{"id":73564,"date":"2015-07-24T23:35:07","date_gmt":"2015-07-25T02:35:07","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=73564"},"modified":"2015-07-25T03:46:56","modified_gmt":"2015-07-25T06:46:56","slug":"quem-lincha-sabe-que-tem-respaldo-social-no-brasil-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/quem-lincha-sabe-que-tem-respaldo-social-no-brasil-diz-pesquisadora\/","title":{"rendered":"&#8216;Quem lincha sabe que tem respaldo social no Brasil&#8217;, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Jefferson Puff\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"lead media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/660\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/07\/23\/150723170545_thinkstock_blood_624x351_thinkstock.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Pesquisadora defende que h\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores que permeiam um clima de aceita\u00e7\u00e3o e de impunidade em rela\u00e7\u00e3o a linchamentos, sendo que a atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia \u00e9 algo crucial.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">O caso de Cleidenilson Pereira da Silva, de 29 anos, espancado e esfaqueado at\u00e9 a morte no in\u00edcio de julho ap\u00f3s ser amarrado a um poste em S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o, chocou o pa\u00eds. Cercado e atacado por um grupo ap\u00f3s uma acusa\u00e7\u00e3o de roubo, ele foi linchado em plena luz do dia. No Rio de Janeiro, na segunda-feira, Newton Costa Silva tamb\u00e9m foi espancado at\u00e9 a morte na favela da Rocinha, acusado de tentar matar uma mulher e seus dois filhos.<\/p>\n<p>Em comum, os dois casos trazem \u00e0 tona a ineg\u00e1vel brutalidade dos linchamentos, um fen\u00f4meno que tem chamado a aten\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar de justi\u00e7amentos pelas pr\u00f3prias m\u00e3os configurarem crimes de homic\u00eddio ou les\u00e3o corporal, o comportamento de alguns setores da popula\u00e7\u00e3o, de parte da pol\u00edcia e at\u00e9 mesmo da m\u00eddia revela por vezes um clima de aceita\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia quando cometida contra um suposto criminoso, na opini\u00e3o da pesquisadora Ariadne Natal, doutoranda em Sociologia pela USP.<\/p>\n<p>&#8220;Quem lincha sabe que tem respaldo social para isso no Brasil. Quem est\u00e1 ali linchando sabe que n\u00e3o haver\u00e1 depoimentos de testemunhas nem maiores investiga\u00e7\u00f5es ou puni\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Natal, que analisou 589 casos de linchamento na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo entre 1980 e 2009.<\/p>\n<p>Outro levantamento do N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia (NEV), tamb\u00e9m da USP, identificou 1.179 linchamentos entre 1980 e 2006 em todo o Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisadora cita fatores como a falta de a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia para explicar o clima de aceita\u00e7\u00e3o e de impunidade. &#8220;Caso a pol\u00edcia fosse orientada a deter, investigar e ajudar a punir os respons\u00e1veis, certamente poder\u00edamos coibir de forma mais intensa os linchamentos ocorridos no pa\u00eds&#8221;, afirmou a especialista em entrevista \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Dos 589 casos que analisou em um per\u00edodo de 30 anos, apenas um foi a julgamento. &#8220;\u00c9 preciso que a pol\u00edcia passe a ver os linchamentos como um problema, como um crime a ser investigado e punido, e n\u00e3o como uma solu\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Veja abaixo os principais trechos da entrevista que ela concedeu \u00e0 BBC Brasil:<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/07\/23\/150723000600_ariadnenatal_624x351_josbenignojr..jpg\" alt=\"Jose Benigno Jr.\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Doutoranda em Sociologia pela USP, Ariadne Natal analisou 589 casos de linchamentos entre 1980 e 2009 na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>BBC Brasil: Recentemente temos visto linchamentos motivados por assaltos e pequenos delitos, quando, em geral, rea\u00e7\u00f5es semelhantes tendem a ocorrer ap\u00f3s crimes chocantes como estupros de crian\u00e7as. H\u00e1 uma nova tend\u00eancia nesse sentido ocorrendo no Brasil, de banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e da intoler\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ariadne Natal:<\/strong> Diferentemente da Justi\u00e7a, que fixa penas proporcionais \u00e0 gravidade do crime, o linchamento n\u00e3o tem a mesma l\u00f3gica. Um linchamento pode ser motivado por crimes contra a vida, contra os costumes &#8211; como estupros -, contra o patrim\u00f4nio. \u00c9 dif\u00edcil indicar se h\u00e1 uma tend\u00eancia clara de banaliza\u00e7\u00e3o, pois h\u00e1 ocorr\u00eancias de todos os tipos atualmente. No entanto, nos 589 casos que analisei na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, entre 1980 e 2009, os motivos variaram ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980 havia mais linchamentos por crimes contra o patrim\u00f4nio. Depois, nos anos 1990 e 2000, essa propor\u00e7\u00e3o foi caindo e crimes mais graves passaram a ser respondidos com linchamentos. Podemos estar assistindo a uma nova onda, mas isso tamb\u00e9m \u00e9 relativo. Cada vez que ocorre um caso de repercuss\u00e3o nacional, h\u00e1 mais cobertura da m\u00eddia. E dependendo de como os casos s\u00e3o retratados pode haver um efeito de &#8220;espelhamento&#8221;, quando as pessoas se sentem compelidas a fazer o mesmo se deparadas com uma situa\u00e7\u00e3o semelhante.