{"id":68885,"date":"2015-06-29T00:11:41","date_gmt":"2015-06-29T03:11:41","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=68885"},"modified":"2015-06-28T19:25:04","modified_gmt":"2015-06-28T22:25:04","slug":"arvore-genealogica-revela-novas-idades-para-adao-e-eva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/arvore-genealogica-revela-novas-idades-para-adao-e-eva\/","title":{"rendered":"\u00c1rvore geneal\u00f3gica revela novas idades para &#8216;Ad\u00e3o&#8217; e &#8216;Eva&#8217;"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"row\">\n<h1 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><em>Pesquisadores descobrem que os mais recentes ancestrais comuns a todos os homens e mulheres do planeta podem ter vivido na mesma \u00e9poca: ele, entre 120.000 e 156.000 anos atr\u00e1s, e ela, entre 99.000 e 148.000 anos<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"social-bar noindex\" style=\"text-align: justify;\" data-social-toolbar=\"\"><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"content col-xs-13\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Ad\u00e3o e Eva\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/1701\/pe6Cx\/adao-e-eva-20130501-original.jpeg?1402461137\" alt=\"Ad\u00e3o e Eva\" \/><figcaption>Todos os seres humanos carregam em seu genoma parte do DNA de um homem e uma uma mulher que viveram h\u00e1 dezenas de milhares de anos, na \u00c1frica. Ao contr\u00e1rio dos casal b\u00edblico, no entanto, o Ad\u00e3o e a Eva gen\u00e9ticos provavelmente nunca se conheceram<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em gen\u00e9tica, chamam-se Ad\u00e3o e Eva os mais recentes ancestrais comuns a toda humanidade. Ele \u00e9 o pai do pai do pai&#8230; de todos os homens e mulheres vivos. Do mesmo modo, ela \u00e9 a m\u00e3e da m\u00e3e da m\u00e3e&#8230; N\u00e3o foram os primeiros exemplares da esp\u00e9cie humana, ao contr\u00e1rio do casal b\u00edblico, nem necessariamente se conheceram. Foram, na verdade, os \u00faltimos ancestrais a partir dos quais se pode tra\u00e7ar uma linha direta de descend\u00eancia paterna ou materna at\u00e9 os dias de hoje. Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista <em>Science<\/em> joga um pouco de luz sobre a \u00e9poca em que o Ad\u00e3o e a Eva da gen\u00e9tica viveram. Os pesquisadores descobriram que, ao contr\u00e1rio do que mostravam estimativas anteriores, o ancestral comum paterno e o materno podem ter vivido em momentos pr\u00f3ximos ou at\u00e9 id\u00eanticos: o homem teria vivido entre 120.000 e 156.000 anos atr\u00e1s, e a mulher, entre 99.000 e 148.000 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para estudar os ancestrais masculino e feminino, os cientistas examinam o material gen\u00e9tico que homens e mulheres passam, exclusivamente, para seus filhos e filhas. Durante o momento da concep\u00e7\u00e3o, os genomas do pai e da m\u00e3e se misturam. Por isso, \u00e9 muito dif\u00edcil saber qual dos dois transmitiu qual gene. Mas uma parte do DNA \u00e9 transmitida exclusivamente pelo pai: o cromossomo Y, que determina o sexo masculino. \u00c9 ele que cont\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es sobre o ancestral paterno comum, chamado Ad\u00e3o cromossomial-Y. Tamb\u00e9m existe um trecho do DNA que \u00e9 transmitido exclusivamente pela m\u00e3e: o DNA mitocondrial, um peda\u00e7o do genoma que n\u00e3o est\u00e1 localizado no n\u00facleo, mas na mitoc\u00f4ndria da c\u00e9lula. Por isso a ancestral comum a todas as mulheres \u00e9 conhecida como Eva mitocondrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ad\u00e3o cromossomial-Y e a Eva mitocondrial, obviamente, n\u00e3o foram os \u00fanicos humanos de seu tempo. Outros homens e mulheres podem at\u00e9 ter deixado descendentes at\u00e9 os dias de hoje, mas n\u00e3o tiveram sucesso em deixar uma linhagem inteiramente patrilinear ou matrilinear intacta &#8211; em algum momento seus descendentes tiveram uma prole do sexo oposto, interrompendo a transmiss\u00e3o do cromossomo Y ou do DNA mitocondrial.