia, conseguiu usar\u00a0 camisinha. J\u00e1 tinha pesquisado sobre o assunto, ouviu palestras no CAP e teve ajuda da garota que estava com ele. \u201cMeus pais me deram muito conselho na \u00e9poca da adolesc\u00eancia. Eles tocavam muito na parte de precau\u00e7\u00e3o e davam o aviso de sempre: \u2018n\u00e3o traga filho pra minha casa\u2019\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00cdtalo teve a primeira experi\u00eancia cedo, mas a descoberta do pr\u00f3prio corpo come\u00e7a pelo toque, tanto para jovens que veem como para os cegos, explica a psic\u00f3loga Audrey Micolini, do ICB. Ela j\u00e1 foi procurada por pais que se queixavam de um excesso de masturba\u00e7\u00e3o dos filhos. \u201cIsso \u00e9 comum a todo adolescente. O que os pais t\u00eam que fazer \u00e9 explicar para o cego que h\u00e1 lugar adequado para ele fazer isso, que \u00e9 uma coisa \u00edntima e faz parte da privacidade\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No CAP, \u00cdtalo aprendeu em palestras a import\u00e2ncia do sexo seguro e\u00a0os perigos das doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DSTs). Depois que ficou mais velho, tocou em pr\u00f3teses de seios para conhecer o corpo feminino\u00a0 e aprendeu a colocar camisinha em um p\u00eanis de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra habilidade muito usada por \u00cdtalo \u00e9 a imagina\u00e7\u00e3o.\u201cDurante a rela\u00e7\u00e3o, tento imaginar o que eu e a pessoa estamos fazendo. Toco ela e transformo isso em imagem na minha cabe\u00e7a\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/ritos-de-passagem\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/infocegos2corrigido.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-271 alignleft\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/ritos-de-passagem\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/infocegos2corrigido.jpg\" alt=\"infocegos2corrigido\" width=\"129\" height=\"912\" \/><\/a>Acessibilidade: aplicativos s\u00e3o usados para paquera<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regivaldo Neri, 20 anos, tem os aplicativos de paquera Par Perfeito e Papo a Dois. O estudante teve um glaucoma aos 12 e ficou cego. Para usar o smartphone, precisa do Nuance Talks, programa que descreve os \u00edcones e textos na tela e facilita o uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aplicativos e computadores tamb\u00e9m fazem parte da vida de quem n\u00e3o pode enxergar. Cegos e pessoas de baixa vis\u00e3o utilizam sites de relacionamento e redes sociais para encontrar amigos e, quem sabe, um amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regivaldo j\u00e1 conheceu algumas pessoas atrav\u00e9s dos aplicativos, mas reclama que boa parte dos usu\u00e1rios faz perguntas voltadas ao sexo. \u201cA maioria dos que eu conheci s\u00f3 procurava por sexo\u201d, desabafa. \u201cE o que conta para mim \u00e9 a conversa. Qual o interesse dessa pessoa? De que ela fala?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o existem aplicativos populares espec\u00edficos para quem tem problemas s\u00e9rios de vis\u00e3o. O WhatsApp se popularizou entre este p\u00fablico porque permite que as mensagens sejam enviadas por \u00e1udio, explica a psic\u00f3loga do Instituto de Cegos da Bahia (ICB), Audrey Micolini.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel utilizar programas que transformam em som toda a informa\u00e7\u00e3o textual que aparece no visor do aparelho, como faz Regivaldo. Assim os deficientes visuais podem saber, por exemplo, os dados de um perfil do Facebook.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 s\u00f3 depois de uma boa conversa que Regivaldo decide se vai ou n\u00e3o contar que \u00e9 cego. E, a partir da\u00ed, \u201cdepende do bom-senso da pessoa se ela vai querer continuar falando comigo ou n\u00e3o\u201d. Mesmo que os dois resolvam se conhecer, por seguran\u00e7a, o primeiro encontro \u00e9 sempre marcado em lugares de grande movimento, como shoppings centers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Escolas estaduais n\u00e3o t\u00eam metodologia espec\u00edfica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Sistema de Gest\u00e3o Escolar (SGE), existem mil estudantes cegos ou de baixa vis\u00e3o matriculados na rede estadual de ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestas escolas, as quest\u00f5es ligadas \u00e0 sexualidade s\u00e3o trabalhadas de acordo com a metodologia de cada professor, sem fiscaliza\u00e7\u00e3o ou padr\u00e3o did\u00e1tico, afirma a assessoria de imprensa da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o. A pasta \u00e9 respons\u00e1vel por providenciar os recursos e garantir o acesso aos conte\u00fados atrav\u00e9s do Centro de Educa\u00e7\u00e3o Especial, em Ondina. At\u00e9 o fechamento desta reportagem, a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, procurada continuamente pelo CORREIO h\u00e1 uma semana, n\u00e3o respondeu quantos estudantes na mesma situa\u00e7\u00e3o est\u00e3o matriculados na rede municipal e se eles t\u00eam acesso a palestras ou oficinas sobre sexualidade e preven\u00e7\u00e3o de DSTs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apoio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras institui\u00e7\u00f5es que atendem deficientes visuais t\u00eam programas voltados \u00e0 sexualidade e preven\u00e7\u00e3o de DSTs. No Instituto de Cegos da Bahia (ICB), no Barbalho, grupos de jovens s\u00e3o formados para debater o assunto, sob a orienta\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos e terapeutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante os encontros, a institui\u00e7\u00e3o usa material t\u00e1til, como pr\u00f3teses de p\u00eanis ou vagina, e maquetes em alto-relevo da parte interna dos genitais. \u201cUma vez aprendemos a usar preservativos com uma banana\u201d, conta Evanei Jesus, 29 anos, que frequenta a institui\u00e7\u00e3o desde a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente mostra para eles como usar camisinha e outros m\u00e9todos contraceptivos. Eles precisam tocar, porque o cego v\u00ea com a m\u00e3o\u201d, explica a terapeuta ocupacional do Instituto, Adriana Machado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adriana conta que os pais precisam estar atentos para a necessidade de responder quest\u00f5es comuns da adolesc\u00eancia aos filhos n\u00e3o s\u00f3 com a voz, mas tamb\u00e9m pelo toque. \u201cQuando a menina est\u00e1 menstruada \u00e9 necess\u00e1rio que a m\u00e3e v\u00e1 e mostre para a filha como usar o absorvente. \u00c9 necess\u00e1rio fazer com ela para que ela possa fazer sozinha depois\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesma did\u00e1tica do ICB \u00e9 adotada pelo Centro de Apoio Pedag\u00f3gico ao Deficiente Visual (CAP), em Nazar\u00e9. Segundo a vice-presidente Nalva Guedes, o centro promove palestras com v\u00e1rios temas e sexualidade \u00e9 um deles. O estudante \u00cdtalo de Arag\u00e3o, 23 anos, j\u00e1 participou de algumas aulas informativas. \u201cA palestrante explicava a import\u00e2ncia do sexo seguro e os perigos das DSTs. N\u00f3s ainda tivemos contato com pr\u00f3teses de peito e p\u00eanis\u201d, conta. Tanto o CAP como o ICB est\u00e3o abertos para a popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o t\u00eam n\u00famero fechado de vagas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dois estudantes t\u00eam baixa vis\u00e3o, defici\u00eancia que impede um campo visual superior a 10 graus (como Claudiene) \u2013 o normal s\u00e3o 180. Em alguns casos, como o de <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":68812,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-68809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/cegos.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68809\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}