{"id":74882,"date":"2015-08-02T07:43:16","date_gmt":"2015-08-02T10:43:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=74882"},"modified":"2015-08-02T07:43:16","modified_gmt":"2015-08-02T10:43:16","slug":"brasil-enfrenta-tempestade-perfeita-na-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/brasil-enfrenta-tempestade-perfeita-na-economia\/","title":{"rendered":"Brasil enfrenta tempestade perfeita na economia"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"row\">\n<nav class=\"category col-xs-13\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/nav>\n<h2 class=\"col-xs-13\" style=\"text-align: justify;\"><em>Os indicadores da economia brasileira apontam para uma recess\u00e3o prolongada. O tombo ser\u00e1 ainda mais profundo caso o governo n\u00e3o recupere rapidamente a confian\u00e7a dos investidores nem consiga evitar o rebaixamento da nota de cr\u00e9dito do pa\u00eds<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<p class=\"author row\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"prefixo-autor\">Por: <\/span><strong>Giuliano Guandalini e Bianca Alvarenga<\/strong><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"content col-xs-13\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"A conta \u00e9 dela, mas n\u00f3s \u00e9 que estamos pagando: os erros da pol\u00edtica econ\u00f4mica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o pa\u00eds \u00e0 tormenta\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/07\/31\/2108\/pe6Cx\/dilma-rousseff-2015-8920-jpeg-original.jpeg?1438387682\" alt=\"A conta \u00e9 dela, mas n\u00f3s \u00e9 que estamos pagando: os erros da pol\u00edtica econ\u00f4mica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o pa\u00eds \u00e0 tormenta\" \/><figcaption>A conta \u00e9 dela, mas n\u00f3s \u00e9 que estamos pagando: os erros da pol\u00edtica econ\u00f4mica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o pa\u00eds \u00e0 tormenta<span class=\"credito\">(Alan Marques\/Folhapress)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">As an\u00e1lises econ\u00f4micas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos p\u00fablicos e aliviou o p\u00e9 no freio do controle da infla\u00e7\u00e3o. Em pouco tempo, arruinou a confian\u00e7a constru\u00edda em duas d\u00e9cadas de ajustes e reformas &#8211; sem falar nas manobras na contabilidade federal. Ao assumir o Minist\u00e9rio da Fazenda, Joaquim Levy apresentou um plano para evitar o desastre, como o personagem do filme <em>Juventude Transviada<\/em> que escapa da morte ao saltar do carro momentos antes da queda no desfiladeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por alguns meses, parecia que Levy seria bem-sucedido. O ministro procurou extinguir os trambiques do antecessor e prop\u00f4s uma s\u00e9rie de medidas para refor\u00e7ar o caixa do governo e impedir um rombo ainda maior nas finan\u00e7as p\u00fablicas. A iniciativa seria um primeiro passo para arrumar a casa e retomar os projetos de longo prazo para incentivar o crescimento econ\u00f4mico. O clima pol\u00edtico hostil, entretanto, atrapalhou os planos do ministro. Quanto mais fr\u00e1gil a situa\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rous\u00adseff e maior o envolvimento de pol\u00edticos da base aliada nas revela\u00e7\u00f5es da Lava-Jato, menor a disposi\u00e7\u00e3o do Congresso para aprovar ajustes impopulares. O tempo sobre a economia brasileira j\u00e1 estava fechado. Agora, o pa\u00eds est\u00e1 sob a amea\u00e7a de lidar com uma verdadeira tempestade perfeita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o vulner\u00e1vel como no passado, mas entrou avariado na trovoada. O povo brasileiro j\u00e1 percebeu, em seu dia a dia, o aumento no custo de vida, a dificuldade para quitar d\u00edvidas, o desemprego de pessoas conhecidas. O pior, entretanto, est\u00e1 por vir. Principalmente se as medidas de austeridade nas contas do governo n\u00e3o forem aprovadas. Na semana passada, a ag\u00eancia americana de classifica\u00e7\u00e3o de risco Standard &amp; Poor&#8217;s reduziu para negativa a avalia\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Existe agora uma probabilidade elevada de rebaixamento da nota do Brasil, possivelmente no pr\u00f3ximo ano. Se assim for, o pa\u00eds perder\u00e1, na avalia\u00e7\u00e3o da S&amp;P, o status de grau de investimento. E o que isso significa? A economia deixar\u00e1 de ter acesso ao cr\u00e9dito farto e barato dos mercados internacionais. Os maiores fundos de pens\u00e3o estrangeiros restringem a aplica\u00e7\u00e3o em pa\u00edses sem o grau de investimento. Em vez de ficar mais pr\u00f3ximo de pa\u00edses como os Estados Unidos, a Alemanha ou o Chile, o Brasil seria rebaixado para o grupo de caloteiros contumazes, que inclui a Gr\u00e9cia, a Argentina e a Venezuela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 apenas o governo que \u00e9 afetado. As empresas brasileiras tamb\u00e9m ser\u00e3o vistas como investimentos especulativos. Ao p\u00f4r a nota do pa\u00eds em perspectiva negativa, a ag\u00eancia fez o mesmo para 41 empresas locais. Entre elas figuram companhias que, a despeito do cen\u00e1rio econ\u00f4mico adverso, est\u00e3o entregando bons resultados e n\u00e3o t\u00eam depend\u00eancia direta do Estado, como Ambev e NET. Isso acontece porque a nota de cr\u00e9dito do pa\u00eds \u00e9 o teto de classifica\u00e7\u00e3o das empresas. Raramente uma empresa pode ter nota melhor do que o pa\u00eds no qual ela opera, porque sempre existe o risco de ser afetada por alguma restri\u00e7\u00e3o na transfer\u00eancia de pagamentos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os indicadores da economia brasileira apontam para uma recess\u00e3o prolongada. O tombo ser\u00e1 ainda mais profundo caso o governo n\u00e3o recupere rapidamente a confian\u00e7a dos investidores nem consiga evitar o rebaixamento da nota de cr\u00e9dito do pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-74882","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74882\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}