<\/p>\n<section class=\"ficha\"><strong>CONHE\u00c7A A PESQUISA<\/strong><strong>T\u00edtulo original:<\/strong> <strong><a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/341\/6145\/562\" rel=\"\">Sequencing Y Chromosomes Resolves Discrepancy in Time to Common Ancestor of Males Versus Females<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Onde foi divulgada:<\/strong> peri\u00f3dico <em>Science<\/em><\/p>\n<p><strong>Quem fez:<\/strong> David Poznik, entre outros<\/p>\n<p><strong>Institui\u00e7\u00e3o:<\/strong> Universidade de Stanford, EUA; entre outras<\/p>\n<p><strong>Dados de amostragem:<\/strong> An\u00e1lises gen\u00e9ticas dos cromossomos Y de 69 homens vindos de 9 regi\u00f5es diferentes do globo<\/p>\n<p><strong>Resultado:<\/strong> Os pesquisadores encontraram 11.640 varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas entre os cromossomos. A partir disso, constru\u00edram uma \u00e1rvore geneal\u00f3gica a partir do primeiro ancestral comum paterno, com origem entre 120.000 e 156.000 anos atr\u00e1s<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"glossario\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/p>\n<p><strong>CROMOSSOMO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma sequencia de DNA que cont\u00e9m os genes que determinam as caracter\u00edsticas dos organismos. Tem dois bra\u00e7os, chamados cromat\u00eddeos, que se unem formando um X com a parte de cima mais alongada. O ser humano tem 46 cromossomos em cada c\u00e9lula.<\/p>\n<p><strong>MITOC\u00d4NDRIAS<\/strong><\/p>\n<p>As mitoc\u00f4ndrias s\u00e3o estruturas respons\u00e1veis por fornecer energia, a partir da quebra de nutrientes, para as c\u00e9lulas. Esse processo \u00e9 conhecido como respira\u00e7\u00e3o celular. O n\u00famero de mitoc\u00f4ndrias por c\u00e9lula varia muito, de milhares a poucas. A quantidade depende da fun\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula. C\u00e9lulas musculares, que necessitam de muita energia para funcionar, t\u00eam mais mitoc\u00f4ndrias que c\u00e9lulas nervosas, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>DNA MITOCONDRIAL<\/strong><\/p>\n<p>O DNA mitocondrial n\u00e3o se encontra no n\u00facleo da c\u00e9lula, mas dentro da mitoc\u00f4ndria. Como \u00e9 transmitido exclusivamente da m\u00e3e para os filhos, ele \u00e9 ideal para o estudo de arqueologia molecular. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 naturalmente amplificado, ou seja, apresenta centenas ou milhares de c\u00f3pias em uma \u00fanica c\u00e9lula.<\/p>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em estudos anteriores, os cientistas estimavam que a ancestral materna devia ser at\u00e9 tr\u00eas vezes mais antiga que o paterno. &#8220;As pesquisa anteriores indicavam que o ancestral comum masculino teria vivido muito mais recentemente que o feminino. Nossa pesquisa mostra, no entanto, que essa discrep\u00e2ncia n\u00e3o existe&#8221;, diz Carlos Bustamante, professor de gen\u00e9tica na Universidade de Stanford, um dos autores do estudo publicado na <em>Science<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No novo estudo, os pesquisadores sequenciaram completamente os cromossomos Y de 69 homens vindos de 9 regi\u00f5es diferentes do globo: Nam\u00edbia, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Gab\u00e3o, Arg\u00e9lia, Paquist\u00e3o, Camboja, Sib\u00e9ria e M\u00e9xico. As modernas tecnologias de an\u00e1lise gen\u00e9tica permitiram que os pesquisadores encontrassem, pela primeira vez, 11.640 pequenas diferen\u00e7as entre esses cromossomos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os cromossomos Y foram todos herdados da mesma pessoa &#8211; o ancestral paterno comum -, essa varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica s\u00f3 poderia ter surgido a partir de muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias, que se acumularam com o passar das gera\u00e7\u00f5es. Ao estudar como as pequenas varia\u00e7\u00f5es no cromossomo Y se espalharam pelo