{"id":70114,"date":"2015-07-06T00:09:16","date_gmt":"2015-07-06T03:09:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=70114"},"modified":"2015-07-06T00:09:16","modified_gmt":"2015-07-06T03:09:16","slug":"agrotoxicos-o-veneno-no-nosso-prato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/agrotoxicos-o-veneno-no-nosso-prato\/","title":{"rendered":"Agrot\u00f3xicos, o veneno no nosso prato"},"content":{"rendered":"<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"gallery_desc\">An\u00e1lise feita pelo Itep revela a presen\u00e7a de agrot\u00f3xicos proibidos &#8211; e perigosos \u00e0 sa\u00fade &#8211; em verduras vendidas nas feiras livres<\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"yellowlight\" href=\"mailto:ptrigueiro@gmail.com\">Paulo Trigueiro<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_70117\" aria-describedby=\"caption-attachment-70117\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70117 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pimentao.jpg\" alt=\"pimentao\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pimentao.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pimentao-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pimentao-160x106.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70117\" class=\"wp-caption-text\">Piment\u00f5es coletados apresentaram subst\u00e2ncias perigosas \u00e0 sa\u00fade<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"abanoticia\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\nOs brasileiros consomem mais agrot\u00f3xicos a cada ano. De acordo com o dossi\u00ea anual da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), em 2014 cada habitante ingeriu sete litros, em m\u00e9dia &#8211; dois litros a mais que em 2013. Segundo especialistas, os produtores rurais se aproveitam da fiscaliza\u00e7\u00e3o insuficiente e \u00a0utilizam o produto de forma descontrolada. \u00a0A pedido do Diario, o laborat\u00f3rio de agrot\u00f3xicos e contaminantes do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) analisou duas amostras do alimento mais contaminado em 2014, de acordo com as pesquisas da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) &#8211; o piment\u00e3o. Os resultados foram preocupantes.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dez piment\u00f5es foram coletados em uma barraca na feira livre do Cordeiro, e outros 10 em uma loja de frutas e verduras. Ambos apresentaram subst\u00e2ncias perigosas \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nos piment\u00f5es da feira, foram encontrados quatro agrot\u00f3xicos proibidos pela Anvisa. Nos da frutaria, sete. As subst\u00e2ncias podem causar de dor de cabe\u00e7a a c\u00e2ncer. Cliente da loja, Nicolle Torres, 43, ficou surpresa com o resultado. \u201cE agora? Vou ter que plantar minhas verduras em casa?.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A Ag\u00eancia de Defesa e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria de Pernambuco (Adagro), \u00f3rg\u00e3o estadual respons\u00e1vel por fiscalizar a venda, aplica\u00e7\u00e3o e transporte, conta com 68 fiscais para monitorar todo o estado, e oito para o Recife.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Por limita\u00e7\u00f5es financeiras, o \u00f3rg\u00e3o analisa apenas 15 amostras mensais de 12 alimentos diferentes recolhidos na Ceasa. A an\u00e1lise de cada amostra tem custo m\u00e9dio de R$ 250. Em caso de viola\u00e7\u00f5es, o produtor \u00e9 rastreado e multado em at\u00e9 R$ 5 mil. Caso n\u00e3o pague ou n\u00e3o se adeque, sua planta\u00e7\u00e3o pode ser destru\u00edda. Este ano, foram oito produtores autuados at\u00e9 maio. A Adagro avaliou que o repolho \u00e9 o alimento produzido em Pernambuco com mais contamina\u00e7\u00e3o &#8211; com 60% das amostras.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Registros<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo o DataSus, 34.147 intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos foram registradas de 2007 a 2014 no pa\u00eds. \u00c9 comum, no entanto, que as doen\u00e7as n\u00e3o ocorram a curto prazo, o que dificulta a associa\u00e7\u00e3o entre causa e sintomas. S\u00e3o facilmente detect\u00e1veis apenas intoxica\u00e7\u00f5es nas lavouras. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade estima que, para caso notificado, haja 50 ignorados.<\/div>\n<div>Para a doutora em cl\u00ednica m\u00e9dica e uma das autoras do dossi\u00ea, outra causa de subnotifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a falta de capacita\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos. \u201cN\u00e3o h\u00e1 disciplina de toxicologia nas faculdades. Nas consultas os pacientes n\u00e3o s\u00e3o perguntados sobre o assunto. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 como descobrir a raz\u00e3o do sintoma\u201d, avaliou.<\/p>\n<figure id=\"attachment_70116\" aria-describedby=\"caption-attachment-70116\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70116 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/coento.jpg\" alt=\"coento\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/coento.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/coento-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/coento-461x307.jpg 461w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70116\" class=\"wp-caption-text\">Empres\u00e1ria Ana Beatriz de Lima foge de alimentos com agrot\u00f3xico<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>F\u00f3rmulas caseiras e perigosas\u00a0<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em Pernambuco, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o intensamente usados em culturas como caf\u00e9, soja, milho e cana-de-a\u00e7\u00facar, al\u00e9m de horticulturas e estufas. A venda clandestina, um trabalho ilegal \u201cde formiguinha\u201d, \u00e9 apontado como um grande complicador do combate a essa amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade dos brasileiros.