{"id":72654,"date":"2015-07-20T00:30:52","date_gmt":"2015-07-20T03:30:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=72654"},"modified":"2015-07-20T00:30:52","modified_gmt":"2015-07-20T03:30:52","slug":"utilizar-empregados-para-transporte-de-muito-dinheiro-gera-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/utilizar-empregados-para-transporte-de-muito-dinheiro-gera-indenizacao\/","title":{"rendered":"Utilizar empregados para transporte de muito dinheiro gera indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato de um banco contratar empresa para o transporte de valores n\u00e3o garante que a institui\u00e7\u00e3o financeira\u00a0sempre utilizou o servi\u00e7o\u00a0e nunca exigiu dos seus empregados a realiza\u00e7\u00e3o da atividade. Assim entendeu\u00a0a<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 2\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao manter a senten\u00e7a que condenou um banco a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 500 mil por utilizar empregados administrativos em transporte de valores sem escolta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relator, ministro\u00a0Jos\u00e9 Roberto Freire Pimenta,\u00a0ainda que os valores transportados pelos empregados do banco tivessem sido inferiores a &#8220;sete mil e vinte mil Ufirs&#8221;, a conduta do banco n\u00e3o se encontrava respaldada no artigo 5\u00ba da Lei 7.102\/83, que exige a presen\u00e7a de dois vigilantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua defesa, o banco\u00a0argumentou que valores at\u00e9 7 mil\u00a0UFIRs podem ser transportados por empregados n\u00e3o treinados especificamente para essa fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a 1\u00aa inst\u00e2ncia entendeu que pelo texto da lei n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que qualquer empregado do banco est\u00e1 autorizado a fazer\u00a0o transporte de valores quando a import\u00e2ncia n\u00e3o for superior a 7 mil UFIRs. &#8220;A lei n\u00e3o dispensa a presen\u00e7a do vigilante no transporte de valores. A \u00fanica omiss\u00e3o que se vislumbra \u00e9 quanto ao tipo de ve\u00edculo a ser utilizado&#8221;, enfatizou ao condenar a institui\u00e7\u00e3o a pagar R$ 500 mil para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mais multa cominat\u00f3ria de R$ 100\u00a0mil para cada transporte feito de forma ilegal. A decis\u00e3o foi mantida pelos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o (MT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Audi\u00eancia administrativa<br \/>\nEm novembro de 2007, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho chegou a fazer uma audi\u00eancia administrativa com representantes do banco nos munic\u00edpios de Col\u00edder (MT) e Peixoto de Azevedo (MT), mas, apesar de admitirem que o transporte de valores era feito por empregados de setores administrativos, e n\u00e3o profissionais especialmente treinados, a empresa se recusou a assinar um termo de ajustamento de conduta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O MPT apresentou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ap\u00f3s senten\u00e7a condenat\u00f3ria do TRT, em que foi reconhecida a pr\u00e1tica do banco de utilizar empregados contratados para fun\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas ou administrativas para o transporte de valores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Percebe-se que a pr\u00e1tica do banco, confessada em sede de procedimento investigat\u00f3rio, perpetua-se em diferentes partes do Estado&#8221;, declarou o MPT em sua peti\u00e7\u00e3o inicial, ressaltando que nem as condena\u00e7\u00f5es proferidas em reclamat\u00f3rias individuais em montantes expressivos, uma delas de mais de R$ 119 mil, foram suficientes para desestimular a conduta da institui\u00e7\u00e3o.<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fato de um banco contratar empresa para o transporte de valores n\u00e3o garante que a institui\u00e7\u00e3o financeira sempre utilizou o servi\u00e7o e nunca exigiu dos seus e<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-72654","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72654\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}