{"id":69322,"date":"2015-07-01T02:26:32","date_gmt":"2015-07-01T05:26:32","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=69322"},"modified":"2015-07-01T02:26:32","modified_gmt":"2015-07-01T05:26:32","slug":"depois-de-600-dias-cnj-cassa-afastamento-de-desembargador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/depois-de-600-dias-cnj-cassa-afastamento-de-desembargador\/","title":{"rendered":"Depois de 600 dias, CNJ cassa afastamento de desembargador"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de 600 dias, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a determinou que o desembargador Clayton Coutinho Camargo volte ao seu cargo no Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1. Ele foi afastado em 2013 por decis\u00e3o do ent\u00e3o corregedor nacional de Justi\u00e7a, ministro Francisco Falc\u00e3o, por acusa\u00e7\u00f5es de que sua evolu\u00e7\u00e3o patrimonial n\u00e3o era compat\u00edvel com sua renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta ter\u00e7a-feira (30\/6), o plen\u00e1rio do CNJ entendeu, por unanimidade, que seu afastamento n\u00e3o fazia sentido. Tamb\u00e9m foi determinado o alongamento do prazo de conclus\u00e3o do processo administrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clayton Camargo come\u00e7ou a ser investigado quando era presidente do TJ-PR. A pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a abriu um inqu\u00e9rito para investigar a evolu\u00e7\u00e3o patrimonial do desembargador pora causa da compra de um apartamento em Curitiba. Com base nesse inqu\u00e9rito, o ministro Falc\u00e3o instaurou uma reclama\u00e7\u00e3o disciplinar, que depois originou um processo administrativo (PAD). O inqu\u00e9rito \u00e9 de relatoria do ministro Jorge Mussi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no PAD, aberto com base nas informa\u00e7\u00f5es do inqu\u00e9rito, que Falc\u00e3o determinou o afastamento do ent\u00e3o presidente do TJ do Paran\u00e1. A defesa do desembargador \u00e9 feita pelos advogados <strong>Rodrigo Mudrovitsch<\/strong>, <strong>Felipe Carvalho<\/strong> e <strong>George Andrade Alves<\/strong>, do <strong>Mudrovitsch Advogados<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso julgado nesta ter\u00e7a pelo CNJ foi um pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o apresentado pelos advogados, relatado pelo conselheiro Paulo Teixeira. De acordo com a defesa, n\u00e3o h\u00e1 provas, nem no inqu\u00e9rito e nem no PAD, que justifiquem o afastamento de Clayton Camargo do cargo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a mesma constata\u00e7\u00e3o feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, respons\u00e1vel pelos processos administativos em curso no CNJ. Nas alega\u00e7\u00f5es finais, o MPF tamb\u00e9m concluiu pela falta de provas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a decis\u00e3o favorecer o desembargador, acontece um tanto tarde. Ele foi afastado enquanto era presidente do TJ-PR. Hoje, o mandato j\u00e1 terminou e ele tem 69 anos. Ou seja, foi devolvido ao cargo para ficar sete meses na cadeira e aposentar como desembargador, e n\u00e3o como desembargador afastado do cargo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o inqu\u00e9rito quanto o PAD s\u00e3o sigilosos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de 600 dias, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a determinou que o desembargador Clayton Coutinho Camargo volte ao seu cargo no Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1. Ele foi afastado em 2013 por decis\u00e3o do ent\u00e3o corregedor nacional de Justi\u00e7a, ministro Francisco Falc\u00e3o, por acusa\u00e7\u00f5es de que sua evolu\u00e7\u00e3o patrimonial n\u00e3o era compat\u00edvel com sua renda. 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