{"id":70109,"date":"2015-07-05T23:58:47","date_gmt":"2015-07-06T02:58:47","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=70109"},"modified":"2015-07-05T23:58:47","modified_gmt":"2015-07-06T02:58:47","slug":"por-nao-permitir-ferias-empresa-e-condenada-a-pagar-dano-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/por-nao-permitir-ferias-empresa-e-condenada-a-pagar-dano-moral\/","title":{"rendered":"Por n\u00e3o permitir f\u00e9rias, empresa \u00e9 condenada a pagar dano moral"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o conceder f\u00e9rias a\u00a0funcion\u00e1rio gera dano moral. Por isso,\u00a0a 7\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ) condenou uma empresa de gest\u00e3o ambiental a pagar R$ 2 mil a um empregado por obrig\u00e1-lo a trabalhar nas f\u00e9rias. O fato ocorreu\u00a0entre\u00a02008 a 2011. Na decis\u00e3o, o colegiado destacou que o trabalhador que \u00e9 privado de 30 dias de descanso ap\u00f3s 12 meses de trabalho pode sofrer s\u00e9rios preju\u00edzos \u00e0 sua sa\u00fade. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o da 7\u00aa Turma manteve a senten\u00e7a da ju\u00edza Ver\u00f4nica Ribeiro Saraiva, da 1\u00aa Vara do Trabalho de Campos dos Goytacazes. Segundo os autos, o trabalhador exercia a fun\u00e7\u00e3o de supervisor do pessoal contratado para trabalhar em postos do Departamento de Tr\u00e2nsito do Estado (Detran-RJ) nas Regi\u00f5es Norte e Noroeste, assim como na Regi\u00e3o dos Lagos e Serrana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalhador afirmou ter sofrido dano moral em raz\u00e3o da fraude na concess\u00e3o das f\u00e9rias, pois jamais usufruiu do benef\u00edcio, j\u00e1 que a empresa fazia o supervisor e os demais funcion\u00e1rios assinarem as notifica\u00e7\u00f5es de f\u00e9rias como se tivessem sido usufru\u00eddas. Em contrapartida, ele conta que recebia uma parcela no contracheque denominada \u201cajuda de custo II\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empresa defendeu-se dizendo que competia ao trabalhador comprovar que as f\u00e9rias n\u00e3o foram gozadas. O preposto da empresa, entretanto, afirmou que as f\u00e9rias tinham sido pagas, mas n\u00e3o sabia dizer se o empregado tinha usufru\u00eddo dos dias de f\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da contradi\u00e7\u00e3o, o\u00a01\u00aa Grau condenou a empresa a pagar o dobro das f\u00e9rias dos anos pelo per\u00edodo de 2008 a 2011, assim como a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral.\u00a0A empresa recorreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No TRT-1, a\u00a0ju\u00edza convocada Claudia Regina Vianna Marques, que relatou o caso,\u00a0afirmou que o desconhecimento do preposto quanto a fato importante da lide gera presun\u00e7\u00e3o relativa que pode ser elidida por prova em contr\u00e1rio, o que n\u00e3o ocorreu no caso concreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na decis\u00e3o, a relatora tamb\u00e9m destacou os preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade ao trabalhador que n\u00e3o tira f\u00e9rias pode sofrer.\u00a0O desrespeito a normas que protegem a sa\u00fade e a seguran\u00e7a do trabalhador consiste, indubitavelmente, em les\u00e3o \u00e0 sua dignidade, e caracteriza, sem sombra de d\u00favidas, o dano extrapatrimonial. Essa esp\u00e9cie de dano moral dispensa prova, j\u00e1 que o fato por si s\u00f3 \u00e9 suficiente para se verificar a les\u00e3o\u201d, escreveu. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRT-1.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o conceder f\u00e9rias a funcion\u00e1rio gera dano moral. 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