{"id":69929,"date":"2015-07-04T11:25:04","date_gmt":"2015-07-04T14:25:04","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=69929"},"modified":"2015-07-04T11:25:04","modified_gmt":"2015-07-04T14:25:04","slug":"professor-e-encontrado-morto-dentro-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/professor-e-encontrado-morto-dentro-de-casa\/","title":{"rendered":"Professor \u00e9 encontrado morto dentro de casa"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\" style=\"text-align: justify;\">Ele tinha quadro de depress\u00e3o<\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Amigos e admirados lamentam morte do antrop\u00f3logo<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-meta\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"meta-author\">\n<div class=\"meta-author-name\">Alexandro Mota, Graciela Alvarez e Naiana Ribeiro<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-text\">\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Sempre que descrevia a Bahia, o antrop\u00f3logo e historiador Roberto Albergaria de Oliveira conseguia unir descontra\u00e7\u00e3o e um tom apocal\u00edptico. Ontem, a regi\u00e3o onde vivia na\u00a0 Cidade Baixa amanheceu cinza, pesarosa e com um cen\u00e1rio que seria prop\u00edcio para suas an\u00e1lises, que eram sempre seguidas de gargalhadas fartas. Por\u00e9m, a semana terminou sem o seu riso\u00a0\u00a0 na casa do bairro da Boa Viagem, <a class=\"external-link-new-window\" title=\"Opens external link in new window\" href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/detalhe\/noticia\/morre-em-salvador-antropologo-roberto-albergaria\/?cHash=a8eae7422a21acfb3151249ab7f1ffbd\" target=\"_blank\">onde\u00a0 foi encontrado morto por amigos<\/a>.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Aos 61 anos, Albergaria era professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e ganhou popularidade por suas participa\u00e7\u00f5es como comentarista de assuntos do cotidiano baiano na R\u00e1dio Metr\u00f3pole, onde atuou por 15 anos.<\/p>\n<table class=\"middle\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn1.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_albergaria01.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"556\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Albergaria escolheu a Cidade Baixa, em Salvador, para morar: irrever\u00eancia e alegria se aliavam aos coment\u00e1rios inteligentes do professor e antrop\u00f3logo baiano (Foto: Haroldo Abrantes\/Arquivo CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Ontem, quando o diretor de Tecnologia da r\u00e1dio, Marcos Meira, resolveu fazer uma visita ao antrop\u00f3logo, por volta das 13h30, pediu para o vizinho e amigo S\u00e9rgio Macedo para que o acompanhasse. S\u00e9rgio foi quem teve com ele pela \u00faltima vez ainda com vida. \u201cOntem (anteontem) de noite estava com ele e conversamos sobre diversas coisas. Me despedi e disse que traria almo\u00e7o para ele no outro dia\u201d, contou S\u00e9rgio, que o considerava como \u201cseu filho mais velho\u201d \u2013 mesmo sendo mais novo\u00a0 &#8211; e, inclusive, o levava para todos os lugares e tinha a chave de sua casa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Os dois se depararam com o corpo do historiador ca\u00eddo de bru\u00e7os. \u201cDepois de 20 anos de amizade, ainda n\u00e3o caiu a ficha. Quando cair, vai ser dif\u00edcil\u201d, disse Macedo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle era hipertenso e tomava rem\u00e9dios. O que importa \u00e9 que ele morreu \u00edntegro e tinha uma cabe\u00e7a muito boa. Era muito brincalh\u00e3o e gozador. Mesmo sendo meu amigo, era um chato de galocha. Ele n\u00e3o dizia na cara, cuspia\u201d, acrescentou o amigo. \u201cC\u00ea t\u00e1 entendendo?!\u201d, diria Albergaria\u00a0 aqui para dar uma pausa no racioc\u00ednio, como costumeiramente fazia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Lamento<br \/>\nUma vizinha que n\u00e3o quis se identificar revelou que Albergaria estava agitado no dia anterior. \u201cFoi o dia todo assim. Ele estava muito estranho e desacreditado. Normalmente a gente o ajudava, por conta da cadeira de rodas (que ele estava em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da sua locomo\u00e7\u00e3o), mas ontem ele n\u00e3o estava querendo a ajuda de ningu\u00e9m. Chamamos a pol\u00edcia durante o dia para tentar acalm\u00e1-lo e pela noite chamamos o Samu\u201d, revelou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a delegada Marilena Lima, do Departamento de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP), que acompanhou a per\u00edcia, ainda n\u00e3o se sabe a causa da morte do antrop\u00f3logo. \u201cN\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de viol\u00eancia. Na casa dele tinham algumas garrafas de u\u00edsque, cheias e vazias, e muitos medicamentos. Precisaremos esperar a avalia\u00e7\u00e3o do Instituto M\u00e9dico Legal\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Secret\u00e1ria de lar de Albergaria h\u00e1 27 anos, Joana de Jesus contou que o seu \u00faltimo contato com o professor foi na \u00faltima ter\u00e7a-feira. \u201cQuando cheguei, ele j\u00e1 tinha ido. Tomei um susto, estou muito triste\u201d, lamentou. De acordo com Joana, ele era muito sozinho e n\u00e3o tinha proximidade com a fam\u00edlia. \u201cS\u00f3 conheci um irm\u00e3o dele, que esteve aqui h\u00e1 15 anos\u201d, destacou.