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Quem s\u00e3o as pessoas com mais chances de serem linchadas no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal:<\/strong> O perfil da v\u00edtima de linchamento \u00e9 muito similar ao da v\u00edtima de homic\u00eddio: 95% homens, jovens, a maior parte entre 15 e 30 anos. \u00c9 raro uma mulher ser v\u00edtima de linchamento, embora haja casos famosos, como o do Guaruj\u00e1 no ano passado. Em geral tamb\u00e9m s\u00e3o pessoas pobres. A maior parte dos linchamentos ocorre em regi\u00f5es carentes e perif\u00e9ricas, seja em grandes metr\u00f3poles ou cidades do interior, onde o Estado \u00e9 pouco presente.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2014\/09\/20\/140920002606_rocinha_rio_de_janeiro_reuters_624x351_reuters.jpg\" alt=\"Reuters\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Favela da Rocinha, no Rio, foi cen\u00e1rio de caso recente de linchamento.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>BBC Brasil: O linchamento \u00e9 previsto no C\u00f3digo Penal como crime espec\u00edfico? Torn\u00e1-lo crime hediondo, por exemplo, poderia coibir sua pr\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal:<\/strong> O linchamento n\u00e3o \u00e9 um tipo penal, ou seja, n\u00e3o existe o crime espec\u00edfico de linchamento no C\u00f3digo Penal brasileiro. Um caso de linchamento pode ser registrado como tentativa de homic\u00eddio, homic\u00eddio ou les\u00e3o corporal. N\u00e3o acredito que o endurecimento penal possa ter um impacto sobre esse fen\u00f4meno. Precisamos promover mudan\u00e7as nas institui\u00e7\u00f5es, incluindo as pol\u00edcias, o Judici\u00e1rio e sobretudo a sociedade, que considera linchar algu\u00e9m algo aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 um crime de dif\u00edcil apura\u00e7\u00e3o. Apesar de ocorrer \u00e0 luz do dia, em p\u00fablico, h\u00e1 um pacto de sil\u00eancio ap\u00f3s o t\u00e9rmino. Juntando a isso a caracter\u00edstica da Justi\u00e7a brasileira, que busca individualizar a a\u00e7\u00e3o de cada pessoa, por n\u00e3o prever crimes coletivos, os linchamentos tornam-se situa\u00e7\u00f5es onde a puni\u00e7\u00e3o \u00e9 rara.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Qual \u00e9 o papel da pol\u00edcia nisso? Como policiais tendem a se comportar quando chegam a uma cena de linchamento, e como poderiam atuar por mais puni\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal:<\/strong> O linchamento ocorre a partir de uma suposta acusa\u00e7\u00e3o inicial. Seja um estupro, um abuso ou um roubo. E quando a pol\u00edcia chega, de forma geral, vai lidar com aquela situa\u00e7\u00e3o inicial. A pol\u00edcia est\u00e1 ali para investigar o roubo, e o linchamento costuma passar a reboque, sem ser problematizado, sobretudo se a v\u00edtima j\u00e1 estiver morta.<\/p>\n<p>Frequentemente o crime menos grave, de roubo ou assalto, vai ser o foco da aten\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o de les\u00e3o corporal ou at\u00e9 homic\u00eddio. A pol\u00edcia n\u00e3o busca os respons\u00e1veis, apesar de estar diante de uma pessoa machucada ou morta, e a sociedade aceita isso como natural. <i>At\u00e9 mesmo a m\u00eddia aceita isso como natural, por n\u00e3o questionar a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e a aus\u00eancia de investiga\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Como explicar a atitude da pol\u00edcia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal: <\/strong>A atitude policial diante de um linchamento no Brasil pode variar da presta\u00e7\u00e3o de socorro at\u00e9 a participa\u00e7\u00e3o, omiss\u00e3o e mesmo a incita\u00e7\u00e3o. No meu estudo, por exemplo, encontrei um exemplo de linchamento incitado por policiais.<\/p>\n<aside class=\"pullout\">\n<div class=\"pullout-inner\">\n<aside class=\"quote\">\n<div class=\"quote-inner\">\n<blockquote class=\"quote\"><p>Impera na sociedade e nas for\u00e7as policiais a no\u00e7\u00e3o de que o castigo f\u00edsico para algu\u00e9m acusado de um crime \u00e9 algo aceit\u00e1vel. O Brasil ainda \u00e9 uma sociedade que tem uma cultura de viol\u00eancia para resolver conflitos<\/p>\n<footer>Ariadne Natal<\/footer>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p><strong>BBC Brasil: Que tipo de participa\u00e7\u00e3o os policiais tiveram nesse caso de incitamento? H\u00e1 epis\u00f3dios recentes semelhantes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal: <\/strong>Em S\u00e3o Paulo, na d\u00e9cada de 1980, um rapaz foi acusado de roubar um taxista. A PM chegou e prendeu esse homem. Ao longo do caminho para a delegacia, os policiais paravam em pontos de t\u00e1xi e alertavam que estavam com o suspeito. Esses taxistas come\u00e7aram a seguir o carro da pol\u00edcia, e quando a viatura chegou \u00e0 delegacia foi estacionada a uma dist\u00e2ncia do pr\u00e9dio policial, deixando o rapaz vulner\u00e1vel na rua, e ele foi atacado pelos taxistas. Foi um linchamento programado, visivelmente incitado por policiais e documentado pela m\u00eddia na \u00e9poca.