{"id":69205,"date":"2015-06-30T02:45:20","date_gmt":"2015-06-30T05:45:20","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=69205"},"modified":"2015-06-30T02:45:42","modified_gmt":"2015-06-30T05:45:42","slug":"do-ponto-g-ao-orgasmo-multiplo-ciencia-tenta-desvendar-segredos-do-prazer-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/do-ponto-g-ao-orgasmo-multiplo-ciencia-tenta-desvendar-segredos-do-prazer-feminino\/","title":{"rendered":"Do ponto G ao orgasmo m\u00faltiplo: ci\u00eancia tenta desvendar segredos do prazer feminino"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Linda Geddes<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"lead media-landscape full-width has-caption\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/660\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/28\/150628150646_woman_624x351_getty_nocredit.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Existem v\u00e1rias vias pelas quais os genitais se comunicam com o c\u00e9rebro na mulher<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">O escritor americano J. D. Salinger afirmou, certa vez, que &#8220;o corpo de uma mulher \u00e9 como um violino: \u00e9 preciso um m\u00fasico fant\u00e1stico para toc\u00e1-lo direito&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acariciada da maneira correta, uma mulher pode ser transportada a um \u00eaxtase t\u00e3o incr\u00edvel que, por alguns segundos, o resto do mundo deixa de existir. Mas basta um errinho para que a dor, a frustra\u00e7\u00e3o ou uma sensa\u00e7\u00e3o de vazio tomem conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma experi\u00eancia altamente contrastante com aquela vivida pelo homem. Desde que ele consiga uma ere\u00e7\u00e3o, alguns minutos de estimula\u00e7\u00e3o vigorosa geralmente resultam na ejacula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que o orgasmo \u00e9 t\u00e3o prazeroso? Como as mulheres sentem o orgasmo m\u00faltiplo? E o famoso ponto G existe mesmo? Esses s\u00e3o alguns dos mais antigos mist\u00e9rios da medicina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Conseguimos ir at\u00e9 a Lua, mas n\u00e3o sabemos o suficiente sobre nossos pr\u00f3prios corpos&#8221;, afirma o professor de sexologia Emmanuele Jannini, da Universidade de Roma Tor Vergata e um dos cientistas que dedicam sua carreira a tentar explicar esses mist\u00e9rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, a comunidade cient\u00edfica vem acompanhando uma enxurrada de estudos feitos por esses &#8220;mestres&#8221; do sexo, e finalmente as respostas est\u00e3o surgindo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Transando em nome da Ci\u00eancia<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/28\/150628150411_woman_lips_624x351_getty.jpg\" alt=\"null\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Regi\u00e3o cerebral que processa prazer pode ser ativada por drogas e certos alimentos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a maior habilidade desses cientistas tenha sido convencer algumas mulheres a deixar suas inibi\u00e7\u00f5es de lado e se masturbarem \u2013 ou at\u00e9 transarem \u2013 em nome da Ci\u00eancia, incluindo experi\u00eancias em inusitado aparelho de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos l\u00edderes dessas pesquisas \u00e9 o psic\u00f3logo Barry Komisaruk, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, que queria avaliar se as diferen\u00e7as cerebrais poderiam explicar por que homens e mulheres vivenciam o sexo de maneira distinta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conclus\u00e3o \u00e9 que, apesar das diferen\u00e7as, homens e mulheres apresentam praticamente a mesma atividade neural durante o orgasmo. &#8220;As semelhan\u00e7as s\u00e3o bem maiores do que as diferen\u00e7as&#8221;, afirma Komisaruk. &#8220;O que observamos \u00e9 uma ativa\u00e7\u00e3o completa do c\u00e9rebro, com todos os sistemas funcionando ao mesmo tempo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se a floresta inteira est\u00e1 em chamas, \u00e9 dif\u00edcil identificar as pequenas fogueiras que estavam ali no in\u00edcio. Os cientistas, pelo menos, conseguiram encontrar uma delas: o n\u00facleo accumbens, uma regi\u00e3o do c\u00e9rebro que lida com o prazer e a recompensa atrav\u00e9s da libera\u00e7\u00e3o de um neurotransmissor chamado dopamina.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Explica\u00e7\u00e3o para o orgasmo m\u00faltiplo?