globo e s\u00e3o compartilhadas pelas diversas popula\u00e7\u00f5es mundiais, os pesquisadores conseguiram tra\u00e7ar uma \u00e1rvore geneal\u00f3gica da humanidade como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No topo da \u00e1rvore, est\u00e1 o Ad\u00e3o cromossomial-Y. Abaixo dele, cada nova muta\u00e7\u00e3o no cromossomo representa um novo ramo da \u00e1rvore geneal\u00f3gica e o surgimento de uma nova linhagem. Segundo os pesquisadores, a configura\u00e7\u00e3o dos ramos ao longo do tempo se mostrou semelhante \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es humanas conforme sa\u00edam da \u00c1frica para habitar a \u00c1sia e a Europa. &#8220;Essencialmente, n\u00f3s constru\u00edmos a \u00e1rvore geneal\u00f3gica do cromossomo Y&#8221;, diz David Poznik, pesquisador da Universidade de Stanford e autor principal do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O passo seguinte dos pesquisadores foi estimar a \u00e9poca em que o ancestral comum paterno viveu. Para isso, eles estudaram o cromossomo Y de ind\u00edgenas americanos. Os cientistas sabiam que os habitantes originais da Am\u00e9rica s\u00f3 chegaram ao continente h\u00e1 15.000 anos. Por isso, todas as muta\u00e7\u00f5es compartilhadas por todos os ind\u00edgenas deveriam ter acontecido antes &#8211; ou pouco tempo depois &#8211; desse per\u00edodo. J\u00e1 as muta\u00e7\u00f5es que variavam entre as popula\u00e7\u00f5es devem ter surgido pouco tempo depois, quando eles come\u00e7aram a se espalhar pelo continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s analisar as varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, os pesquisadores conseguiram calcular a taxa com que o cromossomo Y sofre muta\u00e7\u00e3o ao longo do tempo. Ao aplicar essa taxa de muta\u00e7\u00e3o na \u00e1rvore geneal\u00f3gica que haviam descrito, eles foram capazes de estimar a \u00e9poca em que o ancestral comum viveu: entre 120.000 e 156.000 anos atr\u00e1s. Os cientistas fizeram o mesmo tipo de estudo com o DNA mitocondrial dos 69 homens e outras 25 mulheres. Assim, desenharam uma \u00e1rvore geneal\u00f3gica semelhante para a ancestral comum materna e tra\u00e7aram uma data para sua origem: entre 99.000 e 148.000 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\">&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores n\u00e3o sabem dizer o que a sobreposi\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos estimados para a vida dos ancestrais comuns masculinos e femininos significa. Segundo o estudo, a coincid\u00eancia de datas pode n\u00e3o ter nenhuma raz\u00e3o hist\u00f3rica &#8211; ser um simples fruto do acaso. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que ela represente um per\u00edodo quando a popula\u00e7\u00e3o humana sofreu um grande corte populacional, ao qual poucos indiv\u00edduos sobreviveram para transmitir seus genes. &#8220;Algumas linhagens morrem, e outras t\u00eam sucesso. Na maior parte, esse processo \u00e9 aleat\u00f3rio. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que existam elementos da hist\u00f3ria humana que predisp\u00f5e as linhagens a se sobreporem em determinados per\u00edodos&#8221;, diz Poznik.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Veja<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores descobrem que os mais recentes ancestrais comuns a todos os homens e mulheres do planeta podem ter vivido na mesma \u00e9poca: ele, entre 120.000 e 156.000 anos atr\u00e1s, e ela, entre 99.000 e 148.000 anos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":68886,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[345],"tags":[],"class_list":["post-68885","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entretenimento"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/adao-e-eva.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68885","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68885"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68885\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}