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com os pequenos produtores, o problema \u00e9 que eles muitas vezes inventam as f\u00f3rmulas de seus agrot\u00f3xicos e exageram na quantidade. J\u00e1 os grandes plantadores t\u00eam a tend\u00eancia de utilizar defensivos padr\u00e3o, segundo explica a doutora em cl\u00ednica m\u00e9dica e uma das autoras do dossi\u00ea Abrasco, Lia Giraldo.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para ser autorizado a vender agrot\u00f3xicos, \u00e9 preciso preencher diversos requisitos da Adagro, que est\u00e3o sempre em atualiza\u00e7\u00e3o. Atualmente, 222 estabelecimentos t\u00eam registro e s\u00e3o fiscalizados trimestralmente.<\/p>\n<\/div>\n<div>O grande desafio, no entanto, s\u00e3o os informais que comercializam o produto ilegalmentem sobretudo em armaz\u00e9ns de constru\u00e7\u00e3o e lojas de piscinas. \u201cEm 2015 foram apreendidas oito toneladas de subst\u00e2ncias vendidas dessa forma, metade na regi\u00e3o de Sair\u00e9\u201d, contou o chefe de inspe\u00e7\u00e3o vegetal do \u00f3rg\u00e3o, S\u00edlvio Valen\u00e7a. Esse tipo de agrot\u00f3xico n\u00e3o consta em pesquisas como a da Abrasco, que calcula a quantidade consumida pelo brasileiro anualmente.<\/p>\n<p><strong>\u00d4rganicos, a \u00fanica alternativa<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Vistos como alternativa para fugir dos perigos dos agrot\u00f3xicos, os alimentos org\u00e2nicos n\u00e3o s\u00e3o fiscalizados nas feiras especializadas. A Adagro contrata o Itep para analisar alimentos de vendedores que s\u00e3o denunciados. Os que descumprem as regras podem ser expulsos das feiras quando descobertos. No Recife, h\u00e1 cerca de 20 feiras, com dias e hor\u00e1rios variados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_70115\" aria-describedby=\"caption-attachment-70115\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70115 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/abacaxi.jpg\" alt=\"abacaxi\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/abacaxi.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/abacaxi-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/abacaxi-461x307.jpg 461w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70115\" class=\"wp-caption-text\">Adagro afirma que 82% dos produtos vendidos nas feiras org\u00e2nicas vistoriados ap\u00f3s den\u00fancias n\u00e3o apresentavam viola\u00e7\u00f5es<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com base nas an\u00e1lises, a Adagro afirma que 82% dos produtos vendidos nas feiras org\u00e2nicas e que foram alvos de den\u00fancias n\u00e3o apresentavam viola\u00e7\u00f5es, o que, para a Adagro, coloca esses itens em um patamar mais seguro.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A empres\u00e1ria Ana Beatriz de Lima, 56, frequenta quase semanalmente a feira do Rosarinho, que funciona \u00e0s quintas-feiras. Desde 1992, quando teve problemas hormonais, Ana procura por alimentos sem agrot\u00f3xicos no card\u00e1pio. \u201cCompro tudo que preciso e estoco. Lavo da maneira correta, na \u00e1gua com bicarbonato.\u201d\u00a0\u00a0Normalmente os org\u00e2nicos s\u00e3o mais caros e menores. Os produtores precisam respeitar os per\u00edodos de colheita, sem apress\u00e1-las com as subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Certifica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Boa parte das an\u00e1lises de agrot\u00f3xicos de todo o pa\u00eds vem sendo realizada no Itep. O \u00f3rg\u00e3o faz testes a pedido da Anvisa, dos minist\u00e9rios p\u00fablicos estaduais e das vigil\u00e2ncias sanit\u00e1rias. Exportadores tamb\u00e9m contratam o Instituto para obter certificados que permitam a entrada de seus produtos em outros pa\u00edses. Anualmente, s\u00e3o cerca de oito mil procedimentos realizados pelo instituto. Ainda assim, o esfor\u00e7o n\u00e3o \u00e9 suficiente para deter as viola\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cOs consumidores precisam enxergar as certifica\u00e7\u00f5es de regularidade de frutas e verduras como um valor agregado ao produto e exigi-las nos pontos de compra. Isso faria com que as lojas os exigissem e a fiscaliza\u00e7\u00e3o seria mais valorizada, teria mais investimentos. Poderia-se fazer um trabalho mais completo\u201d, sugeriu a doutora em sa\u00fade coletiva Ad\u00e9lia Ara\u00fajo, diretora do Labtox.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para ela, a maioria dos produtores tamb\u00e9m n\u00e3o compreende as certifica\u00e7\u00f5es como uma forma de agregar valor \u00e0s mercadorias. \u201cUm produtor de mam\u00f5es da Para\u00edba foi denunciado e nos contratou para investigar suas viola\u00e7\u00f5es. Depois que regularizou a utiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos, come\u00e7ou a exportar as frutas e aumentou muito o neg\u00f3cio. No exterior, os alimentos s\u00f3 entram com certifica\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros consomem mais agrot\u00f3xicos a cada ano. De acordo com o dossi\u00ea anual da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), em 2014 cada habitante ingeriu sete litros, em m\u00e9dia &#8211; dois litros a mais que em 2013. 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