<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/28\/150628151109_feet_624x351_getty.jpg\" alt=\"null\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Diferen\u00e7as neurais explicam por que homens e mulheres reagem diferentemente depois do orgasmo<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimentos mostraram que, se tiverem que escolher, ratazanas preferem receber est\u00edmulos el\u00e9tricos nessa \u00e1rea cerebral do que comer \u2013 tanto que algumas chegavam a morrer de fome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse ponto do c\u00e9rebro tamb\u00e9m pode ser ativado por coca\u00edna, anfetaminas, cafe\u00edna, nicotina e chocolate. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre por que um orgasmo sempre faz a gente querer mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do cl\u00edmax sexual, no entanto, surgem algumas diferen\u00e7as importantes, o que pode explicar por que homens e mulheres reagem de maneira t\u00e3o distinta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Komisaruk e a psic\u00f3loga australiana Kachina Allen descobriram ind\u00edcios preliminares de que regi\u00f5es espec\u00edficas do c\u00e9rebro masculino deixam de responder a est\u00edmulos sensoriais dos \u00f3rg\u00e3os genitais logo depois do orgasmo. Enquanto isso, o c\u00e9rebro da mulher continua a ser ativado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso poderia explicar porque algumas mulheres experimentam o orgasmo m\u00faltiplo, enquanto os homens, n\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Anatomia do prazer<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/06\/28\/150628151358_letter_g_624x351_getty_nocredit.jpg\" alt=\"null\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">O ponto G foi tem sido objeto de investiga\u00e7\u00f5es desde os anos 50<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se as experi\u00eancias com resson\u00e2ncia magn\u00e9tica geraram alguma pol\u00eamica, as tentativas de se entender a anatomia do orgasmo foram ainda mais controversas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00eanis tem apenas um caminho para levar as sensa\u00e7\u00f5es at\u00e9 o c\u00e9rebro, enquanto o aparelho genital feminino tem tr\u00eas ou quatro vias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No comando da sexualidade da mulher est\u00e1 o clit\u00f3ris. A exist\u00eancia desse pequeno \u00f3rg\u00e3o j\u00e1 \u00e9 conhecida desde pelo menos a \u00faltima era glacial, mas s\u00f3 come\u00e7ou a ser objeto de estudos cient\u00edficos no s\u00e9culo 16, quando foi descrito como uma estrutura com a fun\u00e7\u00e3o de induzir o prazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, Sigmund Freud, o &#8220;pai da psican\u00e1lise&#8221;, afirmou que mulheres mais maduras experimentavam mais intensamente o orgasmo por estimula\u00e7\u00e3o vaginal do que clitorial, posteriormente irritando muitas feministas, por parecer que a falta desse tipo de cl\u00edmax seria culpa das pr\u00f3prias mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tentar desmistificar o assunto, o psic\u00f3logo Barry Komisaruk e a sex\u00f3loga Beverly Whipple, tamb\u00e9m da Universidade Rutgers, conduziram, ent\u00e3o, um estudo que examinou mulheres com v\u00e1rios graus de les\u00e3o na medula espinhal. Eles descobriram que mesmo aquelas que perderam as fun\u00e7\u00f5es normais do nervo pudendo (que leva as sensa\u00e7\u00f5es do clit\u00f3ris ao c\u00e9rebro) eram capazes de sentir toques e at\u00e9 orgasmo na vagina e no colo do \u00fatero. &#8220;Essa \u00e9 provavelmente a melhor prova de que o orgasmo vaginal existe&#8221;, afirma Komisaruk.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso ocorre porque s\u00e3o os nervos vagos, situados fora da medula, que conduzem as sensa\u00e7\u00f5es da vagina para o c\u00e9rebro. &#8220;As mulheres descrevem o orgasmo clitoriano como mais localizado e externo, e o cl\u00edmax vaginal como interno e algo que envolve todo o corpo&#8221;, explica o psic\u00f3logo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">A cruzada pelo ponto G<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, se nervos diferentes podem conduzir sensa\u00e7\u00f5es de partes distintas dos genitais femininos, ser\u00e1 que algumas regi\u00f5es da vagina s\u00e3o mais sens\u00edveis do que outras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O famoso ponto G foi, por muito tempo, o principal alvo das buscas de cientistas e casais. O termo foi criado no in\u00edcio dos anos 80 em homenagem ao ginecologista e obstetra alem\u00e3o Ernst Gr\u00e4fenberg. Em 1950, ele descreveu a exist\u00eancia de uma zona er\u00f3gena na parede frontal da vagina, que correspondia \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da uretra do outro lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos posteriores revelaram uma complexa rede de vasos sangu\u00edneos, termina\u00e7\u00f5es nervosas e reminisc\u00eancias de uma esp\u00e9cie de &#8220;pr\u00f3stata&#8221; feminina