<\/p>\n<p>No caso recente ocorrido no Maranh\u00e3o (no in\u00edcio de julho), h\u00e1 imagens que mostram um policial chegando ao local onde o rapaz havia sido linchado. Mas em vez de tentar socorrer a v\u00edtima ou preservar a cena do crime e deter os respons\u00e1veis, esse policial saca o celular do bolso e come\u00e7a a filmar tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00c9 um cen\u00e1rio contradit\u00f3rio. De um lado, a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia \u00e9 importante para impedir que uma tentativa de linchamento acabe em morte. E, ao longo dos anos, a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia fez com que os linchamentos se tornassem menos letais no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas a atitude perante os linchadores, no entanto, continua a mesma do passado. Por via de regra n\u00e3o s\u00e3o identificados, detidos, interrogados, e o anonimato coletivo \u00e9 preservado, sem que ningu\u00e9m seja nem sequer processado.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Com base nessas conclus\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o linchamento \u00e9 um crime praticamente impune no Brasil? At\u00e9 mesmo com filmagens em casos recentes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal:<\/strong> No Brasil o linchamento \u00e9 um crime de dif\u00edcil elucida\u00e7\u00e3o e h\u00e1 grandes dificuldades para apontar as responsabilidades individuais de cada envolvido. Apesar da omiss\u00e3o e da cultura de aceita\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia entre as for\u00e7as policiais, at\u00e9 h\u00e1 tentativas incipientes de investiga\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 impunidade, para se ter uma ideia, de 589 casos analisados num per\u00edodo de 30 anos na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, apenas um resultou em julgamento. E h\u00e1 muita subnotifica\u00e7\u00e3o. Dependemos da m\u00eddia para saber, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 estat\u00edsticas oficiais.<\/p>\n<p>Os v\u00eddeos podem ajudar, mas estas filmagens costumam ser feitas no calor dos acontecimentos, de forma irregular e muito movimento, e em geral a c\u00e2mera foca na v\u00edtima, e n\u00e3o nos algozes.<\/p>\n<p>No caso do Maranh\u00e3o, a pol\u00edcia conseguiu identificar uma facada no cora\u00e7\u00e3o como a causa da morte do rapaz linchado, ent\u00e3o provavelmente v\u00e3o agora tentar identificar quem desferiu esse golpe, e essa pessoa, se encontrada, poder\u00e1 responder pela morte do rapaz.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Uma pesquisa da USP listou 1.179 linchamentos ocorridos no Brasil entre 1980 e 2006, sendo 568 em S\u00e3o Paulo, 204 no Rio de Janeiro, e 180 na Bahia, dentre outros Estados. O que se pode fazer, de forma imediata e tang\u00edvel, para tentar coibir este tipo de crime?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natal:<\/strong> \u00c9 preciso que a pol\u00edcia veja os linchamentos como um problema de seguran\u00e7a p\u00fablica, e n\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o. O linchamento n\u00e3o pode ser encarado como uma puni\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel a quem \u00e9 acusado de um crime. Trata-se de uma outra forma de viol\u00eancia, outro crime, que merece igual investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O linchamento tem que ser problematizado como algo conden\u00e1vel, e os respons\u00e1veis precisam ser punidos. Se houvesse conduta diferente dos policiais ao chegar a uma cena de linchamento, ter\u00edamos ao menos uma sensa\u00e7\u00e3o de receio entre pessoas que um dia possam cogitar participar de algo dessa natureza.<\/p>\n<p>Quem lincha sabe que tem respaldo social para isso no Brasil. Quem est\u00e1 ali linchando sabe que n\u00e3o haver\u00e1 depoimentos de testemunhas nem maiores investiga\u00e7\u00f5es ou puni\u00e7\u00f5es. Do contr\u00e1rio, como explicar algu\u00e9m que se disp\u00f5e a assassinar uma pessoa em pra\u00e7a p\u00fablica, sem esconder identidade, \u00e0 luz do dia, sendo at\u00e9 filmada? As a\u00e7\u00f5es dos que assistem, da sociedade, da pol\u00edcia e das institui\u00e7\u00f5es d\u00e3o a essas pessoas a certeza de que est\u00e3o fazendo algo certo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadora defende que h\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores que permeiam um clima de aceita\u00e7\u00e3o e de impunidade em rela\u00e7\u00e3o a linchamentos, sendo que a atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edci<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":73565,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,7],"tags":[],"class_list":["post-73564","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/lincha.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73564\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}