{"id":76429,"date":"2015-08-09T11:39:39","date_gmt":"2015-08-09T14:39:39","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=76429"},"modified":"2015-08-09T11:39:39","modified_gmt":"2015-08-09T14:39:39","slug":"empresa-considerada-culpada-por-acidente-indevidamente-recebera-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/empresa-considerada-culpada-por-acidente-indevidamente-recebera-indenizacao\/","title":{"rendered":"Empresa considerada culpada por acidente indevidamente receber\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>Os atos administrativos devem ser executados de forma perfeita, caso contr\u00e1rio, justificam o\u00a0pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o, pois os\u00a0danos morais s\u00e3o presumidos na parte prejudicada. Com isso, a 4\u00aa\u00a0Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/trf-mantem-condenacao-inss-ato.pdf\" target=\"_blank\">manteve<\/a> senten\u00e7a que condenou o Instituto Nacional do Seguro Social a reparar moralmente uma empresa de Chapec\u00f3 (SC), inclu\u00edda indevidamente no cadastro de acidente de trabalho. O acidente em quest\u00e3o ocorreu depois que o empregado\u00a0deixou\u00a0a empresa.<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria, a parte autora afirmou que s\u00f3 soube do fato quatro anos mais tarde e que o INSS, apesar de ter ci\u00eancia do erro, n\u00e3o anulou o ato administrativo. Por sua vez, \u00f3rg\u00e3o\u00a0alegou que a empresa em nenhum momento, solicitou a anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau condenou o INSS a indenizar a parte autora em R$ 50 mil. O \u00f3rg\u00e3o recorreu ao tribunal, sustentando aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de dano moral, bem como requerendo a redu\u00e7\u00e3o no valor estipulado na senten\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Falta de efici\u00eancia<\/strong><br \/>\nNa corte, a 4\u00aa Turma entendeu que o dano moral est\u00e1 impl\u00edcito na ilegalidade do ato, sendo desnecess\u00e1ria a sua demonstra\u00e7\u00e3o, conforme jurisprud\u00eancia assentada no Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Para o juiz federal\u00a0S\u00e9rgio Renato Tejada Garcia, relator, ningu\u00e9m pode &#8220;suportar as consequ\u00eancias da m\u00e1 organiza\u00e7\u00e3o, abuso e falta de efici\u00eancia daqueles que devem atender ao p\u00fablico\u201d<\/p>\n<p>\u2018\u2018A a\u00e7\u00e3o culposa consiste no pr\u00f3prio ato administrativo declarado nulo. N\u00e3o obstante isso, mesmo tendo conhecimento dos procedimentos judiciais adotados pela autora, em momento algum o INSS manifestou provid\u00eancias a respeito, injustificadamente, o que imp\u00f5e o reconhecimento, tamb\u00e9m, do ato omissivo culposo\u2019\u2019, escreveu no ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Garcia, ainda que tais informa\u00e7\u00f5es desabonadoras n\u00e3o sejam facilmente acess\u00edveis ao p\u00fablico externo, sabe-se que tais registros se comunicam dentro dos \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o, o que, por si s\u00f3, dep\u00f5e contra a moral da empresa autora. Afinal, o ato traz informa\u00e7\u00e3o que sup\u00f5e agravamento do Fator Acident\u00e1rio de Preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar do reconhecimento de dano moral, Garcia decidiu reduzir o valor da indeniza\u00e7\u00e3o para R$ 10 mil, por entender que o montante \u00e9\u00a0exagerado e viola\u00a0o princ\u00edpio da razoabilidade. Ou seja, a indeniza\u00e7\u00e3o deve ser fixada em valor que desestimule a pr\u00e1tica reiterada do ato e tamb\u00e9m evite o enriquecimento sem causa da parte que a obteve.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRF-4.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os atos administrativos devem ser executados de forma perfeita, caso contr\u00e1rio, justificam o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o, pois os danos morais s\u00e3o presumidos na parte prejudicada. Com isso, a 4\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o manteve senten\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-76429","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76429"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76429\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}