na mesma \u00e1rea. Espalharam-se, ent\u00e3o, os rumores sobre um &#8220;bot\u00e3o m\u00e1gico&#8221; na vagina, capaz de detonar orgasmos poderosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as evid\u00eancias para comprovar ou refutar a exist\u00eancia de um ponto G ainda s\u00e3o imprecisas. Para complicar, ainda h\u00e1 um grande debate sobre a terminologia e a morfologia corretas das v\u00e1rias regi\u00f5es internas do aparelho sexual feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, cientistas conseguiram demonstrar com consist\u00eancia que existem diferen\u00e7as f\u00edsicas entre mulheres que experimentam o orgasmo vaginal e as que n\u00e3o. Em 2008, Jannini publicou um estudo envolvendo 20 volunt\u00e1rias. Exames de ultrassom revelaram que aquelas que sentiam os est\u00edmulos vaginais apresentavam um tecido mais grosso no espa\u00e7o entre a vagina e a uretra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca, Jannini chegou a concluir que esse pedacinho do corpo seria o ponto G, mas logo repensou o assunto, com base em novos estudos. &#8220;A palavra &#8216;ponto&#8217; sugere a exist\u00eancia de um bot\u00e3o, algo que precisa ser apertado para se obter prazer&#8221;, afirma. &#8220;Isso implica uma estrutura concreta que ou est\u00e1 l\u00e1 ou n\u00e3o est\u00e1.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">A redescoberta do clit\u00f3ris<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o for um bot\u00e3o, o que \u00e9 o ponto G, ent\u00e3o? Bem, cada vez mais cientistas est\u00e3o chegando \u00e0 mesma conclus\u00e3o: que se trata de nada menos do que o clit\u00f3ris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica recentemente revelaram que o \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 longe de ser diminuto como se pensava: trata-se de uma estrutura volumosa que mede at\u00e9 9 cent\u00edmetros de comprimento, em foma de &#8220;Y&#8221; e que serpenteia por fora da vagina e sobe at\u00e9 a pelve ao longo da uretra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua parte externa \u00e9, na realidade, a glande, e tamb\u00e9m a \u00e1rea mais sens\u00edvel. Mas suas &#8220;pernas&#8221; se abrem pela abertura da vagina e se estendem pelos grandes l\u00e1bios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o clit\u00f3ris quanto o p\u00eanis derivam do mesmo tecido embrion\u00e1rio e se diferenciam no in\u00edcio da gesta\u00e7\u00e3o segundo o sexo do embri\u00e3o. Mas o \u00f3rg\u00e3o feminino continua crescendo em resposta a horm\u00f4nios mesmo depois da puberdade, enquanto o masculino n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro estudo, realizado em 2009 por Rachel Pauls, uroginecologista em Cincinnati, no Estado americano de Ohio, analisou a influ\u00eancia do tamanho e da posi\u00e7\u00e3o do clit\u00f3ris na maneira como elas sentem o orgasmo vaginal. Com imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica de 30 volunt\u00e1rias, a cientista descobriu que quanto menor a glande e quanto maior a dist\u00e2ncia entre o clit\u00f3ris e a vagina, mais dif\u00edcil \u00e9 para a mulher chegar ao cl\u00edmax.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Experimentar \u00e9 preciso<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas pesquisas significam que existem v\u00e1rias maneiras de as mulheres experimentarem o orgasmo. &#8220;H\u00e1 uma boa base neuro-anat\u00f4mica para diferentes tipos de orgasmos e diferentes tipos de sensa\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Komisurak.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para as mulheres que t\u00eam dificuldade de atingir o cl\u00edmax durante a penetra\u00e7\u00e3o \u2013 ou qualquer tipo de estimula\u00e7\u00e3o \u2013 a mensagem dos cientistas \u00e9 simples: experimentem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 nada errado com essas mulheres. Todo o mundo \u00e9 diferente e elas precisam explorar seus est\u00edmulos&#8221;, afirma Pauls.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O psic\u00f3logo italiano Jannini concorda: &#8220;Al\u00e9m de curtir o sexo, curta se conhecer e entender quem voc\u00ea \u00e9 hoje, porque amanh\u00e3 voc\u00ea provavelmente ser\u00e1 diferente&#8221;. E n\u00e3o subestime a imensa variedade em oferta. &#8220;N\u00e3o encare o corpo feminino como uma m\u00e1quina que s\u00f3 pode operar de uma determinada maneira&#8221;, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: BBC Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acariciada da maneira correta, uma mulher pode ser transportada a um \u00eaxtase t\u00e3o incr\u00edvel que, por alguns segundos, o resto do mundo deixa de existir. 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