{"id":76492,"date":"2015-08-10T01:47:30","date_gmt":"2015-08-10T04:47:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=76492"},"modified":"2015-08-10T01:47:30","modified_gmt":"2015-08-10T04:47:30","slug":"eduardo-campos-o-superpai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/eduardo-campos-o-superpai\/","title":{"rendered":"Eduardo Campos, o superpai"},"content":{"rendered":"<div class=\"top-meta\">\n<div class=\"title-container\">\n<h2 class=\"post-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/blogdafolha\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/eduardo-familia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-213784\" title=\"eduardo familia\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/blogdafolha\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/eduardo-familia.jpg\" alt=\"\" width=\"588\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Carol Brito<\/em><br \/>\nDa <strong>Folha de Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os pernambucanos morreu um l\u00edder, mas para a fam\u00edlia morreu um pai e um marido, o companheiro de todas as horas. A tradu\u00e7\u00e3o da admira\u00e7\u00e3o e uni\u00e3o familiar ganhou dimens\u00e3o nacional a partir de um v\u00eddeo divulgado poucos dias antes da morte do ex-governador Eduardo Campos. Uma fam\u00edlia que come\u00e7ou a ser constru\u00edda de um namoro entre dois adolescentes Eduardo, com 15 anos, e Renata Campos, com 13, e foi mantida como prioridade, mesmo diante da carga hor\u00e1ria pesada da vida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A solu\u00e7\u00e3o encontrada pelo ex-governador foi integrar a fam\u00edlia ao seu trabalho de forma harm\u00f4nica. Espa\u00e7os como a varanda da casa do gestor e os jardins do Pal\u00e1cio do Campo das Princesas acabaram virando uma esp\u00e9cie de extens\u00e3o da vida familiar. Tamb\u00e9m n\u00e3o era rara a visita de aliados pol\u00edticos, secret\u00e1rios e at\u00e9 populares batendo na porta do ex-gestor. A varanda virava, muitas vezes, um comit\u00ea. As conversas e reuni\u00f5es se estendiam durante todo o dia na resid\u00eancia dos Campos, no bairro de Dois Irm\u00e3os, para o lamento da Imprensa que aguardava ansiosa do lado de fora pelas not\u00edcias que eram costuradas do outro lado do muro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas demoradas reuni\u00f5es nos fins de semana na sede do Governo do Estado, Renata Campos chegava, muitas vezes, com os filhos do casal para almo\u00e7ar com o marido. Tanto que era comum encontrar o filho mais jovem, Jos\u00e9, correndo e abrindo as portas das salas do Governo. O garoto era um dos mais apegados ao pai e protagonizava cenas inusitadas durante os atos administrativos. Ainda beb\u00ea, roubou a cena no an\u00fancio da sa\u00edda de Eduardo Campos do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia. Em plena coletiva no aeroporto de Bras\u00edlia, o garoto chamava a aten\u00e7\u00e3o com brincadeiras no colo da m\u00e3e. Com bom humor, Renata Campos n\u00e3o deixou escapar: \u201cEspera um minuto, minha gente. Ele est\u00e1 pedindo um aparte\u201d, brincou, descontraindo os jornalistas presentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o bastava ser pai, era preciso participar. A vida escolar dos filhos, por exemplo, era um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Eduardo Campos fazia quest\u00e3o de estar presente e acompanhar o desenvolvimento das crian\u00e7as nas atividades escolares. Todo o in\u00edcio de ano, era \u00e9poca de encapar o livro dos meninos. N\u00e3o importava o cargo ou a miss\u00e3o que desempenhava. Ministro de Estado, governador, deputado federal ou presidente nacional do PSB. Eventos como as feiras de ci\u00eancias do col\u00e9gio, reuni\u00f5es escolares ou dia dos pais tinham espa\u00e7o certo na atribulada agenda do l\u00edder pol\u00edtico. Como governador, fazia quest\u00e3o de levar o filho Jos\u00e9 ao col\u00e9gio, pelo menos, uma vez na semana. Eduardo Campos tamb\u00e9m n\u00e3o se furtava de fazer as atividades recreativas, desde escalar pared\u00f5es at\u00e9 se fantasiar nas brincadeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMesmo na \u00e9poca em que ele era ministro e estava mais ocupado com demandas do Pa\u00eds todo, nas datas especiais do col\u00e9gio dos filhos, dava um jeito de participar. Tinha uma foto dele com Maria Eduarda escalando um muro, ele sempre foi muito participativo\u201d, afirmou o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marcos Loreto, cuja a filha estudava no mesma escola que a filha mais velha do gestor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Campos n\u00e3o separava a hora de ser pai de fam\u00edlia e ser governador. Foi a forma que ele encontrou para conciliar a pol\u00edtica e a vida pessoal. O conhecido estilo \u201ctrator para o trabalho\u201d do bastidores do Pal\u00e1cio das Princesas era replicado no conv\u00edvio familiar. \u201cEle podia chegar de viagem pesada do Interior mas, se Jos\u00e9 pedisse para jogar bola, ele entrava em casa, trocava de roupa e ia naturalmente\u201d, revela o jornalista Evaldo Costa, secret\u00e1rio de Imprensa durante os oito anos da gest\u00e3o de Campos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia de hoje n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil: ser\u00e1 o primeiro Dia dos Pais sem ele e amanh\u00e3, o primeiro anivers\u00e1rio de um superpai que fazia quest\u00e3o de estar presente nos principais momento da sua fam\u00edlia. Uma aus\u00eancia que certamente supera qualquer representa\u00e7\u00e3o que o l\u00edder pol\u00edtico tenha tido em sua vida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: FolhaPE<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Campos n\u00e3o separava a hora de ser pai de fam\u00edlia e ser governador. Foi a forma que ele encontrou para conciliar a pol\u00edtica e a vida pessoal. 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