<\/p>\n<table class=\"middle\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn2.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_albergaria02.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"410\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Professo Roberto Albergaria foi encontrado morto na sua casa (Foto: Almiro Lopes)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Intelig\u00eancia<br \/>\nAmigo h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, o antrop\u00f3logo e fundador do grupo Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, resumiu Albergaria como a intelig\u00eancia mais provocativa e excitante da Bahia. \u201cEle desconstru\u00eda mitos sobre baianidade e sobre a mitologia afro-brasileira. Era um defensor da absoluta liberdade er\u00f3tica e sentimental, e um anarquista e liberal da Bahia\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Ele conta que Albergaria estava, nos \u00faltimos meses, sem\u00a0 receber visitas, inclusive, da amiga e historiadora Consuelo Pond\u00e9. \u201cAntes de morrer, ela chegou a me pedir para eu tentar convenc\u00ea-lo de ir visit\u00e1-lo, mas n\u00e3o consegui\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Mott, o professor viveu com uma tia at\u00e9 uns 20 anos em um im\u00f3vel na regi\u00e3o da Gra\u00e7a\/Canela. \u201cCom a morte da tia, ele vendeu o apartamento e comprou essa ampla casa, na Cidade Baixa, onde ele plantou diversas \u00e1rvores\u201d, lembra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Era nessa resid\u00eancia, segundo Mott, que Albergaria tinha uma biblioteca, com uma cole\u00e7\u00e3o de dicion\u00e1rios com temas variados, al\u00e9m de obras de Maria Padilha, Pomba Gira e de Exu. O vizinho S\u00e9rgio tamb\u00e9m destaca sua paix\u00e3o pelos livros, contando que ele tinha uma cole\u00e7\u00e3o de 16 mil t\u00edtulos catalogados em seu lar. \u201cEle sabia de tudo um pouco\u201d, relembra.<\/p>\n<table class=\"middle\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn3.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_albergaria03.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Em 2009, Albergaria fez palestra para profissionais do\u00a0 CORREIO para falar sobre a m\u00eddia<br \/>\n(Foto: Marina Silva\/Arquivo CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Admira\u00e7\u00e3o<br \/>\nO longo tempo de conviv\u00eancia na \u00e1rea acad\u00eamica fez com que a professora associada do Departamento de Antropologia e Etnologia da Ufba Maria Ros\u00e1rio de Carvalho nomeasse\u00a0 Albergaria como um \u201csujeito cultivado\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Para ela, o que fazia dele um professor e colega de trabalho querido era o seu bom senso. \u201cEle fazia ironia do pr\u00f3prio corpo disciplinar, incluindo os pr\u00f3prios colegas e at\u00e9 os pais da antropologia. Ele respeitava, mas ao mesmo tempo n\u00e3o tinha limites\u201d, declara.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Apesar de afirmar nunca ter o visto triste, Maria Ros\u00e1rio disse que todos do departamento do qual fez parte de 1983 a 2007, antes de se aposentar, sabiam que Albergaria tinha um problema de sa\u00fade. \u201cEle tratava do assunto com algumas pessoas, inclusive uma certa vez me pediu uma ajuda quando eu estava em S\u00e3o Paulo. Ele n\u00e3o fazia segredo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o gostava de falar sobre o assunto. Eu acho que ele gostava de viver e, l\u00e1 no fundo, tinha medo de que algum procedimento m\u00e9dico desse errado\u201d, comenta ela.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o &#8211; que reduziu a sua participa\u00e7\u00e3o como comentarista da R\u00e1dio Metr\u00f3pole, \u00e0s segundas-feiras \u2013 era esperada e muito temida por Albergaria, segundo relatos de amigos. \u201cH\u00e1 uns 10 anos, ele chegou a me contar que tinha comprado uma arma para antecipar a sua partida quando se sentisse completamente incapacitado\u201d, revelou Mott.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">No m\u00eas passado, nos seus \u00faltimos coment\u00e1rios na R\u00e1dio Metr\u00f3pole, Albergaria tocou no tema individualismo. A um desses coment\u00e1rios deu o t\u00edtulo de \u201cO her\u00f3i de hoje \u00e9 o ego\u00edsta que luta para salvar a pr\u00f3pria pele\u201d. No outro, defendeu um vazio existencial que pairava na cena cultural brasileira. \u201cO ar que respiramos no dia a dia \u00e9 cada vivente matando e morrendo pela salva\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria pele, ou, o que d\u00e1 no mesmo, trabalhando pela promo\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria imagem\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, como sempre, n\u00e3o fugiu de provoca\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, neste \u00faltimo coment\u00e1rio, no dia 15 de junho, falou do \u201cbrasileiro frouxo\u201d. \u201cO buraco \u00e9 bem mais em baixo do que imagina os insuport\u00e1veis coxinhas e petralhas que entopem a internet com as suas pataquadas que eles acham que s\u00e3o militantes\u201d, ati\u00e7ou Albergaria, que em seguida convidou os ouvintes para ligar para a r\u00e1dio: \u201cAgora me esculhambem mesmo que eu mere\u00e7o. Quem est\u00e1 na chuva \u00e9 para se queimar. Eu sou da nigrinhagem\u201d, brincou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Em suas participa\u00e7\u00f5es na r\u00e1dio buscava opinar sobre pautas do momento, sempre com irrever\u00eancia. \u201cExercitar-se livremente no giletismo ou no viadismo, assumido ou n\u00e3o, \u00e9 um progresso moral, \u00e9 o resultado da evolu\u00e7\u00e3o da sociedade ocidental. N\u00e3o sou gay, mas sou simpatizante das causas dos fracos\u201d, afirmou em um dos coment\u00e1rios \u00e0 R\u00e1dio Metr\u00f3pole.<br \/>\nm\u00eddia Albergaria sempre teve estreita rela\u00e7\u00e3o com a imprensa baiana, brincava que era \u201cperu de reda\u00e7\u00e3o\u201d. Para a jornalista Malu Fontes, amiga do intelectual, ele era sempre procurado por sua capacidade de traduzir o conhecimento acad\u00eamico que possu\u00eda.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle era um provocador, brincava com o pr\u00f3prio jarg\u00e3o da academia, falava sobre o comportamento e o \u2018jeitinho baiano\u2019, sobre a m\u00fasica que consumimos e sobre redes sociais de uma forma que tanto os seus pares quanto o vendedor de verduras da Feira de S\u00e3o Joaquim entendiam\u201d, afirmou Malu. \u201cEle era um tradutor, um fingidor. Poderia at\u00e9 ser confundido com um Araken Show-man, mas n\u00e3o, era um estudioso e vivia muito bem informado, desde sobre o universo da sua Pen\u00ednsula Itapagipana, como diria ele, a temas internacionais\u201d, completou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Baianos lamentam morte de antrop\u00f3logo<br \/>\n\u201cIntelectual destacado. Figura p\u00fablica da vida cultural da nossa cidade\u201d. Foi com essas palavras que o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jo\u00e3o Carlos Salles, descreveu o historiador e antrop\u00f3logo Roberto Albergaria de Oliveira.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Colegas desde a \u00e9poca em que eram\u00a0 professores da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da Ufba, ele afirmou que, apesar do jeito brincalh\u00e3o, as posi\u00e7\u00f5es fortes e pol\u00eamicas de Albergaria eram sempre muito bem fundamentadas. \u201cNos levavam a refletir. \u00c9 uma perda\u201d, acrescentou.<br \/>\nPara o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Greg\u00f3rio de Mattos, Fernando Guerreiro, a Bahia perdeu uma das suas intelig\u00eancias mais brilhantes. \u201cErudito por forma\u00e7\u00e3o, mas extremamente popular, ir\u00f4nico e sarc\u00e1stico na populariza\u00e7\u00e3o do seu conhecimento. A Bahia perde um descendente direto de Greg\u00f3rio de Mattos extremamente cr\u00edtico e bem- humorado. Cheio de opini\u00e3o, nunca fazia concess\u00f5es e era implac\u00e1vel ao defender o jeito baiano de ser. A Bahia perde um leg\u00edtimo representante da sua alma e estilo\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O governador Rui Costa destacou o humor e a irrever\u00eancia. \u201cAlbergaria fazia as pessoas refletirem sobre a vida e a sociedade, com bom humor e irrever\u00eancia, suas cr\u00f4nicas e confer\u00eancias v\u00e3o deixar saudade. Meu abra\u00e7o aos familiares e amigos neste momento de dor. Que Deus conforte a todos\u201d, destacou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O apresentador M\u00e1rio K\u00e9rtesz, com quem Albergaria dividiu muitas vezes os microfones na R\u00e1dio Metr\u00f3pole, afirmou, em nota, ter perdido um amigo. \u201cPoliticamente incorreto, Albergaria recusava a sisudez do mundo acad\u00eamico ao mesmo tempo em que levava conhecimento para muito al\u00e9m das barreiras da universidade\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Nas redes sociais do professor, admiradores tamb\u00e9m se consternaram pela morte. \u201cA Cidade Baixa vai dormir hoje mais triste, careta, burra e sem gra\u00e7a. Roberto Albergaria j\u00e1 nos faz muita falta. O Velho Manco da Ribeira foi ao encontro de suas Padilhas&#8230;\u201d, postou o admirador Everaldo Neto.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele tinha quadro de depress\u00e3o Amigos e admirados lamentam morte do antrop\u00f3logo Alexandro Mota, Graciela Alvarez e Naiana Ribeiro Sempre que descrevia a Bahia, o antrop\u00f3logo e historiador Roberto Albergaria de Oliveira conseguia unir descontra\u00e7\u00e3o e um tom apocal\u00edptico. 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